PARTIE 2. SYNTHESE D’HETEROCYCLES PAR ACTIVATION C–H CATALYSEE AU RH(III)
2.3. S YNTHESE D ’ AZEPINONES PAR ACTIVATION C–H
2.3.1. R APPELS BIBLIOGRAPHIQUES SUR LA SYNTHESE DE DERIVES D ’ AZEPINES
2.3.1.2. Formation d’azépinones par activation C–H intermoléculaire
Uma reflexão da modernidade inovadora introduz este segmento do trabalho que se propõe a analisar este conceito enquanto processo ou situação social que incorpora ou mostra tendência a introduzir algo de novo, isto é, a inovar. A inovação é uma referência à própria sociedade na qual se produz a mudança na direção do “novo”, o que não se traduz na recriação do passado. No contexto internacionalizado a inovação seria eminentemente competitiva entre sociedades integradas em uma sociedade globalizada em escala mundial. Isso parece engendrar um processo de uniformização cultural de normas e valores rumo a um padrão único de comportamento social. Então, a modernidade inovadora enquanto objetivo, implicaria na modernização como processo direcionado para a inovação em escala mundial.
Na visão de Sánchez (1997) a difusão da inovação tem por pré-requisito a difusão do conhecimento de sua existência, o que difere da difusão dos conteúdos da inovação e que nos obrigaria a considerar o controle sobre a difusão. A competitividade é necessária em escala mundial para gerar inovação socialmente significativa ou ao menos para imitar a inovação, quer dizer, introduzir o que se valoriza como inovação de acordo com padrões válidos e reconhecidos em escala mundial. Com isso, os signos da modernidade inovadora se situariam no âmbito da liderança e da imitação.
O fato implica na liderança como potencialidade para ser imitada, ou seja, só seria considerada inovação socialmente significativa, em qualquer dos âmbitos sociais, aquela que alcançasse a categoria de ser imitada em escala mundial. A modernidade, portanto, iria sendo
alcançada à medida que se fosse conseguindo incorporar aquele “novo” dotado de capacidade e potencialidade para ser imitado. Nesse processo, o modelo social é dinâmico e flexível no sentido de obter a liderança que permite a capacidade de introduzir linhas de comportamento a serem imitadas. O poder da sociedade deveria ser cada vez mais poder criador, no duplo sentido de criar inovação e impor liderança - fundamentos para que a inovação reúna os incentivos à difusão enquanto apresenta as condições favoráveis à imitação. Por sua vez, a liderança se apóia no prestigio que possa dar a posição social, econômica, política e cultural, quando ela seja universalmente reconhecida na escala em que se queira introduzir a inovação. (Sánchez,1997).
A modernização, conforme entendida neste contexto de reflexão, identifica os seguintes agentes sócio-territoriais:
• Em primeiro lugar temos quem cria as inovações;
• Ao lado deles, colocam-se os que impõem a inovação a imitar, para o qual tanto devem gerar a informação quanto difundi-la;
• Do outro lado, acham-se aqueles que estão em condições de imitar, isto é, de introduzir a inovação. A fim de que isso seja possível devem conhecer a informação e estar aptos a absorvê-la;
• Na categoria anterior, poderíamos considerar também aqueles que não desejam imitar, dado que não dão valor de uso à informação;
• Por último estão os desconectados ou excluídos, aqueles que não podem imitar, ou porque não conhecem a informação, ou porque não dispõem dos meios de assumi-la. Estamos, portanto, considerando a modernidade como um fato cultural dado que trata de modificar normas de pensar e de agir, o que na sociedade atual acontece por meio de processos tecno-espaciais. De fato, como a inovação-imitação constitui um ato de difusão territorial e dado que as nossas sociedades se apóiam em uma base tecnológica, se exigiria então, a existência de um território tecnológico apto a que se produzisse a transferência- assimilação.
Benko (1996) resume os padrões básicos de comportamento da sociedade diante das transformações tecno-econômicas processadas pela cultura da modernidade, identificando nesta descrição os agentes territoriais anteriormente apontados por Sanchez (1997):
• Os que detêm meios inovadores adequados para capitalizarem positivamente para si as repercussões do atual processo de globalização;
• Os que se mostram suficientemente dinâmicos para tirar proveito das novas oportunidades, mas encontram limites e resistências internas para avançarem em sua posição no cenário da globalização;
• Os que se mostram desestruturados e fragilizados perante os interesses externos; • Aqueles que não possuem qualquer dinâmica própria.
Podemos classificar como centrais ou periféricas as cidades do sistema urbano de transição à sociedade informacional, segundo sua capacidade de utilizar os meios de inovação e de consumir bens e serviços intensivos em tecnologias de informação e comunicação – TIC’s. As cidades meio de inovação são aquelas capazes de concentrar a produção local de bens e serviços inovadores em empresas de base tecnológica, no que se refere à produção de
hardware e software, e ainda, à sua capacidade de atrair empresas inovadoras.
Em princípio, por sua própria configuração, o meio urbano dispõe de melhores condições de acesso à informação e de assimilação da tecnologia. A difusão territorial da inovação seria, portanto, favorecida pela capacidade de inserção deste nos circuitos e redes de informação, seja para gerá-la, difundi-la e recebê-la. No entanto, além da capacidade econômica de gerar- consumir inovação o meio urbano deveria concentrar uma capacitação tecnológica adequada ao crescente grau de complexidade técnica de cada etapa do processo de inovação-imitação, e neste sentido, muitos deles excluídos do processo de geração do conhecimento são incapazes de assumir ou proporcionar tais capacidades.
A situação, portanto, conduz a uma nova dualização, na opinião de Sánchez (1997), de caráter irreversível e na qual os recursos de capital constituem fator determinante da capacidade do “saber-fazer” a partir de um determinado território, tanto no que se refere à qualidade de formação dos recursos humanos quanto à disponibilidade de recursos técnicos. Dispor de
ambos exige tempo de assimilação e recursos de investimento. A perspectiva cultural da modernidade imprime uma velocidade de substituição tecnológica que aprofunda o hiato, fazendo com que alguns territórios se tornem autônomos e independentes quanto às suas necessidades de renovação tecnológica e de acumulação de capital, e outros, dependentes da imitação por não reunir as condições necessárias à inovação.
Na visão de Finquelievitch (2004), a necessidade de inovação para fins de desenvolvimento surge geralmente das restrições econômicas provocadas pelo declínio da demanda por produtos locais, independentemente do grau de industrialização dos sistemas urbanos; isto faz da tecnologia importada o elemento motor de um processo que não encontra respaldo na capacidade da economia de absorver inovação. Não é a tecnologia em si que deveria determinar a evolução das cidades e das sociedades, contrariamente, caberia às estruturas sociais, políticas e econômicas o processo de adaptação dos avances tecnológicos às novas necessidades da localidade, seja aceitando-os, rejeitando-os e/ou apropriando-os.
As áreas urbanas e metropolitanas constituem, portanto, unidades territoriais favoráveis à difusão do processo de modernização. As economias de escala e de aglomeração encontram espaços apropriados nas cidades que, por sua vez, representam os espaços de criação da inovação e da imitação através do circuito da informação. Em resumo, apenas a cidade global, enquanto unidade sócio-territorial com potencialidade para assegurar as economias de aglomeração tecnológica e de escala de mercado competitivo, estaria capacitada para realizar a criação-difusão-absorção da modernidade.