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As figuras a seguir indicam à variação da resistência em relação a deformação mecânica, longitudinal e transversalmente, antes e após o aquecimento térmico, para cada uma das dez amostras. A Figura 45 apresenta a variação da resistência do piezoresistor, em função da deformação mecânica na amostra C11, com encapsulamento usando fita adesiva antes e após o recozimento térmico.

Figura 45. Variação da resistência em função da deformação mecânica dos piezoresistores longitudinais e transversais, na amostra C11, encapsulada com fita adesiva, antes (a) e (b) e após o aquecimento térmico (c) e

(d)

(a) (b)

(c) (d)

Na amostra C11 apresentou picos de variação da resistência em função da deformação, fato este solucionado após o aquecimento térmico, apresentando um comportamento linear crescente durante, praticamente, todo processo de medida.

A Figura 46 apresenta a variação da resistência elétrica do piezoresistor, em função da deformação mecânica na amostra C12 com encapsulamento usando fita adesiva antes e após o recozimento térmico.

Figura 46. Variação da resistência em função da deformação mecânica dos piezoresistores longitudinais e transversais, na amostra C12, encapsulada com fita adesiva, antes (a) e (b) e após o aquecimento térmico (c) e

(d)

(a) (b)

(c) (d)

Fonte: Próprio Autor (2020)

A amostra C12 apresenta desempenhos semelhantes mesmo após o aquecimento térmico, mas possuem comportamento polinomial crescente. A amostra (a) apresenta um comportamento polinomial, com valores de resistência oscilando entre positivos e negativos.

A Figura 47 apresenta a variação da resistência elétrica do piezoresistor em função da deformação mecânica na amostra C13 com encapsulamento usando fita adesiva antes e após o recozimento térmico.

Figura 47. Variação da resistência em função da deformação mecânica dos piezoresistores longitudinais e transversais, na amostra C13, encapsulada com fita adesiva, antes (a) e (b) e após o aquecimento térmico (c) e

(d)

(a) (b)

(c) (d)

Fonte: Próprio Autor (2020)

A amostra (a) e (d) apresentam um comportamento polinomial com valores de resistência elétrica oscilando entre positivos e negativos, enquanto a amostra (b) e (c) apresentam apenas valores positivos para a resistência elétrica.

A Figura 48 apresenta a variação da resistência elétrica do piezoresistor em função da deformação mecânica na amostra C14 com encapsulamento usando fita adesiva antes e após o recozimento térmico.

Figura 48. Variação da resistência em função da deformação mecânica dos piezoresistores longitudinais e transversais, na amostra C14, encapsulada com fita adesiva, antes (a) e (b) e após o aquecimento térmico (c) e

(d)

(a) (b)

(c) (d)

Fonte: Próprio Autor (2020)

A amostra (a), (b) e (c) apresentam um comportamento polinomial, com valores de resistência elétrica oscilando entre valores positivos e negativos e a amostra (d) apresenta um comportamento linear.

A Figura 49 apresenta a variação da resistência elétrica do piezoresistor em função da deformação mecânica na amostra C15 com encapsulamento usando fita adesiva antes e após o recozimento térmico.

Figura 49. Variação da resistência em função da deformação mecânica dos piezoresistores longitudinais e transversais, na amostra C15, encapsulada com fita adesiva, antes (a) e (b) e após o aquecimento térmico (c) e

(d)

(a) (b)

(c) (d)

Fonte: Próprio Autor (2020)

A amostra (a) apresenta um pico negativo na parte média da deformação podendo ter sido ocasionado por um momentâneo rompimento das partículas do filme. A amostra (b) indica uma diminuição da resistência elétrica com o aumento da deformação mecânica, em decorrência de um possível rompimento da estrutura do filme de grafite.

A Figura 50 apresenta a variação da resistência elétrica do piezoresistor em função da deformação mecânica na amostra C21 usando cola de carbono, antes e após o recozimento térmico.

Figura 50. Variação da resistência em função da deformação mecânica dos piezoresistores longitudinais e transversais, na amostra C21, com cola de carbono, antes (a) e (b) e após o aquecimento térmico (c) e (d)

(a) (b)

(c) (d)

Fonte: Próprio Autor (2020)

As amostras apresentam um comportamento linear crescente, com pontos na escala positiva. Observa-se que nas amostras (c) e (d) a piezoresistência aumenta com a deformação mecânica. Já em (a) e (b) há pontos que a resistência elétrica diminui em função da deformação. A Figura 51 apresenta a variação da resistência elétrica do piezoresistor, em função da deformação mecânica na amostra C22 usando cola de carbono, antes e após o recozimento térmico.

Figura 51. Variação da resistência em função da deformação mecânica dos piezoresistores longitudinais e transversais, na amostra C22, com cola de carbono, antes (a) e (b) e após o aquecimento térmico (c) e (d)

(a) (b)

(c) (d)

Fonte: Próprio Autor (2020)

As amostras apresentam um comportamento linear crescente porem observa-se que em todas as amostras há pontos que a resistência elétrica diminui em função da deformação mecânica.

A Figura 52 apresenta a variação da resistência elétrica do piezoresistor em função da deformação mecânica na amostra C23 usando cola de carbono, antes e após o recozimento térmico.

Figura 52. Variação da resistência em função da deformação mecânica dos piezoresistores longitudinais e transversais, na amostra C23, com cola de carbono, antes (a) e (b) e após o aquecimento térmico (c) e (d)

(a) (b)

(c) (d)

Fonte: Próprio Autor (2020)

As amostras apresentam um comportamento linear crescente, porem observa-se que em todas as amostras há pontos que a resistência elétrica diminui em função da deformação mecânica. A amostra (d) apresenta a maioria dos seus pontos em escala negativa que podem ser justificados pelos diversos problemas que podem interferir no processo de fabricação, já citados anteriormente.

A Figura 53 apresenta a variação da resistência do piezoresistor em função da deformação mecânica na amostra C24 usando cola de carbono, antes e após o recozimento térmico.

Figura 53. Variação da resistência em função da deformação mecânica dos piezoresistores longitudinais e transversais, na amostra C24, com cola de carbono, antes (a) e (b) e após o aquecimento térmico (c) e (d)

(a) (b)

(c) (d)

Fonte: Próprio Autor (2020)

As amostras apresentam um comportamento crescente porem observa-se que nas amostras (a), (b) e (d) há pontos que a resistência elétrica diminui em função da deformação e apresentam vários pontos em escala negativa. A amostra (c) apresenta-se com tendência linear. A Figura 54 apresenta a variação da resistência do piezoresistor em função da deformação mecânica na amostra C25 usando cola de carbono, antes e após o recozimento térmico.

Figura 54. Variação da resistência em função da deformação mecânica dos piezoresistores longitudinais e transversais, na amostra C25, com cola de carbono, antes (a) e (b) e após o aquecimento térmico (c) e (d)

(a) (b)

(c) (d)

Fonte: Próprio Autor (2020)

As amostras apresentam um comportamento crescente com tendência linear, com algumas variações.

A Figura 55 apresenta um resumo dos gráficos apresentados, da variação da resistência do piezoresistor em função da deformação mecânica, com os valores de todas as amostras, agrupadas na mesma escala em quatro gráficos, (a) amostras C11, C12, C13, C14 e C15 longitudinal sem aquecimento, (b) amostras C11, C12, C13, C14 e C15 transversal sem aquecimento, (c) amostras C11, C12, C13, C14 e C15 longitudinal após aquecimento e (d) amostras C11, C12, C13, C14 e C15 transversal após aquecimento.

Figura 55. Variação da resistência em função da deformação mecânica dos piezoresistores longitudinais e transversais, nas amostras com fita adesiva, antes (a) e (b) e após o aquecimento térmico (c) e (d)

(a) (b)

(c) (d)

Fonte: Próprio Autor (2020)

As amostras, em seus grupos, na sua maioria, apresentam comportamentos semelhantes, sendo a amostra (b) a menos homogênea. A amostra (c) apresenta o comportamento da representação C12 divergente das demais, assim como é o comportamento da representação de C11 na amostra (d).

A Figura 56 apresenta um resumo dos gráficos apresentados, da variação da resistência do piezoresistor em função da deformação mecânica, com os valores de todas as amostras, agrupadas na mesma escala em quatro gráficos, (a) amostras C21, C22, C23, C24 e C25 longitudinal sem aquecimento, (b) amostras C21, C22, C23, C24 e C25 transversal sem

aquecimento, (c) amostras C21, C22, C23, C24 e C25 longitudinal após aquecimento e (d) amostras C21, C22, C23, C24 e C25 transversal após aquecimento.

Figura 56. Variação da resistência em função da deformação mecânica dos piezoresistores longitudinais e transversais, nas amostras com cola de carbono, antes (a) e (b) e após o aquecimento térmico (c) e (d)

(a) (b)

(c) (d)

Fonte: Próprio Autor (2020)

Observa-se que as amostras com cola de carbono mostradas na Figura 56, apresentam comportamentos semelhantes e mais homogêneos comparadas com as confeccionadas com encapsulamento de fita adesiva, mostradas na Figura 55.

A amostra (a) e (b) apresenta o comportamento da representação C25 divergente das demais, o que se ameniza após o aquecimento. A amostra (d) salienta o fato citado anteriormente, da representação C23 apresentar a maioria dos seus pontos em escala negativa.

As amostras longitudinais de modo geral apresentaram o comportamento da variação da resistência elétrica mais constante que as amostras transversais. Este fato é muito importante para a fabricação de dispositivos sensores.

4.2.4 Dados Experimentais do Comportamento da Resistência Elétrica em Função da Tensão Mecânica

A aplicação de forças na região livre da viga engastada, resulta em tensão mecânica nos grânulos de grafite depositados sobre o papel, fazendo com que os mesmos se tencionem ou comprimam, de acordo com a disposição longitudinal ou transversal do sensor sob a viga. Essas mudanças induzem a uma alteração na resistência elétrica em função da tensão mecânica. Os valores encontrados nos experimentos foram aplicados no modelo matemático de Gniazdowski et al (2000), através do software 𝑀𝑎𝑡𝑙𝑎𝑏𝑇𝑀e nele gerados os gráficos da resistência elétrica de projeto em função da tensão mecânica longitudinal e da resistência elétrica de projeto pela tensão mecânica transversal mostrado na Figura 57.

Figura 57. Resistência elétrica em função da tensão mecânica longitudinal (a) e resistência elétrica em função da tensão mecânica transversal (a)

(a) (b)

Fonte: Próprio Autor (2020)

O modelo mostra que os resultados experimentais esperados são lineares.

Nas Figuras abaixo, a cor preta é a representação do piezoresistor antes do aquecimento, a cor vermelha é a representação do piezoresistor após o aquecimento.

0 1 2 3 4 5 6 7 x 108 3.4219 3.4219 3.4219 3.4219 3.4219 3.4219 3.4219 3.4219x 10 4

Tensão Mecânica Longitudinal [N/m²]

R e s is tê n c ia (O H M S ) Resistência no Piezoresistor

Variação da resistência mediante o TML

0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 x 107 3.4219 3.4219 3.4219 3.4219 3.4219 3.4219 3.4219 3.4219 3.4219 3.4219x 10 4

Tensão Mecânica Transversal (TMT) [N/m²]

R e s is tê n c ia ( O H M S ) Resistência no Piezoresistor

A Figura 58 mostra a variação da resistência elétrica do piezoresistor em função da tensão mecânica, antes e após o aquecimento térmico da amostra C11.

Figura 58. Variação da resistência em função da tensão mecânica, antes e após o aquecimento térmico da amostra C11, longitudinal (a) e transversal (b)

(a) (b)

Fonte: Próprio Autor (2020)

Na amostra C11 (a) longitudinal, a resistência elétrica inicial de 16213Ω passou para 20100Ω após o aquecimento e a resistência média passou de 16956,3Ω para 24823,364Ω após o processo. Isso significa um aumento de 23,97% para a resistência inicial e 46,39% na resistência média. Entretanto, os processos de recozimento térmico ajudam a melhorar as propriedades do sensor fabricado.

Na amostra C11 (b) transversal a resistência elétrica inicial de 17166Ω passou para 17618Ω após o aquecimento, e a resistência média passou de 22869,5Ω para 25491,7Ω após o processo. Isso significa um aumento de 2,63% para a resistência inicial e 11,47% na resistência média.

A Figura 59 apresenta a variação da resistência elétrica do piezoresistor, em função da tensão mecânica antes e após o aquecimento térmico na amostra C12.

Figura 59. Variação da resistência elétrica em função da tensão mecânica, antes e após o aquecimento térmico na amostra C12, longitudinal (a) e transversal (b)

(a) (b)

Fonte: Próprio Autor (2020)

Na amostra C12 (a) longitudinal a resistência elétrica inicial de 10928Ω passou para 37450Ω após o aquecimento e a resistência média passou de 10732,3Ω para 54818,6Ω após o processo. Isso significa um aumento de 242,7% para a resistência inicial e 410,8% na resistência média.

Na amostra C12 (b) transversal a resistência inicial de 21332Ω passou para 53043Ω após o aquecimento e a resistência média passou de 25301,5Ω para 58592,2Ω após o processo. Isso significa um aumento de 148,7% para a resistência inicial e 131,6% na resistência média.

A Figura 60 apresenta a variação da resistência elétrica do piezoresistor em função da tensão mecânica antes e após o aquecimento térmico na amostra C13.

Figura 60. Variação da resistência elétrica em função da tensão mecânica, antes e após o aquecimento térmico na amostra C13, longitudinal (a) e transversal (b)

(a) (b)

Fonte: Próprio Autor (2020)

Na amostra C13 (a) longitudinal a resistência elétrica inicial de 13607Ω passou para 17633Ω após o aquecimento e a resistência média passou de 15076,636Ω para 21672,909Ω após o processo. Isso significa um aumento de 29,59% para a resistência inicial e 43,75% na resistência média.

Na amostra C13 (b) transversal a resistência elétrica inicial de 21750Ω passou para 28166Ω após o aquecimento, e a resistência média passou de 23733,8Ω para 28263,8Ω após o processo. Isso significa um aumento de 29,5% para a resistência inicial e 19,09% na resistência média.

A Figura 61 apresenta a variação da resistência elétrica do piezoresistor em função da tensão mecânica antes e após o aquecimento térmico na amostra C14.

Figura 61. Variação da resistência elétrica em função da tensão mecânica, antes e após o aquecimento térmico na amostra C14, longitudinal (a) e transversal (b)

(a) (b)

Fonte: Próprio Autor (2020)

Na amostra C14 (a) longitudinal a resistência elétrica inicial de 12530Ω passou para 35333Ω após o aquecimento e a resistência média passou de 15270Ω para 37651,182Ω após o processo. Isso significa um aumento de 182% para a resistência inicial e 146% na resistência média.

Na amostra C14 (b) transversal a resistência elétrica inicial de 65462Ω passou para 63700Ω após o aquecimento e a resistência média passou de 67976,1Ω para 69457,3Ω após o processo. Isso significa um aumento de 2,69% para a resistência inicial e 2,2% na resistência média.

A Figura 62 apresenta a variação da resistência elétrica do piezoresistor em função da tensão mecânica, antes e após o aquecimento térmico na amostra C15.

Figura 62. Variação da resistência elétrica em função da tensão mecânica, antes e após o aquecimento térmico na amostra C15, longitudinal (a) e transversal (b)

(a) (b)

Fonte: Próprio Autor (2020)

Na amostra C15 (a) longitudinal a resistência elétrica inicial de 16950Ω passou para 39912Ω após o aquecimento e a resistência média passou de 17191,273Ω para 46886,545Ω após o processo. Isso significa um aumento de 135,5% para a resistência inicial e 172% na resistência média.

Na amostra C15 (b) transversal a resistência elétrica inicial de 41744Ω passou para 61534Ω após o aquecimento, e a resistência média passou de 46620,7Ω para 67308,2Ω após o processo. Isso significa um aumento de 47,41% para a resistência inicial e 44,37% na resistência média.

A Figura 63 apresenta a variação da resistência elétrica do piezoresistor em função da tensão mecânica antes e após o aquecimento térmico na amostra C21.

Figura 63. Variação da resistência elétrica em função da tensão mecânica, antes e após o aquecimento térmico na amostra C21, longitudinal (a) e transversal (b)

(a) (b)

Fonte: Próprio Autor (2020)

Na amostra C21 (a) longitudinal a resistência elétrica inicial de 28504Ω passou para 33900Ω após o aquecimento e a resistência média passou de 36787,2Ω para 42673Ω após o processo. Isso significa um aumento de 18,9% para a resistência inicial e 16% na resistência média.

Na amostra C21 (b) transversal a resistência elétrica inicial de 40670Ω passou para 49500Ω após o aquecimento e a resistência média passou de 49928Ω para 56655,9Ω após o processo. Isso significa um aumento de 21,7% para a resistência inicial e 13,5% na resistência média.

A Figura 64 apresenta a variação da resistência elétrica do piezoresistor em função da tensão mecânica antes e após o aquecimento térmico na amostra C22.

Figura 64. Variação da resistência elétrica em função da tensão mecânica, antes e após o aquecimento térmico na amostra C22, longitudinal (a) e transversal (b)

(a) (b)

Fonte: Próprio Autor (2020)

Na amostra C22 (a) longitudinal a resistência elétrica inicial de 20514Ω passou para 21900Ω após o aquecimento, e a resistência média passou de 26184Ω para 25051Ω após o processo. Isso significa um aumento de 6,76% para a resistência inicial e um decréscimo de 4,33% na resistência média.

Na amostra C22 (b) transversal a resistência elétrica inicial de 38978 Ω passou para 43676Ω após o aquecimento e a resistência média passou de 40489,8Ω para 44871,5Ω após o processo. Isso significa um aumento de 12,05% para a resistência inicial e 10,8% na resistência média.

A Figura 65 apresenta a variação da resistência do piezoresistor em função da tensão mecânica, antes e após o aquecimento térmico na amostra C23.

Figura 65. Variação da resistência em função da tensão mecânica, antes e após o aquecimento térmico na amostra C23, longitudinal (a) e transversal (b)

(a) (b)

Fonte: Próprio Autor (2020)

Na amostra C23 (a) longitudinal a resistência elétrica inicial de 20312Ω passou para 22465Ω após o aquecimento e a resistência média passou de 24257,6Ω para 22821Ω após o processo. Isso significa um aumento de 10,6% para a resistência inicial e um decréscimo de - 5,9% na resistência média. Esse valor negativo apresentou-se pelo fato de que a amostra antes do aquecimento apresentou picos de resistência elétrica significativos, alterando a média final para um valor maior do que após o aquecimento, onde as propriedades foram estabilizadas, ficando uma média final um pouco inferior.

Na amostra C23 (b) transversal a resistência inicial elétrica de 18312Ω passou para 47400Ω após o aquecimento e a resistência média passou de 28761,7Ω para 44229,4Ω após o processo. Isso significa um aumento de 158,8% para a resistência inicial e 53,8% na resistência média.

A Figura 66 apresenta a variação da resistência elétrica do piezoresistor em função da tensão mecânica antes e após o aquecimento térmico na amostra C24.

Figura 66. Variação da resistência elétrica em função da tensão mecânica, antes e após o aquecimento térmico na amostra C24, longitudinal (a) e transversal (b)

(a) (b)

Fonte: Próprio Autor (2020)

Na amostra C24 (a) longitudinal a resistência elétrica inicial de 33567Ω passou para 53900Ω após o aquecimento e a resistência média passou de 37331,7Ω para 65211Ω após o processo. Isso significa um aumento de 60,6% para a resistência inicial e 74,7% na resistência média.

Na amostra C24 (b) transversal a resistência elétrica inicial de 24312Ω passou para 39800Ω após o aquecimento e a resistência média passou de 24971,7Ω para 39808,8 Ω após o processo. Isso significa um aumento de 63,7% para a resistência inicial e 59,4% na resistência média.

A Figura 67 apresenta a variação da resistência elétrica do piezoresistor em função da tensão mecânica antes e após o aquecimento térmico na amostra C25.

Figura 67. Variação da resistência elétrica em função da tensão mecânica, antes e após o aquecimento térmico na amostra C25, longitudinal (a) e transversal (b)

(a) (b)

Fonte: Próprio Autor (2020)

Na amostra C25 (a) longitudinal a resistência elétrica inicial de 37481Ω passou para 65000Ω após o aquecimento e a resistência média passou de 67828Ω para 79087Ω após o processo. Isso significa um aumento de 73,5% para a resistência inicial e 16,6% na resistência média.

Na amostra C25 (b) transversal a resistência elétrica inicial de 28091Ω passou para 88300Ω após o aquecimento e a resistência média passou de 62384,2 Ω para 98183,5Ω após o processo. Isso significa um aumento de 214,3% para a resistência inicial e 57,4% na resistência média.

No geral, após o aquecimento térmico, as amostras C11, C12, C13, C14 e C15 longitudinal obtiveram um aumento de 114,2% para a resistência elétrica inicial e 147,1% na resistência média, as amostras C11, C12, C13, C14 e C15 transversal obtiveram um aumento de 33,8% para a resistência elétrica inicial e 33,6% na resistência média, as amostras C21, C22, C23, C24 e C25 longitudinal obtiveram um aumento de 40,45% para a resistência elétrica inicial e 22,1% na resistência média e as amostras C21, C22, C23, C24 e C25 transversal obtiveram um aumento de 78,7% para a resistência elétrica inicial e 37,4% na resistência média, totalizando um aumento geral da resistência de aproximadamente 63%, sendo considerado um aumento significativo após o processo de recozimento térmico.

Considerando o conceito de piezoresistividade que diz que em um material piezoresistivo a resistência elétrica é alterada conforme a aplicação de tensões mecânicas, a

maioria dos resultados se enquadram a esse, visto que se pode notar proporcionalidade na alteração da resistência elétrica em função da tensão mecânica aplicada.

Algumas amostras apresentaram oscilações súbitas no seu comportamento elétrico, isso pode ser causado por vários motivos entre eles são a oscilação de energia elétrica na entrada do aparelho de medição de resistência elétrica, problemas de construção das amostras, quantidade impurezas e dopantes contidas no grafite, impedância elétrica, entre outros. Assim, de modo geral, observamos que todos os gráficos tendem a linearidade esperada, apresentada pelo modelo.

4.2.5 Dados Experimentais do Comportamento do Fator de Sensibilidade do Piezoresistor em Função da Tensão Mecânica

A Figura 68 apresenta a variação do fator de sensibilidade do piezoresistor, em função da tensão mecânica, antes e após o aquecimento térmico nas amostras C11, C12, C13, C14 e C15.

Figura 68. Variação do fator de sensibilidade do piezoresistor, em função da tensão mecânica, antes e após o aquecimento térmico nas amostras C11, C12, C13, C14 e C15, longitudinal (a), (c) e (e) e transversal (b), (d) e

(f)

(c) (d)

(e) (f)

(i) (j)

Observa-se que as amostras apresentam comportamento polinomial, com existência de erros nos picos mais altos e melhores resultados quando se manteve próximo da linha zero.

Em todas as amostras da Figura 68 verifica-se a existência de uma linearidade decrescente entre alguns pontos. A imagem (f) apresentou um comportamento na sua maioria, em escala negativa, após o aquecimento, refletindo em um GF médio negativo para essa amostra.

A Figura 69 apresenta a variação do fator de sensibilidade do piezoresistor, em função da tensão mecânica, antes e após o aquecimento térmico nas amostras C21, C22, C23, C24 e C25.

Figura 69. Variação do fator de sensibilidade do piezoresistor, em função da tensão mecânica, antes e após o aquecimento térmico nas amostras C21, C22, C23, C24 e C25, longitudinal (a), (c) e (e) e transversal (b), (d) e

(f)

(c) (d)

(e) (f)

(i) (j) Fonte: Próprio Autor (2020)

As amostras apresentam comportamento polinomial, com existência de erros nos picos mais altos, o que é ajustado após o aquecimento dos sensores, estabilizando suas propriedades apresentando melhores resultados, com exceção de (g), que mesmo após o aquecimento apresentou um pico de erro no segundo e terceiro ponto. A imagem (d) apresentou um comportamento semelhante, antes do aquecimento, porém em escala negativa, refletindo em um GF médio negativo para essa amostra, assim como a imagem (f) apresentou o mesmo comportamento, mesmo após o aquecimento, também em escala negativa, resultando em GF médio negativo para essa amostra transversal.

Em todas as amostras da Figura 69 verifica-se a existência de uma linearidade decrescente entre alguns pontos. As amostras após o aquecimento, em sua maioria, assumiram uma linearidade crescente.

Algumas amostras apresentaram oscilações súbitas no seu comportamento, isso pode ter acontecido em função de erro de construção do sensor seja no momento da deposição do grafite ou no momento da conexão dos fios de cobre nas extremidades dele. Tal situação é esperada visto que o processo de construção é inteiramente manual.

4.2.6 Dados Experimentais do Comportamento do Fator de Sensibilidade do Piezoresistor em

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