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Impôt de solidarité sur la fortune

Meu nome é César Guedes, sou o gerente dessa indústria, minha formação é licenciatura em gestão.

Como foi o início da sua entrada na empresa? No principio foi difícil porque o meu pai não queria deixar cá fazer as coisas, depois comecei a dar evidencias que já conseguia já levar isso à frente, então comecei a ganhar a confiança do meu pai e ele começou a deixar eu gerenciar.

Rivalidades entre família? Não houve rivalidade pois cada um possui a sua função bem definida na empresa, e todos tentamos remar para a mesma direção e objetivo.

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Mudança de processos? Sim, estamos continuadamente a tentar a mudar e melhorar os processos. Estamos agora a informatizar toda a operação, o que tem sido mais difícil é a informatização da produção, e também o processo todo em geral, ou seja, desde a produção até a entrega, não é fácil.

E em termos de mercado? Começamos a vender mais para o consumidor final, antes o meu pai trabalhava praticamente toda a produção para as lojas, ou seja para os lojistas/revendas, agora nossa empresa dedica-se quase 100% ao consumidor final, ou seja, através das nossas 2 lojas próprias, que abrimos nos últimos anos e conseguimos dedicar praticamente 100% da produção diretamente ao consumidor final.

Internacionalização? Não existe estratégia para internacionalização, só existe quando surgem clientes finais que nos procuram e que vivem no exterior, ou seja, mobiliamos no estrangeiro, através desses clientes que nos procuram esporadicamente. Não fazemos feiras e nem eventos fora de Portugal.

Resistência interna pela equipa? Não houve resistência, pois foi uma adaptação gradual, pois aqui na empresa trabalhamos como uma família. Agora, atualmente é mais difícil impormos as nossas ideias do que era antes, porque agora se quisermos evoluir temos que mudar, e o facto de mudar, muitas das vezes os empregados não estão muito recetivos à mudança, mas temos trabalhado constantemente essa questão da mudança, embora não fazemos mudanças radicais mas estamos sempre melhorando.

Departamento mais resistente? O operacional é o mais resistente, por exemplo, agora estamos a informatizar e são pessoas que muitas das vezes tem muita idade e que são um bocadinho menos recetivos à trabalhar com computadores e dessa forma vamos tentar formá-los de uma forma simples para eles ficarem integrados no processo.

Mudanças com a sua entrada na empresa? Eu sempre quis mudar, e nessa empresa nunca ninguém me ensinou nada, tudo tem que sair de minha cabeça, e hoje em dia a grande dificuldade é isso, nós temos que ser nós próprio a fazer tudo, e não termos ajuda de ninguém. Por exemplo, nós estamos a trabalhar e criar uma nova linha de móveis, temos que ser criativos e o fazer. Queremos fazer qualquer coisa de diferente na empresa, não há ninguém que nos ajuda muito, em como o vamos fazer, a nível de produção, ninguém

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nos ensina muito como é que se vai fazer. Hoje existe empresas para tudo, mas não existe empresa para nos dizer como é que se vai trabalhar em uma nova linha, como que se vai

o layout das máquinas, etc, existe empresas que possui conhecimento no geral, por isso

temos que ser nós a fazê-lo, sermos polivalentes e fazermos.

Partilhar a mesma visão estratégica que o fundador? Não é essencial essa partilha, pensava de forma diferente e inclusive alterei, pois meu pai sempre tinha foco na venda para os lojistas e eu acabei com isso tudo e acabei por eu próprio vender diretamente para o consumidor final. Entretanto essa fase foi um bocado complicada, poderia dar certo ou errado, pois decidi fazer essa reviravolta de um momento para o outro, o que causou uma enorme mudança em todos os aspetos, mas montamos as 2 lojas e começamos nós mesmos a vender com as nossas próprias lojas, e isso tudo na época tivemos o apoio do meu pai.

Agenda da Família/Problemas familiares? Quando se trabalha com família há sempre essas coisitas que acontecem. As vezes por exemplo, se trabalharmos com empregados de fora, sem ser da família, podemos dizer tudo o que pensamos, mas quando são pessoas da família, já fica mais complicado, e aí existe as discórdias mas de certa forma sempre vamos conciliando, tentamos convergir, falamos um com os outros e chegar em uma conclusão, por exemplo, agora estamos a fazer obras de melhorias na empresa, chegamos à conclusão de que era necessário fazer obras, conversamos entre nós, decidimos e estamos a investir nisso. De modo geral estamos todos convergentes para o crescimento da empresa, de certo modo o meu pai ainda dá alguns “pitacos” na empresa e a cada vez mais quero que ele fique fora do negócio, pois para gerir um negócio já é cansativo e stressante por si só, e por isso quero que ele a cada dia fique mais longe do negócio pois nós queremos o bem-estar de nossos pais. Hoje ainda o meu pai diz que nós que mandamos mais ele sempre quer dar a sua opinião em tudo, sem a opinião dele nunca ficamos.

Em relação à Inovação? Com a nossa entrada a empresa está mais voltada para a inovação, pois possuir uma empresa hoje é stressante e não é nada fácil, podemos ter uma fase boa mas a seguir vem uma má, é sempre tudo muito sazonal, e do modo que estamos hoje, de certeza que meu pai não teria capacidade para gerir a empresa no modelo atual que temos, aliás futuramente se nós não melhorarmos em vários aspetos, nós mesmos poderemos não

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ter capacidade de liderar a empresa e ter que recorrer a alguém externo, por isso estamos a cada dia distribuindo responsabilidades para várias pessoas, já contratamos alguém de fora para nos ajudar, para que possamos ter mais tempo para pensar em estratégias e conseguir gerir isso tudo. As pessoas hoje aqui não possuem a responsabilidade que eu tenho, por exemplo há pessoas que nos compram, por exemplo sabem que somos uma pequena empresa familiar, mas quando nos compram quer as mesmas garantias que uma empresa de grande porte daria, e como estou à frente do negócio sempre tenho que assumir a culpa e nunca repassar aos empregados.

Em relação ao futuro/filhos na empresa? Não gostaria que os meus filhos estivessem nessa empresa e nem passar o que eu enfrento no dia-a-dia dessa empresa, não sei bem o que irão querer no futuro, mas penso que isso aqui é muito desgastante.