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Gathering System Information

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Ao longo desta pesquisa obedecemos a um percurso metodológico delineado por fases que se sintetizam no quadro seguinte. O trabalho de campo iniciou-se com o contacto com a escola solicitando autorização junto da direcção da escola para a realização do estudo, a revisão da literatura visando a elaboração do quadro teórico, a construção do guião de entrevista, a realização e análise das entrevistas, a par da análise documental e, por fim, a escrita da dissertação.

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Quadro 2.1- Síntese do trabalho de campo

Etapas do trabalho de campo

Momento temporal

Procedimentos administrativos legais: contactos com a escola, pedidos de autorização junto da direcção da escola para a realização do estudo;

Início do trabalho

Revisão da Literatura visando a elaboração do quadro teórico e do guião da entrevista;

No início e ao longo do trabalho

Elaboração do guião de entrevistas Novembro e Dezembro de 2016

Análise de documentos orientadores da escola e de formação, relatórios das formações, ata dos encontros de reflexão, dossier da coordenação pedagógica, plano de actividade da escola, orientações da tutela.

No início e ao longo do trabalho

Realização das entrevistas (Gestor, Coordenador, professores)

Janeiro e Fevereiro de 2017

Transcrição das entrevistas Março e Abril de 2017

Tratamentos e análise de dados Junho, Julho e Agosto de 2017

Escrita da dissertação

Setembro, Outubro, Novembro, Dezembro de 2017 e Janeiro e Fevereiro de 2018

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2.6- Métodos usados na análise dos dados

Segundo Amado (2013) “a questão da análise dos dados é central na investigação”, não basta recolher os dados, é preciso saber analisá-los e interpretá-los. Tal como Bogdan e Biklen (1994:225) sublinham “a análise envolve o tratamento com os dados, a sua organização, divisão em unidades manipuláveis, síntese, procura de padrões, descobertas de aspectos importantes do que deve ser apreendido e a decisão do que vai ser transmitido aos outros”.

Uma vez identificados os objectos de análise, isto é “o que analisar”, ’’com quem’’, ‘‘como’’, é necessário conceber instrumentos para a recolha de informação que, neste estudo, consistiu sobretudo na elaboração do guião de entrevista semiestruturada, tal como referido anteriormente. Após a realização das entrevistas e registo em áudio procedemos à sua transcrição.

A técnica de análise de conteúdo foi privilegiada na análise dos dados recolhidos através das entrevistas porque, de acordo com Krippenderf (1990, citado em Amado,2013: 303) “Trata-se de uma técnica de investigação que permite fazer inferências válidas e replicáveis dos dados para o seu contexto”. Por sua vez, Bardin (1979) esclarece que a análise de conteúdo consiste num:

“Conjunto de técnicas de análise de comunicações visando obter por procedimentos sistemáticos e objectivos da descrição do conteúdo das mensagens indicadores (quantitativos ou não) que permitem a inferência de conhecimentos relativo ás condições de produção / recepção (variáveis inferidas) dentro das mensagens”.

Bardin (1979:42)

Esta autora sublinha que se pode “utilizar uma ou várias operações em complementaridade de modo a enriquecer os resultados ou aumentar a sua validade, aspirando – se a uma interpretação final fundamentada” (pp.42-43). E porque lidámos com situações frequentes, nalguns casos numerosas e extensas, a técnica de análise de conteúdo permitiu-nos ter um melhor entendimento da realidade através de um processo de codificação. Nas palavras de Stembler (2001) como citado em Lima e Pacheco (2006: 107) “a análise de conteúdo é

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uma técnica sistemática e replicável para comprimir muitas palavras do texto em poucas categorias de conteúdo, baseadas em regras explícitas de codificação”.

A leitura dos dados levou ao desenvolvimento de um sistema de codificação que envolveu vários passos desde a exploração, a descrição e interpretação até à teorização. Este processo envolve um conjunto de procedimentos metodológicos na procura de uma interpretação válida dos dados, que “têm por objecto facilitar a emergência de construtos e teorias, assim como contrastar hipóteses rivais” (Colás, 1992b, citado em Aires, 2011:45) Seguindo o mesmo autor, optamos por fazer a triagem por via das “técnicas geradoras” que envolvem a selecção de casos negativos (contribui para a delimitação da aplicabilidade de um dado constructo), a selecção de casos discrepantes (consiste em encontrar os casos que não se ajustam à teoria), a amostragem teórica e o método de comparação constante que têm a ver com a designada teoria enraizada.

Tal processo implica a redução dos dados que busca a “selecção, focalização, abstracção, e transformação da informação para formulação de hipóteses do trabalho ou conclusões” (Aires,2011:45). E o modo como os dados são expostos não só valoriza a descrição como também a explicação, o que confirma a sua validade. Integra-se nesta exposição a organização da informação que permite retirar conclusões. Sobre isso, Aires (2011) afirma que esta forma de representação da informação é valiosa porque:

a) Facilita a memorização das relações entre a informação, processo indispensável para realizar a interpretação exaustiva da mesma;

b) Facilita a passagem do global para o particular e vice- versa;

c) Permite o acesso permanente à totalidade da informação e a cada uma das fases do processo de pesquisa.

A partir das múltiplas fontes de informação, procedemos à categorização dos dados “processo pelo qual os dados brutos são transformados e agregados em unidades que permitem uma descrição exata das características relevantes do conteúdo” (Amado, 2013:12). As categorias, como referem Bogdan e Biklen (1994), constituem um meio para classificar os dados descritivos recolhidos por forma a separar o material de um dado tema de outro. No presente estudo, foram consideradas as categorias e as subcategorias anteriormente mencionadas (ver guião da entrevista) e atribuídas codificações aos

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entrevistados, designando-os por E1, E2, E3, E4, E5, E6, E7, E8, E9, E10 e E11, por forma a manter o anonimato dos participantes.

No desenvolvimento da análise e interpretação dos dados apresentamos os dados e discutimos as ideias com base em argumentos, de acordo com os fundamentos conceptuais que alicerçaram esta investigação. Deste modo seguimos dentro da lógica das etapas da recolha, análise e interpretação da informação dos métodos qualitativos, utilizando a técnica da análise do conteúdo, recorrendo à análise documental, observação de campo e dados das entrevistas, de acordo com o que Amado (2013) propõe no seu discurso:

“Podemos sim dizer que o aspecto mais importante da análise de conteúdo é o facto de ela permitir, além de uma rigorosa e objetiva representação dos conteúdos ou elementos das mensagens (discurso, entrevistas, texto, artigos, etc.) através da sua codificação e classificação por categorias e subcategorias, o avanço (fecundo, sistemático, verificável e até certo ponto replicável) no sentido da captação do seu sentido pleno (à custa da inferência interpretativa, derivados ou inspirados nos quadros de referência teóricos do investigador) por zonas menos evidente constituídos pelo “contexto” ou “ condições” de produção.”

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Capı́tulo III - Análise e interpretação dos dados

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