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Impôt de solidarité sur la fortune

Para o node inibidor, existem dez subnodes que estão representados na Tabela 7, e são variáveis obtidas da codificação das entrevistas.

Tabela 7 - Nodes e Subnodes inibidores

O conflito familiar é o mais referenciado com 78 referências. Porém, percebe-se que na maioria das empresas, quando referenciavam esses conflitos familiares, era no sentido de relatar o momento passado, o momento da transição da sucessão, por exemplo, “em 2008, eu já estava de contas feitas com os meus irmãos, porque em uma empresa familiar há muitas coisas…concernente à família…comecei a ter muitos obstáculos, no fundo os meus irmãos não me acompanhavam o ritmo” (AM Classic, Mário Silva), “No início tivemos muitas divergências como é natural” (De Fontes, Marcelo Fernandes), “o princípio foi difícil porque o meu pai não queria deixar cá fazer as coisas” (F Guedes, César Guedes), “creio que na altura da sucessão avaliaria em 4, os conflitos familiares” (Empresa X, Senhora Y), “meu pai era uma pessoa de fazer muita pressão. Ele não nos deixava sossegar” (S. Crispim, Ivone Neves), “quando íamos para casa, não podíamos falar sobre a empresa em casa devido à quantidade de problemas que isso causava” (SOMAIA, Samuel Maia). Já, quando se referiam o período atual, eram questões pontuais e não de conflitos intensos “Em relação aos conflitos familiares, não temos tido… tenho tido o caminho facilitado” (AM Classic, Mário Silva), “É esporádico…até que nos entendemos muito bem…é uma coisa mesmo mínima” (Carlos Cruz, Joaquim Cruz), “raras foram as vezes que tivemos alguma divergência” (De Fontes, Marcelo Fernandes), “são conflitos normais do dia-a-dia” (Kuatrus, Ana Fernandes), “mas no fim conseguimos

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um bom senso, porque alguém cede, tem alguém que tem a capacidade de ceder” (SOMAIA, Samuel Maia).

No mesmo sentido a agenda da família e resistência interna, também foram os mais referenciados mas, mais uma vez, referindo-se ao passado, “porque havia interesses familiares externos à empresa…tive muitas de 1995 a 2008, ou seja até dar o “murro” na mesa” (AM Classic, Mário Silva), “então ele estava sempre a perguntar, para que vais fazer isso, o que vais ganhar com isso” (De Fontes, Marcelo Fernandes).

O conservadorismo e aversão ao risco percebe-se estar presente nos dias de hoje “estamos localizados num ponto da cidade já há 40 anos…quer dizer que nós já temos ali uma clientela mais ou menos fiel…portanto para já não vemos necessidade de partir para outros mercados…mas às vezes para dar o próximo passo é lento…o meu pai…é um investidor um bocadinho arriscado…e eu já não sou tanto assim” (Carlos Cruz, Joaquim Cruz), “nunca investimos além de nossa capacidade, estamos sempre seguros do passo que damos” (De Fontes, Marcelo Fernandes), “Eles comigo têm alguma dificuldade…não faz parte do meu modo de gerir não ter acesso ao dono da empresa” (SOMAIA, Samuel Maia).

O subnode formação escolar obteve treze referências provenientes de cinco fontes, mas somente duas empresas é que se referenciava à formação do entrevistado/sucessor, “deixei de estudar no 2º ano da faculdade, decidi abandonar…tinha sempre esse alívio de que se não resultar…se me cansar dos estudos tinha sempre para onde ir trabalhar. Se calhar se tivesse mesmo a necessidade, até me tinha empenhado melhor nos estudos e hoje teria uma melhor preparação para isto aqui. Se calhar até me baldei um bocado por ter sempre essa segunda opção” (Carlos Cruz, Joaquim Cruz), “Isso para nós não foi fácil…uma altura em que nenhum de nós estava preparado para assumir…não tínhamos capacidade para ser administradores, gerir uma empresa…digo com alguma tristeza que nenhum de nós fala bem o francês, nem o inglês, e até somos um bocado acanhados para sair do país. Se calhasse de um de nós ter essas vantagens, falarmos línguas e gostar de andar pelo mundo fora, nós já estaríamos em muito mais mercados” (SOMAIA, Samuel Maia). Ou seja, acima de tudo falam da falta de preparação e da necessidade de a terem. Estes sucessores veem, pois, a falta de formação adequada e a falta de fluência noutras línguas como um inibidor para a inovação.

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Em relação ao subnode sucessores problemáticos, “pensava de forma diferente e inclusive alterei, pois meu pai sempre tinha foco na venda para os lojistas e eu acabei com isso tudo e acabei por eu próprio vender diretamente para o consumidor final…decidi fazer essa reviravolta” (F Guedes, César Guedes), “pensava o meu tio que por ele ser meu tio e por ser o mais velho, que eu ia sempre andar debaixo da sola do sapato dele” (SOMAIA, Samuel Maia), isso vem de encontro à categorização dos sucessores problemáticos citadas por Miller et al. (2003).

O subnode emergente falta de mão-de-obra qualificada foi identificado em seis empresas, que contribuíram com sete referências, das quais se destacam as mais relevantes, “outro ponto importante, é a continuidade do negócio…temos uma dificuldade enorme na contratação de profissionais nessa área…o que dificulta é mesmo a falta de pessoas para trabalhar nesta indústria” (AM Classic, Mário Silva), “só temos aqui negócio para mais 10 anos no máximo, não há formação de pessoas para a área produtiva…isso é um problema transversal a todas as empresas…estamos todos a envelhecer, a média de idade aqui na fábrica deve situar-se nos 45/50 anos, portanto é mais 10 anos se tudo correr bem” (De Fontes, Marcelo Fernandes), “outro entrave futuro seria a falta de mão-de-obra especializada nesta indústria que a cada vez vamos tendo mais dificuldade” (Empresa X, Senhora Y), “procurar pessoal especializado, o que na altura e ainda hoje mantêm-se” (S. Crispim, Ivone Neves), “embora hoje tem estado escasso esse tipo de profissional…cada vez mais dificuldade em encontrar jovens para aprender essa arte, para estarem fechados em uma fábrica” (SOMAIA, Samuel Maia). Esta falta de mão-de-obra não é um problema relacionado com as empresas familiares, mas parece ser transversal ao setor.

O subnode emergente futuro dos filhos na empresa, baseia-se no facto do sucessor preparar os filhos para trabalhar na empresa no futuro, identificou-se quatro empresas, que descartam essa possibilidade, “sobre os filhos no futuro cá na empresa, diria que não os aconselharia a vir” (AM Classic, Mário Silva), “não gostaria que os meus filhos estivessem nesta empresa e nem passar o que eu enfrento no dia-a-dia” (F Guedes, César Guedes), “Eu tenho em mim em preparar as minhas filhas para não querer vir para aqui, pois sei que vai ser um problema” (SOMAIA, Samuel Maia), “também é um assunto que já me preocupa…porque eles agora têm um leque de oportunidades que nós na altura não tínhamos” (S. Crispim, Ivone Neves).

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