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Que toute forme de Gouvernement n’est pas propre à tout pays

O levantamento das pesquisas produzidos no campo da educação foi necessário e significativo para conhecer, de forma geral, o estado da arte acerca da temática desta pesquisa, especialmente aqueles referentes aos termos: a atividade

de estudo e a autonomia na pesquisa.

Nesse sentido, no decorrer da elaboração dessa investigação, realizamos um estudo do tipo estado da arte desses termos. Devido à grande amplitude de fontes disponíveis, elegemos alguns critérios9, os quais justificam as escolhas das fontes de pesquisa para este tipo de estudo. Por ser nosso campo investigativo a Pós- graduação em Educação e esta pertencer ao nível da Educação Superior recorremos, em um primeiro momento, à Rede Sulbrasileira de Investigadores da

Educação Superior (RIES10). Esta rede de investigadores congrega vários grupos de pesquisa de diferentes universidades brasileiras e internacionais, cujo objetivo é contribuir na construção dos conhecimentos acerca da Educação Superior e da

Pedagogia Universitária.

Em contado com a listagem de grupos de pesquisas pertencentes à RIES, elegemos algumas universidades do estado do Rio Grande do Sul que se destacam na produção acadêmico-científica na temática em estudo nos últimos cinco anos (de 2006 a 2011), a citar: Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e, inclusive, os livros publicados pela RIES.

Para o estudo do tipo estado da arte na RIES utilizamos os textos publicados em livros impressos pela rede entre 1999 até o momento atual (2012)11. Nesse

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Elegemos, também, alguns critérios para realizar a seleção de textos e/ou trabalhos de dissertação e teses que comporiam o material para posterior estudo do tipo estado da arte, foram eles: 1º critério - presença do termo atividade de estudo ou autonomia (ou termos próximos) presente no título do trabalho; 2º critério - presença do termo atividade de estudo ou autonomia (ou termos próximos) nas palavras-chave; 3º critério - presença do termo atividade de estudo ou autonomia (ou termos próximos) no resumo.

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A partir de agora, utilizarei a abreviação RIES para Rede Sulbrasileira de Investigadores da

Educação Superior.

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período, os estudos apresentados acerca do campo de formação na etapa da PGE orientaram-se para a compreensão da pedagogia universitária, da constituição da aprendizagem na universidade, da aprendizagem docente na Educação Superior, da contribuição da pesquisa para melhorar a qualidade de ensino na Educação Superior, das trajetórias formativas e da aprendizagem de ser professor. Apesar dessa amplitude de temas, ainda há poucos trabalhos cujo foco de análise são os PPG, inclusive no campo da Educação. Os poucos estudos existentes giram em torno dos temas: trajetórias da docência, espaços de formação, marcos legais e culturais e, compreensões dos docentes pertencentes a essa etapa de ensino acerca de sua função na formação de professores para a Educação Superior. Entretanto, não foi observado nenhum estudo relativo aos processos envolvidos no desenvolvimento de uma atividade de estudo e nem sobre autonomia na pesquisa no contexto de formação em stricto sensu.

Referente às pesquisas desenvolvidas em nível de mestrado e doutorado na

Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)12 quanto aos termos em estudo:

autonomia na pesquisa e atividade de estudo produzidas entre 2006 a 2011,

encontramos dissertações que se aproximaram ou se referiram diretamente a um dos termos em foco. Com relação à autonomia na pesquisa não encontramos nenhum trabalho que tratava desse termo especificamente. No entanto, encontramos pesquisas que tangenciavam o vocábulo em questão, tratavam-se assim de: construção da autonomia, autonomia moral, autonomia escolar, intelectual orgânico e autoformação docente.

O trabalho de Ferraz (2010) objetivou compreender como os condicionantes da relação pedagógica podem contribuir com a redução do fracasso escolar e favorecer a construção da autonomia da criança. Constatou-se que a relação pedagógica entre docente e criança, embasada na liberdade de pensamento e na construção deste, de forma ativa e não reprodutiva, contribuiu para o desenvolvimento da autonomia dos estudantes dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental e favoreceu a redução do fracasso escolar.

A pesquisa de Leonardi (2008) teve como um de seus focos investigativos analisar as maneiras como os professores resolvem situações de conflitos sociomorais podem favorecer ou inibir a construção da autonomia moral dos

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Na época da realização desse estudo do estado da arte no PPGE da UFSM não tinha nenhuma tese concluída, pois o doutorado somente foi instituído a partir de 2008.

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estudantes. Concluiu-se que as formas como as professoras resolvem os conflitos sociomorais na sala de aula não favorecem a construção da autonomia moral das crianças, uma vez que suas práticas ainda são pautadas nas relações de coação, na qual predomina o respeito unilateral. Com isso, aponta para a necessidade de contemplar nos currículos práticas pedagógicas voltadas para o desenvolvimento da autonomia moral dos estudantes. E o trabalho de Garcia (2006) objetivou questionar a função dos especialistas em educação frente à democratização da gestão de forma a conquistar a autonomia escolar.

As dissertações de Rodrigues (2008) e Hepp (2008) trazem como um dos eixos de pesquisa a figura do professor como intelectual orgânico, ou seja, um cidadão intelectual em constante processo de formação, capaz de articular teoria e prática, no sentido de superar sua neutralidade frente à sua ação docente e de contribuir no processo de formação de uma nova cultura e de uma nova moral.

Benini (2006) aborda em sua pesquisa as possibilidades de aprendizagem dos professores universitários a partir de uma experiência interdisciplinar e, a partir desse contexto, traz como um dos temas investigativos o processo de formação e autoformação desses docentes. Um dos importantes aspectos para a autoformação

docente são as mudanças de comportamento, a partir do pensamento reflexivo

frente às experiências da profissão. Esta perspectiva conceitual de processo de autoformação, apresentada no trabalho, mesmo sendo no âmbito da docência, pode auxiliar no entendimento das possíveis características que comportam os termos autonomia e/ou aprendizagem da pesquisa.

Por fim, referente à atividade de estudo, encontramos somente um trabalho de dissertação que tratou deste termo entre outros conteúdos. Foi a pesquisa de Alberti (2006) que teve como objetivo investigar a teoria da atividade como uma orientação psicológica possível e potencializadora para a atividade de estudo dos ambientes virtuais de ensino e aprendizagem. Nesse trabalho, a autora define o termo a partir de Davídov, dizendo que a atividade de estudo é a atividade de assimilação dos escolares das formas mais desenvolvidas de consciência social (arte, ciência, moralidade e direito) ligada à consciência e o pensamento teórico dos sujeitos.

Realizamos um estudo do estado da arte das pesquisas desenvolvidas em nível de mestrado e doutorado na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no período de 2006 a 2011, quanto aos termos em estudo. Encontramos a dissertação

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de Santos (2007) que tratou não do termo atividade de estudo, mas a base epistemológica que ele se deriva, ou seja, a teoria da atividade. Este trabalho teve como foco analisar e avaliar a influência de uma coordenação, que buscou o compartilhamento de poderes, em uma equipe de professores, com o objetivo de favorecer a aprendizagem na escola. A teoria da atividade, neste estudo serviu de análise para um tipo de proposta de intervenção da coordenação pedagógica. Por meio dela, foi possível elucidar a importância da função do coordenador pedagógico como membro organizador no contexto de ensino e aprendizagem.

Quanto à autonomia na pesquisa não encontramos nenhum trabalho que tratou especificamente deste termo somente termos que se aproximavam. A dissertação de Koller (2008) abordou em sua pesquisa a construção da autonomia. Sua investigação buscou conhecer as condições dadas por um curso de Pedagogia na modalidade de Educação à Distância (EaD) para a promoção da construção da autonomia, esta compreendida como mecanismos de interação e concepções capazes de favorecer o seu desenvolvimento.

Bandeira (2007) tratou um termo próximo (auto)formação de professores. Seu foco de pesquisa centrou-se em vivências das educadoras, que realizaram um curso de formação na UFPel, acerca da leitura de livros durante a sua infância, procurando pontos de contato com o seus saberes pedagógicos. A autora concebe a (auto) formação como projeto e invenção de si, aspectos que foram respaldados pela concepção biográfica da formação e das aprendizagens, como, também, com os estudos do imaginário referentes ao conceito de reservatórios do imaginário humano. Quanto às teses referentes aos termos atividade de estudo e autonomia nada foi encontrado até a elaboração desse texto.

Ao elaborarmos o estudo do estado da arte na Universidade Federal do Rio

Grande do Sul (UFRGS) em relação ao termo atividade de estudo não encontramos

nenhuma pesquisa seja na etapa de mestrado ou doutorado. Em relação à

autonomia na pesquisa também não foi encontrado nenhum trabalho que tratou

especificamente deste termo, somente termos próximos.

A dissertação de Silva (2009) o termo autonomia profissional foi um dos conteúdos de seu estudo. Nesta sua pesquisa, a autora analisou como a autonomia se desenvolveu no processo de construção do conhecimento de estudantes de Enfermagem mediante chat educacional em ambiente virtual de aprendizagem. Não

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foi encontrada nenhuma tese que tratava sobre autonomia na pesquisa e nem termos próximos.

No estudo realizado entre 2006 a 2011 referentes às dissertações e teses produzidas na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), em relação à

autonomia na pesquisa também não foi encontrado nenhum trabalho que tratou

especificamente deste termo, somente termos próximos.

A dissertação de Bolson (2011), um dos conteúdos de estudo foi autonomia

docente. A pesquisa dessa autora teve como objetivo estudar e analisar as práticas

de desempoderamento docente no cotidiano da escola para compreender como elas são entendidas pelos docentes. A autonomia docente foi abordada neste trabalho relacionada ao trabalho docente, à ideia de profissionalismo e competência do professor na escola.

O trabalho de mestrado de Backes (2007) teve como foco estudar como se desenvolvem a autonomia e autoria no processo de formação do educador por meio de mundos virtuais. Teve como um de seus conteúdos estudar o processo de

autonomia e autoria na formação do educador através das Tecnologias Digitais

(TDs) com o objetivo de resgatar a diversidade cultura, a autonomia e a criatividade dos estudantes de distintos cursos de licenciaturas na UNISINOS.

A dissertação de Cassol (2006) tratou sobre autonomia da escola e

autonomia cidadã. O objetivo da investigação foi identificar e analisar qual

autonomia existe na rede estadual de educação do Rio Grande do Sul: outorgada ou cidadã? Seu foco foi verificar e discutir a autonomia existente e a autonomia pretendida na escola por esta rede de educação.

Fripp (2006), em sua dissertação buscou compreender o que pensam os docentes sobre a formação continuada e a possibilidade de autonomia e de profissionalidade docente. Quanto à autonomia referiu-se à autonomia docente como possibilidade de favorecer o processo identitário desse profissional.

Encontramos o termo autonomia na tese de Fagundes (2009) cujo foco de pesquisa foi refletir sobre a possibilidade do Projeto Político-Pedagógico (PPP) de uma universidade pública impactar a formação e ação profissional de seus estudantes. O referido termo teve relações com a autonomia universitária no referente à gestão e com a possibilidade de construção da autonomia pelos estudantes por meio dos sistemas de ensino. Esta construção da autonomia pode ser evidenciada pelas sínteses expressas pelos acadêmicos acerca desta

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construção na direção da elaboração de sua autonomia profissional. Com relação à

atividade de estudo, nenhum trabalho de dissertação ou tese foi encontrado.

Referente às pesquisas desenvolvidas, entre 2006 a 2011, em nível de mestrado e doutorado na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

(PUC-RS), em relação à autonomia na pesquisa também foram encontrados

somente termos próximos.

Tivemos a dissertação de Pezzi (2007), a qual tem como um de seus temas a

autonomia na educação escolar e a autonomia moral. Estes temas foram

apresentados, no decorrer do trabalho, na perspectiva dos documentos educacionais, dos textos da área da Pedagogia, das falas das comunidades escolares. Ela teve como objetivo contextualizar a presença desses temas nas investigações da época.

Temos, também, a dissertação de Varella (2009), na qual se trabalhou com o tema autoformação na investigação científica e cujo objetivo foi identificar as experiências formadoras de mestres e doutores que desenvolveram suas investigações no âmbito da Dimensão Espiritual e da Inteireza do Ser no PPGE da PUC/RS. E, por fim temos a tese de Goulart (2010), na qual tratou do tema processo

autoformativo. O objetivo de pesquisa deste trabalho foi analisar como as espirais da

subjetividade reveladas na inteireza do educador podem construir os processos autoformativos, favorecendo um novo olhar na forma de ser e estar no mundo. Dessa forma, compreender as limitações que envolveram a autoformação do

educador e identificar as implicações impeditivas da ação docentes sustentadas a

partir de uma visão transdisciplinar e auto-transformadora.

No referente ao termo atividade de estudo, encontramos a tese de doutorado de Carvalho (2007), a qual apresenta termos que se aproximam do aspecto teórico que o conceito carrega. Assim, temos a autorregulação do aluno nos cursos de

formação de professores, onde o estudante possui condições de refletir a respeito

de seus processos cognitivos, podendo monitorar, avaliar e regular suas ações mentais, retomando e reformulando os planos para alcançar suas metas.

A partir dos estudos do tipo estado da arte realizado acerca dos termos

atividade de estudo e autonomia na pesquisa podemos dizer que poucos trabalhos

foram encontrados na perspectiva da produção da pesquisa na Pós-Graduação em Educação em nível de stricto sensu.

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Na RIES os textos discorreram, em grande parte, sobre a necessidade de formação pedagógica do docente atuante na Educação Superior na etapa da graduação e na aprendizagem deste professor. Houve poucos trabalhos cujo foco de análise foi a Pós-graduação, inclusive no campo da Educação. Os focos destes trabalhos centraram-se nos seguintes temas: trajetórias da docência, espaços de formação, marcos legais e culturais e, as compreensões dos docentes pertencentes a essa etapa de ensino sobre sua função na formação de professores para a Educação Superior. E quanto aos termos de estudo de nossa pesquisa, não encontramos trabalhos.

Nas universidades selecionadas para este estudo, encontramos dissertações e teses que se aproximaram ou se referiram diretamente a um dos termos em foco:

atividade de estudo e autonomia na pesquisa.

Em relação à atividade de estudo encontramos um trabalho de dissertação de mestrado cujo tema foi uma aproximação com a teoria da atividade e uma tese de doutorado que tratou sobre autorregulação dos alunos nos cursos de formação de

professores. Como vemos, nenhum trabalho específico com o termo de nosso

interesse e, quando existe proximidade, ainda não tratam especificamente da etapa da Pós-graduação em stricto sensu em Educação.

Quanto ao termo autonomia na pesquisa não encontramos nenhum trabalho, seja de mestrado ou doutorado, que tratasse desse termo especificamente e muito menos no âmbito da Pós-graduação em stricto sensu em Educação. Encontramos somente pesquisas cujos conteúdos se aproximavam dos temas de base de nossa investigação, tais como: processo autoformativo, autonomia profissional, autonomia docente, autonomia nos cursos de licenciatura, autonomia na escola, autonomia universitária e autoformação na investigação científica. Todos esses conteúdos foram estudados e analisados no âmbito da graduação ou da gestão na graduação e na escola. Nenhum deles tratou, especificamente, da Pós-graduação em stricto

sensu em Educação.

O estudo do tipo estado da arte realizado nos permite inferir, até o momento dessa investigação, que ainda são poucas pesquisas que abordam temas provenientes do campo da Pós-graduação em Educação em nível de stricto sensu. Desse modo, é um campo investigativo que ainda incipiente, necessitado de atenção, por parte dos pesquisadores, especialmente, quanto aos temas: formação para a pesquisa, aprendizagem da pesquisa, processo de constituição da autonomia

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na pesquisa pelos estudantes, processos de produção da pesquisa no mestrado e doutorado, formação continuada de seu corpo docente, organização e sistematização curricular da Pós-graduação em Educação em stricto sensu, entre outros. Estudar, analisar e pesquisar esses conteúdos nessa etapa de formação possibilitaria qualificar ainda mais os processos de aprendizagens da pesquisa de seus estudantes, bem como dos próprios docentes e, consequentemente, qualificar ainda mais os currículos da mesma.

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ATIVIDADE

E

AUTONOMIA: CAMINHOS TEÓRICOS NA