Circulation publicitaire des discours sur les sexes
4. Formes montrées de discours sur les sexes
este que compos o venerable meestre Ludolfo prior do moesteyro
muy honrrado de Argentina. da ordem muy excellente da Cartuxa.
Foe tyrado e ordenado segundo ha ordem da estoria euangelical e
entençam dos sanctos doutores.
Primeyramente da geeraçã diuinal e eternal de Christo. Capitollo .j.
Do cõplimento do vinho euangelical .s. boõ o qual Christo ataa este tempo da graça nos gardou: cobiçãdo tirar algũas gotas tomemos começo na diuinal geeraçõ de Jesu Christo da qual o euangellista sam Joham specialmẽte falla. porque toda as cousas tras aa fim .s. seja declarada a diuijndade do verbo. mayormente contra alguũs herejes que diziã Christo seer puro homẽ. E por cõseguinte por a sua nacença tẽporal diziã que nõ era de sempre nẽ ante de sancta Maria. E por tanto começada eternidade do verbo demostrãdo a natureza diuinal de Christo: em a qual eternalmẽte foe ante que sancta Maria. E poõe çinco cousas das pessoas diuinaaes que sam per ordẽ tocadas em as cousas afundo dizedoyras1.
Primeyramente declara a geeraçõ do filho eternal do padre: dizendo. (Em o começo era verbo) .s. em esse deus que de todos he auydo por primeiro principio necessariamẽte. ergo he dicto verbo he propria assy como aquelle cujo he. Como se dissesse. O filho era no padre coeternal ao padre. e nõ começou seer em Maria. mas no principio .s. no padre o qual he principio sem principio e ho filho he principio de principio. E chama o filho de deus verbo. mas que filho porque o filho soomente diz comparaçõ ao padre. Mas verbo ou palaura nem soo se diz respecto do que o diz. mas ajnda aaquello que he palaura dicta. e ajnda ha respeyto aa voz que veste e aa doutrina que mediante ho verbo ou palaura he feita em outro. E porque o filho de deus se deue / aqui defijnir ou descripuer nõ soamente2 em comparaçõ do padre de que procede.
mas ajnda auendo respecto aas criaturas que fez. e a carne que vestio. e a doutrina que deu. E porem muy conuinhauelmẽte se poõe sob nome de verbo. porque este nome a todallas cousas suso dictas ha respeyto.
1 No original: dirzedoyras. 2 Magne: solamente.
Nem pode seer achado so ceeo nome mais cõueniente. Como ergo em esse deus seja propriamẽte e perfeyto verbo. e de sua razõ o verbo quer dizer cousa procedente daquelle cujo verbo he assy como conçebido do cõçebente. E porque verbo e filho sam hũa cousa seguesse que aly seja geeraçã do filho da parte do padre pois que ha hy processo do verbo ou palaura da parte do dizẽte. Segundamẽte declara a distinçom pessoal do padre e do filho dizendo. (E o verbo era acerca de deus) .s. acerca do padre. Sempre no padre he o filho. e sempre no filho ho padre. Nom ha hy cousa de que propriamẽte se possa dizer que sta acerca de sy meesma. assy como se nom pode dizer que alguẽ he em sy meesmo. E porẽ antre o verbo e o principio acerca do qual he verbo ha pessoal distinçom. Nom procede o verbo do padre per obra ou procedimento que passe fora. mas per tal que fica dentro. E porem o verbo fica dentro daquelle cujo he verbo. pero distinto delle. porque o verbo era acerca de deus: assy como outro acerca doutro. Terceyramẽte declara que do padre e do filho he hũa sustancia: dizendo. (E deus era verbo). Este nome deus em esta parte he essencial. assy como o verbo he deus .s. a natura he sustancia diuinal. porque nom se diga seer em deus e nom deus. porque nom ha hy cousa em deus que nõ seja deus. E como quer que o verbo seja acerca de deus nõ he algũa cousa defora nem de natura assi como he a nossa palaura mas he de natura diuinal a qual nõ pode per algũa maneira seer se nam hũa porque indiuisiuel e muy simplez he. E assy em esta clausula se conteẽ as tres pessoas1. E padre em este nome de deus se entẽde o filho
em o nome do verbo. o sancto spiritu em aquesta preposiçom acerca. Quartamẽte declara a coeternidade do padre e do filho em quanto diz este era em no principio acerca de deus. (Este) .s. (o verbo) do qual fallara. (he acerca de deus) padre des o principio da eternidade .s. ante dos segres eternalmente. Assy como se dissesse. // Este verbo de deus nũca foy departido. Nũca o padre foe sem filho. nũca sem verbo. nũca sem virtude .s. nunca sem sabedoria pode seer. Padre dizemos aquelle que ha filho. porque esto he seer padre .s. auer filho. E porque o padre que diz e cõçebe o verbo foy de sempre. ergo verbo que geera dizendo. porque verdadeiramẽte seja dicto verbo no principio. nõ no principio do tempo em que se diz em no começo criou deus o ceeo e a terra. Mas em principio da eternidade do qual se diz cõtigo o principio ẽ o dia da tua virtude. nos splendores dos sanctos do ventre e da sustãcia minha ante do luzeiro. ante da criaçom do mũdo eu te geerey. Onde quando se diz. hoje te geerey. entendesse do dia da eternidade que abrange todo
o dia. E assy se toma aquy o nome do principio doutra guisa do que se toma emçima porque aly tomasse por o padre. e aquy por a eternidade.
Moralmẽte se tira ou ensinados somos das cousas sobre dictas que ho principio de toda nossa entençõ deue seer deus. porque no principio era palaura: e deus era palaura. Itẽ se quiseres saber de toda tua obra de dentro e defora se he de deus. e se obra deus em ty. vee se a fim da tua entençõ he deus. E se1 for assy a tua obra de deus he. porque o principio
e a fim todo he hũa cousa .s. deus. Depois que ho euãgellista declarou o seer ou geerar do verbo. Consiguintemẽte declara o seu fazer ou obrar. poendo agora a quinta cousa .s. a obra do padre e do filho seer endiuissa e nõ departida: dizendo (Omnia per ipsum facta sunt) Todas as cousas per elle som feitas .s. quaaesquer que sam feytas do padre. e sem elle feita he nemhũa cousa .s. sem o padre. ora seja cousa vissiuel ou inuissiuel. Esta preposiçom nota per causa efficiente e nom amjnjculante. nẽ mjnjsterio ou stormẽto. Se todas cousas deus fez em sabedoria: sem sabedoria nom fez cousa. e simplezmẽte o sancto spiritu com elles. porque nom som departidas as obras da trindade. Todalas as cousas feitas jũtamẽte e em hũa vez. mas per seys dias sam distinguidas per partes. ergo todas cousas per elle som. O verbo nem nom pode desy seer feyto: ou fazer sy meesmo. porque seria ante que fosse. Seguesse que esse verbo nom he feito. e segũdo Agustinho se feito nom he criatura nom he esse criatura nom he da sustancia meesma do padre he toda sustancia / que deus nõ he criatura he. E aquello que criatura nom he deus he. Demostrado que o verbo seja cousa produtiua das cousas demostra per conseguinte per que modo he causa dellas dizẽdo. (Aquelle que he sancto em elle.) .s. no verbo. (vida era) E viuente era assy como o ferreiro ou carpenteiro primeiramente faz a arca na võtade. e depois em na obra. E aquello que na voontade he viue cõ o artesaão. e a obra que he feyta mudasse como o tempo. Nem todas cousas que feytas sam ham vida em sy .s. si na natureza sua em que sam assy como criaturas. mas em quanto som em deus: e na arte diuinal que he em sy vida ellas sõ vida. porque aly teẽ exẽplo e razõ viuẽte. Todas cousas que se fazem ou sam feytas tẽporalmẽte elle as fez de sempre .s. despose de as fazer. e ante que feytas fossem elle as conhoçeo seer feytas em sua voõtade ja viuiã e eram. porque ante do começo do mũdo no filho de deus eram maginadas. Por a qual cousa diz Boecio. Tu trazes todas as cousas do exẽplo eternal. e o mũdo que ora he fremoso tu o tragias mais fremoso na tua voõtade. e formasteo per semelhauel ymagem.
Moralmente he aqui de notar que a obra da virtude he obra de vida. E assy as obras viciossas sam chamadas obras de morte. A obra virtuossa nom a faz alguem saluo em deus. Se quiseres saber se a tua obra he viua .s. se he virtuosa. vee se he sancta em deus. porque aquy se diz. aquello que he sancto em elle vida era .s. cousa vital e viua. Em deus se faz aquello que faz em caridade e que nom ha outro mouimẽto nẽ fim afora deus. Demostrado como o verbo se ha a todas as criaturas em geeral. Demostra aalem como se ha aos homeẽs em special: dizẽdo. (E a vida era luz dos homeems) porque auido .s. esse verbo que he vida em sy em a qual e per a qual as criaturas viuem era luz dos homeẽs .s. donde as criaturas pera seer em bem auenturadas auiam de seer alumiadas. porque nom falleçeo de alumear os homeẽs per graça lançando sobre todos seus rayos se o homẽ faz aquello que em sy he conuertendosse a deus per conhoçimẽto e amor como milhor pode.
Moralmente a vida boõa he luz dos homeẽs. porque mais alumea e edifica o prouximo ho auto da vida que as pallauras. E porẽ // Jeronimo muyto mais se sente aquello que se vee per os olhos que aquello que se ouue da orelha. Ensenãça. Longo caminho he o dos preçeptos mas certo e de eficacia he o dos exemplos. Onde Jhesu começou a fazer e ensinar. (E a luz em as treuas luze) .s. em nos pecadores por que o verbo quanto da sua parte alumea os com luz de graça. mas porque elles som treeuosos e se tiram da emfluẽcia da luz diuinal ou do verbo por tãto se segue (E as treeuas nom o comprehẽderõ.) por que os pecadores nõ cõsiguirom aquesta luz nõ por defeito da luz. mas por mingoa sua delles. Onde diz Agustinho asy como o homen çego posto ao sol. assy he todo sandeu e maao ou cruel çego he no coraçõ. ajnda que a sapiencia .s. o filho de deus lhe seja presente: e cõ o cego presente he. mas aos seus olhos absente nom que a luz absente seja a elle. mas por que elle he absente della. pois que fara este? alimpesse que posse veer deus. Tira os peccados e maldades e veras. a sabedoria que he presente: porque deus he essa sabedoria. porque dicto he. bemauenturados som os limpos de coraçom porque elles veeram a deus. segundo Origenes. A luz alumea em as treeuas porque o verbo de deus he vida e luz dos homeẽs em a nossa natureza a qual per sy soomẽte consijrado he hũa scoridom informe ou sem forma e nom falleçe nem leixa de alumear. E porque aquella luz a toda criatura he encomprensiuel por tanto as treeuas nom a poderom comprender. Onde nota que por tres maneiras hy ha cõprehensom da luz ou de deus .s. per ençarramento e per clara visom e per ffe e caridade. A primeira maneira de comprehensom nom he auyda dalguũ. A segunda he auyda dalguũs
dos bemauenturados. A terceira dos sanctos. mas per ninhũa maneyra destas he cõprehendida dos maaos. E porem se diz e as treeuas nom a comprehenderom. ou a luz em as treeuas deste mũdo alumea porque o criador em as criaturas se demostra. Assy como na gloria deus he spelho das criaturas em que as criaturas reluzẽ e em que veeremos todas as cousas que a nosso prazer perteẽçerẽ. assy aqui em este mundo per o contrairo as criatu/ras sam spelho do criador que deus seja a ffe dereita da dello testimunho. a sancta scriptura o diz. [a] comparaçom das cousas a elle o demostra a razom natural o afirma e os sanctos o preegam e as criaturas o braadam e todalas cousas per sua guisa o dizem. Elle nos fez por que deus he voz da natureza per a qual voz todas as cousas que em sy som fremosas dam testimunho que elle he mais fremoso e as doçes testimunhã que elle he mais doçe. e as altas que elle he mais alto. as limpas que elle he mais limpo. as fortes que elle he mais forte. e assy das outras cousas. e esto he o que diz o apostolo. As cousas de deus inuisiuees per a criatura do mundo per as cousas que feitas som se veem. Moralmente a luz alumea nas treeuas por que a virtude se mostra nas euersidades. e a virtude na infirmidade se acaba. Onde sam Gregorio. nõ conhoce alguẽ quãto aproueitou saluo na euersidade quejando quer que o homem encuberto seja a injuria que lhe for feita o descubrira. e porque ningũa euersidade pode vencer os sanctos nẽ tirallos da caridade de Christo. por tanto se diz e as treeuas nom o comprehẽderom. Os boõs homeẽs ajnda que sejam tocados das euersidades nom som pero dirribados mas em ellas se alegram e deleitã. Ou alumea nas treeuas quando deus per consolaçom apareçe aaquelles que sofrem tribulaçom segundo aquello acerca he o senhor aaquelles que sam atribulados de coraçom e com elle som em na tribulaçom. e as treeuas nom o comprehenderom ca nõ som dignas nẽ yguaaes as paixoões deste mũdo ou tempo aaquelle que ha de vijnr. Sempre deus gualardoa aalem do que he merecido e pune menos do diujdo. quando ouuires em as suso ditas cousas o filho de deus geerado do padre guarda te que nom cuides em elle algũa carnal cuydaçom nem enferma nem busques nem queiras pregũtar per que maneira o padre geerou o verbo. porque esto nom o soube propheta nem angeo. mas simplezmente e perfeitamente contempla que daquella luz sem medida sem ninhuũa composiçom e muy splandecente e muy sanctaria splendor coeternal e [b ij] // consubstancial juntamente1 he nascido. o qual he
virtude muy alta e sabedoria no qual o padre despoẽ todallas cousas de sempre per o qual fez os segres e os gouerna e ordena aa sua gloria em
parte per natureza. e em parte per graça. e em parte per justiça. e em outra per misericordia. e assy nom leixa em este mũdo algũa cousa por ordenar. Onde Agustinho agora ho splendor nasce da sustãcia do sol. e assy entẽdamos o filho geerado da sustancia do padre. E assy como o sol ou fogo nõ he primeyro que seu splendor ajnda que delle nasça. mas como o sol ou fogo procedeo logo cõ elle jũtamẽte pareçeo o seu splẽdor. nem pode seer dito ho splendor derradeiro do sol ou fogo. empero que delle nasça. Se ergo nas criaturas he achada alguũa cousa que nasçe e nõ he mais derradeira que o seu geerador porque desperaras desto poder seer feito do criador. Assy como o splendor nascido do sol enche o cerco das terras e pero nõ se departe do seu geerador. nem tira ja mais. assy o filho geerado do padre em todo logar onde he sempre fica em no padre. E como sustancialmẽte he o splendor no sol e o sol no splendor. assy sustancialmente he o filho no padre e o padre no filho. E como o sol e o splendor como quer que de hũa sustancia nõ he pero hũa pessoa. ca nom dizemos o esplendor seer sol. nem o sol splendor. Assy o padre e o filho ajnda que sejam hũa essencia nom som pero huũa pessoa. E assy como o sol com splendor aqueẽta e alumea e seca e derrete. E em branqueçe e negreçe. E obra todallas cousas que lhe deus mandar. Assy leemos que o padre todallas cousas obrou per o seu vnigenito filho. Estas cousas disse Agustinho. E segũdo este meesmo. Este começo do sancto euangelho dizia huũ discipollo de Platom. que se deuya scripuer com leteras douro e seer posto per todallas ygrejas em loguares muy altos onde se visem.
Oraçom.
Senhor deus todo poderosso que geeraste o filho coeternal e ygual e consustãcial a ty ante dos segres por tal maneyra que se nom pode fallar cõ o qual e com o sancto spiritu todallas cousas visiuees e invisiuees e a my mizquinho / pecador antre as outras cousas todas criaste. a ty adoro. a ty louuo. a ty glorifico. e sey fauorauel a my pecador e nom desempares nem desprezes a my obra das tuas maãos mas saluame e ajudame por o teu sãcto nome. Abre a tua maão. stende a tua deestra. E acorre aa fraqueza da carne. Tu que me fezeste refazeme porque ja som deffeito per pecados. Tu que me formaste. reformame. ca som caydo e derybado per pecados porque segũdo a tua grande misericordia salues a minha alma mizquinha. Amen.
De como foy achado remedio pera saluaçom do linhagem humanal. Capitollo .ij.
Em começo ergo como per este verbo susomencionado eternal Lucifer fosse criado alleuantousse contra seu criador. e em quanto se abre ou çarra o olho foy lançado em no inferno. E por esta causa ou razõ ordenou deus de criar o linhagem humanal porque elle repayrase o caymento de Lucifer e de seus companheiros. Por a qual razom auendo enueja o dyaboo ao homẽ spreytauao e enduzeo os primeyros padres Adam e Eua a passarem o precepto. os quaaes porque comerõ do lenho ou aruor defesa. lançados do parayso per aspereza rigorossa do segredo diuinal. Nom forom pero desemparados do amerçeamento supernal. mas mouidos e aballados pera bem per sanctos scondidos instinctos. Nem tardou de tornar o homẽ desterrado aa peendença dandolhe sperança de perdom per a vijnda do saluador prometida. E porque per jgnorãcia ou ingratidom per ventura nom fosse sem proueyto pera nossa saude tam grande merçee em todas cinquo ydades deste mundo. nunca cessou de prometer e afigurar e denunciar a vijnda do seu filho per os patriarcas per os juizes sacerdotes. reys. e prophetas des Abel justo atee sam Joham bauptista. por tal que per muytos milhares de tempos e de annos. e per grandes e desuayrados e multiplicados ditos e demostranças. aleuantasse nossos entendimentos aa ffe e esqueentasse nossas voontades per grandes / e viuos desejos. Onde diz Leo papa cessem as querellas daquelles que dizem e se queixam da tardança da nasçença de deus. porque nos tempos passados nom foy feito aquello que se fez na darradeira ydade do mundo. A encarnaçõ do verbo aquello meesmo nos deu ante que emcarnasse que nos fez depois. e o sacramento da saude humanal nunca cessou em antiguidade algũa aquello que preeguarom os apostollos. aquello que prophetizarom os prophetas nem foy tarde cõprido1 aquello que sempre
foy crijdo. A sabedoria e benignidade de deus e a tardãça da sua obra saudauel nos faz mais capazes do seu chamamento. porque aquello que per muytos signaaes e per muytas vozes e per muytos ministros per tãtas ydades do mundo fora denunciado nõ2 fosse duuidoso agora no tempo
do euangelho. e porque tanto geerase em nos mais firme fe da naçença do saluador. quanto foy mais antigua e mais multipricada a preeguaçom e denunciamento delle. Nom per nouo conselho proueeo deus aas cousas
1 No original: coprido. 2 No original: no.
humanaaes ou por merçee prolonguada e tardinheira mas do criamento do mundo e stabelleçeo hũa meesma causa da saude. A graça de deus per a qual toda a vniuersidade dos sanctos foy justificada he feita per a naçença de Christo mas nom começada. E esta gram piedade foy sacramento tam poderoso em suas significaçoões que nom ouuerom menos aquelles que o creerõ seer prometido que aquelles que o reçeberom quando foy dado. Esto he todo de Leo papa segundo Agostinho Christo nõ veeo mais cedo por tal que o homẽ da ley da natura e da ley scripta fosse cõcluso e vençido. porque se Christo logo viera aa primeira disera ao homẽ que per a ley da natura se podia saluar. e que sobejo seria creer a vinda de Christo. e desta guisa poderia dizer o homẽ da ley scripta. mas achado que assy nem assy nom se podia saluar. porque todos descendiam aos infernos. em tam veo elle porque entom era tempo de se amerçear. E nom foy necessario vijnr mais aginha porque a mezinha spiritual nom aproueita sem desejo do que a reçebe. Nẽ veeo mais tarde por nom pereçer a ffe e a sperãça da en/carnaçom prometida. Se tardara