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Dans le document IN ENGINEERING AND COMPUTER SCIENCE (Page 98-106)

Outra técnica de mensurar o desempenho, a análise de índices, não inclui somente o cálculo de determinado índice. Mais importante do que isso é a interpretação do valor do índice. Uma base relevante de comparação é necessária para responder à pergunta como: “É muito alto ou muito baixo?” e “Esse número é bom ou ruim?”. Podem ser feitas comparações de índices de dois tipos: em corte transversal e de séries temporais (GITMAN, 2004, p. 42- 56).

A análise em corte transversal envolve a comparação de índices financeiros de diferentes empresas na mesma data. Os analistas geralmente se interessam no desempenho de uma empresa em relação a outras do seu setor. Com freqüência, uma empresa compara os valores de seus índices aos do principal concorrente ou de um grupo de concorrentes que desejam imitar.

Esse tipo de análise em corte transversal, chamada de benchmarking, tornou- se muito comum (GITMAN, 2004, p. 42).

O índice PL (Preço/Lucro) normalmente é utilizado para medir a opinião dos investidores em relação ao preço da ação. Esse índice representa a confiança que o investidor tem no desempenho futuro da empresa. Quanto maior for esse índice, maior será a confiança do investidor (GITMAN, 2004, p. 42-57).

O índice PL (Preço/Lucro) é utilizado como regra prática aproximada para avaliar as empresas com o intuito de compra. Pode-se medir teoricamente em anos o prazo em que o proprietário ou investidores teriam seu retorno (NOGUEIRA, LAMOUNIER e COLAUTO, 2005).

O índice P/V (Preço/Valor Patrimonial) dá uma idéia aos investidores de como o desempenho da empresa pode ser visto, relacionando o valor de mercado a seu valor contábil (GITMAN, 2004, p. 42-57).

O índice de preço de mercado sobre o valor contábil relaciona o valor de mercado atual da ação com o valor contábil do capital próprio no balanço patrimonial. (NOGUEIRA, LAMOUNIER e COLAUTO, 2005).

O índice Q de Tobin é um indicador que avalia o investimento com base no valor de mercado e seu uso é incipiente na literatura nacional (NOGUEIRA, LAMOUNIER e COLAUTO, 2005).

O Q de Tobin é definido como a relação entre o valor de mercado de uma empresa e o valor de reposição de seus ativos físicos. (FAMÁ e BARROS, 2000).

Neste caso, a inovação trazida por Tobin e Brainard (1968), e Tobin (1969), relaciona-se com a definição mais ampla do valor de mercado da empresa e com a consideração do valor de reposição dos ativos em lugar de seu valor contábil.

Com isso, para encontrar a formulação básica, o Q de Tobin, pode ser expresso como: _______________________________________________________________ Q = VMA + VMD VRA _______________________________________________________________ Onde:

VMA – representa o valor de mercado das ações negociadas na Bolsa de Valores ou capital próprio da firma.

VMD – representa o valor de mercado das dívidas ou valor contábil de capital de terceiros tomado.

VRA – é representado pelo valor de reposição dos ativos da organização. Dessa forma, VMA + VMD representa o valor de mercado total da organização. Famá e Barros (2000) (apud LINDENBERG e ROSSI, 1981) definem VRA como desembolso monetário que possa comprar a capacidade produtiva da organização, de acordo com a mais moderna tecnologia disponível, por um custo menor. Conforme observado pelos autores, este conceito é mais complexo do que uma medida de custo de reprodução, preocupada somente com o ajuste do valor contábil da firma pela inflação.

Pode-se dizer que o uso do Q de Tobin é útil em diversos contextos de pesquisa em economia e finanças. Principalmente em finanças, diversas interpretações e aplicações para a variável vêm sendo analisadas, com isso possibilitando a criação de novas linhas de pesquisas, e melhoria das já existentes. Pode-se dizer que o uso do Q de Tobin impõe aos pesquisadores desafios que não devem ser subestimados e merecem maior atenção por parte deles. Os desafios relacionam-se às estimativas da variável que precisam ser analisadas a partir de dados reais, o que, como será abordado, envolve importantes considerações metodológicas (FAMÁ e BARROS, 2000).

O Q de Tobin pode ser interpretado como um indicador de oportunidade de crescimento. Quando o Q de Tobin for maior do que 1 (um), revela que o valor de mercado da firma é superior ao preço de reposição de seus ativos. As organizações com um Q de Tobin mais elevado possuem maior estímulo para fazer novos investimentos de capital, se comparadas com as organizações que não apresentam um Q de Tobin tão expressivo. Contudo, se o Q de Tobin for menor do que 1 (um), o preço de mercado da organização pode ter uma tendência inferior ao custo de reposição do respectivo capital. A empresa não apresenta condições de fazer investimentos, e conseqüentemente suas ações se desvalorizam no mercado de capitais.

O Q de Tobin tem muita riqueza de interpretações e uma larga aplicabilidade conceitual, podendo ser útil em várias linhas de pesquisas, tanto as relacionadas ao desenvolvimento teórico como às aplicações empíricas

(NOGUEIRA, LAMOUNIER e COLAUTO, 2005). O indicador Q de Tobin não precisa do uso de ajuste de risco, minimizando as possíveis distorções causadas pela presença do risco, distorções convencionais na elaboração de fluxos contábeis (NOGUEIRA, LAMOUNIER e COLAUTO, 2005).

O Q de Tobin, tendo em vista o crescimento dos mercados financeiros, possibilita e facilitam as estimativas de valores de mercado, maior acesso dos pesquisadores aos dados das empresas e o crescimento do poder de processamento de dados disponível para eles. Dessa forma, o uso do índice vem notadamente crescendo nos meios acadêmicos da área de finanças (FAMÁ e BARROS, 2000, pág. 39).

No Brasil, contudo, o Q de Tobin é ainda pouco utilizado em pesquisas. O crescimento do mercado de capitais local e a maior disponibilidade de dados fornecidos pelas empresas abertas e agências de informação são estímulos importantes para que seja conduzido um grande número de testes de agora em diante, aproveitando a riqueza de informações e implicações do Q de Tobin (FAMÁ e BARROS, 2000, pág. 40).

Para fazer a análise de desempenho dos dados coletados nesta pesquisa, optou-se pela utilização do indicador Q de Tobin, pois se trata de índice mais preciso do que os outros (NOGUEIRA, LAMOUNIER e COLAUTO, 2005).

3 FORMAS DE CAPITALIZAÇÃO

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