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Estágio Supervisionado I –

Gestão Escolar

3° Semestre 54h/a Escolas públicas e privadas de Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio/Normal ou EJA

Estágio

Supervisionado II – Educação Infantil

4º Semestre 72h/a Instituições públicas e privadas da Educação Infantil, que envolvem a educação de crianças de 4 meses a 5 anos em turmas de creches, maternal, jardins e pré- escolas, ou afins.

Estágio

Supervisionado III –Ensino

Fundamental

5º Semestre 72h/a Escolas dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, envolvendo a educação de crianças de 5 a 12 anos, nos primeiros 5 anos de escolarização deste nível de ensino. Estágio

Supervisionado IV –Ensino

Médio/Normal

6º Semestre 54h/a Nas disciplinas pedagógicas de Ensino Médio na modalidade Normal

Estágio

Supervisionado V – Espaços não- escolares

7º Semestre 54 horas Em espaços educativos não-formais como instituições comunitárias, assistenciais, empresariais e outras que envolvem a educação profissional, as atividades de formação e a gestão de pessoas e grupos.

Fonte: Regulamento dos Estágios Supervisionados do curso de Pedagogia, 2009.

Além da estruturação dos Estágios Curriculares Supervisionados que envolvem os acadêmicos do curso de Pedagogia, faço referência aos objetivos dos referidos estágios.

De acordo com o Regulamento dos Estágios Supervisionados do Curso de Pedagogia (2014), são objetivos: primeiro, “formar educadores(as) com habilitação em nível superior para atuarem na Educação Infantil, nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, no Ensino Médio e na gestão nos espaços escolares e não escolares”; segundo, “viabilizar a construção e a produção científica como exercício profissional para perceber e interpretar os problemas educacionais e suas possíveis soluções”; terceiro, “aperfeiçoar a capacidade de realizar o diagnóstico sobre as necessidades e aspirações dos diferentes campos de estágio, identificando diferentes forças, interesses e contradições e considerando-as nos projetos e práticas”; quarto, “elaborar e desenvolver propostas práticas concretas dos estágios supervisionados a partir do estudo da realidade vivenciada”; quinto, “proporcionar aos acadêmicos as oportunidades necessárias ao desenvolvimento das atitudes éticas e estéticas dos conhecimentos e competências necessárias ao campo educacional”; sexto, “elaborar e desenvolver projetos a partir de temáticas inter/transdisciplinares que sejam significativas para a prática pedagógica”; e, sétimo, “organizar situações de aprendizagem mediadas, compreendendo e valorizando os sujeitos como atores do seu processo educativo”.

Entendo, a partir da leitura e análise dos objetivos do estágio curricular, que a instituição procura instrumentalizar profissionais capacitados para atuarem nos mais diferentes níveis de ensino, com preocupação especial voltada à aprendizagem do estudante da Educação Básica, bem como do professor em formação inicial.

Por estar envolvida nesse contexto e, especialmente, com os estágios, aposto na responsabilidade que a Instituição assume ante a formação docente, uma vez que organiza seus estágios de maneira gradativa, possibilitando aos acadêmicos contato com vários níveis de ensino e com a realidade escolar.

Outro ponto que chama a atenção é a preocupação que a instituição tem com a aprendizagem do aluno da Educação Básica envolvido no estágio, pois, caso o acadêmico estagiário não desenvolva as atividades pedagógicas de acordo com a funcionalidade da escola, ou estiver prejudicando a aprendizagem do estudante, poderá ser afastado do campo de estágio, conforme prevê o artigo 30 do Regulamento dos Estágios Supervisionados do curso de Pedagogia (2014).

O acadêmico, quando assumir a docência de uma turma, após ter cumprido 25% (vinte e cinco por cento) de horas/aula que deve ministrar, pode ser afastado da sua função, pelo professor(a) da disciplina e pelo responsável local do campo de estágio, se a sua atuação oferecer prejuízo à aprendizagem dos alunos envolvidos.

Por, entretanto, entender que o período do estágio é espaço e tempo de aprendizagem docente, bem como uma oportunidade de vivenciar a práxis pedagógica, o acadêmico tem a possibilidade de refazer seu estágio em outra turma, tendo esse de reorganizar seu planejamento, adaptando-o de acordo com a necessidade da nova turma com a qual entrará em contato. Isso tudo sob orientação da professora de estágio, vinculada à Instituição de Ensino Superior. Caso a prática docente seja novamente prejudicial à aprendizagem dos estudantes, o acadêmico então será considerado não apto a aprovar na disciplina de estágio, podendo refazer a disciplina, nos semestres subsequentes, quando da oferta do mesmo.

Isso fica explicito no Regulamento dos Estágios Supervisionados do Curso de Pedagogia (2014), o qual prevê que no § 2º: “O acadêmico que for afastado do seu estágio poderá refazê-lo em uma nova turma”. E, no § 3º, artigo 30: “O acadêmico que for afastado definitivamente do seu campo de estágio será considerado reprovado e poderá realizar a prática de estágio nos semestres subsequentes, quando houver a oferta da disciplina no curso”.

Por fim, gostaria de tecer alguns comentários sobre minha preocupação em relação à Instituição de Ensino Superior e ao curso de Pedagogia mencionado, uma vez que, em razão de minha atividade profissional, atuo na condição de orientadora de estágio. Justamente por estar envolvida com os estágios é que me proponho a estudar detalhadamente sobre esse espaço e tempo de formação docente, o qual possibilita, a partir das interações pessoais, conhecimento sobre o ser professor por parte dos estagiários, bem como o reconhecimento de percepções sobre as estratégias didáticas utilizadas pelos estagiários como recursos para o processo de ensino e aprendizagem por parte dos estudantes da Educação Básica.

Minha preocupação durante o estudo esteve centrada no tipo de interação que foi sendo vivenciado nesse período, uma vez que as interações estabelecidas entre os acadêmicos em Estágio Curricular necessitam gerar aprendizagens, de maneira que o estudante da Educação Básica possa se apropriar do conhecimento científico, utilizando-o em situações do dia a dia. Por outro lado, esse mesmo estagiário necessita compreender que é nesse período de estágio que surgem as primeiras oportunidades institucionalmente planejadas que oferecem as condições para a apropriação de conhecimentos sobre o ser professor, compreendendo como o processo educativo acontece e se estabelece.

Relatado as informações sobre a Instituição de Ensino Superior, passo a apresentar, a seguir, informações sobre a Escola de Educação Básica, também campo de análise desta pesquisa.

2.3.2 Um Olhar para o Contexto Histórico da Escola de Educação Básica e o Curso do Magistério

A Escola de Educação Básica, pública estadual, escolhida para fazer parte da pesquisa, oferece, além do Ensino Médio Inovador, o Ensino Médio modalidade Normal, e foi fundada pelas Irmãs da Divina Providência no ano de 1938.

Registros históricos mostram que, em 1953, além do Grupo Escolar Frei Rogério, teve início o funcionamento do Normal Médio, depois chamado de Ginásio Normal. Em 1959, o Curso Ginasial, de inspeção federal, foi fundado e, no mesmo ano, o Curso Normal de 2º Grau – ambos particulares, funcionando em convênio com o Estado sob um sistema de bolsas.

Com a Lei de Ensino, nº 5.692 de 1972, o Grupo Escolar Frei Rogério transformou-se em Escola Básica São Vicente, ocasionando a extinção do Curso Ginasial. Apenas em 1993 a rede pública estadual autorizou novamente o funcionamento do Curso de Magistério de 1º grau – 1ª a 4ª séries, que foi reconhecido por meio de portaria em 1996. Em 1999 formou-se a última turma no curso, extinguindo-se o mesmo por oito anos, sendo o motivo dessa extinção a pouca procura pela formação.

Durante o ano de 2007, a comunidade escolar São Vicente, contando com o apoio da Secretaria Municipal de Educação do município, mobilizou-se em busca de alunos interessados no projeto de reimplantação do curso de Magistério. Com o intuito de aumentar a procura pelo curso, a EEB São Vicente e a Prefeitura de Itapiranga assinaram um convênio que assegurava vagas de estágio remunerado nas escolas e creches da rede municipal de ensino para os alunos do curso de Magistério.

Segundo informações da direção da escola (2015), durante uma reunião do Comitê Temático de Educação, formado por representantes da Gerência Regional de Educação, Ciência e Tecnologia (GEECT), diretores das escolas estaduais, representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte-SC) e dos secretários de Educação dos municípios da área de abrangência da SDE de São Miguel do Oeste, foi tomada a decisão de reabrir o curso de Magistério na Escola de Educação Básica São Vicente. A solicitação da reabertura do curso foi feita ainda no mês de setembro e autorizada pela Secretaria de Estado da Educação, Ciência e Tecnologia no mês de outubro.

De acordo com os documentos da Escola, em especial o Projeto Político Pedagógico (PPP) da Escola de Educação Básica São Vicente, 2015), observa-se que o curso de Magistério tem duração total de quatro anos, sendo os dois primeiros constituídos por uma grade específica, mas isenta de disciplinas voltadas à área educacional.

Os dois últimos anos do curso são constituídos por disciplinas totalmente voltadas para a área educacional, sendo também nesse período que são desenvolvidas as práticas docentes na Educação Infantil e nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, realizados por meio de diversas atividades curriculares, como observações, projetos, planos de aula, intervenções e relatórios.

Outro foco de observação nos documentos da escola foi a grade curricular do curso de Magistério, a qual é formada pelas seguintes disciplinas:

Quadro 3 – Disciplinas do curso do Magistério 3º e 4º anos

3º ano 4º ano

Educação Especial Educação Especial Fundamentos Teóricos e Metodológicos do

Ensino de Estágio Curricular Séries Iniciais

Fundamentos Teóricos e Metodológicos do Ensino de Estágio Curricular Séries Iniciais

Fundamentos Teóricos e Metodológicos do Ensino de Estágio Curricular Educação Infantil

Fundamentos Teóricos e Metodológicos do Ensino de Estágio Curricular Educação Infantil

Fundamentos Teóricos e Metodológicos do Ensino de Didática Séries Iniciais

Fundamentos Teóricos e Metodológicos do Ensino de Didática Séries Iniciais

Fundamentos Teóricos e Metodológicos do Ensino de Didática Educação Infantil

Fundamentos Teóricos e Metodológicos do Ensino de Didática Educação Infantil

Fundamentos Teóricos e Metodológicos do Ensino de Matemática

Fundamentos Teóricos e Metodológicos do Ensino de Geografia

Fundamentos Teóricos e Metodológicos do Ensino de Filosofia da Educação

Fundamentos Teóricos e Metodológicos do Ensino de Artes

Fundamentos Teóricos e Metodológicos do Ensino de Sociologia da Educação

Fundamentos Teóricos e Metodológicos do Ensino de História

Fundamentos Teóricos e Metodológicos do Ensino de História da Educação

Fundamentos Teóricos e Metodológicos do Ensino de Ciências

Fundamentos Teóricos e Metodológicos do Ensino de Psicologia da Educação

Fundamentos Teóricos e Metodológicos do Ensino de Matemática

de Filosofia da Educação

Fundamentos Teóricos e Metodológicos do Ensino de Sociologia da Educação

Organização e Legislação Educacional

Fundamentos Teóricos e Metodológicos do Ensino de Português, Literatura Infantil

Fonte: Projeto Político Pedagógico, 2014.

Foram apresentadas as grades que contemplam a formação no curso de Magistério, no intuito de demonstrar que alguns estudantes da Educação Básica já haviam desenvolvido ou iriam desenvolver práticas de ensino (estágio) na Educação Infantil e nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, no momento da realização do estágio pelos licenciandos. Essa demonstração demanda atenção, uma vez que as oficinas que foram desenvolvidas pelos licenciandos estiveram voltadas a interesses como possibilitar aos estudantes conhecer, estudar e vivenciar práticas pedagógicas que fizessem referência a estratégias didáticas utilizadas como recursos para o processo de ensino e aprendizagem.

Compreendo, assim, a responsabilidade que deve ser atribuída às diferentes disciplinas que compõem o currículo dos cursos de Graduação, responsáveis pela formação de professores e, em especial, à disciplina Estágio Curricular, em disponibilizar aos licenciandos desenvolver oficinas pedagógicas nas turmas do Magistério envolvidas na pesquisa, pois os estudantes já possuíam determinada experiência com a docência e, em razão disso, exigiam do estagiário maior preparação teórica e prática ante ao assunto que iria mediar. Por outro lado, reconheço a importância da situação vivenciada, pois a mesma poderia favorecer processos interativos significativos à construção de conhecimentos sobre o ser professor pelos estagiários em formação inicial e pelos estudantes da Educação Básica.

3 INTERAÇÕES PEDAGÓGICAS NO ESTÁGIO CURRICULAR: IMPLICAÇÕES

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