Pensando em desenvolver de forma inteligente essa modalidade de turismo e considerando que o município de Jucurutu apresenta potencialidades que propiciam a implantação de um turismo comunitário procuramos relatar e mostrar um pouco dessas potencialidades presentes na área e que podem ser exploradas por essa modalidade de turismo.
Escolhemos assim a Serra de João do Vale, uma vez que o local dispõe de uma série de atrativos que se explorados devidamente podem contribuir para o desenvolvimento do local oferecendo alternativas para alavancar essa modalidade de turismo, gerando renda aos moradores.
Observamos que a Serra de João do Vale, assim como outros lugares da região do Seridó, apresenta particularidades que podem ser mais exploradas pelo turismo, entre as potencialidades presentes no local, à paisagem ganha destaque por ser a mais perceptível ao visitante, existindo no local algumas áreas onde a ação do homem ainda não alterou os aspectos naturais da paisagem, como podemos observar na (Figura 02).
Figura 02 - Vista da Serra de João do Vale. Fonte: SIMÃO (2017).
Conforme observamos na imagem a paisagem na Serra de João do Vale é em si dotada de riquezas naturais, sua flora e sua fauna constituem atrativos aos visitantes. O recorte espacial do local além de apresentar aspectos naturais, também apresenta semelhanças com outras áreas serranas na região do Seridó. No entanto, no que se refere a investimentos em turismo notamos que a Serra de João do Vale ainda não foi devidamente explorada para prática da atividade.
Em áreas com essas características o turismo comunitário pode ser utilizado sem que necessite de grandes investimentos, pois o espaço em si já é dotado do atrativo em questão que é a própria natureza do local. Nesse contexto, podemos encontrar na Serra inúmeras áreas com esse potencial para atrair o turista para a apreciação da paisagem.
Hoje, por exemplo, os turistas podem melhor observar a natureza do local do topo da Serra, mais precisamente no Mirante existente na comunidade. O Mirante do Vale é uma das poucas pousadas do local, que consiste em uma propriedade privada, destinada aos visitantes que buscam descanso e apreciam a beleza na Serra de João do Vale (Figura 03).
Figura 03 - Mirante do Vale. Fonte: SIMÃO (2017).
O Mirante do Vale está aberto à visitação podendo ser considerado como ponto turístico já existente no local, a população pode apreciar a vista da cidade de Jucurutu e das cidades vizinhas.
Parafraseando Azevedo (2014, p.139) entende-se que as características físico- geográficas do Seridó Potiguar ocasionam belas paisagens naturais, que quando associadas à cultura local podem ser consideradas atrativos turísticos. Assim, observamos que a Serra de João do Vale possui potencial para o desenvolvimento da atividade turística.
Com isso, além dos aspectos naturais da paisagem existentes na Serra, notamos que no local também é possível ter um contato maior com a cultura local sendo possível conhecer um pouco mais sobre como é a vida das pessoas que residem na comunidade (Figura 04).
Figura 04 – Casa localizada no Mirante do Vale. Fonte: SIMÃO (2017).
Além do mirante e das belezas naturais já existentes no local torna-se necessário, buscar outros pontos na Serra para atrair mais visitantes por meio do turismo comunitário, uma vez que a Serra de João do Vale apresenta outros atrativos que podem ser explorados, para assim desenvolver o turismo no local.
Conhecendo a área torna-se possível perceber suas particularidades, assim observamos que a Serra é um local bastante procurado pelos jucurutuenses, porém a mesma não possui muita representatividade na região do Seridó enquanto ponto turístico, uma vez que ainda não se desenvolveu nesse sentido.
Para que o desenvolvimento por meio do turismo comunitário ocorra, é necessário conhecer não apenas as potencialidades, mas também os problemas enfrentados pela comunidade local. Dessa forma, no quadro demonstrativo abaixo podemos visualizar melhor quais são as potencialidades e fragilidades, existentes na Serra de João do Vale e a proposta para atenuar as fragilidades que existem no local.
Quadro 01 - Potencialidades, fragilidades e propostas para atenuar as fragilidades existentes.
Potencialidades Fragilidades Proposta para atenuar
os problemas
Belo cenário natural Problemas estruturais Investimentos no turismo comunitário, visando amenizar as fragilidades existentes e buscar desenvolver o turismo local, oferecendo alternativa de rentabilidade aos moradores da Serra.
Cultura local Limitações econômicas
dos moradores
Mirante do Vale Falta de investimentos no local
Culinária local
característica do Seridó
Problemas no
abastecimento de água Área propícia para
agricultura e para o desenvolvimento de outras atividades
Falta de serviços, como
hospitais, lojas,
comércios, etc.
Fonte: Pesquisa direta realizada pela autora - 2017.
Observamos então, que a comunidade que reside no local enfrenta uma série de problemas sociais, econômicos e, sobretudo, estruturais, que afetam diretamente a vida dos
moradores e impedem que a comunidade se desenvolva, uma vez que o desenvolvimento como um todo não ocorre sem haver também um desenvolvimento social.
Dessa forma, as propostas para atenuar tais problemas, possibilitam aos moradores explorar melhor as potencialidades, isso requer, porém planejamento e trabalho em conjunto, na busca de incentivos para se chegar ao desenvolvimento dessa modalidade de turismo no local. No entanto, as fragilidades do local, com destaque para os problemas sociais enfrentados pelos moradores ainda são bastante perceptíveis.
Os moradores da Serra enfrentam outras limitações como à falta de alguns serviços básicos e necessitam na maioria das vezes ir até a cidade de Jucurutu ou cidades vizinhas para obter alguns serviços que não são encontrados no local. Apesar da serra já disponibilizar uma unidade básica de saúde para as famílias, algumas escolas e alguns pequenos pontos de venda de produtos perecíveis, faltam outros serviços importantes como hospitais, escola com ensino médio, lojas ou mesmo supermercados com maior variabilidade de produtos (Figura 05).
Figura 05 – Casa na Serra de João do Vale. Fonte: SIMÃO (2017).
Vale salientar que alguns dos problemas sociais presentes na Serra se devem muito a falta de condições dos moradores para desenvolver outras atividades que não sejam a agricultura e a pecuária. Faltam recursos para investir em outra forma de rentabilidade no local.
A base produtiva na comunidade ainda é muito voltada para agricultura de subsistência, assim como em boa parte do Seridó, com presença de pequenas áreas de produção, onde se caracterizam pela presença de lavouras temporárias, com colheita realizada anualmente.
Segundo relatos dos próprios moradores locais, antes a comunidade investia mais na agricultura de subsistência uma vez que o local apresenta condições propícias para a prática da agricultura, no entanto, hoje nota-se que a prática de cultivar no local diminuiu bastante, e é mais frequente em algumas épocas do ano, principalmente no inverno (Figura 06).
Figura 06 - Cultivo de palma para alimento do gado na Serra de João do Vale. Fonte: SIMÃO (2017).
Na agricultura notamos que o cultivo de plantas para alimentos dos animais é bastante frequente na comunidade. Em algumas épocas do ano é possível notar plantação de outras culturas como milho, feijão, e até mesmo hortaliças, além da presença de árvores frutíferas como as mangueiras e os cajueiros que foram introduzidos no local e estão presentes em quase toda a Serra de João do Vale, como podemos observar na imagem (Figura 07).
Figura 07 - Mangueiras e cajueiros na Serra de João do Vale (Chã dos Félix). Fonte: SIMÃO (2017).
Podemos observar que além da agricultura, a criação de animais consiste também em uma das atividades mais praticadas no local. A comunidade investe na criação principalmente de ovinos e bovinos, mas também encontramos pequenas criações de aves, sobretudo, galinhas. No entanto, não há nenhum rebanho de tamanho considerável no local, a maior parte são animais criados próximos às casas de seus criadores, uma vez que a comunidade mantém os animais na maioria das vezes para seu próprio sustento (Figura 08).
Figura 08 - Pequena criação de ovelhas na Serra de João do Vale (Chã dos Félix). Fonte: SIMÃO (2017).
Essas características agrícolas e pecuárias da região nos leva a entender que essas atividades ocorrem de forma aleatória pelos moradores, onde não há um devido planejamento da agricultura e da pecuária familiar, característica das áreas rurais. A comunidade residente na Serra de João do Vale necessita de uma articulação das atividades, que será possível com a introdução do turismo de base comunitária, para que se fomente estratégias visando desenvolver as atividades por meio da gestão dos próprios moradores.
Em relação à implantação do turismo comunitário na Serra de João do Vale particularmente nas três comunidades existentes Chã do Cajueiro, Chã Velha e Chã da Caponga, que pertencem ao município de Jucurutu, notamos que a inserção de nova forma de turismo tende a alterar a dinâmica desses locais, melhorando, sobretudo, os aspectos econômicos e sociais. No entanto, vale salientar que entre as comunidades citadas a Chã da Caponga por ser a de pior acesso apresenta dificuldade maior para a implantação do turismo comunitário.
No que se refere às moradias nessas comunidades citadas, observamos que são em sua maioria casas mais antigas e bem modestas, com características mais rústicas. Há no local também algumas poucas casas de pessoas que residem na cidade e se deslocam para passar fins de semana e feriados na Serra, mas a grande maioria das residências é de moradores próprios da Serra de João do Vale (Figura 09).
Figura 09 – Moradias na Serra de João do Vale. Fonte: SIMÃO (2017).
A falta de infraestrutura no local evidencia a falta de investimentos na comunidade. A implantação do turismo comunitário deve reverter alguns dos problemas sociais existentes no local, é importante destacar que a comunidade não vai desenvolver-se economicamente sem haver também um desenvolvimento em uma escala humana.
Os benefícios que a criação desse modelo de turismo traz para a comunidade vão desde solucionar problemas sociais básicos, como também problemas econômicos existentes na Serra de João do Vale, fazendo com que o local, a cidade de Jucurutu e até mesmo o Seridó ganhe maior visibilidade no cenário do turismo.
Voltar o desenvolvimento para a escala humana e o turismo para benefício local significa adotar políticas que possam ocasionar trabalho e ocupação para todos, tanto quanto atuar no campo da proteção social, e de programas emergenciais quando necessários; mas requer, sobretudo, o ser humano no centro do poder, de forma que possa promover a sua realização (CORIOLANO, 2003, p.30).
Assim, o turismo comunitário possibilita aos moradores da área maiores alternativas de aumentar a renda, e consequentemente mudar a realidade dos mesmos. Isso por meio de políticas públicas e ações da comunidade que visem à exploração de suas potencialidades,
como o artesanato, a culinária, as paisagens naturais, além da criação de cooperativismo para empreendimentos que busquem atrair turistas e transformar para melhor a dinâmica do espaço.
Para uma melhor percepção das atividades que o turismo comunitário pode explorar na comunidade, montamos abaixo um quadro com as atividades a serem exploradas. As informações contidas no Quadro 02 constituem as possíveis alternativas de geração e implementação de renda para os moradores da Serra de João do Vale no município de Jucurutu-RN.
Quadro 02 -Atividades a serem exploradas pelo turismo comunitário
ARTESANATO GASTRONOMIA EMPREENDEDORISMO AÇÕES
ESPECÍFICAS Maior investimento no artesanato local, criação de associação de mulheres que comercializam a renda renascença. Culinária local, comidas típicas do Seridó Potiguar.
Criação de restaurantes que ofereçam maior comodidade aos visitantes.
Aumento do número de hospedagens domiciliares. Capacitação da comunidade local para o desenvolvimento de produtos turísticos específicos. Capacitação para gestão de recursos.
Fonte: Pesquisa direta realizada pela autora - 2017.
As atividades constituem importantes ferramentas para o desenvolvimento eficaz de um turismo comunitário na Serra de João do Vale no município de Jucurutu-RN. O artesanato, por exemplo, explorado da forma correta pode gerar maiores lucros com a sua comercialização, e o investimento na culinária e em empreendimentos proporciona aos visitantes maior conforto e segurança, e isso só será possível por meio de ações específicas como a capacitação da comunidade.
No que se refere ao trabalho artesanal segundo relatos de moradores do local, houve uma diminuição na fabricação dos produtos para comercialização nos últimos anos, devido à falta de procura por esses produtos. Notamos que a renda renascença continua sendo o
principal produto de artesanato no município de Jucurutu, já na Serra de João do Vale a pouca presença de trabalhos nesse sentido.
Com a implantação do turismo comunitário o trabalho artesanal passa a ser mais valorizado aumentando a demanda por esse serviço e ocasionando melhorias para os moradores que desenvolvem esse tipo de trabalho manual, como podemos observar na Figura 10.
Figura 10 - Trabalho artesanal de moradores de Jucurutu Fonte: blog Jucurutu em Foco, 2015.
Conforme observamos os moradores da Serra podem investir mais em formas de valorizar a cultura local, como o artesanato por meio do turismo comunitário. No entanto, entendemos que para se implantar o turismo comunitário na Serra de João do Vale é necessário conhecer algumas das possiblidades para se desenvolver essa prática como forma de gerar renda aos moradores do local.
De início para desenvolver essa modalidade de turismo na localidade, é essencial que a comunidade esteja preparada para receber o turista, e isso será possível por meio da capacitação, permitindo a comunidade conhecer e aprimorar o turismo comunitário.
Dessa forma, a capacitação da comunidade é importante para trazer informações e assim proporcionar um maior conhecimento acerca do turismo comunitário e alavancar o turismo na localidade. Assim, a orientação se faz necessária para que os moradores conheçam e trabalhem para desenvolver essa modalidade de turismo na comunidade conhecendo e espelhando-se em outros locais que apostaram nessa ideia.
Outra forma de desenvolver o turismo comunitário após sua implantação é utilizar o marketing como ferramenta para atrair turistas, de forma a mostrar as potencialidades da Serra
de João do Vale e assim propagar a imagem do local atraindo o visitante do Seridó e de outras regiões.
Sabemos, porém, que para desenvolver o turismo comunitário no local de início necessita-se de maiores investimentos, notadamente com maiores recursos a comunidade passa a explorar outras atividades fazendo com que as pessoas desenvolvam outras atividades como o empreendedorismo, por exemplo, e invistam em serviços que ofereçam maior conforto ao turista que deseje se hospedar no local.
Podem ser exploradas também as áreas próprias para trilhas, onde os turistas poderão ter um contato físico maior com o local. Enfim, a comunidade passará a desenvolver diversas alternativas com base nos recursos existentes e nos que ainda podem ser criados para desenvolver o turismo comunitário com os incentivos.
Com os devidos investimentos os moradores passarão a ter outras possibilidades para desenvolver o turismo comunitário, e uma dessas possibilidades é explorar as atividades manuais, como artesanato, explorando dessa maneira a cultura e proporcionando uma alternativa de renda aos artesãos, e ao mesmo tempo, proporcionando aos visitantes conhecer mais das pessoas e a cultura do local.
Contudo, a comunidade residente no local pode explorar as diversas possibilidades para desenvolver o turismo comunitário, explorando a natureza, a cultura e a história do lugar, pois com a devida orientação é possível desenvolver as atividades e assim criar formas de alavancar o turismo na região. Mas para que isso ocorra é necessário um trabalho em conjunto do poder público local com a própria comunidade, considerando que a participação coletiva é fundamental na tomada de decisão.
Assim, com a participação da sociedade local na organização e distribuição das atividades de forma organizada e integradora, possibilita a entrada da Serra de João do Vale de forma mais incisiva no mercado competitivo do turismo na região, uma vez que essa modalidade de turismo com ênfase nas potencialidades do local tende a alavancar o turismo na comunidade, e consequentemente desenvolvê-lo sócio e economicamente.
Entendemos assim que o turismo comunitário se firma como uma proposta para desenvolver o turismo em uma escala voltada para o local, dando ênfase aos recursos naturais, culturais, sociais e de infraestrutura existentes em cada área, trazendo benefícios para as comunidades receptoras.
Concluímos, portanto, que com o potencial turístico da área e sua diversidade em atrativos, a Serra de João do Vale passa a ser ponto turístico aumentando sua importância frente ao turismo no município por meio do desenvolvimento do turismo comunitário,
possibilitando aos visitantes conhecer essa forma de turismo e servindo como modelo para outras áreas na região.
No próximo capítulo falaremos das políticas públicas para implantação da atividade no âmbito da comunidade na Serra de João do Vale, expondo e propondo iniciativas para alavancar essa atividade.
4 PROPOSTAS PARA A IMPLANTAÇÃO DA ATIVIDADE TURÍSTICA NUMA PERSPECTIVA DO TURISMO COMUNITÁRIO COM ENFOQUE NA SERRA DE JOÃO DO VALE
Antes de direcionarmos nosso estudo as políticas públicas de turismo existentes no Brasil, cabe aqui um breve histórico de políticas públicas e seu respectivo conceito, para facilitar o entendimento acerca de políticas para a implantação do turismo comunitário na Serra de João do Vale.
O conceito de política pública ainda hoje é tido como controverso, suas diversas interpretações passaram por mudanças ao longo do tempo. Flexor e Leite (2006) afirmam que na década de 1960 houve um maior interesse dos países industrializados pelo estudo das políticas públicas, e só depois desse período as políticas públicas passaram a ser analisadas como uma nova forma para investigação social.
Nos países tidos como desenvolvidos as políticas estavam voltadas para restrição de gastos, com ênfase em políticas econômicas. Já os países em desenvolvimento tinham como meta a criação de políticas públicas para impulsionar os mesmos a se desenvolver economicamente e principalmente para o desenvolvimento social, no entanto, não obtiveram os resultados esperados (SOUZA, 2006).
As políticas públicas são então uma forma de obter efeitos positivos economicamente e socialmente para os países. Vale ressaltar que no contexto atual é papel do Estado formular as políticas públicas levando em consideração a necessidade de participação e intervenção social na resolução de questões. Dessa forma, entendemos que:
[...] as Políticas Públicas são a totalidade de ações, metas e planos que os governos (nacionais, estaduais ou municipais) traçam para alcançar o bem-estar da sociedade e o interesse público. É certo que as ações que os dirigentes públicos (os governantes ou os tomadores de decisões) selecionam (suas prioridades) são aquelas que eles entendem serem as demandas ou expectativas da sociedade (CALDAS, 2008, p.05).
Reconhecemos, portanto, que cabe ao governo a garantia do bem-estar social, sendo o principal responsável pela tomada de decisão, mas a sociedade pode intervir junto aos seus representantes, sejam eles vereadores, deputados ou mesmo senadores. No que concerne às decisões, essas sempre são tomadas pelos governantes considerando as necessidades sociais e também as suas próprias necessidades, essas são decididas por meio de políticas formuladas pela gestão pública com base em um planejamento. Dessa forma, as políticas passam a ser
ferramenta essencial para resolução dos problemas por meio da tomada de decisão após as análises e reflexões plausíveis.
Assim, “A política deve ser entendida como um conjunto de procedimentos que expressam relações de poder. Estes, por sua vez, se orientam para a resolução de conflitos no que se refere aos bens públicos” (DIAS; MATOS, 2012, p.03). Assim, as políticas são entendidas como essenciais para o desenvolvimento, uma vez que criam formas de buscar soluções para os problemas sociais existentes.
Portanto, torna-se evidente que o conceito de política está associado de forma direta às questões sociais, uma vez que todos os problemas existentes no âmbito da sociedade são antes de tudo problemas relacionados à política ou mesmo a forma como a política lida com esses problemas.
O Governo, por exemplo, tem um papel de destaque quando nos referimos às políticas públicas, pois cabe a ele tomar decisões quanto à implantação das políticas. No entanto, a