Technical Environment
6.1 Responsible Choice for Appropriate Technology 1
6.1.2 II. What you need to know
Feira de Santana é o principal centro urbano, econômico, tecnológico, comercial, administrativo e financeiro, da região, como podemos ver, mas também político, educacional e cultural. Como grande polo educacional20, Feira possui uma rede de ensino ampla e diversificada, com mais escolas que algumas capitais do país, como Natal, Aracaju, Florianópolis, Maceió, Cuiabá, João Pessoa, e colégios particulares considerados dentre os melhores do país, de acordo com o ranking de notas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).
É lá que está a sede da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), um campus da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e mais de 30 Faculdades particulares. Ainda no ensino superior, a cidade conta também com instituições de educação tecnológica como o Instituto Federal da Bahia (IFBA) e o Centro de Educação Tecnológica do Estado da
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Dados da tabela abaixo também oriundos da publicação “Estatísticas dos Territórios Baianos – Fascículo 3”, SEI/ SEPLAN.
Bahia (CETEB). Seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), medido pelas Nações Unidas é de 0,712 (alto), o que lhe coloca numa posição de qualidade de vida superior a 72,24% dos municípios brasileiros. No Portal do Sertão, além de Feira, somente o município de Coração de Maria possui unidade de ensino superior, com a presença de um campus da Universidade do Estado da Bahia/UNEB.
Da infraestrutura mantida pela SecultBA na região, além do Representante Territorial de Cultura, que no caso do Portal do Sertão está sediado em Feira de Santana, temos também nesta mesma cidade o Centro de Cultura Amélio Amorim, cuja gestão conta com coordenação local vinculada à Diretoria de Espaços Culturais da Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura (Sudecult). Existem também, no território, 10 Pontos de Cultura (8 conveniados com a SecultBA e 2 com o Minc) que mantém laços estreitos com a Secretaria, visto que ela é a instituição responsável pelos convênios e pela proposta de articulação dessas instituições em rede.
A imagem abaixo mostra a localização dos Pontos conveniados com o estado21 dentro da área do território. Aparecem também, com marcações em vermelho e azul, o projeto Jovens Multiplicadores e o Prêmio Pontinhos de Cultura, também administrados pela Diretoria de Cidadania Cultural da SecultBA. No mapa, vemos que eles ainda são poucos diante do tamanho do Portal do Sertão e que não abragem todos os municípios.
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A imagem – retirada do blog da Diretoria de Cidadania Cultural da SecultBA – não marca a localização dos dois Pontos de Cultura conveniados com o Minc. Ambos ficam em Feira de Santana, sem alterar, portanto a análise sobre sua concentração geográfica.
Por meio de seus editais e seleções públicas, a Secretaria de Cultura do Estado pode estabelecer uma rede de contatos com instituições locais de modo a contar com um levantamento prévio de quais seriam os possíveis parceiros em busca de objetivos comuns. Destacam-se aí, sobremaneira, as bibliotecas – único equipamento cultural (juntamente com as rádios de frequência AM) existente em todos os municípios do território. O trabalho de mobilização desses equipamentos deve por aqueles contempladas com verbas do Programa Mais Cultura para modernização das bibliotecas públicas municipais (em Feira de Santana, São Gonçalo dos Campos, Irará e Santo Estévão). O fundo foi gerido pela Fundação Pedro Calmon (FPC) – entidade vinculada à SecultBA, que manteve e mantém, em maior ou menor grau, alguma aproximação com elas, fator facilitador do processo.
Junto a essas bibliotecas, há também sete instituições implantadas pela FPC nos últimos oito anos e ainda aquelas comunitárias – de total interesse de integração na rede e já catalogadas pela Representação Territorial de Cultura. No mesmo caminho da leitura, podemos contar ainda com os 10 Pontos de Leitura e os 27 agentes de leitura do TPS, todos ligados à Pedro Calmon.
Outra qualidade de instituição com a qual se pode facilmente abrir um diálogo no TPS são espaços culturais contemplados pelo Edital de Dinamização de Espaços (um dos poucos que têm cotas territoriais distintas para cada uma das 27 regiões do estado). Os editais e seleções acabam por funcionar como um filtro a congregar elementos com objetivos semelhantes.
Uma pesquisa que pretenda se aprofundar ainda mais nesta questão, pode-se debruçar em amiudar toda a larga lista de instituições e agentes qualificados a compor uma rede territorial para a cultura, classificando-as por grupos como: Conselhos de Cultura, Dirigentes e órgãos municipais; equipamentos culturais públicos e privados; professores, escolas, grêmios estudantis e Diretoria Regional de Educação; rede SESC e afiliados; Produtores e Artistas; grupos, sindicatos, agremiações e associações rurais; promotores culturais com vínculo religioso, igrejas e salões paroquiais; as Universidades, seus núcleos e as faculdades particulares; jornalistas, radialistas, editores, veículos de comunicação de massa e meios de comunicação comunitária.
Um rápido levantamento dessas entidades de interesse nos conduz a mais alguns nomes:
SECEL – Secretaria Municipal de Cultura Esporte e Lazer (Feira de Santana);
Fundação Cultural Municipal Egberto Costa (Feira);
Museu Parque do Saber (Feira de Santana);
SESC – Feira de Santana;
TV Olhos D'água (UEFS);
Museu Casa do Sertão (UEFS);
Centro Universitário de Cultura e Arte – CUCA (UEFS);
Diretoria Regional de Educação 02 – Secretaria de Educação do Estado (SEC).
São instituições e núcleos que podem ser considerados “players” importantes para a área cultural no Território. Tal como os Pontos de Cultura, essas entidades dinamizam o cenário da cultura em suas localidades de origem e são muitas vezes as únicas responsáveis por manterem vivos os aspectos da cultura que divergem da perspectiva exclusivamente eventual e festiva. Chamamos a atenção para a possíveis participantes cujo trabalho se desenvolve em contextos ligados à religião, como a Rede Cáritas e a Coordenadoria Ecumênica de Serviço – CESE. As atividades produzidas por essas duas organizações vão além do papel catequista, tendo por base justamente o exercício da expressão – em boa medida artística – do lúdico e da experimentação do simbólico.