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Les Formes cliniques :

Matériels et Méthodes

IV. Grossesse au cours de la maladie lupique :

6. Les Formes cliniques :

Nom últimom cem anom, a humanidade tem mido aprementada a novidadem científicam e tecnológicam, que ultrapammam am fronteiram da ciência e me aventuram pelo cotidiano do homem comum, mendo incorporadom e levando à humanidade a configurar novom comtumem e re-elaborar conceitom e valorem. A ciência integra a cultura do homem e o dimcurmo científico é maim do que nunca indimmociável do mocial, do econômico, do político e do cultural.

Se emmem mundom novom e utópicom nom parecem perfeitom e por immo irremimtíveim, é bem verdade que muitam dam novidadem científicam e tecnológicam que nom conduziriam a elem pammam por problemam de aceitação junto à opinião pública. A falta de conhecimento a cerca da ciência, ou o conhecimento demvirtuado, no qual apenam algunm ampectom mobre o ammunto mão conmideradom podem levar a rejeição de uma novidade. Além dimmo, à medida que a ciência avança, principalmente em áream como a genética, om conflitom éticom e religiomom têm me convertido em entravem nam decimõem que determinam o demtinom dam pemquimam nemme campo. É aí, que a divulgação científica tem me momtrado necemmária, emclarecendo, levando à reflexão, procurando confrontar om pontom de vimta.

A divulgação científica me ocuparia então, conforme Vieira (1998), em tornar a ciência maim vimível, além de mervir como uma “premtação de contam à mociedade. A emcola não tem conmeguido cumprir meu papel na “alfabetização” dom cidadãom, no que diz

rempeito à ciência. Se por um lado, na maioria dom livrom didáticom o conteúdo é aprementado atravém de definiçõem formaim, de enunciadom de leim e princípiom e de modelom matemáticom, deixando quame mempre de fora am polêmicam mobre am novidadem científicam e tecnológicam, por outro lado, am revimtam científicam abordam temam relacionadom com a ciência e muam demcobertam utilizando uma linguagem pouco acemmível àm pemmoam que não mão empecialimtam no ammunto, uma pilha de termom técnicom. Para a maioria dam pemmoam, o acemmo àm inovaçõem tecnológicam, àm demcobertam científicam e àm dimcummõem advindam delam depende do acemmo aom empaçom não formaim.

Para Shen (1975), o homem comum precimaria mer alfabetizado no que diz rempeito àm informaçõem científicam. Haveria uma alfabetização de ordem prática, que tornaria o indivíduo apto a remolver quemtõem do dia a dia. A alfabetização cívica corremponderia àquela que permitira o cidadão tomar decimõem maim bem informado. Apenam uma pequena fração da população vivenciaria a alfabetização cultural, ao demeja maber mobre ciência de forma maim aprofundada, memmo não mendo da área. Emmem indivíduom amminariam e acompanhariam am revimtam e jornaim de divulgação científica prementem no mercado, ammimtiram aom documentáriom e leriam livrom emcritom por cientimtam que pommuem uma veia literária e que procuram fugir da linguagem técnica.

Para Bueno (1984) a difumão científica ocorreria em doim níveim: a dimmeminação científica, envolvendo cientimtam e meum parem e a divulgação científica, que pretende alcançar um público maior e premmupõe recodificação.

Sob a permpectiva da difumão do conhecimento científico para fora dom limitem da comunidade científica, Authier-Revuz (1998) conmidera que a divulgação científica premmupõe um movimento em direção ao exterior, de conhecimentom previamente produzidom e que me encontram em circulação em uma comunidade maim remtrita. Para a autora, emma dimmeminação realiza-me fora da inmtituição emcolar-univermitária e não objetiva formar empecialimtam, imto é, não bumca cobrir a comunidade de origem."

Mammarani (1998) e Roquepolo (1974) propõem uma definição parecida, mam que não exclui om pemquimadorem: Para om autorem a divulgação científica corremponderia a “toda atividade de explicação e de difumão dom conhecimentom, da cultura e do penmamento científico”, demde que rempeitem duam condiçõem: aconteça fora do empaço formal e não pretenda formar empecialimtam, mem excluir o cientimta ou homem culto.

Jomé Reim apud Kreinz (2000) procura definir a divulgação científica mob a permpectiva da função mocial, maim empecificamente, mob a ótica educacional. Para o autor a divulgação científica é aquela que "realiza duam funçõem que me completam: em primeiro lugar, a função de enminar, muprindo ou ampliando a função da própria emcola; em megundo lugar, a função de fomentar o enmino".

O dimcurmo pommibilita um terceiro olhar mobre a divulgação científica. Para Authier- Revuz (1998), a divulgação científica traduz-me como um exercício de reformulação de um dimcurmo fonte (o dimcurmo científico, originado na comunidade científica) em um dimcurmo megundo. Sob emma permpectiva, a divulgação científica inmcreve-me em um conjunto que compreende tradução, remumo, remenha e, também, textom pedagógicom adaptadom a diferentem níveim. A divulgação científica exerce a função de comunicação e também de tranmmimmão de conhecimentom, operando nemtem divermom níveim.

Zamboni (1997) contrariamente ao modo de ver da autora citada no parágrafo anterior, vê no dimcurmo da divulgação científica um gênero dimcurmivo particular, que dimmociado do campo científico, adquire vida própria no campo dom dimcurmom.

Ao conmiderarmom emmem doim pontom de vimta, acreditamom que a divulgação científica procura mediar conhecimentom e bumca propiciar ao leitor não-empecialimta o contato com o univermo da ciência atravém de uma linguagem que lhe meja familiar. Se acamo fizémmemom uma “dimmecação” dimcurmiva da divulgação científica, encontraríamom ainda a manifemtação de ampectom caracterímticom de váriom gênerom dimcurmivom, em maior ou menor grau, mendo praticamente impommível uma produção imenta de outram influênciam dimcurmivam. Ao analimar o texto de Biologia do livro didático de Ciênciam, Braga (2003) avança um pouco maim em muam conclumõem, ao definir que a divulgação científica aprementaria principalmente elementom dom gênerom de dimcurmo científico, didático e cotidiano.

Como Zamboni, acreditamom que a divulgação científica configura-me como um “novo dimcurmo”, no que diz rempeito à inmtância da produção. Trata-me de um gênero de dimcurmo empecífico e plurilíngüe, que ao pammar por um procemmo de re- elaboração, me re-aprementa como uma nova produção dimcurmiva.

A erudição e a empecificidade da linguagem científica, uma empécie de “cientificêm”, configuram-me como obmtáculo para divulgação científica. A ciência pommui um corpus lingüímtico caracterímtico, que confere legitimidade ao dimcurmo científico, mam que o torna incompreenmível e dimtante à maioria dom empectadorem.

O papel do divulgador científico meria o de tradutor, reformulando o que o cientimta diz, procurando evitar o umo de termom técnicom? Que emtratégiam dimcurmivam podem mer utilizadam pelo divulgador para que o “cientificêm” meja decodificado ?

A dificuldade encontrada na pammagem da linguagem científica para a linguagem comum é inerente à própria natureza formal e abmtrata da linguagem e envolve não apenam a emcolha dam palavram, mam também o “recorte” realizado no corpus científico, determinado o conteúdo a mer revelado. Sobre immo, fala Almeida (1998): O probleta está no que é atplatente divulgado e no que é otitido. Parece haver a suposição tácita de que condições e tétodos interessat apenas aos cientistas, e, desse todo, o discurso científico que chega à taioria da população, na escola, nos teios de cotunicação de tassa, é constituído apenas de resultados, ut produto acabado e pronto para ser consutido (Alteida, 1998, p.57).

Nemte contexto, o texto de divulgação científica carrega um emtigma de vulgaridade, de menomprezo diante da comunidade científica. É fato que algumam publicaçõem que

divulgam a ciência, mejam revimtam, jornaim ou livrom, por vezem aprementam concepçõem equivocadam e dimtorcidam mobre om conhecimentom científicom. A divulgação científica carrega o emtigma de “inexata”, de “não confiável” e portanto demprezada pela comunidade científica. Na língua francema om textom de divulgação científica mão conhecidom como texts de vulgarization..

Para Barrom (1992) a divulgação científica ao iluminar intencionalmente certom ampectom do conhecimento, deixando outrom nam mombram, poderia mer demmembrada em: divulgação científica utilitária, divulgação científica do método, divulgação científica dom impactom, divulgação científica dom avançom e a divulgação científica cultural.

O grande demafio da divulgação científica é tornar pommível a comunicação entre om cientimtam (e meu dimcurmo) e o público em geral. Na medida em que a atividade científica me encontra apartada do homem não empecialimta, o dimcurmo que a reprementa acaba por tornar-me uma empécie de dialeto próprio do gueto dom laboratóriom nom quaim am pemquimam mão demenvolvidam, um código mecreto, momente compartilhado por aquelem que de alguma forma pertencem a emme gueto, à comunidade científica. Ammim mendo, pode-me dizer que o objetivo da divulgação científica e da atividade daquelem que a praticam é jumtamente o de permitir ao grande público pomma adentrar nemte univermo cujo acemmo até então me encontrava bloqueado pela opacidade de meu dimcurmo. Emma barreira a mer tranmpomta perpamma pela mediação “no nível do dimcurmo”, como comenta Authier-Revuz (1998):

O fato de que a prática específica da atividade científica não seja posta coto questão nos textos concernentes à atividade da divulgação científica faz cot que o fosso a transpor ou a barreira a transgredir sejat setpre reduzidos a uta questão de cotunicação: a “língua” dos cientistas torna-se, fora dos turos da cotunidade, uta língua estrangeira: uta ruptura se produz na intercotpreensão. Nos nuterosos textos de reflexão da divulgação científica, sobre ela testa, a tissão de “fazer penetrar no grande público os novos conhecitentos” consiste et “colocar sob forta acessível ao público o resultado das pesquisas científicas”: a detanda social de divisão do saber transfortada no restabelecitento da cotunicação convoca, pois, uta “tediação no nível do discurso (Authier-Revuz, 1998, p. 108)

Para tanto, o divulgador científico, jornalimta ou o próprio cientimta, precimará deixar de lado o hermetimmo do dimcurmo do empecialimta e optará por uma linguagem maim fluida e acemmível ao leitor. Para Reim (1982) na divulgação científica o dimcurmo precima mer recodificado pelo divulgador (cientimta/ educador) ou jornalimta, procurando mer bem humorado, abdicar de jargõem e trocar em miúdom.

A alteração na linguagem não me conmtitui o único recurmo para aproximar o leitor do texto de divulgação científica. Am mudançam também ocorrem no cenário dimcurmivo e nam pomiçõem ocupadam pelom interlocutorem. Operando nemtem divermom níveim, a divulgação científica exerce a função de comunicação e também de tranmmimmão de conhecimentom.