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5.4 Une sécurisation des réseaux SD-IoV s’appuyant sur la Blockchain

5.5.4 Impact de l’authentification/révocation inter-sous-réseaux Block-

«Quando as pessoas não saem do sítio onde vivem, quando nunca saem do

seu quarteirão ou do seu estado, cresce uma parede. Elas não vêem nada de fora do seu estado ou do seu país e isso é perigoso. Sair implica ver outras pessoas. Dá-nos até a impressão de mudar o mundo. A parede que nos impede de sair e de conhecer outras pessoas deve ser destruída.» Livro Branco Europeu sobre as Políticas da Juventude: Uma Contribuição dos jovens mais pobres. (Citado por Croft, 2001: 14).

Quando se pretende implementar projetos para jovens, independentemente da sua situação económica, social, cultural, psicológica ou física, são necessárias considerações a ter em conta. O principal motivo de intervenção para jovens consiste no facto de que, estes apresentam direitos e deveres perante as decisões sobre o espaço público ou para de uma forma ou de outra, terem a capacidade de poderem adquirir autonomia nas suas escolhas de vida e terem acesso a mais oportunidade.

Neste caso, vamos apenas direcionar o nosso discurso para jovens com menos oportunidades. Devido ao seu envolvente, estes jovens são condicionados no seu normal processo de vida em sociedade. Através do incentivo, por parte da União Europeia, na previsão de fundos destinados ao desenvolvimento de práticas de intervenção para este caso específico, são possíveis hoje de criar projetos que se debruçam nos princípios de igualdade, coesão social e territorial. Com o intuito de fomentar o aumento da educação e formação profissional, e deste modo proporcionar aos jovens fragilizados mais oportunidades para criar uma Europa mais coesa e com menos contrastes sociais.

O fenómeno associado à complexidade das sociedades, torna a iniciativa de incluir a participação juvenil nas ações públicas, uma ferramenta importante na luta contra a marginalização e problemas de âmbito social. Trata-se de uma forma prática de mudar atitudes e, acrescentar valor no território, «para que a sociedade beneficie verdadeiramente do empenho dos jovens, devem ser dados os meios e as oportunidades a todos os jovens para que possam aproveitar o direito de participar […] a participação dos jovens com menos oportunidades é também um barómetro da saúde subjacente das nossas democracias e sociedades» (Croft, 2001: 9).

Os maiores especialistas sobre os temas de exclusão são estes jovens. É impossível descrever sensações ou emoções, e o sentimento de exclusão trata-se disso mesmo, uma

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emoção única e intransmissível. As opiniões e testemunhos49 de experiências sobre fenómenos sociais, como é o caso da exclusão e discriminação. Estes relatos tornam-se elementares nas investigações, análises e avaliações sobre os impactes dos projetos e programas implementados. Não basta apenas dados quantificáveis ou, narrativas das perceções de quem está de fora, no qual «a imprensa e os políticos descrevem-nos como sendo passivos ou até potencialmente criminosos, enquanto que por outro lado, eles aparecem na publicidade e nos filmes como ativos, poderosos, felizes e fortes […] a maioria dos jovens com poucas oportunidades vive sob pressão, pressão esta que advém de diferentes lados e de diferentes tipos de dificuldades» (Crolla, 2001: 17).

O papel das pessoas50 que trabalham junto destes jovens, têm a responsabilidade de saber como lidar com as inúmeras barreiras que por vezes limitam os jovens a uma efetiva participação, como mostra o Quadro 8 abaixo:

Quadro 8 – Obstáculos dos Jovens à Participação

Obstáculos pessoais Obstáculos práticos Falta de autoestima, autoconfiança;

Falta de encorajamento;

Não gostam de ser tratados de forma condescendente;

O trabalho com jovens não é apelativo (“é para crianças e maricas”)

Medo de ser discriminado; Atividades desinteressantes.

Falta de informação;

Falta de permissão – pressão pelo grupo contra a participação;

Falta de tempo ou energia; Falta de dinheiro;

Conflitos culturais ou religiosos; Problemas de mobilidade.

Fonte: Adaptado de Crolla (2001: 17)

49 Dos jovens com menos oportunidades.

50 «A pessoa que trabalha com jovens é, pelo menos, responsável por oferecer a todos os jovens a possibilidade de participar, deixando com os jovens a decisão de participar ou não […] é extremamente importante perceber quais são as barreiras que existem e que impedem a inclusão do trabalho com jovens […] pode ser difícil perceber porque é que os jovens não participam em atividades divertidas juntamente com outros jovens. Mas para muitos jovens, a sua prioridade passa por tomar conta deles próprios e enfrentar os vários desafios das suas vidas» (Crolla, 2001: 17).

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O quadro é apenas uma resumida demonstração, de possíveis barreiras à participação sentidas pelos jovens com menos oportunidades. Quando estes não participam ou deixam simplesmente de participar numa determinada atividade, existe sempre um motivo. Cabe a quem trabalha com estes jovens encontrar uma forma de conseguir reverter a situação ou até mesmo preveni-la. Passa, pela elaboração de um plano de ação com grande detalhe sobre o universo dos jovens:

Figura 6 – Etapas do Plano de Ação para Intervenção com Jovens

Fonte: Adaptado de Crolla (2001: 18)

Na elaboração do projeto e durante a fase de diagnóstico, seria importante envolver tanto os promotores como os beneficiários. Para, criar um maior interesse e vontade de participar, criar um sentimento de pertença entre as atividades do projeto (produto)51 e os jovens (destinatários).

4.2.1. Importância do Contexto no Projeto

A situação presente de cada ser humano é, a consequência das suas experiências passadas. O local onde nasceu e viveu, o tipo de educação que teve, comunidade a que pertence,

51 Atividades para jovens que lhes permitam adquirirem benefícios sociais (divertimento, estatuto social, reconhecimento, sentido de pertença a um grupo), benefícios pragmáticos (perceberem o sentido das coisas que fazem), benefícios psicológicos (auto-estima) e benefícios materiais (não encarado como suborno mas sim como um atrativo inicial) (Crolla, 2001: 22).

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profissão, cultura ao qual se identifica, amigos, instituições, entre outros. Este fenómeno é importante de identificar, porque, o contexto em que se insere o individuo vai determinar a situação social que o define e identifica na sociedade. Por mais que os profissionais que trabalham com jovens se foquem neste grupo, é difícil isolarem-nos da sua herança genealógica e a influência que esta exerce sobre eles, na forma como percecionam e reagem ao exterior.

Deste modo, os aspetos a ter em consideração num projeto de intervenção com jovens com poucas oportunidades consistem (Crolla, 2001: 27):

• O lar – é importante manter um bom relacionamento com a família através de atividades que estes também possam participar;

• O bairro – partilhar a informação sobre o projeto com pessoas ou serviços que façam parte do bairro ou zona onde os jovens pertencem, no sentido de criar ligações de interajuda e parceria para um melhor desempenho do projeto;

• Escola/Trabalho – a opinião dos pares é muito importante para um maior incentivo dos jovens a participar que, por outro lado, podem ser uma rica fonte de informação no conhecimento da realidade do território;

• Tempo de lazer – criar relações nestas alturas é um ponto forte para criar relações entre quem implementa o projeto e quem beneficia dele.

4.2.2. Educação Formal vs Educação Informal

Grande parte dos projetos ou ações desenvolvidas para os jovens com menos oportunidades é qualificada por educação não formal52. Não é só na escola que o indivíduo aprende, existem inúmeras formas de aprendizagem que marcam este tanto ou mais do que numa sala de aula pela educação formal, sendo esta constituída pelo sistema educativo, particularmente as escolas, universidades e formação vocacional.

Em contrapartida, as práticas que envolvem a educação não formal são na maioria dos

52 «A metodologia de aprendizagem assenta na interação entre o aluno e as situações concretas que estão a viver. Normalmente não há professores ou conferencistas a fornecer conhecimento ex-cathedra, mas sim alunos e facilitadores que juntos constroem o conhecimento e as capacidades, numa relação horizontal […] consideramos a aprendizagem informal como a aprendizagem espontânea, uma vez que acontece no quotidiano, enquanto que a aprendizagem não formal é planeada e pensada por um facilitador, um formador.» (Mida-Briot, 2001: 37)

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casos assinaladas pela ação de “aprender fazendo”. Este tipo de aprendizagem apresenta como ponto forte o facto de, ser acessível em qualquer momento da vida dos seus destinatários. Porém, ainda se considera um tipo de educação sem real consideração, no sentido em que não é ainda reconhecida formalmente.

4.2.3. O Papel do Implementador

O implementador deve de ter consciência das consequências das suas ações. Este deverá ter a capacidade de manter um tipo de postura que vá em concordância com os valores e crenças dos destinatários. Tal como, uma homogeneidade de atitudes por parte de toda a equipa de execução, isto porque, «se houver discrepâncias entre as regras morais para o trabalho com jovens dos diferentes atores no mesmo campo de trabalho, o trabalho em conjunto pode ser praticamente impossível» (Mida-Briot, 2001: 41).

Os indivíduos que trabalham este público em concreto, têm de ter atenção ao tipo de comportamento ou imagem que irão transmitir para estes. Devem, numa fase inicial, de compreender as barreiras existentes e tomar consciência das suas próprias limitações e competências face a situações que podem comprometer os jovens. O papel do implementador é assim, de grande responsabilidade na tarefa de capacitar jovens para a uma participação ativa na sociedade.

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PARTE II – CARACTERIZAÇÃO, ACOMPANHAMENTO E