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A segunda maior produtora de água mineral no estado de Santa Catarina no ano de 1999 (a primeira era a Da Guarda, localizada no município de Tubarão), está localiza no município de Palhoça, na comunidade da Guarda do Cubatão (a fachada pode ser visualizada na Figura 22), e atua no mercado desde 1927.

Figura 22: Vista da fachada do prédio da engarrafadora da Água Mineral Santa Catarina, município de Palhoça, SC.

Fonte: o autor (2012).

Ela possui dois poços para captação de água mineral. O primeiro foi aberto em 1926 e não é mais utilizado devido à pequena produtividade frente a atual necessidade de produção da indústria. Possui 27 metros de profundidade em aquífero fraturado (granito). No entorno, há uma grande área que a três anos era aberta para a visitação, onde está localizado o fontanário público. Atualmente, esta área está fechada para a visitação pública. O segundo poço da envasadora aberto em 2003, possui 43 metros de profundidade, também em aquífero fraturado (litologia granítica) (vista da casa abrigo na Figura 23), produzindo aproximadamente 80.000 L/h de água mineral em média.

Figura 23: Vista da casa abrigo do poço aberto em 2003, engarrafadora da Água Mineral Santa Catarina, município de Palhoça, SC.

Fonte: o autor (2013).

Essa fonte possui a seguinte classificação junto ao DNPM (Análise do boletim LAMIN/CPRM número 466 de 25/06/2007): Água Mineral, Fluoretada, Litinada, Fracamente Radioativa e Mesotermal na fonte. A partir do poço localizado no interior da casa abrigo ilustrada na Figura 23, a água é captada por bombas e conduzida, através de sistema de tubulações em PVC, até dois tanques de armazenamento em aço inoxidável, localizados em frente do prédio da envasadora, e com capacidade de armazenamento de 70.000 L cada.

Será descrito a linha para o envasamento de bombonas retornáveis de 20 L. Após, serão apontadas as diferenças no envase de garrafas de 500 ml. Os galões de 20 L vazios, são descarregados dos caminhões na área de inspeção, onde passam pela inspeção olfativa e visual. Alguns dos contaminantes mais comuns citados pelos inspecionadores: cachaça, óleo de cozinha e combustível, fertilizantes, agrotóxicos, querosene, desinfetantes, urina e fezes; além de material particulado como: pontas de cigarros, chicletes, tampas de garrafas, canetas e garfos plásticos. Nesta mesma área são retirados manualmente através de raspagem, os rótulos de outras marcas de água e mesmo os

rótulos antigos desta mesma marca.

Os galões com alguma contaminação detectada possível de ser limpa passam por uma descontaminação em banho de imersão por 24 horas em solução clorada + ácido peracético, antes de seguir para as próximas etapas de desinfecção. Os galões reprovados por contaminação química, ranhuras ou fissuras ou com a data de validade vencida, são triturados e encaminhados para a reciclagem. Se aprovados na área de inspeção, os galões seguem para a máquina de lavação automática em sete estágios. A primeira lavação é feita com uma solução de água mineral + soda cáustica, aquecida a 60°C. A segunda lavação é feita com solução de água mineral + ácido peracético. As 3ª, 4ª e 5ª lavações, são feitas com água ozonizada. As 6ª e 7ª lavações são feitas puramente com água mineral, para retirar qualquer tipo de resíduo das lavações anteriores.

A indústria de água mineral Santa Catarina possui pelo menos três salas de envase distintas. Na sala ilustrada na Figura 24, são duas linhas de produção, que podem envasar simultaneamente, galões de 20 ou de 10 L em uma, e garrafas desde 5 L até 500 ml em outra.

Figura 24: Sala de envase com duas linhas de produção. Envasadora Água Mineral Santa Catarina, município de Palhoça, SC.

Fonte: o autor (2013).

A sala de envase possui pressão positiva, sendo que o ar apenas entra pelo sistema de ventilação devidamente filtrado, e só sai pelas

duas pequenas aberturas por onde entram e saem os galões. Há apenas um operador na sala. Aqui os galões são preenchidos com água mineral e lacrados para daí saírem por uma pequena abertura para a sala de despacho.

Na sala de despacho é feita a última inspeção visual do envase lacrado contra uma luz branca, buscando possíveis particulados em suspensão na água. Também é impressa a data de validade da água e rotulado o galão. Deste ponto, os envases são organizados em pallets, estes embalados em filme plástico, seguindo para o depósito da empresa. As outras duas salas de envase são: uma para copos de 200 ml (Figura 25) e outra para garrafas em vidro (Figura 28) e de PET com capacidade de 500 ml (Figura 27).

Figura 25: Vista parcial da sala de envase de copos de 200 ml, engarrafadora da Água Mineral Santa Catarina, município de Palhoça, SC.

Fonte: o autor (2013).

No caso dos copos, a envasadora já recebe prontas as embalagens vazias e impressas. Então são simplesmente colocadas na linha de envase, preenchidos na sala visualizada na Figura 25 (lado esquerdo), lacradas, impressas as datas de validade, e depois são encaixotadas (lado direito da fotografia) e despachadas para o depósito da indústria.

Já no caso dos envases desde 500 ml até 5 L, a indústria possui linha própria para a produção destes recipientes (Figura 26). Recebem já prontas as pré-formas em PET, que são encaminhados para a máquina

sopradora (lado esquerdo da fotografia), onde são inicialmente aquecidas as pré-formas para depois, através de um sopro pneumático, ser dada a forma desejada para a garrafa. Então as garrafas são encaminhadas na sequência para a outra máquina que rotula a embalagem (lado direito da fotografia).

Figura 26: Máquina sopradora de pré-formas e rotuladora da engarrafadora da Água Mineral Santa Catarina, município de Palhoça, SC.

Fonte: o autor (2013).

Depois de prontas, as embalagens PET são encaminhadas para outro prédio da indústria, onde entram na linha de produção. Diferentemente dos galões de 20 L retornáveis, as embalagens descartáveis passam apenas por uma lavação antes de ser envasadas, na máquina que pode ser visualizada na Figura 27. Esta máquina utiliza para lavação em ciclo único, uma solução de água mineral ozonizada.

Figura 27: Máquina de lavação de garrafas PET da engarrafadora da Água Mineral Santa Catarina, município de Palhoça, SC.

Fonte: o autor (2013).

A envasadora tem capacidade para a produção de 8.000 galões de 20 L por dia, totalizando uma produção média de 160.000 L de água por dia, distribuída entre os seguintes tipos de envases: copos em PET de 200 ml descartáveis; garrafas em PET de 500 ml e 1,5 L com e sem gás descartáveis; galão de 5 L descartável, galões de 10 e 20 L retornáveis; garrafas de vidro de 500 ml retornáveis. Aproximadamente 50% da produção é em envases de 20 L e a outra metade nos demais tipos de envases. Esta engarrafadora mantém a produção em garrafas em vidro retornáveis. Para isso, precisa manter uma grande máquina para a lavação das garrafas em vidro, que pode ser visualizada na Figura 28. Ressalta-se que a produção neste tipo de envase em vidro, atualmente é muito pequena, atendendo basicamente a encomendas de alguns restaurantes da microrregião.

Figura 28: Máquina de lavação de garrafas de vidro da engarrafadora da Água Mineral Santa Catarina, município de Palhoça, SC.

Fonte: o autor (2013).

O controle sobre a qualidade dos produtos é feito em laboratório na própria empresa, pela engenheira química responsável. São feitos ensaios diários de microbiologia, com todos os parâmetros exigidos pelas portarias 275 e 274 do Ministério da Saúde.

A engarrafadora possui 80 funcionários, distribuídos em funções administrativas e de produção. A entrega dos produtos é feita com frota própria, para os principais clientes da indústria como as redes de supermercados. Também, vendem sua água diretamente na própria envasadora, onde outros clientes e distribuidores varejistas de bebidas buscam o produto diretamente na envasadora, com frota própria.

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