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Chapitre I : Le suivi post-AMM

3. la gestion des réclamations

Sempre que você experimenta um estado de humor, existe um pensamento relacionado que ajuda a definir esse humor. Por exemplo, suponha que você está em uma festa e um amigo apresenta Alex para você. Enquanto conver- sam, Alex nunca olha para você; de fato, durante a breve conversa, ele olha acima do seu ombro para outros pontos da sala. A seguir, apresentamos três pensamentos diferentes que você poderia ter nesta situação. Quatro estados de humor estão listados abaixo de cada pensamento. Marque o humor que você acredita que teria em decorrência de cada pensamento:

Pensamento: Alex é mal-educado. Ele está me insultando ao me ignorar assim.

Possíveis estados de humor (marque um): Irritado Triste Nervoso Afetuoso Pensamento: Alex não me acha interessante. Todos me acham chato.

Possíveis estados de humor (marque um): Irritado Triste Nervoso Afetuoso Pensamento: Alex parece tímido. Ele provavelmente se sente constrangido em olhar para mim. Possíveis estados de humor (marque um): Irritado Triste Nervoso Afetuoso

Esse exemplo ilustra porque os estados de humor que experimentamos frequente- mente dependem de nossos pensamentos. Diferentes interpretações de um evento podem levar a estados de humor distintos. Como os estados de humor são frequentemente causa de sofrimento ou podem levar a comportamentos com consequências (como dizer a Alex que ele é mal-educado), é importante que você identifique o que está pensando e verifique a veracidade de seus pensamentos antes de agir. Por exemplo, se Alex fosse tímido, seria inadequado pensar nele como mal-educado, e você poderia se arrepender mais tarde se respondesse com raiva ou irritação.

Até situações nas quais você ache que criariam o mesmo estado de humor para qual- quer pessoa – como perder o emprego – podem, de fato, levar a diferentes estados de humor devido a crenças e significados pessoais distintos. Por exemplo, uma pessoa que está enfren-

Pensamentos

Estados de humor

tando a perda do emprego poderia pensar “Sou um fracasso” e sentir-se deprimida. Outra pessoa poderia pensar “Eles não têm o direito de me demitir; isso é discriminação” e sentir raiva. Uma terceira pessoa poderia pensar “Não gosto disso, mas agora é a minha chance de tentar um novo emprego” e sentir um misto de nervosismo e expectativa.

Os pensamentos ajudam a definir qual estado de humor experimentamos em deter- minada situação. Depois que um estado de humor está presente, frequentemente adiciona- mos outros pensamentos que o apoiam e fortalecem. Por exemplo, pessoas com raiva pen- sam sobre como foram prejudicadas, pessoas deprimidas pensam em todos os aspectos negativos de suas vidas e pessoas ansiosas pensam em situações de perigo. Isso não signifi- ca que nosso pensamento está errado quando experimentamos um estado de humor in- tenso. Mas, quando sentimos estados de humor intensos, estamos mais suscetíveis a dis- torcer, descontar ou desconsiderar informações que contradigam a validade de nosso esta- do de humor e de nossas crenças. Na verdade, quanto mais intensos forem nossos estados de humor, mais extremo será nosso pensamento.

Por exemplo, se estamos levemente ansiosos antes de uma festa, podemos ter o pensa- mento “Não vou saber o que dizer quando encontrar pessoas novas e vou me sentir muito desconfortável”. No entanto, se estivermos muito ansiosos, nosso pensamento pode ser “Não sei o que dizer. Vou ficar vermelho como um tomate e vou parecer um imbecil”. Além disso, nesse momento, não iremos nos lembrar de que já fomos a muitas festas anteriormente e que conseguimos pensar em alguma coisa para dizer às pessoas novas e acabamos nos divertin- do. Todos nós pensamos assim às vezes. É por esse motivo que é útil estarmos cientes de nossos pensamentos quando estamos mais angustiados. Quando estamos cientes de nossos pensamentos, percebemos com maior facilidade como eles estão influenciando nosso hu- mor. O exemplo a seguir mostra como o pensamento de Marisa piora sua depressão.

Marisa: A relação entre pensamento e humor.

Marisa achava que não merecia ser amada. Essa crença parecia absolutamente verdadeira para ela. Devido a suas experiências negativas com os homens, ela não conseguia sequer imaginar que alguém poderia de fato amá-la. Tal crença, associada ao desejo de ter um re- lacionamento, fazia ela se sentir deprimida. Quando um colega de trabalho, Júlio, come- çou a se sentir atraído por ela, Marisa teve as seguintes experiências:

• Um amigo brincou com ela sobre os telefonemas frequentes de Júlio no trabalho, di- zendo: “Acho que você tem um admirador, Marisa!”. Ela respondeu: “O que você quer dizer com isso? Ele não liga com tanta frequência assim”. (Não percebendo a in- formação positiva.)

• Júlio elogiou Marisa, e ela pensou “Ele só está dizendo isso para manter uma boa re- lação de trabalho”. (Descontando a informação positiva.)

• Quando Júlio a convidou para almoçar, Marisa pensou “Provavelmente, estou expli- cando o projeto de trabalho tão mal que ele está insatisfeito com o tempo extra que o projeto está tomando”. (Tirando conclusões negativas precipitadas.)

• No almoço, Júlio disse a Marisa que ele achava que os dois haviam sido muito criativos no projeto e que tinha gostado muito de passar um tempo extra com ela. E também de- clarou que a achava muito atraente. Marisa pensou “Ah, provavelmente ele diz isso para todas, mas, na realidade, não pensa assim”. (Descontando as experiências positivas.)

A mente vencendo o humor 19

Como Marisa estava convencida de que não merecia ser amada, ignorou ou distorceu as informações que contradiziam sua crença. Como estava muito deprimida, teve problemas em acreditar nas coisas positivas que as pessoas diziam e que poderiam ajudá-la a se sentir melhor. Ignorar informações que não se encaixam em nossas crenças é algo que podemos aprender a mudar. Para Marisa, aprender a perceber informações positivas sobre sua capaci- dade de atrair homens e de ser amada pode ser o começo de algo maravilhoso.