O modelo ISA/SP foi criado para ser aplicado nos municípios do estado de São Paulo, sua estruturação buscou englobar todos os componentes do saneamento ambiental que possuem dados de fácil análise e acesso. No entanto, essa formulação proposta pelo Conesan não é inflexível, isto é, permite a incorporação de novos indicadores e pesos para que seja construído um ISA específico para cada área a ser estudada, tendo em vista que cada uma possui suas peculiaridades amplamente relevantes para a determinação da salubridade ambiental local. Essa possibilidade é assegurada pelo Manual Básico do ISA, de 1999.
O Indicador de Salubridade Ambiental – ISA, da forma que foi
desenvolvido, permitirá a incorporação de novos indicadores, variáveis e forma de pontuação à medida que se tenha novas informações ou que se obtenha novos patamares nos serviços de abastecimento de água, esgotos sanitários e manejo de resíduos sólidos, no controle de vetores e das condições físicas dos mananciais (CONESAN, 1999, p. 11).
Em decorrência desta versatilidade, o ISA ganhou diversos sobrenomes à medida que foi se remodelando para atender as mais diversas necessidades das regiões estudadas por todo o Brasil. Sua aplicação ganhou significativa proporção em diferentes escalas, sendo encontrados desde ISAs aplicados a conjunto habitacionais, passando por aplicações em zonas rurais, favelas, até aqueles destinados a centros urbanos diferentes de uma mesma bacia hidrográfica.
A flexibilidade em questão é algo benéfico tanto no que se refere à criação de ISAs quanto no momento de suas atualizações. O ISA da maneira em que foi concebido nunca será um índice engessado. À medida que se obtenha novas informações a respeito das questões ambientais de uma determinada região pode-se sempre modificar a estruturação do indicador, alterando seus indicadores de primeira e segunda ordem, bem como realizando novas ponderações. No entanto, não se deve perder de vista que a comparabilidade é critério fundamental de um indicador. A alteração da estrutura de um ISA elimina parcialmente essa característica, fazendo com que a comparabilidade seja aplicável somente ao longo do tempo e não entre ISAs.
Outro fator totalmente relevante para a aplicação eficiente de um ISA refere-se à maneira com que a região analisada à luz do Indicador é dividida. Isto é, deve-se dividir a região estudada em microrregiões, da forma com que o valor final do ISA seja a média aritmética dos ISAs de cada uma dessas microrregiões. Para realizar essa divisão pode- se adotar a delimitação dos setores censitários, dos bairros, de sedes urbanas, dentre
25 outros, podendo até mesmo ser calculado um ISA por domicílio. A Figura 3 apresenta de forma didática o que foi explicado neste parágrafo.
Figura 3 - Subdivisões de uma região
Fonte: Autor.
Conforme já mencionado, o ISA/SP foi o modelo criado pelo Conesan em 1999 e foi a partir dele que novas estruturações de ISAs surgiram no território nacional. No entanto, à medida que novas composições do Indicador foram criadas sua originalidade ao se comparar com o gerador do Conesan foi se desfazendo. As novas formulações sofreram alterações nos indicadores de primeira e segunda ordens, bem como nos critérios de pontuações, de forma com que o ISA criado ficasse com estrutura diferente do que é apresentado pelo Quadro 11. Entende-se que a capacidade de modificar a composição do ISA modelo é assegurado pelo próprio Manual Básico do ISA, porém, não se deve deixar de discorrer que, uma vez realizada qualquer alteração, extingue-se a possibilidade de comparação entre ISAs, partindo do pressuposto que uma propriedade essencial para tal é que seu cálculo seja realizado sob os mesmos critérios. Tal fato é uma peculiaridade negativa deste Indicador, uma vez que a característica comparabilidade é algo relevante para uma boa validação de qualquer indicador.
O levantamento bibliográfico realizado para fundamentar esta pesquisa avaliou todas as questões discutidas neste tópico, isto é, local de aplicação do ISA, indicadores de primeira utilizados e seus respectivos pesos, subdivisão adotada para a região estudada e originalidade do ISA em questão em relação ao ISA/SP, tido como modelo.
26 Os resultados obtidos estão elucidados na Tabela 1, a qual está organizada cronologicamente, expondo as diversas composições de ISAs encontradas por todo o Brasil. Nela estão apresentados os pesos dos indicadores de primeira ordem mais comumente utilizados em todos os estudos de ISAs localizados (60 estudos) sendo incluídos mais dois: o Indicador de Drenagem Urbana (Idu) e de Condição de Moradia
(Icm). A opção por incluí-los se baseou na alta frequência (51,7% e 23,3%, respectivamente) de utilização nos estudos avaliados. Apresenta-se também o autor e o ano de realização de cada estudo. A coluna “Subdivisão” refere-se à maneira em que foi subdividida a região analisada para que o ISA fosse aplicado, conforme explicação didática feita na Figura 3. Em sua última linha é evidenciado o valor médio de cada indicador, cujo cálculo foi realizado utilizando a média aritmética.
A coluna intitulada “Indicadores comuns ao Conesan (1999)” faz referência à originalidade do ISA estudado em relação ao do modelo do Conesan, o ISA/SP. Nesta coluna, o resultado “Todos” significa que, daqueles indicadores de primeira ordem utilizados no ISA avaliado que também estão presentes no modelo ISA/SP, todos possuem os mesmos indicadores de segunda ordem, são calculados da mesma maneira e possuem o mesmo critério de pontuação. O resultado “Nenhum” informa que, daqueles indicadores de primeira ordem utilizados no ISA avaliado que também estão presentes no modelo ISA/SP, nenhum possui igualdade com o ISA/SP. Ou seja, existe alguma diferença nos indicadores de segunda ordem ou nos critérios de cálculos ou nos critérios de pontuação. Por fim, quando nessa coluna aparece o resultado apresentado por alguns indicadores de primeira ordem (Iab, Ies, Irs, Icv, Irh ou Ise), significa dizer que, somente aquele ou aqueles indicadores de primeira ordem possui(em) indicadores de segunda ordem, método de cálculo e critério de pontuação idênticos ao modelo ISA/SP.
Salienta-se que o somatório das médias de cada indicador de primeira ordem não é igual a um (1,0) porque, como apresentado no fim da Tabela 1, (números de 1 a 11), existem aqueles indicadores cujos pesos não foram levados em consideração para a realização do cálculo da média aritmética. No entanto, é crucial que a soma de todos os pesos dos indicadores de primeira ordem de qualquer ISA seja igual a um (1,0). Requisito cumprido por todos os ISAs estudados.
27
Tabela 1 - Pesos e indicadores integrantes de ISA no Brasil
Autor (ano) Local de aplicação I Indicadores de primeira ordem integrantes do ISA Indicadores comuns ao Conesan (1999) Subdivisão
ab Ies Irs Icv Irh Ise Idu* Icm**
1 Conesan (1999) São Paulo/SP 0,25 0,25 0,25 0,10 0,10 0,05 - - - -
2 Almeida (1999) Favelas/SP(1) 0,0714 0,0714 0,0714 - - - 0,0714 - Nenhum Domicílio
3 Dias (2003) Áreas de Ocupação Espontânea - Salvador/BA(2) 0,20 0,20 0,15 - - 0,10 0,10 0,15 Nenhum Área de ocupação
espontânea 4 Santos e Silva (2003) Centros urbanos da Bacia Hidrográfica do Rio Taperoá/PB 0,25 0,25 0,25 0,10 0,10 0,05 - - Todos Sede urbana
5 Oliveira (2003)(A) Toledo/PR(3) 0,30 0,20 0,20 0,10 - 0,10 - - (A) (A)
6 Ribeiro et al. (2004) João Pessoa/PB 0,25 0,25 0,25 0,10 0,10 0,05 - - Todos Bairro
7 Neri (2005) Ilha do Ouro/SE(4) 0,25 0,25 0,10 - - 0,10 - 0,15 Nenhum Domicílio
8 Batista (2005) João Pessoa (bairros litorâneos)/PB 0,25 0,20 0,20 0,10 0,10 0,05 0,10 - Todos Setor censitário 9 Azevedo (2006) Bacia Ambiental do Rio Imboassú/RJ 0,0714 0,0714 0,0714 - - - 0,0714 - Nenhum Setor censitário 10 Bahia (2006) Centros urbanos da Bacia Hidrográfica do Rio Cachoeira/BA(3) 0,30 0,20 0,20 0,10 - 0,10 - - I
ab, Ies, Irs e Icv Sede urbana
11 Silva (2006) Comunidades Periurbanas/PB 0,20 0,20 0,15 0,10 0,10 0,05 0,10 0,10 Todos Comunidade 12 Menezes (2007) Comunidades Carentes/MG(5) 0,20 0,20 0,15 - - 0,10 0,10 0,15 Nenhum Domicílio
13 Santos (2008) Aquidauana/MS 0,25 0,25 - - 0,15 0,10 0,25 - Todos Setor censitário
14 Rocha (2008) Centros urbanos da Bacia Hidrográfica do Rio Jiquiriçá/BA(3) 0,30 0,20 0,20 0,10 - 0,10 - - I
rs e Icv Sede urbana
15 Levati (2009) Criciúma/SC 0,25 0,25 0,20 0,10 - - 0,20 - Iab e Icv Setor censitário
16 Sartori (2009) Rio Claro/SP 0,2941 0,2941 0,2941 0,1177 - - - - Icv Bairro
17 Silva (2009) Segmentos populacionais atendidos por unidades públicas de saúde
– Ouro Branco/MG(4) 0,20 0,20 0,15 - - 0,10 0,10 0,15 Nenhum Bairro
18 PMA (2010) Apiaí/SP 0,25 0,25 0,25 0,10 0,10 0,05 - - Iab, Ies, Irs e Icv Município
19 Costa (2010) Comunidades Rurais – Ouro Branco/MG(6) 0,15 0,20 0,10 0,15 - 0,10 - 0,15 Nenhum Domicílio
20 Aravéchia Junior (2010) Municípios goianos/GO 0,30 0,20 0,20 0,10 0,10 0,10 - - Icv Município
21 PMO (2010) Olímpia/SP 0,25 0,25 0,25 0,10 0,10 0,05 - - Todos UTP
22 PMP (2010) Parnamirim/RN 0,20 0,25 0,25 - - - 0,30 - Nenhum esgotamento sanitário Sub-bacia de 23 Buckley (2010) Programa de Arrendamento Residencial (PAR) Aracaju/SE(7) 0,15 0,15 0,10 0,10 - - - 0,15 Nenhum Domicílio
24 Souza (2010) Santa Rita/PB 0,25 0,25 0,25 0,10 0,10 0,05 - - Todos Setor censitário
25 PMV (2010) Videira/SC 0,35 0,25 0,15 - - 0,15 0,10 - Nenhum Setor censitário
26 Stadikowski et al. (2011) Bairro Jardim Naipi e Vila Maracanã(8) 0,15 0,15 0,15 0,10 0,15 0,10 0,10 - Nenhum Não identificado
27 Rosa Junior et al. (2011) Bairro Jardim São Bento – Foz do Iguaçu/PR 0,25 0,20 0,20 0,10 - 0,10 0,15 - Nenhum Domicílio 28 Rubio Junior (2011) Conjunto habitacional Buba – Foz do Iguaçu/PR 0,20 0,20 0,20 - - 0,10 0,15 0,15 Nenhum Domicílio
29 PMDP (2011) Doutor Pedrinho/SC 0,25 0,25 0,25 - - 0,25 - Nenhum Município
30 PMF (2011a) Florianópolis/SC 0,10 0,50 0,20 - - - 0,20 - Nenhum UTP
31 PMF (2011b) Forquilhinha/SC 0,20 0,20 0,20 0,10 0,10 - 0,20 - Iab, Icv e Irh Microárea
32 Scarpetta et al. (2011) Nascentes do Rio Boicy – Foz do Iguaçu/PR(9) - 0,15 0,12 0,07 0,12 0,06 0,07 - Nenhum Não identificado
33 Freitas (2012) Bairro Jardim Cláudia – Foz do Iguaçu/PR 0,20 0,25 0,20 - - - 0,25 0,10 Nenhum Domicílio 34 Vicq et al. (2012a) Comunidades Rurais – Itabirito, Congonhas e Mariana/MG(6) 0,15 0,20 0,10 0,15 - 0,10 - 0,15 Nenhum Domicílio
35 Vicq et al. (2012b) Comunidades Rurais – Ouro Preto, Ouro Branco e Conselheiro Lafaiete/MG(6) 0,15 0,20 0,10 0,15 - 0,10 - 0,15 Nenhum Domicílio
36 Cunha (2012) Itaguaçu/BA 0,25 0,25 0,25 0,10 0,10 0,05 - - Todos Sede urbana
37 Santos (2012) Macapá/AP 0,40 0,30 0,10 - - - 0,20 - Todos Setor censitário
38 Gama (2013) Bacia Hidrográfica do Riacho do Reginaldo – Maceió/AL 0,30 0,30 0,20 - - - 0,20 - Nenhum Setor censitário
39 Cabral et al. (2013) Céu Azul/PR 0,26 0,26 0,26 0,11 0,11 - - - Todos Município
40 PMC (2013) Chapada/RS 0,25 0,25 0,25 - - - 0,25 - Nenhum Município
41 Baggio (2013) Cocal do Sul/SC 0,25 0,25 0,20 0,10 - - 0,20 - Iab e Icv Setor censitário
42 Albuquerque (2013) Comunidade Saramém-Brejo Grande/SE(10) 0,10 0,25 0,15 - - 0,05 - 0,15 Nenhum Domicílio
28
Autor (ano) Local de aplicação Indicadores de primeira ordem integrantes do ISA Indicadores comuns ao Conesan (1999) Subdivisão
Iab Ies Irs Icv Irh Ise Idu* Icm**
44 Neumann et al. (2013) Loteamento Carapebus/ES 0,25 0,25 0,25 0,10 0,10 0,05 - - Ies, Irs, Icv e Ise Domicílio
45 Cabral et al. (2013) Missal/PR 0,26 0,26 0,26 0,11 0,11 - - - Todos Município
46 Ambroso (2014) Araranguá/SC 0,25 0,25 0,20 0,10 - - 0,20 - Iab Setor censitário
47 PMB (2014) Barbacena/MG 0,25 0,25 0,25 - - - 0,25 - Nenhum UTP
48 PMBH (2014) Belo Horizonte/MG 0,05 0,35 0,20 - - - 0,40 - Nenhum Sub-bacia hidrográfica
49 Pedrosa (2014) Comunidade Novo Horizonte – Campina Grande/PB 0,20 0,20 0,15 0,10 - 0,10 0,10 0,15 Nenhum Domicílio
50 Oliveira (2014) Juiz de Fora/MG 0,26 0,21 0,16 0,10 - 0,16 0,11 - Nenhum Bairro
51 Bastos et al. (2014) Marechal Deodoro/AL 0,40 0,40 0,20 - - - Nenhum Município
52 Lima (2014) Municípios goianos/GO 0,275 0,275 0,275 0,125 - 0,05 - - Icv Município
53 Rodrigues (2014) Rio Paranaíba/MG 0,25 0,25 0,25 - - - 0,25 - Nenhum Bairro
54 Pinto et al. (2014) São Pedro do Iguaçu/PR 0,26 0,26 0,26 0,11 0,11 - - - Todos Município
55 Cunha e Silva (2014) Sub-bacia Hidrográfica do Rio Verde/BA 0,25 0,25 0,25 0,10 0,10 0,05 - - Todos Domicílio
56 Cabral (2015) Itaipu 0,25 0,25 0,25 0,10 0,10 0,05 - - Todos Município
57 Santos et al. (2015) Palotina/PR 0,26 0,26 0,26 0,11 0,11 - - - Todos Município
58 Santos (2016a) Brejo Grande/SE(11) 0,25 0,25 0,25 - - - 0,10 - Nenhum Domicílio
59 Pinto (2016) Diamante do Oeste/PR 0,26 0,26 0,26 0,11 0,11 - - - Todos Não identificado
60 Santos (2016b) Loteamento Garcia – Cruz das Almas/BA(2) 0,20 0,20 0,15 - - 0,10 0,10 0,15 Nenhum Domicílio
Total: 60 ISA Média(#) 0,23 0,24 0,20 0,11 0,11 0,08 0,17 0,14
Mediana 0,25 0,25 0,20 0,10 0,10 0,10 0,15 0,15
Fonte: Autor
UTP = Unidade Territorial de Planejamento * Indicador Drenagem Urbana
** Indicador Condição de Moradia
(A) Não foi possível o acesso ao documento oficial
(1) Inclusão do Indicador Segurança Geológica-Geotécnica, Indicador de Energia Elétrica, Indicador de
Densidade Demográfica Bruta, Indicador de Iluminação Pública, Indicador de Regularização Fundiária, Indicador de Vias de Circulação, Indicador de Espaço Público, Indicador de Varrição, Indicador de Renda, Indicador de Educação. Todos os indicadores possuem o mesmo peso (0,0714);
(2) Inclusão do Indicador Saúde Ambiental (0,10); (3)Inclusão do Indicador Regional (0,10);
(4) Inclusão do Indicador Drenagem Rural (0,05) e Indicador de Saúde Ambiental (0,10); (5)Inclusão do Indicador Higidez Ambiental e Pessoal (0,10);
(6) Inclusão do Indicador Saúde Ambiental (0,15);
(7)Inclusão do Indicador Espaço Público (0,10), Indicador Satisfação com a Moradia (0,10) e Indicador
Impacto Sobre o Entorno (0,15);
(8) Inclusão do Indicador Saúde Pública (0,10);
(9) Inclusão do Indicador de Coleta de Lixo (0,07); Indicador de Distribuição Elétrica (0,06); Indicador de
Comunicação Social (0,06); Indicador de Serviços Públicos (0,07) e Indicador de Mata Ciliar (0,15);
(10)Inclusão do Indicador Saúde Pública (0,10), Indicador Satisfação com a Moradia e Entorno (0,05) e
Indicador Espaço Público Comunitário (0,15);
(11) Inclusão do Indicador de Saúde Pública (0,15);
(#) O somatório das médias de cada indicador de primeira ordem não é igual a um (1,0) porque, como
apresentam os números de 1 a 11 deste rodapé, existem aqueles indicadores cujos pesos não foram levados em consideração para a realização do cálculo da média aritmética. No entanto, é crucial que a soma de todos os pesos dos indicadores de primeira ordem de qualquer ISA seja igual a um (1,0). Requisito cumprido por todos os ISA estudados.
29 O levantamento bibliográfico que originou a Tabela 1, buscou ser exaustivo, isto é, teve o objetivo de encontrar todos os estudos relativos ao ISA disponíveis na internet. Para que isso fosse alcançado, visitou-se páginas eletrônicas de revistas científicas de cunho ambiental, além de levantamento simples em sites de busca on-line. Uma vez acessada a página eletrônica do periódico científico, realizava-se uma vistoria para verificar se em seu conteúdo havia alguma publicação relativa ao ISA, para isso digitava-se no campo de ‘busca’ os seguintes termos: “indicator”, “salubrity”, “urban health”, “indicador”, “salubridade”,
“indicador de salubridade” e “ISA”.
O Quadro 12 apresenta as revistas científicas consultadas para capturar os 60 ISAs que compõem o levantamento bibliográfico desta pesquisa. Nele está contida a qualificação
Qualis de cada uma, bem como seus respectivos Número Internacional Normalizado para
Publicações Seriadas (ISSN) e endereços eletrônicos. Ressalta-se que este quadro apresenta todos os periódicos científicos consultados durante a pesquisa bibliográfica e, não necessariamente, aqueles que apresentaram estudos de ISA em seu conteúdo. O período de busca foi de abril de 2015 a setembro de 2016.
A qualificação Qualis das revistas científicas apresentadas é realizada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) utilizando critérios de qualidade e produção intelectual. Para tal, existem estratos indicativos de qualidade dos periódicos, variando desde A1 (mais elevado nível), passando por A2, B1, B2, B3, B4, B5 e chegando até ao pior nível, o C. Essa classificação varia de acordo com a área de avaliação em que o periódico é avaliado. A qualificação Qualis exposta no Quadro 12 refere-se à área de avaliação da Capes classificada como ENGENHARIAS I, composta por Engenharia Civil, Engenharia Sanitária e Engenharia de Transportes. Desta forma, uma revista pode ser avaliada como A2 na área ENGENHARIAS I e B3 na área ENGENHARIAS II, por exemplo. No Quadro 12, alguns periódicos consultados não apresentam o enquadramento nos estratos indicativos, tal fato justifica-se porque esses não foram avaliados pela Capes na área ENGENHARIAS I. Por fim, salienta-se que a classificação apresentada se refere à última avaliação realizada pela Coordenação, que ocorreu em 2014.
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Quadro 12 - Revistas científicas consultadas durante o levantamento bibliográfico
ISSN Revista/Periódico ENGENHARIAS I Qualis (2014) Site
1 1470-160X Revista Ecological Indicators A1 www.journals.elsevier.com/ecological-indicators
2 0301-4797 Journal of Environmental Management A1 www.journals.elsevier.com/journal-of-environmental-management
3 1866-6299 Environmental Earth Sciences A2 http://link.springer.com/journal/12665
4 1843-3707 Environmental Engineering and Management Journal A2 http://omicron.ch.tuiasi.ro/EEMJ/
5 1092-8758 Environmental Engineering Science A2 www.liebertpub.com/forauthors/environmental-engineering-science/15/
6 0001-3765 Revista Anais da Academia Brasileira de Ciência B1 www.abc.org.br
7 0100-0683 Revista Brasileira de Ciência do Solo B1 www.sbcs.org.br
8 1413-8123 Revista Ciência & Saúde Coletiva B1 www.cienciaesaudecoletiva.com.br
9 1809-4457 Revista Engenharia Sanitária e Ambiental B1 http://abes-dn.org.br/d2_Publicacoes_eng.html
10 1982-3932 Journal of Urban and Environmental Engineering(UFPB) B2 http://periodicos.ufpb.br/index.php/juee
11 2179-975X Revista Acta Limnológica Brasiliensia B2 www.ablimno.org.br/publiActa.php
12 1809-4422 Revista Ambiente & Sociedade B2 http://anppas.org.br
13 1807-1929 Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental B2 www.agriambi.com.br
14 0104-7760 Revista Cerne (Centro de Estudos em Recursos Naturais Renováveis) B2 www.cerne.ufla.br
15 1983-4071 Revista Ciência & Engenharia B2 www.cieng.ufu.br
16 0370-4467 Revista da Escola de Minas B2 www.rem.com.br/
17 1982-4513 Revista Sociedade & Natureza B2 www.seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza
18 1809-4302 Revista Acta Amazônica B3 https://acta.inpa.gov.br/
19 2179-9784 Revista Águas Subterrâneas B3 https://aguassubterraneas.abas.org
20 1808-4524 Revista Brasileira de Ciências Ambientais B3 http://abes-dn.org.br/d2_Publicacoes_rciamb.html
21 1414-381X Revista Brasileira de Recursos Hídricos B3 www.abrh.org.br
22 1414-462X Cadernos Saúde Coletiva B3 www.cadernos.iesc.ufrj.br/cadernos/
23 0101-6040 Revista DAE (Departamento de Águas e Esgotos) B3 www.revistadae.com.br
24 1806-4051 Revista de Gestão de Águas da América Latina B3 www.abrh.org.br
25 0870-1741 Revista Recursos Hídricos B3 www.aprh.pt/rh/revistas.html
26 1981-1764 Revista Brasileira de Educação Ambiental B4 www.sbecotur.org.br/revbea
27 2179-460X Revista Ciência e Natura B4 http://periodicos.ufsm.br/index.php/cienciaenatura/
28 2176-7270 Revista Engenharia e Tecnologia B4 www.revistaret.com.br
29 1678-698X Estudos Geográficos: Revista Eletrônica de Geografia B4 www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br
30 1519-8634 Revista Holos Environment B4 www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/holos
31
ISSN Revista/Periódico ENGENHARIAS I Qualis (2014) Site
32 1808-2793 Revista Scientia Plena B4 www.scientiaplena.org.br
33 1679-0375 Revista Semina: Ciências Exatas e Tecnológicas B4 www.uel.br/revistas/uel/index.php/semexatas
34 1980-0827 Periódico Eletrônico Fórum Ambiental da Alta Paulista B5 www.amigosdanatureza.org.br/publicacoes/index.php/forum_ambiental
35 2175-9405 Revista Ambiência B5 http://revistas.unicentro.br/index.php/ambiencia
36 1980-993X Revista Ambiente & Água B5 www.ambi-agua.net
37 1516-6481 Revista Novos Cadernos NAEA B5 http://periodicos.ufpa.br/
38 1982-7784 Revista OLAM – Ciência e Tecnologia B5 www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/olam
39 2316-3313 Revista Interfaces Científicas – Saúde e Ambiente C https://periodicos.set.edu.br/index.php/saude
40 2359-6724 Brazilian Journal of Biosystems Engineering - http://seer.tupa.unesp.br/index.php/BIOENG/index
41 0103-9830 Boletim Técnico da Escola Politécnica da USP - www.pcc.usp.br/publicacoes
42 2176-5774 Caderno Prudentino de Geografia - http://revista.fct.unesp.br/index.php/cpg;
43 2178-4833 Latin American Journal of Business Management - www.lajbm.net
44 2237-9711 Revista Brasileira de Energias Renováveis - http://revistas.ufpr.br/rber
45 1981-8858 Revista Ciências Ambientais - www.revistas.unilasalle.edu.br/index.php/Rbca
46 1676-4188 Revista Ciência & Ambiente - http://w3.ufsm.br/cienciaeambiente/principal.php
47 1983-1501 Revistas de Estudos Ambientais - www.furb.br/rea
48 2316-9834 Revista de Gestão Ambiental e Sustentabilidade - www.revistageas.org.br/ojs
49 1518-8787 Revista de Saúde Pública - www.rsp.fsp.usp.br
50 1809-0664 Revista Engenharia Ambiental: Pesquisa e Tecnologia - http://ferramentas.unipinhal.edu.br/engenhariaambiental/policies.php
51 1983-7011 Revista Ensino, Saúde e Ambiente - www.ensinosaudeambiente.uff.br
52 1516-9375 Revista Espaço & Geografia - www.lsie.unb.br/espacoegeografia
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