Gerson Aler de Lima Nogueira(1) (2)
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, Sérgio Roberto Rodrigues , Rodrigo Roda Echeverria , Vilma dos Santos Oliveira , José Ivaldo do Carmo e
Alfredo Raúl Abot
Os insetos da família Scarabaeidae são importantes pragas das culturas principalmente devido aos danos causados pelas larvas no sistema radicular. Segundo Mondino et al. (1997) na subfamília Dynastinae os adultos e larvas são usualmente fitófagos, alimentando-se de flores, frutos, caules e raízes de plantas, tanto silvestres como de interesse agronômico. Na subfamília
Dynastinae é relacionado o gênero o qual contêm
aproximadamente 300 espécies (Ratcliffe & Cave, 2002). Na região Centro- Oeste do Brasil, extensas são as áreas exploradas com agricultura e pastagens e poucas informações são relacionadas sobre esse grupo de pragas, apesar da importância agrícola que o mesmo representa; dentre essas, Ávila & Pípolo (1992) verificaram nos municípios de Douradina, Dourados, Fátima do Sul, Rio Brilhante e Itaporã, MS danos causados por larvas de Scarabaeidae em aproximadamente 1000 hectares, principalmente em cultura de trigo. Para a região de Aquidauana, MS, estudos sobre Scarabaeidae vêm sendo desenvolvidos, e os adultos de
Burmeister, 1847, vem sendo coletados em campo. Assim, o
presente trabalho teve como objetivo estudar a biologia de . .
O estudo foi conduzido na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), município de Aquidauana, onde foi instalada uma armadilha luminosa de outubro de 2005 a julho de 2007, tendo em vista a atratividade de
espécies de por fontes luminosas como comprovado por
Andreazze & Motta (2002). Alguns adultos coletados foram acondicionados em recipientes de plástico de 1000 mL (4,5 x 9,5 cm de profundidade)
contento solo e plantas de Stapf para que realizassem
cópula e oviposição. De posse dos ovos, esses foram acondicionados em recipientes de plástico de 500 mL, sendo que em cada um era acondicionada uma camada de solo e sobre este foi depositado apenas um ovo. Os
recipientes contendo solo e mudas de , foram mantidos em
câmara climatizada (26 ± 1ºC) para o estudo da biologia, metodologia esta adaptada por Oliveira et al. (1996). A largura da cápsula cefálica de 120 larvas
Cyclocephala Cyclocephala verticalis C verticalis Cyclocephala Brachiaria decumbens B. decumbens
Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Rodovia Aquidauana, CERA, Km 12 Caixa Postal 25, 79200-000, Aquidauana, MS.
Acadêmicos: E-mail [email protected], [email protected], [email protected].
Eng. Agrônomo Dr. Sergio Roberto Rodrigues e Alfredo Raul Abot E-Mail [email protected] e [email protected]
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foi medida periodicamente, para acompanhar o crescimento (Oliveira et al., 1996). Foi analisada a duração das fases de ovo, larva, pré-pupa, pupa, como também a longevidade dos adultos, período de pré-oviposição, oviposição e fecundidade, da forma como realizado por Oliveira et al. (1996).
No laboratório, adultos de eram mantidos em recipientes de
plástico, e nesse local foram encontradas pequenas esferas confeccionadas com solo, com cerca de 9 a 11 mm de diâmetro, e em seu interior havia uma pequena câmara de 3x4 mm, onde era depositado um ovo (n = 36). Estes são
de cor branca e medem 1,5 x 1,8 mm (n = 139). Em . os ovos
apresentam formato esférico a ovóide e possuem cor branca, com tamanho médio de 1,9 mm (Cherry, 1985).
O período embrionário de durou em média 17,2 dias (Tabela 1).
Para o mesmo é de 13,8 dias (Oliveira et al., 1996) e de 12 dias
em (Silva & Loeck 1996).
C. verticalis C parallela C. verticalis P. cuyabana D. abderus Fase Duração (dias) N Intervalo de variação Viabilidade (%) Ovo 17,2 ± 0,10 450 14 - 26 87,6 1º instar 22,0 ± 0,13 394 16 - 31 86,0 2º instar 23,7 ± 0,16 339 17 - 33 92,0 3º instar 138,1 ± 3,53 312 72 - 213 51,0 Pré-pupa 12,7 ± 0,28 159 07 - 20 43,4 Duração larval 195,73 ± 4,16 94 132 - 266 59,1 Pupa 14,8 ± 0,22 69 11 – 20 59,4 Adulto 37,5 ± 1,05 41 25 - 55 90,2 Ovo a adulto 228,65 ± 5,03 41 1621 - 295 9,1
Tabela 1. Duração (média ± EP) das fases de desenvolvimento de
em laboratório (26±1°C, fotofase 12 h). C.
verticalis
As larvas de primeiro ínstar duraram em média 22,0 dias, as de segundo 23,7 dias e as de terceiro 138,1 dias (Tabela 1) Mondino et al. (1997) encontraram
para Burmeister, 1847 que as larvas de terceiro ínstar
permanecem de março a novembro nessa fase, o que corresponde a 9 meses
de duração, período superior ao de terceiro ínstar de . Oliveira et
al. (1996) ao estudarem a biologia de encontraram para primeiro,
segundo e terceiro ínstar duração média de 26,9; 34,4 e 80,8 dias, respectivamente.
As larvas de primeiro ínstar possuem largura média de 1,48 mm (n = 120), as de segundo 2,52 mm (n = 120) e as de terceiro 3,50 mm (n = 120). Para as larvas de 1º, 2º e 3º ínstar Cherry (1985) encontrou larguras médias de 1,5; 2,6; e 4,0 mm respectivamente para
C. signaticollis
C. verticalis P. cuyabana
C. parallela.
Quando as larvas atingem a fase de pré-pupa confeccionam uma câmara no solo com dimensões internas de 3,04 cm de comprimento por 1,55 cm de largura e nesse local transformam-se em pupa. A duração da fase de pré-
pupa de foi em média 12,7 dias, enquanto que a fase pupa durou
em média 14,8 dias (Tabela 1).
Quando a fase de pupa é encerrada, os adultos permanecem em média 20,22 dias (n = 9) na câmara pupal e após esse período surgem na superfície do solo para iniciarem suas atividades biológicas.
Para vários adultos a longevidade observada foi de 37,5 dias (Tabela 1). Para
. foi verificado que estes apresentaram longevidade média de
32,9 dias (Oliveira et al., 1996).
Foi possível determinar que o ciclo biológico de completa-se em
cerca de 228,65 dias, sendo univoltino. Cherry (1985) estudando verificou que essa espécie apresenta uma geração por ano.
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