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Forces et faiblesses du processus

Dans le document REVUE DE LOCDE SUR LA GESTION BUDGETAIRE (Page 145-150)

Harmoniser priorités politiques et dotations budgétaires

2. Le processus de restructuration et de fermeture des bases

2.2. Forces et faiblesses du processus

Às dimensões anteriores, associamos três terminologias de risco (extrínseco, intrínseco e estratégico) que enformam os conceitos estruturantes do nosso argumento.

Risco extrínseco

Quando nos referimos a este risco, pretendemos indicar o risco transferido pela estratégia total (nível político). O risco extrínseco, na dimensão enquadramento, decorre da metodologia top-down e do ambiente estratégico, através dos constrangimentos transferidos pela análise e orientação política. Neste nível, parece ser fundamental a interpretação e identificação do risco no ambiente estratégico, onde os especialistas militares devem

32 interagir permanentemente com a formulação da grande estratégia, através de um aconselhamento militar efetivo e fóruns de prospetiva nos níveis mais elevados.

Risco intrínseco

É o risco resultante do PenEM, do processo decisório e da TDEM em si.

O risco intrínseco, na dimensão orientação, tem como base o PenEM e a TDEM, fruto da visão que o militar tem sobre o futuro. Uma instituição, mesmo de pequena dimensão, não se deve limitar a agir ou reagir perante a adversidade, deve atuar consoante as suas possibilidades19 e maximizar oportunidades. Por conseguinte, julgamos pertinente colocar o tratamento do risco como um aproveitamento de oportunidades, num prisma de impacto positivo, constituindo-se como um patamar de charneira entre a interpretação política e a instrumentalização do risco, frequentemente associados à minimização de perdas. Neste nível parece ser fundamental tratar a incerteza e colonizar o futuro, através do que poderemos apelidar de prospetiva estratégica militar.

Risco estratégico

É o risco que advém do equilíbrio efetuado entre os meios, os métodos e os fins, na estratégia militar. Ou seja, o risco na estratégia enquanto desenvolvimento e aplicação da força ou nos ramos da estratégia.

O risco estratégico, na dimensão processual, tem como base as opções tomadas e o planeamento propriamente dito. Esta dimensão é influenciada pela metodologia de planeamento adotada, pela tomada de decisão entre meios, métodos e fins, e por outros constrangimentos de variada ordem (e.g. financeiros) (Madeira, 2017). Neste nível, a problemática parece mais objetiva, constituindo um patamar onde a identificação e priorização do risco, não sendo simples, parece menos complexa. Podem-se incluir ferramentas objetivas de GdR, procurando o equilíbrio das opções estratégicas para a prossecução dos objetivos delineados com níveis de exposição aceitáveis.

Alinhamento das dimensões do risco

Ao interpretar o raciocínio anterior, observa-se a dependência que umas dimensões provocam nas outras. Ao nível do risco extrínseco, parece-nos que a estratégia militar não possui opções preemptivas a não ser por intermédio do aconselhamento especializado e colaborativo com a grande estratégia. Contudo, a análise, opções, objetivos, decisões e

33 orientações políticas têm impacto na forma como se gera a estratégia militar. Neste prisma, parece-nos que a resposta da estratégia militar ao risco extrínseco tem um carácter essencialmente reativo e deve ser mitigada através do subsequente PDEM, como veremos no próximo capítulo.

O risco intrínseco é gerado já no nível militar e tem impacto em todo o restante processo. Acresce ao risco intrínseco, com efeitos exponenciais, todo o risco extrínseco que não for mitigado pelos militares quer pelo aconselhamento, quer por medidas reativas. Já o risco estratégico deriva do equilíbrio entre os ingredientes da estratégia militar e também é exponenciado pelo risco não mitigado anteriormente, tendo impacto processual na prossecução dos objetivos delineados pela estratégia total.

Na Figura 19 ilustram-se equações meramente indicativas de como esta acumulação pode ser interpretada. Ou seja, na dimensão de enquadramento existe um risco (rx) que se transfere para a dimensão seguinte e que acumula com o risco inerente à dimensão orientação (ry), minimizado por ações de aconselhamento militar efetivo ou reativas (rx/reação). Acresce ao risco estratégico (rz) o risco acumulado nas dimensões anteriores, minimizado pelas ações de mitigação (rx/reação e ry/reação). Será esta soma que tem impacto nos fins da estratégia militar e se torna um risco para a própria grande estratégia.

Figura 19 – Interdependência das dimensões do risco Fonte: (Autor, 2017)

Uma vez que não é possível eliminar todos os riscos e que ao longo do PDEM o impacto vai sendo refletido nas atividades posteriores, torna-se fundamental uma abordagem compreensiva do risco, também ela sincronizada, cíclica e contínua com o PDEM.

Proposta de integração das dimensões do risco na estratégia militar A Figura 20 apresenta uma proposta de como estas dimensões do risco podem interagir com o PlaEM em Portugal.

Processo Orientação Enquadramento Risco extrínseco (!") Risco intrínseco (ry) Risco estratégico (rz)

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Figura 20 – Interação das dimensões do risco com o PDEM Fonte: (Autor, 2017)

O risco extrínseco aparece como o grande produto da incerteza do ambiente estratégico, que interage tanto com o PDEM como com o próprio PEDN. Em qualquer momento, uma mudança produzida no ambiente externo que não esteja a ser gerida tem impacto nestes processos, o que lhe fornece a dimensão de enquadramento. Para além disso, como vimos que as opções políticas enquadram a estratégia militar, incluímos a sua influência também nesta dimensão, estendendo-se a todo o PDEM, mesmo com periodicidades curtas, uma vez que os CPDM se iniciam através das suas orientações.

O risco intrínseco reside nas opções e orientações do nível militar. Isto é, uma vez que, quer a documentação estruturante da estratégica militar, quer a elaboração dos CPDM são promovidos a este nível, o PenEM e TDEM desenvolvem-se numa dimensão que orienta internamente todo o PDEM. Como vimos anteriormente, tanto o PenEM como a TDEM interagem com o risco, sendo que as suas opões e decisões, respetivamente, também são produtoras de risco.

O risco estratégico tem uma dimensão processual e tem a ver com planeamento, concretamente com o fortalecimento do potencial estratégico (estratégia genética e estrutural). O risco produzido no planeamento sofre uma forte influência do alinhamento que o precede. O desalinhamento incorreto ou abstração produzidos pelos objetivos políticos e orientações militares, tornam inconsequentes as interações promovidas ao nível do CPDM. Em suma, não há espaço no PDEM onde a GdR seja prescindível ou isolada, sendo que a criticidade máxima está ao nível do CPDM (concretamente no segundo e terceiro passos), uma vez que a estratégia militar está sujeita a todas as dimensões do risco.

CPDM CEDN

CEM

DIF

I – ORIENTAÇÃO POLÍTICA

V – REVISÃO DOS RESULTADOS

CPDM

SF

III – DEFINIÇÃO DE OBJETIVOS DE CAPACIDADES IV – IMPLEMENTAÇÃO II – DEFINIÇÃO DE REQUISITOS E IDENTIFICAÇÃO DE LACUNAS CPDM MIFA Orientação Risco intrínseco Processual Risco estratégico Enquadramento Risco extrínseco

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