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II. UTILISATION DU LOGICIEL

5. Feedback

Para que uma estratégia seja efetivamente implementada esta deve ser acompanhada plenamente e o que garante esta operação é uma adequada gestão estratégica, o que atualmente pode ser considerado um dos principais desafios dos gestores em todo tipo de organização, seja ela pública ou privada. Herrero Filho (2005, p. 3) esclarece que a essência da gestão estratégica efetiva é “elaborar por meio de uma abordagem inovadora e criativa, uma estratégia competitiva que assegure o êxito da organização nos negócios atuais, ao mesmo tempo em que constrói competências essenciais necessárias para o sucesso nos negócios de amanhã”.

O que reforça esta assertiva é o entendimento de Tachizawa (2006, p. 83) de que “a gestão estratégica é algo mais amplo, como um processo e não como um mero conjunto de atividades finitas para produzir um documento ou plano, sendo, portanto, um conceito melhor aplicável às instituições de ensino (IES‟s)”.

Esta abordagem proposta por Tachizawa entende que a concepção e a abordagem da gestão estratégica é um processo sistêmico e metodológico, requerendo o envolvimento de toda a estrutura organizacional, ou seja, dos gestores, professores e técnico-administrativos, visando garantir o sucesso da implementação das estratégias institucionais.

A dinâmica dos desdobramentos do processo de gestão estratégica em uma IES é apresentada na figura 1, para um melhor entendimento.

Figura 1: A Gestão Estratégica como um processo de gestão. Fonte: Adaptado de Tachizawa e Rezende (2006).

A dinâmica atual faz com que cada vez mais seja imprescindível gerenciar a estratégia no seu dia-a-dia. O que é reforçado pelo estudo realizado pela consultoria Ernest & Young, citado por Moreira, Sedrani e Lima (2006) onde revela que do ponto de vista da avaliação das empresas, mais importante do que a estratégia em si, é a sua implementação e para garantir uma efetiva e correta implementação, é necessário gerenciá-la. Porém, gerenciar é uma atividade complexa e requer uma mudança cultural em todos os níveis da organização.

O que reforça o argumento no sentido de que muitas instituições se dedicam a desenvolver uma ótima estratégia, através de um esforço concentrado de seus gestores, na formulação de estratégias altamente complexas que visam a longos ciclos anuais. Entretanto, falham neste processo, pois geralmente não há uma sequência, um acompanhamento, esquecem que o produto das reflexões feitas na elaboração das

Gestão estratégica

Planejamento estratégico

Plano Estratégico

estratégias, devem ser gerenciadas para que haja o pleno sucesso da implementação das estratégias.

Desta forma, a gestão estratégica, busca principalmente que a estratégia previamente definida seja sistematicamente acompanhada, analisada e conforme o caso redefinida. A gestão da estratégia implica em sua essência numa mudança cultural e de atitude organizacional, abrangendo todos os níveis organizacionais, para que a organização como um todo esteja alinhada em seus objetivos.

Segundo Gama Filho e Carvalho (1998).

Entende-se por gestão estratégica um processo contínuo e adaptativo, através do qual uma organização, e portanto uma IES, define (e redefine) sua missão, objetivos e metas, bem como seleciona as estratégias e meios para atingir tais objetivos em determinado período de tempo, por meio da constante interação com o meio ambiente externo.

Todavia, a metodologia de planejamento estratégico gera uma disfunção ou um “costume impróprio” de somente se pensar na estratégia, quando próximo ou no final de um determinado ciclo anual, o que acarreta num ciclo negativo de se pensar a estratégia, pois desta maneira não existe institucionalização de um sistema capaz de acompanhar a estratégia durante toda a sua operacionalização. O que evidencia a enorme carência de mecanismos efetivos de acompanhamento e suporte à tomada de decisões.

Diante deste cenário, o primeiro passo a ser tomado no sentido de haver uma efetiva gestão da estratégia é a adoção de mecanismos de análise, medição e avaliação das IES, como podemos ver nos desdobramentos propostos na figura 2, a seguir.

Figura 2: Desdobramentos propostos para adoção de mecanismos de análise, medição e avaliação das IES. Fonte: Adaptado pelo autor de Franco (1998).

Esta metodologia visa responder a necessidade de ter efetivamente um mecanismo de análise das IES, para que estas possam ter um suporte adequado, garantindo que as ações estratégicas sejam alcançados.

Análise ambiental Aspectos internos (Pontos fortes e fracos) Estratégia vigente

Missão x Campo de atuação

Estratégia e

Objetivos Plano estratégico Gestão Estratégica

Conforme define, Franco (apud TACHIZAWA e ANDRADE, 1999, p.88) “a missão de cada instituição, define suas diferenças, demonstrando suas necessidades sociais e identificando os alunos que a IES procura servir, além de refletir suas tradições e sua visão de futuro”. Franco, ainda define três fatores que são importantes para bem definir a missão de uma instituição de ensino:

1. definir o desempenho de uma instituição por aquilo que ela sabe fazer melhor, para realmente poder fazer bem-feito, é condição elementar à IES;

2. olhar para fora, para divisar oportunidades e necessidades, a fim de que a missão da IES venha ao encontro dessas oportunidades e necessidades;

3. é preciso que a IES reconheça, com muita precisão, aquilo em que realmente crê; portanto, “...neste sentido a missão não é algo impessoal” e, sim, fruto da crença coletiva daqueles que fazem a instituição de ensino.

Assim, conforme exposto pelo autor, deve-se fazer um olhar interno bem como, externo a instituição, para melhor entender o meio em que ela esta inserida, permitindo assim, antecipar situações que antes não eram previstas, pois as mudanças que atualmente ocorrem no contexto ambiental tanto interno como externo as organizações necessitam ser monitoradas e gerenciadas, visando a sua sustentabilidade. Essas situações de mudanças rápidas e alta competição exigem uma renovação nos modelos de gestão das organizações, as quais são importantes nas IES (BERTOLDI; COLOSSI e ROCHI, 2004).

Nesta mesma linha de pensamento, entendemos que o ambiente é o fator crítico que irá influenciar os processos, a estrutura, as estratégias e o desempenho da organização universitária (MEYER JÚNIOR, 2007).

Portanto, todo elemento que constitui a organização é co-responsável pela análise dos possíveis efeitos que os mercados, recursos e influências ambientais, terão sobre sua atividade. Segundo Almeida (2003, p.83) “essa postura se justifica porque todo cidadão vinculado a uma universidade é um cidadão do mundo, e toda a ameaça ou oportunidade do mundo exterior irá afetá-lo como profissional e cidadão.”

Desta forma, não podemos relegar a gestão das instituições de ensino superior a um segundo plano, devendo atentar aos sinais emitidos pelo ambiente onde estas estão inseridas, mas para entender estes sinais é necessário a adoção de ferramentas capazes de ajudar os gestores nesta identificação, possibilitando a correta implementação das estratégias, garantindo assim o cumprimento de sua missão.

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