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Como já foi observado, explorações não intensivas poderão subsitir recorrendo a pastagens mistas de gramíneas e leguminosas sem receber qualquer tipo de fertilização azotada, quando comparadas com pastagens estremes de gramíneas a receber 200 kg N ha-1 (Scheffer-Basso et al., 2002; Abbasi & Khan, 2004; Andrews et al., 2007; Saarijärvi et al., 2007; Nyfeler et al., 2008). Isto terá repercussões óbvias nas despesas de uma exploração que recorra com frequência ao uso de N.

12,71b 13,99a 14,52a 14,86a 14,23a

0,00 5,00 10,00 15,00 20,00 0 40 80 120 Tradicional % PB n a M S Tratamento (kg N ha-1)

14,02a 14,09a 14,52a 14,30a 13,40a

1,33 1,74 2,06 2,12 2,97 0,00 0,50 1,00 1,50 2,00 2,50 3,00 3,50 0,00 2,00 4,00 6,00 8,00 10,00 12,00 14,00 16,00 C1 C2 C3 C4 C5 M S to tal (t /h a) % PB n a M S Corte % PB na MS MS total (t/ha)

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Para o caso da exploração na qual decorreu o ensaio, em regime semi-intensivo, a alimentação animal é feita recorrendo a pastagem, feno, silagem de erva e de milho, complementada com ração composta concentrada, própria para recria/engorda de novilhos. Esta ração, apesar de indispensável para a obtenção da melhor performance por parte dos animais, acarreta uma maior despesa para a exploração, principalmente devido ao elevado custo dos cereais, e o continuado aumento dos preços dos mesmos (Koeleman & Beek, 2007). Assim, uma das propostas deste trabalho, seria a de avaliar a possibilidade de reduzir os custos em fertilização azotada e alimento concentrado, recorrendo a uma pastagem, botanicamente variada, através das estratégias apresentadas nos capítulos anteriores, como o recurso a menores quantidade de N associado a um adequado maneio da pastagem.

Para tal, é necessário comparar o valor nutritivo do alimento concentrado com o da pastagem. No Quadro 18, encontram-se alguns dados de fábrica, relativos a alguns constituintes da ração usada na exploração.

Quadro XVIII – Teores de alguns constituintes do alimento concentrado utilizado na exploração.

PB 15,1 %

GB 3,3 %

Celulose Bruta 7,0 %

Cinza total 6,7 %

CÁLCULO DOS GASTOS EM RAÇÃO

 Nº médio cabeças/ano = 80

 kg ração ingerida/animal/dia = 4,5 kg ração/dia(4)

 kg ração/ano = 80 x 4,5 x 360 dias = 129 600 kg ração/ano

 Preço da ração = 0,28025 €/kg

 Custos em ração/ano = 129 600 x 0,28025 = 36 320,4 €/ano CÁLCULO DA PB INGERIDA POR ANO

 % PB na ração = 15,1 %

 PB ingerida/ano = 129.600 x 0,151 = 19 570 kg PB ingerida/ano

A aplicação de 80 kg N ha-1, resultou numa produção de MS não significativamente diferente da aplicação de 120 kg N ha-1 e da fertilização tradicional, mas proporcionou uma diferença significativa na proporção de leguminosas, relativamente aos mesmos tratamentos. Assim, visto que

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foram aplicados 480 kg ha-1 ano-1 de adubo composto tradicional, e sendo mais caro do que o adubo azotado elementar de N, a escolha deverá recair sobre o tratamento com 80 kg N ha-1 de forma a promover o desenvolvimento de leguminosas, reduzir os custos em fertilizantes, e diminuir o seu impacto no ambiente.

Quadro XIX – Cálculo da diferença de custo entre a fertilização correspondente ao tratamento 8 e a fertilização correspondente ao tratamento 5. FERTILIZAÇÃO Tratamento 8 (Tradicional) Tratamento 5 (80 kg N ha-1)

Preço por kg de adubo (€/kg) 0,4746 0,2554

Quantidade de adubo aplicado (kg ha-1) 480 390,2

Despesa em adubo (€/ha) 227,8 99,6

Diferença de custo (€) 128,15

Quadro XX – Comparação da diferença de produtividade de MS (t ha-1), teor de leguminosas, MO e PB, entre o

tratamento 5 e o tratamento 8. FERTILIZAÇÃO Diferença Tratamento 5 (80 kg N ha-1) Tratamento 8 (Tradicional) Produtividade MS (t ha-1) 2,02 2,11 - 0,09 % de Leguminosas na MS 5,24 4,31 0,93 % MO na MS 84,12 83,05 1,07 % PB na MS 14,52 14,23 0,29

De acordo com o Quadro XX, apesar de as diferenças não serem significativas, é possível observar que a aplicação de 80 kg N ha-1 (tratamento 5) originou resultados superiores de teor de leguminosas, MO e PB, comparativamente à fertilização tradicional, a qual se revelou mais eficiente apenas na acumulação de MS. Contudo, no Quadro XIX, verifica-se que a despesa em adubo (€/ha), utilizado no tratamento tradicional, foi aproximadamente 2,3 vezes superior (227,8 €/ha) à despesa com o adubo utilizado no tratamento 5 (99,65 €/ha), pelo que a opção de eleger o tratamento 5, como a fertilização mais adequada para a exploração (redução de custos em adubo equivalente a 128,15 €/ha) e para o ambiente, poderá ser assim justificada.

Se admitirmos que a produtividade de MS não foi significativamente diferente entre os dois tratamentos e considerarmos o teor de PB em termos percentuais, verifica-se que o tratamento 5 permitiu obter mais 0,29% deste parâmetro que o tratamento 8, o que significa que poderiam ser reduzidos custos em ração (uma vez que o preço da ração inclui para além dos custos de produção de PB, os de outros parâmetros, uma análise económica poderá não ser o mais precisa, contudo, partir-se-á do princípio que o preço do kg de ração está associado unicamente à proteína bruta), pelo que teremos:

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 Acumulação MS ano-1 = produtividade média MS x 8 cortes(5)

= 2,02 x 8 = 16,16 t MS ha-1 ano-1 = 16 160 kg MS ha-1 ano-1

 Diferença de produção de PB= 0,29% x 16 160 = 47 kg PB ha-1 ano-1

 Produção de PB em toda a área de pastagem = 18 ha x 47 = 846 kg PB ha-1 ano-1

 Redução na PB da ração ingerida/ano = 19 570 kg PBração - 846 kg PBpastagem = 18 724 kg PB

 Redução da ração ingerida/ano

19 570 kg PB ano-1 129 600 kg ração/ano 18 724 kg PB ano-1 x

x = 123 997 kg ração/ano

 Custo em ração = 123 997 x 0,28025 = 34 750 €/ano

Diferença de custos em ração = 36 320,4 – 34 750,3 = 1570,1 €/ano

Este valor significa que a produção de PB, obtida com a aplicação de 80 kg N ha-1, permitirá poupar 1570,1 €/ano, em ração.

É preciso não esquecer que uma pastagem apresenta um carácter sazonal, como se pode comprovar através dos dados obtidos, quer relativamente à produtividade, quer relativamente aos parâmetros de qualidade da pastagem, pelo que nem sempre se conseguirá manter um nível constante dos nutrientes necessários para a engorda dos animais, se não se recorrer, em algumas alturas, a maiores quantidades de ração, ou de silagem de erva e de milho. Por outro lado, o agricultor poderá optar por aplicar maiores quantidades de azoto na pastagem, de forma a obter maiores produtividades de MS, contudo, é preciso não esquecer, que ao maior custo nesse acréscimo de fertilizantes, vem também associado um maior custo em gasóleo e desgaste do tractor, para a sua distribuição.

9. Conclusões

O corte poderá ter promovido a persistência do trevo, associado ao facto de as temperaturas terem aumentado, uma vez que o ensaio decorreu desde a Primavera até ao Verão. Ficou demonstrado que o corte, apesar de estimular o desenvolvimento de estolhos, pontos de crescimento e rebentos, e de facilitar e aumentar a taxa fotossintética das leguminosas, poderá ter um efeito negativo na produtividade, como, aliás, demonstraram vários autores já anteriormente referidos.

A fertilização azotada deverá promover uma produção de matéria seca que satisfaça as exigências de encabeçamento animal da exploração, mas tendo sempre em atenção a importância da presença de leguminosas no povoamento vegetal da pastagem. É certo, que em condições de elevadas aplicações de N, a produtividade será superior, mas a leguminosa terá dificuldades em

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persistir, deixando de contribuir com o seu valor nutricional superior, para a alimentação animal. Contudo, o aumento na frequência de cortes, pode reduzir o efeito negativo da fertilização azotada na proporção das leguminosas.

Desta forma, foi possível avaliar a variação de produtividade de matéria seca e da composição botânica, de acordo com diferentes níveis de azoto aplicados. Nove conclusões gerais são apresentadas relativamente à análise de dados e resultados obtidos:

1. O aumento da fertilização azotada conduziu a um aumento na acumulação de matéria seca da pastagem, embora com prejuízo para a proporção de leguminosas no coberto;

2. O aumento dos níveis de azoto levou a um aumento nos teores de PB;

3. O nível de azoto de 20 kg N ha-1 (tratamento 2) foi o que conduziu à maior proporção de leguminosas, muito embora não se tenha atingido o valor desejado de cerca de 30 %, para que se manifestasse o seu superior valor nutritivo. Isto poderá ter sido devido, muito provavelmente, ao facto de o ensaio ter decorrido ao longo de apenas 5 meses, um período de tempo reduzido para permitir às leguminosas responderem ao tipo de fertilização e maneio da pastagem;

4. A eficiência de utilização do N mais elevada, por parte da pastagem, foi obtida para o nível de 40 kg N ha-1 (tratamento 3), no corte 4, tendo sido observado um acréscimo de produção de cerca de 34%, para esta interacção;

5. Um dos objectivos propostos, foi o de eventualmente poder reduzir os custos em alimentos concentrados. Não foi possível alcançar de forma signficativa este objectivo, uma vez que o valor médio máximo de teor de leguminosas foi de 5,5%, valor insuficiente para que se manifeste o superior valor nutritivo destas espécies;

6. A adubação tradicional não se revelou a mais adequada em termos produtivos, manifestando-se inferior à fertilização com 120 kg N ha-1;

7. O tratamento 7 (120 kg N ha-1), apresentou os valores médios mais elevados de produção de MS e de PB;

8. Poderia ser interessante manter a fertilização de 80 kg N ha-1 (tratamento 5), durante mais algum tempo, associada ao adequado maneio, com posterior avaliação da composição botânica, para verificar se a proporção das leguminosas, principalmente do trevo branco, poderá aumentar para valores de cerca de 20 a 30%. Este tratamento parece ser o mais aconselhado para a exploração permitindo, embora de forma pouco significativa, uma redução de custos em adubo e em ração.

9. A época de corte influenciou significativamente o teor de gramíneas, de leguminosas e de MO, e a produção de MS da pastagem.

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