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A Spatial Econometric View on Spatial Interactions

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Spatial Interaction and Spatial Autocorrelation

5.4 A Spatial Econometric View on Spatial Interactions

As contribuições e as percepções dos professores que participaram das etapas de produção do curso, elaborado para validar o ambiente virtual com estratégias adaptativas, foram analisadas considerando-se dois aspectos para dar sustentação ao modelo: desafios da produção de material e as dificuldades encontradas nos cursos híbridos.

Assim, no que se refere à produção do conteúdo dos materiais, percebeu-se que os desafios elencados pelos docentes (APÊNDICE K) contemplaram aspectos relacionados não só à necessidade em se viabilizar um material atrativo que esteja em consonância com a realidade dos alunos e, em decorrência, possa atender às especificidades vivenciadas no que se refere a dificuldades ligadas com a falta de pré- requisitos oriundos da Educação Básica e, portanto, relacionados à leitura e escrita.

Tal afirmação pôde ser constatada na percepção apresentada por P8, ao externar que “O principal desafio é produzir um material atrativo que esteja conectado com a realidade dos estudantes e que possa atender as principais demandas: a dificuldade de leitura e de escrita.”

Com ideia semelhante, P16 alerta quanto à necessidade de se “fornecer um material instigante e atrativo e que não fosse focado apenas na Gramática Normativa da Língua Portuguesa”.

Desse modo, observou-se que tanto P8 quanto P16 trouxeram ao contexto a preocupação em se contemplar aspectos relacionados à leitura e escrita, indicando implicitamente dificuldades relacionadas à pré-requisitos da Educação Básica; fato esse destacado explicitamente pelo P21, ao se referir à retomada dos conteúdos vistos na Educação Básica.

Nessa mesma direção, porém numa abordagem diferente, notou-se enquanto desafio a definição de aspectos teóricos, haja vista a diversidade não só de formação dos alunos a serem atendidos, mas também dos cursos ofertados (cursos híbridos de ensino superior):

Creio que o principal desafio foi definir a perspectiva teórica para os conteúdos elencados e adequar a amplitude e a profundidade na abordagem dos conteúdos, tendo em vista a diversidade de formação do público-alvo, alunos provenientes de vários cursos. (P11)

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Destarte, embora com expressões distintas, verificou-se que os docentes apresentaram preocupação na produção de conteúdo que possa estar em consonância com as necessidades do público-alvo, de modo a suprir dificuldades, inclusive da Educação Básica; utilizando, para tanto, um material que possa interagir com os alunos no processo de aprendizagem do conteúdo pretendido.

No âmbito pedagógico, observou-se que os docentes compartilharam afirmações que trazem à tona dificuldades relacionadas à produção do material e aos prazos para tanto, bem como a utilização da ferramenta (ambiente virtual com estratégias adaptativas para cursos híbridos de ensino superior).

No que concerne à produção do material, notou-se, pelas contribuições dos docentes, preocupação na adequação da proposta, haja vista não se ter acesso ao material no todo e, ainda, ser preciso selecionar as informações mais apropriadas em consonância com o tempo disponível para cada vídeo.

Segundo P9, houve dificuldades em “adequar a proposta à produção do material, com criatividade, sem superficialidade e sem contato com o material no todo”. Tal adequação foi externada pelo P15 de maneira a enfatizar a necessidade em se “englobar informações relevantes, por subtópicos e adequar o tempo X informações em cada vídeo e resolução”.

Em sintonia semelhante, P6 e P17 trazem ao contexto dificuldades relacionadas à adequação dos conteúdos aos objetivos. Para P6, tem-se como dificuldade a adequação das “atividades ao estilo de aprendizagem sem perder de vista os objetivos de aprendizagem”; fato esse compartilhado pelo P17 como desafio em “adaptar os Objetivos de Aprendizagem ao objetivo principal desse projeto, que era o de estruturar um modelo de AVA com estratégias adaptativas.

Dessa maneira, notou-se que todas as percepções apresentadas forneceram pontos relacionados à produção do conteúdo, trazendo à tona dificuldades e desafios relacionados aos objetivos de aprendizagem em consonância ao projeto em questão e suas especificidades, incluindo o fator tempo.

De acordo com P3, tem-se como dificuldade “o tempo para a produção e a discussão com os pares dos conteúdos elaborados”, ideia de tempo também presente na afirmação do P10, ao compartilhar que “o principal desafio foi conciliar o tempo de horas disponível para a produção/revisão de materiais com o volume de materiais e prazos a serem cumpridos”. Nesse apontamento, percebe-se indícios de que os docentes em questão desenvolvem outras atividades em paralelo, as quais resultam

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em provável acúmulo de carga de horário de trabalho, fazendo com que haja uma quantidade reduzida de tempo para se dedicar na produção dos materiais.

Em consequência desses aspectos relacionados à produção do material, encontraram-se também percepções dos docentes sobre a utilização da ferramenta, com dificuldades relacionadas a dirimir as dúvidas dos alunos vivenciadas no dia a dia de forma a oferecer a eles autonomia no processo de aprendizagem durante o uso da ferramenta; situação essa constatada no pontuado por P2, o qual alertou dificuldade em se “diminuir a distância entre as dúvidas dos alunos nas questões do dia a dia com o ambiente virtual dando a ele autonomia de aprender através da ferramenta”.

Por outro lado, P12 ressaltou dificuldade relacionada à capacidade do professor em ser objetivo no decorrer da exposição dos conceitos e resolução dos exercícios.

Em caminho semelhante, porém em outra perspectiva, P14 trouxe dificuldades relacionadas à elaboração de “feedback compatível com todos os níveis de aprendizado”.

À luz desses apontamentos, constatou-se que os docentes alertaram, embora de maneira implícita, quanto à necessidade em se prever um planejamento prévio para a elaboração do material, de forma a viabilizar a discussão entre os pares para que seja possível se adequar linguagem, conceitos, tempo disponível e ferramenta a ser utilizada numa direção que leve a feedbacks que possam dar conta da diversidade do público-alvo atendido.

Ao se remeterem às dificuldades vivenciadas nos cursos em que os docentes atuam (APÊNDICE L), verificou-se que tal como no processo de produção de material, o principal desafio está relacionado à falta de pré-requisitos relacionados à leitura e escrita, acrescentando-se o raciocínio lógico e, portanto, necessidade em se “adequar o conteúdo ao contexto do aluno” (P19). Nos excertos a seguir, percebe-se unanimidade nesse fator:

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Quadro 13. Dificuldades mencionadas pelos docentes

“Interpretação e raciocínio lógico dos alunos” (P2) “os conceitos da disciplina em que trabalho” (P3) “Falta de pré-requisitos” (P4)

“Leitura e escrita. (P8)

“Os aspectos relacionados à Língua Portuguesa no que diz respeito à escrita e leitura de textos.”( P10)

“Dificuldades de atribuir sentidos na leitura de textos mais complexos, da leitura de questões de prova e de expressar-se com clareza e objetividade, atendendo propósitos comunicativos específicos e gêneros acadêmicos, utilizando a norma urbana de prestígio, que exige conhecimentos da gramática normativa.” (P11)

“Leitura, atribuição de sentido e produção escrita eficaz.”( P12) “ Interpretação de enunciado.”( P14)

“Leitura e interpretação dos dados e defasagem em relação aos tópicos da Matemática básica” (P15)

“Domínio da competência linguística, ou seja, o uso competente da língua” (P16)

“A matemática básica, como por exemplo os conteúdos "distributivas de polinômios" e "mínimo múltiplo comum", ocasionando problemas na assimilação de conteúdos mais elaborados.” (P21) “Interpretação de texto” (P22)

“Conceitos básicos referentes à disciplina vigente” (P23) Fonte: Elaborado pelo pesquisador.

Assim sendo, percebe-se, aprioristicamente, que as dificuldades dos docentes em trabalhar as defasagens dos alunos, haja vista se tratar de pré-requisitos relacionados à educação básica, trazendo ao contexto dificuldades em interpretação e raciocínio lógico, fundamentais para o tratamento e entendimento das informações, indicando, com isso, que problemas enfrentados no processo ensino-aprendizagem estão sendo carregados de forma acentuada para o ensino superior e, portanto, exigem um planejamento prévio que contemple essa realidade, bem como a ampliação de políticas públicas e educacionais que visem dirimir tais problemáticas.

Nesse sentido, os cursos híbridos podem contribuir com a minimização dessas diferenças, uma vez que unem aspectos inerentes ao ensino presencial em conjunto com o ensino online e, portanto, podendo se valer de recursos que tragam ao cenário um ambiente atrativo que cultive a criação de um ambiente prazeroso de aprendizagem, capaz de despertar atitudes autônomas e colaborativas, tendo o docente como mediador do conhecimento, tal como em um ambiente de sala de aula; diminuindo a distância entre o conhecimento e as dúvidas por meio da interação de diferentes saberes proporcionadas em fóruns e ambientes de discussão presencial.

Nas trilhas dessas contribuições e percepções dos docentes, convém destacar que a escolha metodológica Development Research foi o caminho facilitador da realização dos estudos, tendo em vista que a criação do modelo possibilitou o

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levantamento dos resultados da validação do referido e, em consequência, a descrição do perfil dos estudantes em cursos híbridos, trazendo a aceitabilidade e dimensões testadas no modelo.

Por meio das ações relativas ao estudo 3, Teste Empírico, houve a comprovação de que o teste aplicado para validar o modelo foi satisfatório em sua maioria.

Importa salientar que o aspecto refinamento foi primordial para os resultados atingidos nesse estudo, uma vez que o modelo apresentado no capítulo seguinte, considerou as sugestões de melhoria recomendadas nas perguntas abertas dos questionários aplicados, fortalecendo as dimensões estruturais do modelo, e permitindo a reutilização e o desenvolvimento de novos cursos com as estratégias adaptativas para personalização da aprendizagem seja em nível do curso, conteúdo e/ou atividade.

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CAPÍTULO 5 – MODELO DE AMBIENTE VIRTUAL COM ESTRATÉGIAS

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