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IMPL´EMENTATION ET R´ESULTATS

Codage de triangulations par catalogues

CHAPITRE 4. CODAGE DE TRIANGULATIONS PAR CATALOGUES

4.4. IMPL´EMENTATION ET R´ESULTATS

DOENÇAS LINFOPROLIFERATIVAS T E NK

A caracterização IF das DLPC-B foi já alvo de numerosos estudos, sendo hoje universalmente aceite que existem perfis IF característicos associados aos diferentes tipos de DLPC-B.291,292,293,294,295,296,297,298,299

284Van den Beemd R e col (2000): Flow cytometric analysis of the Vbeta repertoire in healthy controls. Cytometry 40: 336-45

285 Posnett DN (1995): Environmental and genetic factors shape the human T-cell receptor repertoire. Ann N Y Acad Sci 7: 756:71-80

286 LeMaoult J e col (2000): Age-related dysregulation in CD8 T cell homeostasis: kinetics of a diversity loss. J Immunol 165: 2367-73 287 Khan N e col (2002): Cytomegalovirus seropositivity drives the CD8 T cell repertoire toward greater clonality in healthy elderly individuals. J Immunol 169: 1984-92

288 Posnett DN e col (1994): Clonal populations of T cells in normal elderly humans: the T cell equivalent to "benign monoclonal gammapathy". J Exp Med 179: 609-18

289 Direskeneli H e col (1999): Oligoclonal T cell expansions in patients with Behcet's disease. Clin Exp Immunol 117: 166-70

290 Shimomura T e col (1996): Oligoclonal accumulation of T cells in peripheral blood from patients with idiopathic thrombocytopenic purpura. Br J Haematol 95: 732-7

291 Matutes E (1994): The immunological profile of B-cell disorders and proposal of a scoring system for the diagnosis of CLL. Leukemia 8: 1640-5 292 Matutes E e col (1994): The immunophenotype of hairy -cell leukemia (HCL) – Proposal for a scoring system to distinguish HCL from B-cell disorders with hairy or villous lymphocytes. Leuk Lymphoma 14: 57-61

53 No que respeita às DLPC-T e NK, o conhecimento actual é, no mínimo, mais limitado.

1.2.2.1. Doenças linfoproliferativas NK

Num estudo em que se pretendia avaliar a origem das diferentes neoplasias NK, verificou- se que, na maioria dos casos, as CNK neoplásicas apresentavam um IF maturo que se caracterizava pela expressão de CD16, CD56 e CD94; desta forma foi sugerido que a maioria das neoplasias NK tenha origem em CNK diferenciadas, independentemente das suas características morfológicas de células maturas ou de células blásticas e da sua menor ou maior agressividade clínica.300

Sabe-se actualmente que no grupo dos linfomas NK nasal e tipo nasal, as CNK neoplásicas apresentam um perfil IF de membrana CD2+, CD3-, CD56+, expressam com frequência a cadeia épsilon do CD3 no citoplasma, não rearranjam os genes que codificam para o TCR,301,302 têm anomalias

cromossómicas recorrentes e com relativa

293 Orfao A. e col (1988): Clinical and immunological findings in large B-cell chronic lymphocytic leukemia. Clin Immunol Immunopahol 46: 177-85 294 Cornfield DB e col (2000): Follicular lymphoma can be distinguished from benign follicular hyperplasia by flow cytometry using simultaneous staining of cytoplasmic bcl-2 and cell surface CD20. Am J Clin Pathol 114: 258-63 295 Marotta G e col (2000): Expression of the CD11c antigen in B-cell chronic lymphoproliferative disorders. Leuk Lymphoma 37: 145-9

296 Bellido M e col (2001): Flow cytometry using the monoclonal antibody CD10-PE/Cy5 is a useful tool to identify follicular lymphoma cells. Eur J Haematol 66: 100-6

297 Ahmad E e col (2002): Clinical utility of CD23 and FMC7 antigen coexistent expression in B-cell lymphoproliferative disorder subclassification. Cytometry 50: 1-7

298 Braylan RC e col (2001): Optimal number of reagents required to evaluate hematolymphoid neoplasias: Results of an International Consensus Meeting. Cytometry 46: 23-7

299 Sanchez ML e col (2002): Incidence of phenotypic aberrations in a series of 467 patients with B-chronic lymphoproliferative disorders: Basis for the design of specific 4-color stainings to be used for minimal residual disease investigation. Leukemia 16: 1460-9

300 Mori KL e col (2001): Differentiation stages of natural killer cell lineage lymphoproliferative disorders based on phenotypic analysis. Br J Haematol 155: 225-8

301 Ohno T e col (1995): Frequent expression of CD3 epsilon in CD3 (Leu 4)- negative nasal T-cell lymphomas. Leukemia 9: 44-52

frequência estão associadas a infecção das células neoplásicas pelo EBV.303,304

1.2.2.1.a) Doenças linfoproliferativas crónicas de linfócitos grandes granulares NK

Pouco ou nada se conhece sobre o perfil IF que define as leucemias crónicas de LGL-NK e que as distingue das proliferações reactivas de CNK.305,306

1.2.2.2. Doenças linfoproliferativas T

O perfil IF da célula linfóide neoplásica está já relativamente bem caracterizado em algumas entidades, como, por exemplo, a leucemia linfocítica/prolinfocítica crónica T,307 a leuce-

mia linfoma de células T do adulto308 e o

linfoma Tγδ+ hepato-esplénico.309 Noutras,

como no linfoma T angioimunoblástico, é reconhecida a complexidade imunofenotípica resultante da heterogeneidade intra-tumo- ral.310,311,312, 313

302 Chan JK e col (1996): Clarification of CD3 immunoreactivity in nasal T/natural killer cell lymphomas: the neoplastic cells are often CD3 epsilon+. Blood 87: 839-41

303 Wong KF (1999): Cytogenetic abnormalities in natural killer cell lymphoma/leukaemia--is there a consistent pattern? Leuk Lymphoma 34: 241-50

304 Siu LL (2000): Consistent patterns of allelic loss in natural killer cell lymphoma. Am J Pathol 157: 1803-9

305 Harris NL e col (1994): A revised european-american classification of lymphoid neoplasms: a proposal from the international lymphoma study group. Blood 84: 1361-92

306 Harris N e col (1999): World Health Organization Classification of Neoplastic Diseases of the Hematomoietic and Lymphoid Tissues: Report of the Clinical Advisory Committee Meeting –Airlie House, Virginia, November 1997. J Clin Oncol 17: 3835-49

307 Matutes E (1998): T-cell Prolymphocytic Leukemia. Cancer Control 5: 19- 24

308 Dahmoush L e col (2002): Adult T-cell leukemia/lymphoma: a cytopathologic, immunocytochemical, and flow cytometric study. Cancer 96: 110-6

309 Weidmann E (2000): Hepatosplenic T cell lymphoma. A review on 45 cases since the first report describing the disease as a distinct lymphoma entity in 1990 Leukemia 14: 991-7

310 Attygalle A. e col (2002): Neoplastic T cells in angioimmunoblastic T-cell lymphoma express CD10. Blood 99: 627-33

311 Lee SS e col (2003): Angioimmunoblastic T cell lymphoma is derived from mature T-helper cells with varying expression and loss of detectable CD4. Int J Cancer 103: 12-20

312 Willenbrock K e col (2001): Analysis of T-cell subpopulations in T-cell non-Hodgkin's lymphoma of angioimmunoblastic lymphadenopathy with dysproteinemia type by single target gene amplification of T cell receptor- beta gene rearrangements. Am J Pathol 158: 1851-7

313 Smith JL e col (2000): Frequent T and B cell oligoclones in histologically and immunophenotypically characterized angioimmunoblastic lymphadenopathy. Am J Pathol 156: 661-9

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1.2.2.2.a) Doenças linfoproliferativas crónicas de linfócitos grandes granulares T

No grupo das DLPC de LGL-T, as leucemias de LGL-T TCRα β+/CD8+ foram caracterizadas como expansões de LT TCRα β+/CD8+ efectores de tipo citotóxico – CD45RA+/CD28-/CD27-/CD94+ – com expressão variável de CD57.314,315,316,317 São, no

entanto, quase completamente desconhecidas as características IF das leucemias de LGL-T TCRα β+/CD4+ e TCRγδ+. No que respeita às DLP-T TCRα β+/CD4+, foi previamente descrito que os LGL TCRα β+/CD4+ co- expressam frequentemente CD8 e moléculas associadas às células NK (“Natural-Killer associated”, NKa) – como o CD56 e o CD57 – na membrana. 318,319,320,321 No entanto, e tal

como também dissemos anteriormente, as séries publicadas incluíam expansões policlonais, oligoclonais e monoclonais destas células sem que fosse avaliada a existência de diferenças IF entre os diferentes grupos. Desta forma, não se encontra caracterizado o perfil clono-fenotípico associado às leucemias de LGL-T TCRα β+/CD4+.

314 Melenhorst JJ e col (2001): Large granular lymphocyte leukemia is characterized by a clonal T-cell receptor rearrangement in both memory and effector CD8+ lymphocyte populations. Br J Haematol 112: 189-94 315 Bigouret V e col (2003): Monoclonal T-cell expansions in asymptomatic individuals and in patients with large granular leukemia consist of cytotoxic effector T cells expressing the activating CD94-NKG2C/E and NKD2D killer cell receptor. Blood 101: 3198-204

316 Melenhorst JJ e col (2003): T-cell large granular lymphocyte leukemia is characterized by massive TCRBV-restricted clonal CD8 expansion and a generalized overexpression of the effector cell marker CD57. Hematol J 4: 18-25

317 Morice WG e col (2003): Demonstration of aberrant T-cell and natural killer-cell antigen expression in all cases of granular lymphocytic leukaemia. Br J Haematol 120: 1026-36

318 Richards SJ e col (1992): A distinct large granular lymphocytic (LGL) / NK-associated (NKa) abnormality characterized by membrane CD4 and CD8 coexpression. Br J Haematol 82: 494-501

319 Sala P e col (1993): Persistent expansions of CD4+CD8+ peripheral blood T-cells. Blood 82: 1546-52

320 de Totero D e col (1992): Heterogeneous immunophenotype of large granular lymphocyte expansions: differential expression of the CD8a and CD8b chains. Blood 80: 1765-73

321 Tonutti E e col (1994): Phenotypic heterogeneity of persistent expansions of CD4+ CD8+ T cells. Clin Immunol Immunopathol 73: 312-20

1.2.2.2.b) Síndrome de Sezary

Estudos previamente publicados evidencia- ram que, na maioria dos casos de SS, a célula linfóide neoplásica é TCRα β+/CD4+ e apresen- ta alterações da expressão de algumas moléculas como o CD7, CD3 e CD26.

322,323,324,325,326,327,328,329,330,331 No entanto, des-

conhece-se o valor real destas alterações como indicadores clono-fenotípicos, isto é, a sua sensibilidade e especificidade para o diagnós- tico da doença.

A noção geral de que era urgente actualizar os critérios de diagnóstico de SS levou a que a Sociedade Internacional de Linfomas Cutâneos tivesse proposto em 2002 um novo algoritmo que inclui: 332 1) número absoluto de CS igual

ou superior a 1000/mm3; 2) razão CD4/CD8 igual ou superior a 10 e/ou a perda aberrante de um ou mais Ag associados aos LT, detectada por CF; 3) linfocitose com alterações

322 Kuchnio M e col (1994): Flow cytometric detection of neoplastic T cells in patients with mycosis fungoides based on levels of T-cell receptor expression. Am J Clin Pathol 102: 856-60

323 Harmon CB e col (1996): Detection of circulating T cells with CD4+CD7- immunophenotype in patients with benign and malignant lymphoproliferative dermatoses. J Am Acad Dermatol 35: 404-10

324 Bogen SA e col (1996): Immunophenotypic identification of Sezary cells in peripheral blood. Am J Clin Pathol 106: 739-48

325 Dummer R e col (1999): Genotypic, phenotypic and functional analysis of CD4+CD7+ and CD4+CD7- T lymphocyte subsets in Sezary syndrome. Arch Dermatol Res 291: 307-11

326 Scala E e col (1999): Skewed expression of activation, differentiation and homing-related antigens in circulating cells from patients with cutaneous T cell lymphoma associated with CD7- T helper lymphocytes expansion. J Invest Dermatol 113: 622-7

327 Edelman J e col (2000): Diminished CD3 expression is useful for detecting and enumerating Sezary cells. Am J Clin Pathol 114: 467-77 328 Rappl G e col (2001): CD4 (+) CD7 (-) T cells compose the dominant T- cell clone in the peripheral blood of patients with Sezary syndrome. J Am Acad Dermatol 44: 456-61

329 Vonderheid EC e col (2001): Variable CD7 expression on T cells in the leukemic phase of cutaneous T cell lymphoma (Sezary syndrome). J Invest Dermatol 117: 654-62

330 Jones D e col (2001): Absence of CD26 expression is a useful marker for diagnosis of T-cell lymphoma in peripheral blood. Am J Clin Pathol 115: 885- 92

331 Bernengo MG e col (2001): The relevance of the CD4+ CD26- subset in the identification of circulating Sezary cells. Br J Dermatol 144: 125-35 332 Vonderheid EC e col (2002): Update on erythrodermic cutaneous T-cell lymphoma: report of the International Society for Cutaneous Lymphomas. J Am Acad Dermatol 46: 95-106

55 moleculares ou cromossómicas que documen- tem monoclonalidade T.

Embora este algoritmo represente um avanço sobre propostas prévias,333,334 continua a

falhar pela ausência de definição clara de qual é (ou quais são) os critérios IF exactos que devem ser utilizados para identificar as CS. Por isso são ainda muitos os que defendem que a (mono) clonalidade destas células deve ser confirmada por estudos moleculares,335 esque-

cendo que estes também têm limitações importantes que podem comprometer a sua utilização para o diagnóstico de rotina.336,337,338

Desta forma, é urgente definir os critérios IF que devem ser utilizados na prática clínica diária para identificação das CS.

1.2.3. OUTRAS APLICAÇÕES DOS ESTUDOS