III. Epidémiologie de l’insomnie et poids de la maladie pour l’individu et la collectivité en
III.2. Le poids de l’insomnie
III.2.2. Impact économique de l’insomnie
Os sinais da dislexia variam conforme a idade e nível escolar. Para que possam ser reconhecidos em diferentes fases de desenvolvimento, a Drª. Shaywitz (2006) criou uma lista de sinais em três categorias: infância (pré-escola à 1ª série), crianças a partir da 2ª série e jovens adultos e adultos.
Todos os sinais devem ser observados, sejam deficiências ou habilidades, e a partir disso atentar-se à incidência e frequência a que manifestam. Se os sintomas não forem persistentes podem ser desconsiderados.
2.3.4.1 Sinais da dislexia na primeira infância
Normalmente os primeiros sinais são relativos à fala, sendo o primeiro a fala tardia. Quando a criança começa a falar é preciso observar o seguinte:
a) Na pré-escola:
Problemas para aprender rimas infantis simples; Ausência de interesse por rimas;
Má pronuncia das palavras – persistir na fala de bebê; Dificuldade em aprender a nomear as letras;
Dificuldade em aprender as letras do próprio nome. b) Pré-escola e primeira série:
Dificuldade em entender a divisão e subdivisão das palavras. Exemplo: a palavra casa está dividida em duas partes, ca e sa, onde ca está subdividida em c e a;
Incapacidade de associar as letras aos seus respectivos sons;
Erros grotescos de leitura. Ler palavras com sons e letras completamente diferentes. Exemplo: ler a palavra casa como lápis.
Incapacidade de ler palavras monossilábicas ou pronunciar palavras simples, tais como: mar, mas, sim, rei, bom.
Queixas sobre como ler é difícil. Foge na hora de ler. Histórico familiar de problemas de leitura.
A pré-escola pode ser o divisor de águas para as crianças propensas à dislexia, pois é nessa fase que passam a conviver com outras crianças em um ambiente público, do qual há expectativas acerca do que deve aprender de um determinado currículo. As crianças são diferentes, vêm de situações diferentes e, portanto, têm ritmos de aprendizagem diferentes. Assim, os sinais listados são importantes para a detecção do progresso da leitura, ou falta dele.
c) Indícios de pontos fortes: Curiosidade;
Alto nível de imaginação;
Habilidade para compreender o processo das coisas; Envolvimento elevado com novas ideias;
Compreensão da ideia principal das cosias; Boa compreensão conceitual;
Vocabulário avançado para sua faixa etária;
Realização ao solucionar problemas e quebra-cabeças; Habilidade para construir modelos;
Compreensão absoluta de histórias que são lidas e/ou contadas.
2.3.4.2 Sinais da dislexia a partir da 2ª série
Segundo Shaywitz (2006) “Uma criança que lê com precisão, mas não fluentemente, é disléxica”. Crianças que têm problemas na leitura, normalmente apresentam problemas ortográficos ao tentar converter sons em letras.
a) Problemas na fala:
Pronúncia errada de palavras longas, complicadas ou desconhecidas; Rompimento das palavras – omitir ou confundir partes das palavras; Fala pouco fluente – pausar frequentemente (Humm, hã, hum);
Uso de palavras pouco específicas no lugar do nome do objeto, tais como, coisa ou negócio;
Dificuldade para encontrar a palavra correta e confusão com palavras de fonemas similares;
Incapacidade de resposta oral rápida, precisa de tempo para a elaboração;
Problemas de memória imediata – dificuldade para lembrar datas, nomes, números, listas aleatórias.
b) Problemas de leitura:
Progresso demorado na aquisição de leitura;
Carência de estratégia para a leitura de vocábulos novos;
Problemas na leitura em voz alta de palavras que não conhece – tentar adivinhar as palavras e/ou não bagunçar os fonemas ao pronunciar;
Inapto a ler palavras funcionais como: mas, em, para, com, um, este, etc; Embaraço para ler ou pronunciar palavras polissilábicas;
Deixar lacunas ao ler as palavras. Exemplo: árve ao invés de árvore; Hesitação para ler em voz alta;
Leitura oral corrompida por substituições, lacunas e má pronúncia de palavras; Leitura oral difícil, não fluente ou suave;
A compreensão da leitura depende do contexto;
Compreensão das palavras é mais fácil em um contexto do que isoladamente; Baixo desempenho em testes de múltipla escolha;
Impossibilidade de concluir testes dentro do tempo preestabelecido;
Substituição de palavras sinônimas por não conseguir pronunciar, como: carro ao invés de automóvel;
Ortografia desastrosa – palavras escritas diferentes da palavra original; Problemas na leitura de enunciados matemáticos;
Leitura demasiado lenta;
Tarefas de casa incompletas. Necessidade de ajuda dos pais para ler os enunciados; Grafia confusa (à punho), porém facilidade na digitação;
Dificuldade ao extremo para aprender outro idioma; Falta de interesse por leitura;
Foge da leitura recreativa;
Precisão da leitura aumentada com o tempo, porém mantêm pouca fluência; Queda da autoestima;
Histórico familiar de problemas com leitura, grafia e línguas estrangeiras. c) Sinais de habilidades nos processos mentais de alto nível:
Ótimas habilidades de pensamento: concentração, raciocínio, imaginação e abstração;
Melhor aprendizagem por conceitos do que por memória; Capacidade de entendimento do todo;
Compreende facilmente quando alguém lê algo;
Boa capacidade de leitura e compreensão de vocabulários de uma determinada área de interesse;
Vocabulário de alto nível, relativo ao que ouve;
Primazia em áreas independentes da leitura (matemática, computação, artes visuais) ou em áreas conceituais independentes de fatos imediatos (filosofia, biologia, história, geografia, neurociência e escrita literária.
Após fazer a avaliação da criança já se tem um padrão o qual procurar nas resoluções dos testes para o diagnóstico da dislexia:
Dificuldade de leitura de palavras isoladas;
Leitura oral vaga e difícil;
Dificuldade para ler palavras funcionais; Leitura vagarosa;
Ortografia bastante falha.
2.3.4.3 Sinais da dislexia em jovens adultos e adultos
Os processos avaliativos não são somente para as crianças. Uma avaliação tem o poder de transformação de uma pessoa que pensa ser burra para, quem sabe, alguém habilidoso e direcionado.
a) Problemas na fala:
Persistência de defeitos precoces na fala;
Profere equivocadamente nome de pessoas e lugares – ignora partes das palavras; Problemas em recordar nomes de pessoas e locais e confusão com nomes similares;
Dificuldade em lembrar de uma palavra ou expressão comumente usada;
Pouca eloquência;
Vocabulário oral parece ser reduzido se comparado ao receptivo – medo de pronunciar palavras erroneamente.
b) Problemas de leitura:
Histórico de problemas de leitura e escrita na infância; Melhora na leitura, porém segue exigindo esforço; Falta de fluência;
Constrangimento ao ler em voz alta;
Dificuldade para ler e pronunciar palavras incomuns – nomes de pessoas, ruas, locais, pratos, etc;
Inventar palavras para substituir as que não consegue ler;
Incapacidade de reconhecer uma palavra quando for pronunciada novamente; Cansaço após ler;
Leitura lenta – demanda muitas horas para materiais da escola ou trabalho; Resultado inferior em questões de múltipla escolha;
Sacrifício da vida social para conseguir o tempo que precisa para estudar;
Predileção de livros menores, com mais espaços em branco e com ilustrações, gráficos ou tabelas;
Não tem prazer na leitura;
Problemas ortográficos persistentes – opta por palavras simplórias; Baixo desempenho em tarefas habituais que exijam escrita.
c) Habilidades evidentes nos processos de pensamentos de alto nível: Permanência das habilidades da fase escolar;
Capacidade elevada de aprendizagem;
Obtém melhores resultados quando recebe mais tempo em testes de múltipla escolha;
Primazia em áreas a que se especializa – medicina, direito, política, economia, arquitetura ou ciência.
Escrita excelente em conteúdo – se não houver preocupações ortográficas; Distinção e clareza na expressão de ideias e sentimentos;
Excelente empatia e preocupação com outrem;
Bom êxito nas áreas independentes da memória imediata; Aptidão para conceitualização de nível avançado;
Pensamento global;
Tenência a pensamentos originais; Capacidade de adaptação e resiliência.