• Aucun résultat trouvé

Chapitre I : Introduction à la tomographie électronique. Etat de l’art et

1.3. Principe et mise en œuvre de la microscopie électronique en trois dimensions (ou

1.3.4. Influence de la zone aveugle sur la reconstruction

Relativamente à entrevista realizada às crianças que fizeram parte do estudo (tabela 6), foi necessário fazer adaptações relativamente ao Manuel, uma vez que não comunica. Os ajustes feitos foram, no que toca à primeira pergunta “Gostaste dos novos brinquedos?”, foi possível concluir que a resposta seria sim, pois cada vez que o Manuel via os brinquedos na sala ia ao encontro dos mesmos e, na segunda pergunta “Qual foi o brinquedo de que gostaste mais?”, na mesa de trabalho foram colocados os dois brinquedos com que tinha realizado as atividades e a primeira reação do Manuel foi agarrar o “Autocarro”, daí ter sido essa a resposta depreendida.

De um modo geral, todos responderam que gostaram dos brinquedos, na segunda pergunta as respostas foram todas diferentes, as restantes perguntas (3, 4, 5 e 6) só foram possíveis de realizar ao João que respondeu “sim” a todas, como é possível verificar na tabela 6. Graças às suas caraterísticas pessoais foi possível realizar perguntas mais concretas. Para obter respostas por parte do João, foi verificado que o indivíduo já tinha uma estratégia para responder, este baseava-se em dizer “sim” abrindo os braços e, quando a resposta era “não” acenava a cabeça.

Tabela 6 - Análise da Entrevista realizada às crianças

Pergunta Nuno Dário Manuel João

1. Gostaste dos novos brinquedos? Sim Sim Sim Sim 2. Qual foi o brinquedo de que gostaste mais? Vassoura Urso Autocarro Cão 3. As atividades foram mais fáceis com o brinquedo? NA NA NA Sim 4. Aprendeste alguma coisa de novo? NA NA NA Sim 5. Sentes que o brinquedo faz com que os outros

percebam melhor as tuas capacidades? NA NA NA Sim 6. Com o switch sentes que consegues ter total controlo

sobre o brinquedo? NA NA NA Sim

Nota: A entrevista foi adequada a cada participante por isso as questões que não foram colocadas estão identificadas com NA –

não se aplica.

II.

Avaliação Realizada pelos Técnicos e Educadores

Foi solicitado aos técnicos e educadores (professora de educação especial, educadora de infância, duas auxiliares e investigadora) que avaliassem as crianças durante a primeira e a décima sessão, em seguida são apresentados os resultados em função de cada uma das questões solicitadas.

II. Desempenho na atividade.

Relativamente ao desempenho de cada criança na atividade os resultados podem ser observados na figura 5, este desempenho teve por base a capacidade de realização da tarefa, isto é, a performance do indivíduo durante a atividade, a forma como as funções foram executadas.

O desempenho do Nuno, de uma forma geral, todas as profissionais foram da opinião que o Nuno melhorou, de um desempenho baixo passou para um desempenho médio e de um desempenho médio para alto (de 𝑥̅=1 para 𝑥̅=2; do valor 2 para 3). No que diz respeito ao Dário houve algumas discrepâncias, tanto as auxiliares como a investigadora defendem que houve uma melhoria no desempenho (de 𝑥̅=1.5 para 𝑥̅=2; do valor 1 para 2), enquanto a educadora de infância denotou um decréscimo (de 3 para 2) e

a professora de educação especial achou que o seu desempenho se manteve (valor= 3). Também o Manuel não reuniu consenso, uma vez que tanto as auxiliares como a educadora de infância acham que o seu desempenho se manteve (𝑥̅=1; valor= 2), a professora de educação especial e a investigadora defendem que houve uma melhoria (de 2 para 3; de 1 para 2). Por fim o João demonstrou elevados níveis de desempenho, em que as auxiliares e a investigadora são da opinião que o seu desempenho aumentou (de 𝑥̅=1,5 para 𝑥̅=2,5; de 2 para 3), já as docentes são da opinião que o seu desempenho é o mais elevado na escala e que assim se manteve (valor= 3).

Figura 5 - Comparação dos resultados de desempenho da criança (0= não se aplica, 1= baixo, 2= médio e 3= alto) durante a atividade na sessão 1 e na sessão 10 na perspetiva das diferentes profissionais (valor médio da resposta das duas auxiliares)

II. Interesse pela atividade.

Relativamente ao interesse demonstrado pelas crianças nas atividades, na figura 6 estão representados os respetivos valores.

O interesse apresentado pelo Nuno tanto as auxiliares como a investigadora julgam que houve um aumento no decorrer do estudo, de um valor baixo/médio passou para um valor médio/alto e de um valor baixo para alto (de 𝑥̅=1,5 para 𝑥̅=2,5; de 1 para 3), enquanto as docentes são da opinião que o interesse demonstrado foi elevado e que se manteve. Todas as profissionais acham que o Dário se manteve consistente no interesse demonstrado pelo brinquedo, que se mostrou médio/alto (𝑥̅=2,5 e valor= 3). O Manuel, as

docentes acham que o interesse se manteve alto e inalterado (com valor 3) e, as auxiliares e a investigadora são da opinião que o interesse aumentou (de 𝑥̅=1,5 para 𝑥̅=2; de 2 para 3). Todas as inquiridas defendem ainda que o João demonstrou elevado interesse pelo brinquedo ao longo de todo o estudo (𝑥̅=3).

Figura 6 - Comparação de resultados do interesse demonstrado pelo brinquedo (0= não se aplica, 1= baixo, 2= médio e 3= alto) durante a atividade na sessão 1 e na sessão 10 na perspetiva das diferentes profissionais (valor médio da resposta das duas auxiliares)

II. Permanência na atividade.

Todas as informações relativas às deduções feitas em relação à opinião das profissionais sobre a permanência na atividade dos alunos são apresentadas na figura 7.

As docentes denotaram que o Nuno conseguiu manter-se concentrado na atividade (com valor alto, 3), as auxiliares e a investigadora são da opinião que houve um aumento de permanência na atividade, passando de um valor baixo para um valor médio (de 𝑥̅=1 para 𝑥̅=2). O Dário reuniu consenso junto das docentes e das auxiliares, que julgam ter conseguido permanecer muito tempo na atividade (𝑥̅=2,5 e com valor= 3), por outro lado a investigadora sugere que houve um aumento (de 1 para 2). As auxiliares, a professora de educação especial e a investigadora defendem que houve um aumento no tempo de permanência na atividade do Manuel (de 𝑥̅=1 para 𝑥̅=1,5; de 2 para 3; de 1 para 2), contrariamente a educadora diz que não houve alterações (manteve-se no valor 2). As auxiliares, a educadora e a professora de educação especial defendem que o João

manteve o seu nível de permanência na atividade (com valor 3) e a investigadora diz ter existido um aumento (de 2 para 3).

Figura 7 - Comparação de resultados da permanência da criança na atividade (0= não se aplica, 1= baixo, 2= médio e 3= alto) durante a atividade na sessão 1 e na sessão 10 na perspetiva das diferentes profissionais (valor médio da resposta das duas auxiliares)

II. Frequência das estereotipias.

Nestes estudantes é habitual encontrar estereotipias durante a realização de atividades e na figura 8 pode observar-se a evolução de cada criança na opinião das diferentes profissionais.

No que diz respeito à frequência das estereotipias do Nuno, as auxiliares e a educadora defendem que houve uma diminuição, de um valor médio/alto para um valor médio/baixo e de um valor elevado para um valor médio (𝑥̅=2,5 para 𝑥̅=1,5; de 3 para 2), a professora de educação especial inicialmente diz que as estereotipias são frequentes (com valor elevado, 3) e no fim do estudo diz que não se aplica ao Nuno (valor= 0) e, a investigadora defende que a frequência se mantem (com valor médio, 2). O Dário reuniu consenso junto da educadora, da professora de educação especial e da investigadora uma vez que todas responderam que não se aplicava (valor 0), já as auxiliares dizem ter existindo um decréscimo (de 𝑥̅=1,5 para 𝑥̅=1). As auxiliares dizem que o Manuel se manteve constante (𝑥̅=2), a educadora defende que a questão não se aplica (valor 0), a

professora de educação especial inicialmente diz não se aplicar (valor=0) e no fim refere que o Manuel apresenta alguma frequência (valor=1) e, a investigadora referiu que houve uma diminuição (de 3 para 1). Por fim, relativamente ao João tanto a educadora como a investigadora defenderam que a pergunta não se aplicava à criança (valor 0), as auxiliares dizem ter havido um decréscimo (de 𝑥̅=1 para 𝑥̅=0,5) e a professora de educação especial inicialmente refere que não se aplica a questão (valor 0) e no fim do estudo diz que o João tem uma frequência elevada de estereotipias (valor= 3).

Figura 8 - Comparação de resultados da frequência de estereotipias durante a atividade (0= não se aplica, 1= baixo, 2= médio e 3= alto) durante a atividade na sessão 1 e na sessão 10 na perspetiva das diferentes profissionais (valor médio da resposta das duas auxiliares)

II. Satisfação na atividade.

Durante as atividades foi solicitado observação do nível de satisfação com as mesmas de cada um dos alunos, e na figura 9 pode-se ver a opinião das diferentes profissionais.

Quanto à satisfação demonstrada pelo Nuno durante as atividades, as docentes defendem que este demonstra um nível elevado (valor= 3), enquanto as auxiliares e a investigadora dizem ter existido um aumento de valor baixo/médio para um valor médio e de um valor baixo para um valor alto (de 𝑥̅=1,5 para 𝑥̅=2; de 1 para 3). As auxiliares e as docentes referiram que o Dário se manteve constante no que diz respeito à satisfação (𝑥̅=2,5; valor= 3) e a investigadora diz ter havido um aumento (de 2 para 3). Também com o Manuel houve concordância junto das auxiliares e das docentes no facto de a satisfação

se ter mantido estável (𝑥̅=2; valor= 3), enquanto a investigadora é da opinião que houve um aumento (de 2 para 3). Finalmente relativamente ao João todas as profissionais defendem que a satisfação do aluno em causa se manteve constante (valor= 3).

Figura 9 - Comparação de resultados de satisfação demonstrada pela criança durante a atividade (0= não se aplica, 1= baixo, 2= médio e 3= alto) durante a atividade na sessão 1 e na sessão 10 na perspetiva das diferentes profissionais (valor médio da resposta das duas auxiliares)

II. Tónus muscular.

Outra pista que foi solicitado às profissionais estarem atentas durante as atividades às alterações do tónus muscular de cada criança (figura 10).

No que concerne a apresentação do tónus muscular da criança durante a atividade, tanto as auxiliares como a investigadora são da opinião que o Nuno apresentou valores médios constantes (𝑥̅=2), a educadora referiu que inicialmente o tónus muscular era médio (valor= 2) e no fim do estudo diz que a questão não se aplica à criança em questão (valor 0) e, a professora de educação especial diz ter havido um aumento de um valor médio para alto (de 2 para 3). Quanto ao Dário as docentes acham que houve um aumento no nível do tónus muscular (de 2 para 3), enquanto as auxiliares e a investigadora são da opinião que se manteve (𝑥̅=1; valor= 2). As auxiliares, a professora de educação especial e a investigadora dizem que o Manuel manteve o seu nível de tónus muscular (𝑥̅=1; valor= 2) e, a educadora inicialmente referiu que o seu tónus era médio (valor 2) e no final do estudo

diz que a questão não se aplica (valor 0). Relativamente ao João as auxiliares e a professora de educação especial acham que manteve o seu tónus inalterado (𝑥̅=3), enquanto a educadora e a investigadora pensam ter existido uma diminuição (de 3 para 2).

Figura 10 - Comparação de resultados de apresentação do tónus muscular da criança durante a atividade (0= não se aplica, 1= baixo, 2= médio e 3= alto) durante a atividade na sessão 1 e na sessão 10 na perspetiva das diferentes profissionais (valor médio da resposta das duas auxiliares)

II. Controlo motor.

Para a qualidade do desempenho das crianças durante as atividades a qualidade do seu controlo motor é fulcral, assim a opinião das profissionais está expressa na figura 11.

No que se refere ao controlo motor exibido pelo Nuno durante as atividades, as auxiliares e docentes são da opinião que houve melhorias, demonstradas por valores baixo/médio que passaram para valores médios e de valor médio passou para alto respetivamente (de 𝑥̅=1,5 para 𝑥̅=2; de 2 para 3) e, a investigadora defende que não houve alterações, mantendo-se com valores médios (valor 3). Relativamente ao Dário, as auxiliares e a investigadora dizem que o controlo motor se manteve inalterado (𝑥̅=1; valor 2) e as docentes acham que houve um decréscimo (de 3 para 2; de 3 para 1). Já o Manuel, as auxiliares e as docentes referem que houve progressos no seu controlo motor (de 𝑥̅=1,5 para 𝑥̅=2; de 1 para 2) e, a investigadora diz ter-se mantido (valor 3). As auxiliares acham que o João diminuiu o seu controlo motor (de 𝑥̅=2,5 para 𝑥̅=2), enquanto as docentes e a investigadora dizem ter havido uma grande evolução (de 1 para 3).

Figura 11 - Comparação de resultados do controlo motor exibido pela criança durante a atividade (0= não se aplica, 1= baixo, 2= médio e 3= alto) durante a atividade na sessão 1 e na sessão 10 na perspetiva das diferentes profissionais (valor médio da resposta das duas auxiliares)

II. Movimentos finos.

Por último foi solicitado às profissionais que observassem o nível desempenho dos alunos na sua manipulação e consequente a capacidade de realizar movimentos finos, sendo que a sua perceção está expressa na figura 12.

No que diz respeito à capacidade de realização de movimentos finos da mão, as auxiliares e a investigadora defendem que o Nuno manteve inalterada a sua capacidade, com valor médio/alto e valor alto respetivamente (𝑥̅=2,5; valor= 3) e, as docentes dizem ter havido um aumento de valor médio para alto (de 2 para 3). Com o Dário, as auxiliares e a educadora são da opinião que as suas capacidades se mantiveram constantes (𝑥̅=1), já a professora de educação especial e a investigadora pensam ter havido melhorias (de 1 para 2). Também as auxiliares e a investigadora referiram que as capacidades do Manuel se mantiveram inalteradas (𝑥̅=1; valor= 3), enquanto as docentes sugerem ter existido progressos (de 1 para 2). Por fim o João reuniu consenso junto das docentes e da investigadora, no que toca à não aplicabilidade da questão (valor 0) e, as auxiliares dizem que houve uma diminuição na sua capacidade de realização de movimentos finos da mão (de 𝑥̅=2 para 𝑥̅=1).

Figura 12 - Comparação de resultados da capacidade de realização de movimentos finos da mão (0= não se aplica, 1= baixo, 2= médio e 3= alto) durante a atividade na sessão 1 e na sessão 10 na perspetiva das diferentes profissionais (valor médio da resposta das duas auxiliares)

II.

Observação – Objetivos específicos avaliados pelo programa

Tal como já foi referido foram realizadas observações ao longo das sessões, em seguida apresentam-se as grelhas organizadas por cada objetivo definido para cada criança. De notar que a sessão 1 caraterizou-se pela exploração livre do brinquedo e a sessão 2 define- se pela associação da ação do switch, isto para todos os indivíduos.

II. Objetivo 1 – “Demonstrar interesse na atividade” ou “Ser capaz

de seguir o objeto”.

Como é possível observar na tabela 7 de uma forma geral as atividades que foram motivadoras para as crianças:

− O Nuno inicialmente, nas sessões 1 e 2, demonstrava apenas algum interesse nas atividades, e ao longo das sessões foi demonstrando um maior interesse, terminando a sessão 10 muito interesse;

− Relativamente ao interesse demonstrado pelo Dário, existiram algumas oscilações, entre algum até muito interesse, sendo este último o valor mais frequente, visível na tabela;

− O Manuel, no objetivo de seguir o objeto, no início fazia-o na maior parte das vezes, mas a partir da 8.ª sessão fê-lo sempre de forma consistente;

− O João manteve-se constante no que toca ao interesse demonstrado durante as atividades, sendo registado sempre com muito interesse naquilo que lhe foi proposto.

Tabela 7 - Grelha de observações - objetivo 1 – “Demonstrar interesse na atividade” ou “Ser capaz de seguir o objeto”

Objetivo 1 Nuno [demonstrar interesse na atividade] Dário [demonstrar interesse na atividade] Manuel [seguir o objeto] João [demonstrar interesse na atividade] Sessão 1 (1) Demonstra algum interesse (3) Demonstra muito interesse (2) Segue na maioria das vezes (3) Demonstra muito interesse Sessão 2 (1) Demonstra algum interesse (3) Demonstra muito interesse (2) Segue na maioria das vezes (3) Demonstra muito interesse Sessão 3 (2) Demonstra interesse (2) Demonstra interesse (2) Segue na maioria das vezes (3) Demonstra muito interesse Sessão 4 (2) Demonstra interesse (3) Demonstra muito interesse (3) Segue sempre (3) Demonstra muito interesse Sessão 5 (2) Demonstra interesse (3) Demonstra muito interesse (2) Segue na maioria das vezes (3) Demonstra muito interesse Sessão 6 (2) Demonstra interesse (1) Demonstra algum interesse (2) Segue na maioria das vezes (3) Demonstra muito interesse Sessão 7 (3) Demonstra muito interesse (2) Demonstra interesse (2) Segue na maioria das vezes (3) Demonstra muito interesse Sessão 8 (3) Demonstra muito interesse (3) Demonstra muito interesse (3) Segue sempre (3) Demonstra muito interesse Sessão 9 (3) Demonstra muito interesse (2) Demonstra interesse (3) Segue sempre (3) Demonstra muito interesse

Sessão

10* (3) Demonstra muito interesse (2) Demonstra interesse (3) Segue sempre (3) Demonstra muito interesse

Legenda: * Sessão realizada após 1 mês após a última sessão

II. Objetivo 2 – “Ser capaz de manipular o switch”.

Na tabela 8 é possível verificar que as crianças perceberam o objetivo e manipularam o switch com intencionalidade.

O melhor exemplo foi o Nuno e o João que se mantiveram o seu comportamento consistente entre a sessão 1 e a sessão 10 no que diz respeito à manipulação do switch, ou seja, manipularam sempre com intenção o switch dos seus brinquedos.

No que diz respeito à forma como o Dário manipula o switch, também existem algumas modificações, entre manipular com alguma intenção e com intenção o switch dos seus brinquedos, sendo o último valor mais frequente e o que foi adquirido.

No que toca à manipulação do switch, o Manuel começou por não ter qualquer intencionalidade neste comportamento na primeira sessão, tendo percebido ao longo das sessões o objetivo do objeto e na última sessão do programa, bem como na de retenção a manipulação foi sempre feita com intencionalidade.

Tabela 8 - Grelha de observações - objetivo 2 – “Ser capaz de manipular o switch”

Objetivo 2 Nuno Dário Manuel João

Sessão 1 (3) Manipula com intenção (3) Manipula com intenção indiferenciadamente (1) Manipula (3) Manipula com intenção Sessão 2 (3) Manipula com intenção (3) Manipula com intenção (2) Manipula com alguma intenção (3) Manipula com intenção Sessão 3 (3) Manipula com intenção (2) Manipula com alguma intenção (2) Manipula com alguma intenção (3) Manipula com intenção Sessão 4 (3) Manipula com intenção (2) Manipula com alguma intenção (2) Manipula com alguma intenção (3) Manipula com intenção Sessão 5 (3) Manipula com intenção (2) Manipula com alguma intenção (2) Manipula com alguma intenção (3) Manipula com intenção Sessão 6 (3) Manipula com intenção (2) Manipula com alguma intenção (2) Manipula com alguma intenção (3) Manipula com intenção Sessão 7 (3) Manipula com intenção (3) Manipula com intenção (2) Manipula com alguma intenção (3) Manipula com intenção Sessão 8 (3) Manipula com intenção (3) Manipula com intenção (2) Manipula com alguma intenção (3) Manipula com intenção Sessão 9 (3) Manipula com intenção (3) Manipula com intenção (3) Manipula com intenção (3) Manipula com intenção Sessão 10* (3) Manipula com intenção (3) Manipula com intenção (3) Manipula com intenção (3) Manipula com intenção

Legenda: * Sessão realizada após 1 mês após a última sessão

II. Objetivo 3 – “Diminuir o reforço necessário para iniciar ou manter

a tarefa”.

Na tabela 9 é possível observar os dados relativos ao reforço necessário para a criança executar a tarefa, tendo sido semelhantes em cada uma das crianças.

O Nuno manteve-se constante, executando a tarefa na maioria das vezes apenas com ajuda verbal e, havendo uma sessão, sessão 8, em que após a demonstração fez a atividade sem ajuda.

O Dário oscilou um pouco entre fazer a atividade com ajuda física e sem ajuda, sendo a ajuda verbal e ajuda física as que mais foram recorrentes.

O Manuel também oscilou entre fazer com ajuda física e fazer sem ajuda, o valor que mais se repetiu foi executar a atividade com ajuda física, contudo na última sessão ao repetir a atividade já não precisou de ajuda o que parece ser um indicador positivo de evolução.

O João quem obteve melhores resultados neste objetivo, uma vez que em todas as sessões, depois de demonstrada a atividade, fê-la sem qualquer tipo de ajuda.

Tabela 9 - Grelha de observações - objetivo 3 – “Diminuir o reforço necessário para iniciar ou manter a tarefa”

Objetivo 3 Nuno Dário Manuel João

Sessão 1 (2) Faz com ajuda verbal (3) Faz sem ajuda após demonstração (1) Faz com ajuda física (3) Faz sem ajuda após demonstração Sessão 2 (2) Faz com ajuda verbal (3) Faz sem ajuda após demonstração (1) Faz com ajuda física (3) Faz sem ajuda após demonstração Sessão 3 (2) Faz com ajuda verbal (2) Faz com ajuda verbal (1) Faz com ajuda física (3) Faz sem ajuda após demonstração Sessão 4 (2) Faz com ajuda verbal (2) Faz com ajuda verbal (1) Faz com ajuda física (3) Faz sem ajuda após demonstração Sessão 5 (2) Faz com ajuda verbal (1) Faz com ajuda física (1) Faz com ajuda física (3) Faz sem ajuda após demonstração Sessão 6 (2) Faz com ajuda verbal (1) Faz com ajuda física (1) Faz com ajuda física (3) Faz sem ajuda após demonstração Sessão 7 (2) Faz com ajuda verbal (1) Faz com ajuda física (2) Faz com ajuda verbal (3) Faz sem ajuda após demonstração Sessão 8 após demonstração (3) Faz sem ajuda (2) Faz com ajuda verbal (3) Faz sem ajuda após demonstração (3) Faz sem ajuda após demonstração Sessão 9 (2) Faz com ajuda verbal (1) Faz com ajuda física (1) Faz com ajuda física (3) Faz sem ajuda após demonstração Sessão 10* (2) Faz com ajuda verbal (2) Faz com ajuda verbal (3) Faz sem ajuda após demonstração (3) Faz sem ajuda após demonstração

Legenda: * Sessão realizada após 1 mês após a última sessão

II. Objetivo 4 – “Diminuir a frequência com que sai da tarefa”.

O quarto objetivo consistiu em tentar diminuir a frequência com que cada aluno sai da tarefa (ver tabela 10), tendo sido obtidos resultados diferentes entre as crianças.

O Nuno também alterou entre sair constantemente da tarefa e sair poucas/nenhuma vez, sendo “sai algumas vezes” o valor mais frequente. Na última sessão o Nuno demonstrou-se muito agitado, sem conseguir manter a concentração na atividade que estava a realizar e, consequentemente constantemente a sair da atividade. Não foi possível apurar o motivo para tal, pensa-se que terá sido devido a fatores externos, impossíveis de serem contornados pela investigadora.

Os valores do Dário também variam entre sair algumas vezes da tarefa e sair poucas vezes, apesar de este comportamento ter piorado nas últimas sessões, pensa-se que tal aconteceu uma vez que o Dário se veio a mostrar mais apático relativamente às primeiras sessões.

O Manuel começou por sair constantemente da tarefa, contudo foi exibindo melhorias até quase ou nunca sair da atividade, tendo tido uma evolução muito positiva neste comportamento.

O João mais uma vez, foi a criança que obteve melhores resultados, em todas as sessões saiu poucas ou nenhuma vez da atividade, tendo mantido o seu bom comportamento ao longo de todas as sessões.

Tabela 10 - Grelha de observações - objetivo 4 – “Diminuir a frequência com que sai da tarefa”

Objetivo 4 Nuno Dário Manuel João

Sessão 1 (3) Sai poucas vezes/não sai (3) Sai poucas vezes/não sai (1) Sai constantemente (3) Sai poucas vezes/não sai Sessão 2 (2) Sai algumas vezes (3) Sai poucas vezes/não sai (2) Sai algumas vezes (3) Sai poucas vezes/não sai Sessão 3 (2) Sai algumas vezes (2) Sai algumas vezes (3) Sai poucas vezes/não sai (3) Sai poucas vezes/não sai Sessão 4 (2) Sai algumas vezes (3) Sai poucas vezes/não sai (3) Sai poucas vezes/não sai (3) Sai poucas vezes/não sai Sessão 5 (2) Sai algumas vezes (2) Sai algumas vezes (2) Sai algumas vezes (3) Sai poucas vezes/não sai Sessão 6 (2) Sai algumas vezes (2) Sai algumas vezes (3) Sai poucas vezes/não sai (3) Sai poucas vezes/não sai Sessão 7 (3) Sai poucas vezes/não sai (3) Sai poucas vezes/não sai (3) Sai poucas vezes/não sai (3) Sai poucas vezes/não sai Sessão 8 (3) Sai poucas vezes/não sai (3) Sai poucas vezes/não sai (3) Sai poucas vezes/não sai (3) Sai poucas vezes/não sai Sessão 9 (3) Sai poucas vezes/não sai (2) Sai algumas vezes (3) Sai poucas vezes/não sai (3) Sai poucas vezes/não sai Sessão 10* (1) Sai constantemente (2) Sai algumas vezes (3) Sai poucas vezes/não sai (3) Sai poucas vezes/não sai

Legenda: * Sessão realizada após 1 mês após a última sessão

II. Objetivo 5 – “Melhorar a capacidade de comunicação”.

A tabela 11 diz respeito ao quinto objetivo que tem como propósito, melhorar a capacidade de comunicação, é possível observar na tabela:

− O Nuno exibiu melhorias, passando de comunicar apenas de forma emocional a fazê-lo com a intenção de comunicar com o outro.

− O Dário, que vocaliza e faz movimentos de sim/não, demonstra uma evolução de se expressar de forma emocional para se expressar com o intuito de comunicar com o outro, contudo na última sessão volta ao valor inicial.

− O Manuel tendo em conta que não comunica de forma alguma, para além de emissão de sons, também demonstrou alguma evolução pois, nas primeiras duas sessões vocalizava de forma aleatória e sem aparente relação com a tarefa que estava a realizar e, a partir daí passa a expressar-se de forma emocional, mas já de forma relacionada com a atividade.

− O João, não comunicando verbalmente, mas sim por vocalizações e gestos, foi a criança que se destacou, visto que quando necessário, comunicou sempre com

intenção de interagir com o outro. Tal facto também se prende com a aprendizagem feita por parte da investigadora no que diz respeito à forma como o João se expressava quando necessitava/queria algo.

Tabela 11 - Grelha de observações - objetivo 5 – “Melhorar a capacidade de comunicação”

Objetivo 5 Nuno Dário Manuel João

Sessão 1 (2) Relacionada com a tarefa, de expressão emocional

(2) Relacionada com a tarefa, de expressão

emocional

(1) Aleatórias/ sem aparente relação com a

tarefa

(3) Relacionada com a tarefa, com intenção de comunicar com o outro Sessão 2 (2) Relacionada com a tarefa, de expressão

emocional

(2) Relacionada com a tarefa, de expressão