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La fonction "griddata" d'interpolation de grille dans un semis irrégulier

Dans le document MATLAB & GNU Octave Table des matières (Page 83-96)

O Quadro 7 contém uma análise comparativa de outras metodologias existentes encontradas na literatura que servem de base para a conclusão sobre a eficiência do modelo Lean & Green.

A ferramenta lean de MFV é utilizada pelos autores de forma a analisar e quantificar o fluxo de valor (materiais, informações e energia) do processo produtivo. Para eles, o MFV traz benefícios no ponto de vista lean porque investiga, identifica e busca a eliminação dos desperdícios. E, mais além, o MFV também pode trazer benefícios no ponto de vista green pois possibilita a quantificação dos impactos ambientais gerados por estes desperdícios identificados (Klotz, Horman, Bodenschatz, 2007; Pampanelli, Found, Bernardes, 2014;

Pampanelli, Found Bernardes, 2015; Verrier, Rose, Caillaud, 2016). No modelo proposto, o uso do MFV proporcionou estes mesmos resultados indicados pela literatura.

Já o estudo de ACV é agregado pelos autores devido à eficiência que confere na quantificação dos impactos ambientais em todo ciclo de vida do produto, que é fundamental para o planejamento ou ações de melhoria baseadas nos princípios da construção sustentável (ABDUH et al., 2014; PAMPANELLI, FOUND, BERNARDES, 2014; PAMPANELLI; FOUND; BERNARDES, 2015).

Observa-se que em relação aos demais modelos Lean & Green propostos, somente o modelo apresentado nesta dissertação apoia-se na estratégia de análise do sistema de produto sob a perspectiva de indicadores de ecoeficiência. Sendo assim, é considerado um diferencial entre estes estudos atualmente disponíveis na literatura. Em relação aos demais modelos estudados, nota-se como vantagem da utilização deste modelo:

(i) Metodologia que orienta o acompanhamento presencial dos processos produtivos para rastreamento e identificação das falhas: o modelo considera que somente a observação direta dos processos é efetiva para identificação de oportunidades para a produção mais sustentável. Isso ocorre porque o comportamento das construções em todo seu ciclo de vida está intimamente relacionado ao local a que pertencem, a quem está construindo e seus costumes, entre outros;

(ii) Metodologia que orienta a abordagem bottom-up: baseia-se em ocorrências da prática do canteiro de obras para dar rumo à coleta de dados, análises, colocação e confirmação de hipóteses para a tomada de decisão;

(iii) Metodologia que conduz análises dos custos indiretos da construção: considera que os desperdícios de canteiro não estão limitados aos desperdícios físicos (e.g., resíduos de construção, excesso de materiais) e abrangem também desperdícios de recursos financeiros, recursos humanos, recursos de tempo, que contemplam os custos indiretos em qualquer tipo de construção; e

(iv) Metodologia que preza pela visão empresarial dos processos: o uso dos indicadores de ecoeficiência busca incorporar a visão empresarial às análises dos processos produtivos, pois na prática esta predominará sobre a tomada de decisão em qualquer negócio que busca a lucratividade. Considerando que as melhorias no âmbito econômico e ambiental estejam em harmonia com a visão empresarial, a tendência para que sejam adotadas será maior.

Por outro lado, as desvantagens encontradas em relação aos demais modelos foram: (i) Ausência de indicadores que promovam análises e hipóteses de melhoria voltadas para a sustentabilidade social;

(ii) Ausência de indicadores capazes de analisar questões relacionadas ao controle de qualidade dos processos e à qualidade final do produto a ser entregue para o cliente; e

(iii) Ausência de indicadores apropriados para avaliação da segurança do trabalho relacionada aos processos.

Estes fatores podem interferir na suposição de hipóteses de melhoria rumo à produção sustentável, já que essas máximas estão relacionadas ao tripé da sustentabilidade (fatores econômicos, ambientais e sociais) proposto por Elkington (1998).

No Quadro 7, observa-se que os modelos existentes, assim como este modelo Lean & Green, essencialmente buscam a sustentabilidade dos processos utilizando o conceito dos 3R’s – Redução, Reuso e Reciclagem, que previnem e buscam a não-geração de resíduos adotando padrões de consumo sustentável, poupando o uso de recursos naturais e contendo desperdícios (Faulkner, Badurdeen, 2014). Da mesma forma, os modelos valorizam a inspeção e gestão visual, através de análises feitas no Gemba, ou seja, no local de trabalho, a fim de identificar os desperdícios do processo de forma eficiente. A cultura da melhoria contínua também está presente na maioria dos modelos, evidenciando que um mesmo processo pode ser sempre otimizado em vistas de buscar a perfeição.

O Quadro 7 também indica que, relativamente, há pouca aplicação de estudos de ACV para análises dos sistemas produtivos. No caso da construção civil, a utilização da ACV é indicada internacionalmente pela BS EN 15978:2011, que cita métodos e categorias de impacto a serem analisadas no âmbito da construção sustentável. Para outros sistemas produtivos, não houve indicação de metodologia normativa específica que favorecem as análises de cenários. Neste estudo sua aplicação foi considerada como ponto chave do modelo desta dissertação em seu ponto de vista Green.

Quadro 7: Comparativo entre o modelo proposto e outros modelos Lean & Green Proposições Modelo proposto Verrier, Rose, Caillaud (2016) Abduh et al. (2014) Golzapoor e González (2013) Pampanelli, Found e Bernardes (2014) Klotz, Horman e Bodenschatz (2007) Hallam e Contreras (2016) Pampanelli, Found Bernardes (2015) Análise ambiental e da produção

simultaneamente

Convergência entre o pilar econômico e ambiental do 3BL

Convergência com os três pilares da sustentabilidade

Mapeamento de fluxo de valor (Value

Stream Mapping)

Fortalecimento das relações com fornecedores para garantia da sustentabilidade social

Melhoria contínua no processo como base da excelência operacional (5S) Gestão visual dos processos no Gemba (Visual management)

Rastreamento das perdas no Gemba Observação dos serviços das pessoas envolvidas nas operações do dia-a-dia

Segurança no trabalho

Garantia e controle de qualidade no processo

Geração de indicadores de produtividade Minimização de trabalhos indiretos Redução do transporte e movimentação de materiais e trabalho

Inspeção de atividades no Gemba

Quadro 7: Comparativo entre o modelo proposto e outros modelos Lean & Green

Proposições Modelo proposto Verrier, Rose, Caillaud (2016) Abduh et al. (2014) Golzapoor e González (2013) Pampanelli, Found e Bernardes (2014) Klotz, Horman e Bodenschatz (2007) Hallam e Contreras (2016) Pampanelli, Found Bernardes (2015) Cultura da redução de desperdícios para

materiais

Cultura da redução de desperdícios para força de trabalho

Quantificação das operações na construção

Análise de perdas de tempo (Lost time

analysis)

Indicadores de ecoeficiência

Treinamento de recursos humanos para seu aprimoramento sobre questões ambientais

Controle da periculosidade doas materiais

Emprego de produtos ambientalmente preferíveis

Busca pela Redução, Reuso e reciclagem

Geração de indicadores ambientais Análise da eficiência e/ou desperdícios do uso de recursos (materiais, energia e água)

Certificações de produtos Emissões de carbono

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