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GIS Since 1992

Dans le document Advances in Spatial Science (Page 65-68)

“Spatial Statistical Analysis and GIS”

4.3 GIS Since 1992

De modo que a escolha da Metodologia de Desenvolvimento contemplada nas fases que foram distribuídas a partir de três estudos diferentes: o exploratório (1), o desenvolvimento (2) e o empírico (3). Neste ponto, o desenho de investigação desenvolvido na Figura 13, traz uma ajuda visual para entender os procedimentos metodológicos adotados para esta tese.

92 F ont e: E lab or ado pe lo pes qui s a dor . F ig u ra 13 . D e sen h o d e I n v est ig ação

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O estudo exploratório, embora possa parecer tarefa simples, não elimina o cuidado e rigor às exigências de uma pesquisa científica. "Este tipo de investigação, por exemplo, não exime a revisão da literatura, as entrevistas, o emprego de questionários, etc., tudo dentro de um esquema elaborado com a severidade característica de um trabalho científico" (TRIVIÑOS, 1987, p. 109).

Deste modo, o estudo exploratório adotado é responsável pela revisão e mapeamento sistemático da literatura (FIORENTINI,1994, 2002; KITCHENHAM, 2004 ROMANOWSKI e ENS, 2006; RAMOS, 2011; SOUZA e CANALI, 2014) envolvendo os eixos norteadores do referencial teórico da tese, são eles: ensino híbrido, estilos de uso do espaço virtual e ambientes virtuais adaptativos. A saber, alguns estudos realizados nesse sentido (revisão de literatura) foram submetidos e validados pela comunidade científica com a publicação de artigos aceitos em conferências /periódicos e capítulos de livros, conforme indicados no capítulo anterior.

Segundo Ferreira (2002), esse tipo de pesquisa permite discutir diferentes campos do conhecimento, pois pode evidenciar tendências, apontar caminhos que vêm sendo tomados, além de possibilitar contribuições para organização e análise na definição de uma determinada área.

Ainda nessa fase, concomitantemente às atividades profissionais do pesquisador, o Projeto Institucional de Nivelamento (Anexo F) em parceira com uma empresa educacional (Figura 14) foi aplicado aos alunos das áreas de Ciências Exatas, com apenas dois conteúdos adaptativos: Coesão Textual (Língua Portuguesa) e Trigonometria (Matemática). O total da amostra para este estudo piloto foi de 226 estudantes de cursos híbridos, objetivando identificar o perfil do estudante para aprendizagem online e ainda colher o feedback acerca do sistema adaptativo implementado no projeto.

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O acompanhamento desses cursos e a aproximação com os professores responsáveis por cada área possibilitaram monitorar o desempenho dos estudantes, pré-validar questões de integração do AVA com recursos para personalizar a aprendizagem, desenvolver modelos de conteúdos e atividades adaptáveis e granulares (conteúdos Macro > Tópico > Subtópico).

Desta forma, durante a primeira fase exploratória, buscou-se subsídios para posterior desenvolvimento de um modelo de ambiente virtual com estratégias adaptativas adequadas aos cursos híbridos de ensino superior.

O segundo estudo também baseado na metodologia Development Research, compreendeu o desenvolvimento dos recursos a partir do framework Adapt8 (Figura 15) para a integração no LMS Blackboard, a criação dos cursos e os seus respectivos conteúdos. Essa fase apresenta a oficina de produção de conteúdo e o estudo inicial para proposição do modelo. Neste período do estudo, foi realizado estágio doutoral na Universidade Aberta de Portugal, objetivando desenvolver atividades com estratégias adaptativas, baseadas no estilo de uso do espaço virtual.

8Adapt é um projeto de código aberto, a colaboração é o cerne dos princípios em que se baseia. É uma ferramenta

de autoria para produzir e-learning responsivo, adaptável e multi-dispositivo | https://www.adaptlearning.org/ Figura 14. Ambiente Virtual – Curso de Trigonometria

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Dada as características do framework Adapt, foi possível também desenvolver objetos de aprendizagem adaptáveis, com intuito de flexibilizar o acesso do conteúdo a partir das preferências e dispositivo escolhido pelo usuário. Além disso, a integração do Adapt no LMS foi realizada de forma ágil, pelo fato de exportar o conteúdo em formato SCORM. O capítulo 5 destinado ao modelo proposto, o leitor pode identificar as características do framework.

Ainda no Estudo 2, foram aprofundados estudos para incorporar ao modelo, aspectos que pudessem respeitar os princípios do Universal Design of Learning 9(UDL) no âmbito educacional. A saber, o emprego da UDL na educação tem como objetivo oportunizar aos estudantes as mesmas opções para aprender os conteúdos e práticas que respeitem suas habilidades e necessidades (BRASIL,2004; TIZIOTTO e NETO, 2010; CAST,2012).

O conceito de design universal, cuja gênese se encontra na arquitetura, parte do pressuposto que a integração e a consideração de uma vasta gama de necessidades, observadas desde o início de um projeto, representa uma forma mais segura de beneficiar a totalidade do público ao qual ele se destina.

9O Universal Design for Learning é um conjunto de princípios baseados na pesquisa e constitui um modelo prático

para maximizar as oportunidades de aprendizagem para todos os estudantes. Os princípios do UDL se baseiam na pesquisa do cérebro e mídia para ajudar educadores a atingir todos os estudantes a partir da adoção de objetivos de aprendizagem adequados, escolhendo e desenvolvendo materiais e métodos eficientes, e desenvolvendo modos justos e acurados para avaliar o progresso dos estudantes (CAST, 2012, p.1).

Figura 15. Framework Adapt

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Reconhecendo os benefícios desta ideia, nas últimas duas décadas, inúmeros educadores passaram a empregar os conteúdos do design universal em suas práticas, com o intuito de flexibilizar e adaptar seus projetos, assegurar a aprendizagem, minimizar dificuldades, considerar os atributos pessoais e satisfazer as necessidades únicas do maior número possível de alunos (TIZIOTTO E NETO, 2010, p.4).

Dito de outra maneira, o UDL configura-se como:

um conjunto de princípios para o desenvolvimento de ambientes e recursos pedagógicos que possibilitam processos de ensino e de aprendizagem ao maior número de pessoas; onde devemos pensar em alternativas, diferentes formas de acesso ao conteúdo pedagógico, diferentes formas de participação, estilos de aprendizagem, habilidades e deficiências, além de variados contextos de aprendizagem (CAMPOS e MELLO, s.d, p.2).

Por fim, o estudo empírico (Estudo 3) tratou do desenho do modelo e da implementação do curso CBL após a integração do LMS Blackboard Learn e do framework Adapt. A necessidade de realizar tal integração, justifica-se pela organização sistêmica da instituição (sistema acadêmico, acesso, turmas, etc) e pelas funcionalidades da plataforma Blackboard que possibilitaram desenvolver trilhas de aprendizagem e personalizar conteúdos.

O componente empírico desta investigação, segue um procedimento de orientação quantitativa resultante do plano desenhado, quasi-experimental, pois os estudantes (amostra) de cursos híbridos das áreas de Ciências Exatas (modelo 2 - EaD com encontros presenciais), já estão constituídos em turmas, sem aleatorização, porém com flexibilidade e possibilidades de análise estatística na recolha de dados frente a implementação e a validação do modelo de AVA, que foi subsidiado pelo curso CBL.

Considerando essa premissa, para validação do modelo de AVA proposto, os estudantes foram matriculados no mesmo curso, a partir das estratégias adaptativas (Navegação por Engenharia escolhida), sendo conduzidos de forma personalizada para acesso ao conteúdo (Plano de Estudos). O leitor encontrará nos capítulos seguintes, um aprofundamento e detalhamento do modelo desenvolvido.

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