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Dans le document 1 URBAIN AU QUEBEC ET (Page 196-200)

Iniciamos os trabalhos de localização dos egressos em maio de 2012, já tendo sido realizado o levantamento total de 929 graduados que concluíram o curso no Cefd/Ufes, identificados em atas de colação de grau do Cefd e/ou da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). Percebendo que se tratava de uma quantidade significativa de ex-alunos, optamos por fazer um recorte temporal. O primeiro estudo (ARAÚJO, 2013), conforme dito na introdução deste estudo, focou os egressos formados entre 2003-2010; este contempla os egressos formados entre 1995-2002.

O universo dessa fase do estudo é composto pelo total de 395 egressos do Curso de Licenciatura Plena em Educação Física, formados no período compreendido entre o final do primeiro semestre de 1995 até o final do segundo semestre de 2002. Consideramos sujeitos da pesquisa todos os graduados que assinaram a ata de colação de grau do Cefd/Ufes ou que colaram grau na Prograd, dentro do referido recorte temporal, conforme sistematizado no Gráfico 1.

GRÁFICO 1 – Quantidade de egressos por períodos

Fonte: Elaborado pela autora.

Iniciamos a localização desses egressos, a partir do mês de maio do ano de 2012, sem nenhuma informação, pois o Cefd/Ufes não dispunha de nenhum cadastro oficial sobre seus ex-alunos, seja número de telefone, seja endereço. Logo, nossa tarefa tornou-se mais árdua e desafiadora.

Tendo em vista as inovações tecnológicas e a popularidade das redes sociais que contribuem para uma nova dinâmica relacional entre os indivíduos, percebemos que as redes seriam uma ferramenta bastante útil, levando em consideração que vivemos em meio a essa transformação cultural tecnológica e que Araújo (2013, p. 53) obteve um retorno satisfatório enquanto estratégia de contato com os egressos: “[...] o site de relacionamento facebook, nos ajudou a conseguir a maioria dos questionários respondidos. O questionário não foi aplicado por essa via, usamos o site apenas para entrar em contato com os egressos que localizamos”. Assim, advindo dessa experiência positiva, também optamos por essa via.

Para tanto, Severino (2007) coloca em xeque os métodos tradicionais de pesquisa ao apontar como estão se tornando rapidamente irrelevantes para as condições contemporâneas. O autor apresenta inovações que estão mudando a “cara” das

ciências sociais – um novo vocabulário em metodologia da pesquisa. De acordo com esse autor,

[...] Há um acúmulo de traços da identidade do indivíduo como participante da pesquisa (considere o desafio da privacidade na internet), e a possibilidade de que as informações passadas de uma pessoa para um pesquisador sejam imediatamente transmitidas a uma população mais ampla. Além do mais, essas mesmas tecnologias também intensificaram a consciência quanto aos usos políticos e morais para os quais a pesquisa se aplica. Consequentemente, o próprio fato de ser convidado para participar de um projeto de pesquisa pode gerar uma precaução defensiva, ou ainda pode ser visto como uma oportunidade de proselitismo (SEVERINO, 2007, p. 382).

Alvarenga et al. (2012) abordam o movimento paradigmático que a revolução tecnológica traz para a ciência. Assim cada vez mais são utilizadas redes, que facilitam o contato entre investigadores, permitindo trabalhar grandes volumes de dados em diferentes lugares, simultaneamente. Dessa forma, é possível a partilha de ferramentas de pesquisa, de dados, de acesso a publicações.

O contexto comunicacional atual, por mudar a forma como as pessoas se relacionam, tem transformado os modos de fazer ciência. Nesse sentido, as possibilidades de comunicação e transmissão de dados entre investigadores originam novas percepções sobre as possibilidades da ciência e também sobre a sua missão (ALVARENGA et al., 2012, p. 675).

Partindo desse novo paradigma, os sujeitos foram todos mapeados via Internet, por meio de sites de busca (google) e das redes sociais (facebook). Digitando nome por nome, em várias tentativas, localizamos e cruzamos informações ali disponíveis e amigos em comum.

A plataforma facebook oferece uma gama importante de informações pessoais (nomes, fotos, apelidos, local de trabalho, instituição em que se formaram, entre outros) o que nos permitiu deduzir com mais precisão acerca do sujeito que procurávamos localizar por meio dessa ferramenta. Após essa primeira busca, enviamos mensagem explicativa sobre nossas intenções com aquele contato e solicitamos do sujeito seu endereço eletrônico (e-mail) ou número telefônico com vistas ao envio ou à entrega presencial do instrumento do estudo, o questionário.

nomes de todos os professores de Educação Física nas Secretarias Municipais de Educação, Esporte e Saúde das prefeituras da Grande Vitória (Serra, Vitória, Vila Velha, Cariacica e Viana), de um município do interior (Aracruz), além das Secretarias do Governo Estadual, bem como do Programa de Pós-Graduação do Cefd/Ufes e do Programa de Educação a Distância (EAD/Cefd-Ufes). Com o cruzamento entre as listagens fornecidas por essas Secretarias e a nossa listagem, obtida via Instituição, pudemos identificar o posto de trabalho dos egressos.

Assim oportunizado, fomos até os locais de trabalho dos egressos, entre eles: escolas, clubes, academias, parques e, inclusive, escolas no interior do Estado. Também encontramos professores no Congresso Espírito-Santense de Educação Física (Conesef), realizado em setembro do ano de 2012. Outro meio de contato com os egressos foi a nossa participação nos encontros de Formação Continuada de Professores de Educação Física das Redes Municipais de Serra e Vitória e, por fim, contamos com o “Marketing de Rede”, no qual os professores localizados repassavam o contato e/ou o local de trabalho dos colegas de turma, conhecidos de outras turmas ou por vínculos profissionais.

Essas buscas foram seguindo paralelas à entrega dos questionários, ou seja, começamos a aplicar os questionários e, simultaneamente, localizávamos os sujeitos, fazendo contato (pessoal, por telefone e/ou mensagem), chegando a 316 sujeitos, correspondentes a 80% do universo.

Localizados os sujeitos, aplicamos um questionário com perguntas abertas e fechadas sobre informações pessoais, profissionais, formação inicial e currículo, formação de graduação adicional, formação de pós-graduação, formação continuada e mercado de trabalho. Esse questionário teve como referência o primeiro estudo, porém com algumas adaptações e modificações. Pretendíamos saber quem era esse egresso e como ele pensava a sua formação, bem como conhecer de forma extensiva quem era esse professor em termos de formação, experiência e situação funcional.

Um pré-teste do questionário foi realizado com sete professores de Educação Física, que não fariam parte da população de estudo, com a finalidade de verificar a

fidedignidade, validade e operatividade do instrumento, e a necessidade ou não de modificações. Os respondentes do pré-teste informaram que não tiveram dificuldades em entender o enunciado das perguntas e que o tempo despendido para responder foi, em média,15 minutos.

Utilizamos duas estratégias para a aplicação dos questionários: a primeira foi a entrega pessoal juntamente com o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) no local de trabalho do respondente. Foi acertado que retornaríamos após uma semana para o recolhimento. Em algumas situações, voltamos duas ou três vezes e o questionário não havia sido respondido. Sendo assim “desistíamos” do sujeito, tendo em vista a inviabilidade de retorno ao local e a interpretação de que aquele egresso não demonstrava interesse em responder ao instrumento. Nesse formato de entrega, foram respondidos 70 questionários.

A segunda opção foi a utilização do e-mail como forma de envio. A maioria dos endereços eletrônicos foi conseguida em resposta às mensagens deixadas na rede social e outros com alguns representantes de turmas dos egressos. Algumas turmas ainda fazem encontros anuais e, assim, mantêm a lista de contatos atualizada. Aos que não respondiam, enviávamos, no máximo, mais três vezes. Desse modo, obtivemos 63 questionários respondidos.

No total, foram 133 questionários respondidos, aproximadamente um terço do universo de nossa pesquisa. Cabe ressaltar que demos uma pausa na aplicação dos questionários no período da segunda quinzena de dezembro até março, período de férias e carnaval, devido à dificuldade de falar com os professores em função de viagens nessa época e do retorno/adaptações das aulas.

Retomamos o trabalho em 2013 com mais tentativas de localização, ligações e e- mails. Entretanto, o retorno já não se apresentava positivo, momento em que optamos por finalizar a coleta. Concluímos que quem queria colaborar com o estudo já havia respondido.

Todo o procedimento de localização e aplicação do questionário perdurou de setembro de 2012 até a primeira quinzena de maio de 2013, aproximadamente cinco

meses. Abaixo percebemos a evolução da pesquisa na Tabela 1 e mais detalhadamente no Gráfico 2.

TABELA 1 – Evolução da pesquisa

Total de egressos 395

Egressos localizados 316

Questionários distribuídos 261

Questionários respondidos 133 E-mail – 63

Pessoalmente – 70 Fonte: Elaborado pela autora.

GRÁFICO 2 – Egressos localizados / retorno de questionários

Fonte: Elaborado pela autora.

Entre os localizados, três são falecidos e cinco se recusaram a receber o questionário. Dessa forma, restaram apenas 79 egressos sem nenhum contato feito, pois o tempo, contando que temos prazos a cumprir, não nos permitiu insistir.

Aqui ultrapassamos a dicotomia qualitativa/quantitativa e fomos além dessas consolidações conceituais. Fizemos uso dos dados quantitativos dos questionários, portanto as análises desses dados se fizeram presentes no nosso quadro de

referência, em nossa postura teórica e em nossa visão de mundo, reconhecendo, assim, as marcas da subjetividade, o que também nos levou e aproximou das interpretações das questões abertas.

Com a subjetividade entramos no universo conceitual dos sujeitos para compreender como e que tipo de sentido eles deram aos acontecimentos e às interações sociais que ocorreram durante a sua trajetória profissional, numa concepção mais fenomenológica “Na visão dos fenomenólogos é o sentido dado a essas experiências que constitui a realidade, ou seja, a realidade é „socialmente construída‟” (BERGER; LUCKMAN, 1985, apud ANDRÉ, 1995, p.18).

Desse modo, buscamos compreender relações, valores, atitudes, crenças, hábitos e representações e, partindo desse conjunto de fenômenos humanos gerados socialmente, entender e interpretar a realidade (MINAYO, 2007). Além disso, procuramos uma lógica peculiar e interna desse grupo que estamos analisando e daí perceber o desafio que é pesquisar em ciências sociais.

Conforme Minayo (2007, p. 27), “É a descoberta de seus códigos sociais a partir das falas, símbolos e observações. A busca da compreensão e da interpretação à luz da teoria aporta uma contribuição singular e contextualizada do pesquisador”.

Para finalizar, utilizamos, para tabulação dos dados, o programa estatístico “SPSS- Statistics” pelo qual os resultados serão apresentados na forma de gráficos, por considerarmos que desse modo a visualização e, consequentemente, a interpretação fica mais fácil e diretiva e, assim, procuramos fazer associação entre algumas variáveis de estudo.

4 APRESENTAÇÃO DOS DADOS DOS QUESTIONÁRIOS

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