Time-Varying Graphs2.5.1
2.5.3 Faulty Robots
Relativamente à melhoria dos resultados com o programa de treino, foi elaborada inicialmente, a seguinte hipótese:
Hipótese: no grupo etário> 30 anos, os valores de destreza manual (fina e
global) e destreza pedal melhoram após a realização do programa de treino.
Os valores descritos abaixo referem-se aos resultados obtidos pelo grupo 3 (idades >30 anos), no primeiro e no segundo momento de avaliação.
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Quadro XV. Comparação entre o primeiro e o segundo momento de avaliação,
no grupo 3 (idades superior a 30 anos). Média (M), desvio padrão (DP), valores de mean rank (MR), valores do teste Wilcoxon e p.
>30 Anos Avaliação Inicial Avaliação Final
M (DP) MR* M (DP) MR** Wilcoxon (z) P Tapping (PP) 21,33(4,163) .00 24,00(4,583) 2,00 -1,633 .102 Tapping (PNP) 19,67(.577) 1,50 21,00(3,464) 3,00 .000 1.00 Minnesota (MP) 123,43(15,134) 1,50 127,38(21,530) 2,25 -.816 .414 Minnesota (MNP) 135,72(16,471) 2,00 141,12(23,951) 2,00 -.535 .593 Minnesota TV 135,00(21,284) 2,50 121,08(16,497) 1,00 -1,069 .285 Purdue (MP) 7,67(1,155) 2,50 6,67(1,528) 1,00 -1,089 .276 Purdue (MNP) 5,67(.577) 1,50 5,00(1,000) .00 -1,414 .157 Purdue (Ambas) 3,67(.577) 2,00 3,33(1,528) 2,00 -.577 .564
Legenda:PP =pé preferido; PNP = pé não preferido; MP = mão preferida; MNP = mão não preferida; TV = teste de volta; *negative Mean-Rank; **Positive Mean-Rank.
Analisando o quadro XV, verificamos que não existiram diferenças estatisticamente significativas quando comparamos o desempenho do grupo 3, do primeiro para o segundo momento de avaliação.
Contudo, no teste Tapping Pedal, evidenciaram melhorias quer com o pé preferido quer com o pé não preferido, com mais 2,67 batimentos e mais 1,33 batimentos, respetivamente.
No que concerne ao teste de Minnesota, o grupo 3 apresentou tempos superiores no segundo momento de avaliação, piorando portanto o seu desempenho. Com a mão preferida piorou 3,95 segundos e com a mão não preferida piorou 5,4 segundos. Apenas no teste de volta, demonstraram melhorias demorando, em média, menos 13,92 segundos do que no primeiro momento de avaliação.
No teste de destreza manual fina, Purdue Pegboard, os desempenhos pioraram nas três versões: mão preferida (menos 1 ponto), mão não preferida (menos 0,67 pontos) e com ambas as mãos (menos 0,34 pontos).
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Embora se tenham registado algumas evoluções, não existiram diferenças estatisticamente significativas e como tal, a hipótese não foi confirmada.
Para uma melhor elucidação, apresentamos na figura nº 8, as médias de todos os grupos de idade, nos dois momentos de avaliação.
Figura VIII. Médias de todos os grupos de idade nos dois momentos de
avaliação, em todos os testes.
Pela figura aqui apresentada podemos afirmar que, de uma forma geral, o programa de treino influenciou positivamente o desempenho dos vários grupos de idade, pois registou-se uma evolução dos resultados obtidos do primeiro para o segundo momento de avaliação.
O teste do Tapping Pedal foi o teste no qual todos os grupos apresentaram melhores performances quando comparados os dois momentos de avaliação.
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Discussão
Relativamente ao primeiro momento de avaliação, constatamos que os indivíduos do grupo 2 (idades entre 20 e 30) foram aqueles que apresentaram melhores resultados. Apenas no teste de volta, os indivíduos do grupo 1 apresentaram desempenhos superiores aos restantes. Constatamos, contudo, que não existiram diferenças estatisticamente significativas entre grupos de idade.
No segundo momento de avaliação, os indivíduos do grupo 1 apresentaram melhores desempenhos em 4 dos oito testes realizados. O grupo 2 e o grupo 3 igualaram-se no número de testes em que a sua performance foi superior. Também relativamente a este, não existiram diferenças estatisticamente significativas.
Realizando a comparação do primeiro para o segundo momento de avaliação entre os três grupos, o grupo 1 foi aquele que revelou melhor evolução pois apresentou valores superiores no teste de Minnesota (em todas as vertentes) com diferenças estatisticamente significativas: mão preferida (p=.043), mão não preferida (p=.043) e teste de volta (p=.043). O grupo 2 destacou-se com resultados superiores relativamente aos outros dois grupos, no teste Tapping Pedal com o pé preferido (p=.045) e no teste de Minnesota com a mão não preferida (p=.028). O grupo 3 não apresentou diferenças estatisticamente significativas em nenhum dos testes realizados.
A referência aos estudos abaixo descritos é realizada na tentativa de aproximar o mais possível, a realidade do nosso estudo aos mencionados. Assim, tentamos referenciar estudos realizados em população com DI em que existe uma divisão por grupos de idade mais ou menos aproximada da efetuada por nós.
Num estudo efetuado por Melo (2008), com o intuito de verificar a influência da frequência semanal de sessões de treino relativamente aos níveis de aptidão física, coordenação motora e nos parâmetros de composição corporal em indivíduos com DI, foram constituídos dois grupos de idades:
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Adolescência (10-20 anos) e Adulta Jovem (20-40 anos). A amostra foi também dividida por tipo de trabalho: grupo praticante de duas sessões semanais de atividade física e grupo praticante de três sessões semanais. O autor verificou existirem diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos de idades nos parâmetros Destreza Manual, Digital (ambas as mãos) e teste de equilíbrio, para o grupo praticante de duas sessões semanais e encontrou diferenças estatisticamente significativas em todos os parâmetros, com exceção do teste de equilíbrio, no grupo praticante de três sessões semanais. O autor afirma que em ambos os casos, os indivíduos do grupo da Adolescência foram aqueles que revelaram melhores desempenhos.
O nosso estudo vem contrariar um estudo realizado por Teles (2004). Esta autora realizou uma investigação cujo objetivo foi avaliar os efeitos de um programa de intervenção na coordenação motora em indivíduos com Deficiência Intelectual ligeira e em indivíduos com Deficiência Intelectual grave com e sem Síndrome de Down. A amostra foi constituída por 30 indivíduos de ambos os sexos. A autora dividiu a amostra pelos seguintes grupos de idade: grupo A (dos 15 aos 19 anos de idade); grupo B (20 aos 29 anos de idade) e grupo C (dos 30 aos 39 anos de idade). Constatou existirem diferenças estatisticamente significativas quando efetuada a comparação do desempenho entre grupos de idades, para quase a totalidade dos testes, no primeiro e no segundo momento de avaliação. Esta autora evidencia que os indivíduos do grupo A obtiveram desempenhos superiores aos indivíduos do grupo B e estes alcançaram melhores desempenhos que os indivíduos do grupo C, nos dois momentos de avaliação. Por fim, conclui que, após o programa de intervenção, os indivíduos dos três grupos apresentaram, em média, melhorias nos níveis de coordenação motora. Adita que de todos, os indivíduos do grupo B foram aqueles que mais beneficiaram do programa de treino demonstrando mais evolução quando comparados com os restantes grupos.
Varela (2006) elaborou um estudo com uma amostra de 26 indivíduos com Síndrome de Down de ambos os sexos, com o objetivo de comparar os valores de coordenação motora em indivíduos com Síndrome de Down
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praticantes e não praticantes de atividade física. A sua amostra foi dividida em três grupos de idade: grupo 1 (dos 12 aos 17 anos), grupo 2 (dos 18 aos 24 anos) e grupo 3 (idades iguais ou superiores a 25 anos). O autor constatou que o grupo 1 obteve um desempenho superior no teste KTK – equilíbrio à retaguarda assim como em todos os testes de velocidade de reação de Nelson (excetuando os valores de velocidade de reação de Nelson manual para a mão direita. Já os indivíduos do grupo 3 apresentaram melhor desempenho no teste
Tapping Pedal, com ambos os pés, e no teste Mira Stambak. No teste Taping
Manual, o grupo 1 demonstrou melhores resultados para a mão esquerda e o grupo 3 para a mão direita. Apenas foram encontradas diferenças estatisticamente significativas, entre grupos de idade, para o teste Taping Manual para a mão esquerda.
Barbosa (2006) no seu estudo verificou que não existiam diferenças estatisticamente significativas entre grupos de idade em indivíduos com SD e indivíduos ditos normais, com exceção para este último grupo quando o teste foi realizado com a mão esquerda (p=.027). A sua amostra foi constituída por 51 indivíduos de ambos os sexos, e os grupos foram divididos nas seguintes faixas etárias: 15-17 anos e 17-20 anos. A autora constatou, contudo, que em ambos os grupos, os indivíduos mais velhos foram mais proficientes que os indivíduos mais novos.