Average grain yield change of single traits to control (%)
EFFECTS OF NITROGEN AND MULCHING MANAGEMENT ON RAINFED WHEAT AND MAIZE IN NORTHWEST CHINA
3. RESULTS AND DISCUSSION 1. Wheat and maize responses to N
3.4. Fate of applied N
Algumas práticas educacionais que, em muitos casos, já eram adotadas há algum tempo, recebem estímulos e começam a ser oferecidas à comunidade acadêmica, seguindo novos modelos didático-pedagógicos. Um exemplo significativo é a educação a distância “agora” mediada, também, pelo uso do computador.
A EAD surgiu aos poucos, passando por várias experimentações oscilantes entre sucessos e fracassos, durante uma longa história.
Sua origem recente, já longe das cartas de Platão e das epístolas de São Paulo, está nas experiências de educação por correspondência iniciadas no final do século XVIII e com largo desenvolvimento a partir de meados do século XIX (chegando aos dias de hoje a utilizar multimeios, que vão desde os impressos a simuladores on-line em redes de computadores, avançando em direção da comunicação instantânea de dados voz-imagem via satélite ou por cabos de fibra ótica, com aplicação de formas de grande interação entre o aluno e o centro produtor, quer utilizando-se de inteligência artificial-IA, ou mesmo de comunicação instantânea com professores e monitores). (Nunes, 1994, p. 1).
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Com o objetivo de superar a distância física entre os participantes de um curso, acelerar os processos de transmissão da informação e recuperação do conhecimento, aumentar a interatividade, entre outros, a EAD passa a representar mais uma possibilidade de garantir ao processo de ensino-aprendizagem uma postura ativa e atualizada.
Com efeito: se o ambiente de estudo dos telestudantes estiver plenamente equipado com os correspondentes meios de informação e comunicação digitais e se estiverem à disposição cabos potentes (p.ex., ISDN), aparecem as seguintes
vantagens estruturais em termos gerais: a distancia, que é intrínseca do ensino a
distância, se torna, em determinadas fases, proximidade. O contato escrito é substituído, onde isso se faz necessário, pelo contato oral: a “letra morta” então dá lugar à viva voz dos participantes ou dos docentes. A rígida seqüência,
temporalmente determinada, na articulação do processo de ensino e aprendizagem
dá lugar, por exemplo, a conferências de áudio e vídeo, ao diálogo simultâneo e dinâmico, resultando disso um discurso científico. (Peters, 2001, p.230).
A partir da década de 1990, após o uso da correspondência, do radio e da TV, foi iniciada a terceira geração da EAD, caracterizada pela adoção das redes de computadores e uso da multimídia, tele e videoconferências (Ropoli et al., 2003). Nesse período, as TIC começaram a ocupar uma posição de destaque, oferecendo possibilidades maiores para a universalização da aprendizagem, formação de comunidades virtuais, realização de trabalhos colaborativos em rede, etc.
A evolução desse período, até os últimos anos, pode caracterizar uma quarta geração, cujo destaque está na velocidade de conexão (banda larga). Esta velocidade garante um aumento no nível de qualidade relacionado aos mecanismos de comunicação, significando dinamismo, rapidez e maior nitidez da informação. Essas inovações também têm possibilitado outros incentivos para o desenvolvimento de cursos a distância, como por exemplo, a transmissão de “videoaula” na internet.
2.2.1.1AEAD NO BRASIL
No Brasil, a EAD também ganhou espaço por causa do avanço tecnológico. Desde 1923, quando Edgard Roquette fundou a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro e iniciou os
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programas de EAD por radiodifusão (Ropoli et al., 2003), a educação a distância está presente no país.
Diversas iniciativas dessa modalidade de educação começaram a ser oferecidas ao público, seguindo configurações que se diferenciavam pela tecnologia disponível e adotada em determinado momento. E, então, com o aumento dos cursos oferecidos a distância, notou- se a necessidade de serem definidas normas e padrões que garantissem a qualidade da EAD. Desta forma, em 1996, foram apresentadas as primeiras bases legais da educação a distância no Brasil, através da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (lei nº 9.394/96).
A Educação a Distância no Brasil foi normatizada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n. º 9394 de 20 de dezembro de 1996), pelo Decreto n. º 2494, de 10 de fevereiro de 1998 (publicado no D.O.U. DE 11/02/98), Decreto n. º 2561, de 27 de abril de 1998 (publicado no D.O.U. de 28/04/98) e pela Portaria Ministerial n. º 301, de 07 de abril de 1998 (publicada no D.O.U. de 09/04/98) (BRASIL. MEC, 1998).
A partir desse período, as leis para a EAD foram evoluindo de acordo com as necessidades e os recursos adotados pelo seu público (professores, alunos e pesquisadores). Atualmente, são oferecidos cursos a distância direcionados para o ensino fundamental de jovens e adultos, ensino médio, educação profissional de nível técnico e pós-graduação lato
sensu. Algumas instituições já receberam credenciamento para oferecer cursos de graduação a
distância. Em relação ao mestrado e ao doutorado, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES /MEC) ainda está definindo os critérios para reconhecimento destes cursos (BRASIL. MEC, 1998). Em outubro de 2001, através da portaria 2.253, as instituições de ensino superior credenciadas obtiveram o consentimento do MEC para modificar o planejamento pedagógico de cada curso superior reconhecido, a fim de oferecer disciplinas totalmente ou parcialmente a distância. Sendo assim, um número maior
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de disciplinas da graduação, em todo país, começaram a adotar práticas de ensino- aprendizagem mediante a integração das TIC.
Acredita-se que esta integração tem favorecido a cultura audiovisual adotada pelas mídias e, ainda, disseminado a linguagem adotada pelas tecnologias no ambiente acadêmico. Além disso, as iniciativas de cursos parcialmente a distância têm sido vistas como uma alternativa interessante para enriquecer o ensino presencial e familiarizar alunos e professores com o uso das TIC. Contudo não se pode deixar de atestar que o aumento das iniciativas de disciplinas de graduação, sendo oferecidas totalmente a distância, cria novas preocupações em relação à qualidade dos cursos, principalmente quando o índice de acessibilidade é alto.
Uma ligação de maior acessibilidade e melhoria da qualidade, por meio de forte ênfase em fases de presença, pode ser conseguida quando uma escola superior decide não oferecer apenas simultaneamente estudos de presença e a distância (dual mode), mas também integrar ambas, como aconteceu em várias escolas superiores da Austrália (Peters, 2001, p.36).
Essa perspectiva converge para o ponto em que alguns autores discutem a questão da acessibilidade alta em comparação com a eficácia das interações em cursos a distância. Ou seja, quanto maior a acessibilidade a diferentes mídias (meios de massa), provavelmente maior será o número de alunos e menor a interação entre esses alunos e os professores. Por isso, os profissionais de EAD vêm, há muito tempo, tentando equilibrar, como diz Peters (2001, p.35), “(...) a medida de acessibilidade e o tipo e a qualidade dos diálogos possíveis sobre o ensino.”
Com a portaria 2.253 e a dificuldade de garantir o equilíbrio entre a acessibilidade e a interatividade, cada vez mais têm sido oferecidas disciplinas de cursos de graduação em formato semipresencial. Isto porque a EAD, mediada pelas tecnologias de última geração, ainda representa uma área pouco explorada e, então, as propostas menos “agressivas” são mais procuradas e compreendidas por seu público.
Esta é apenas uma das preocupações e tendências seguidas pelas propostas de educação a distância, diante das muitas possibilidades existentes e ainda pouco conhecidas.
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Em geral, a evolução tecnológica tem reafirmado, a toda hora, uma relação intrínseca com a linguagem humana e destacado a necessidade da compreensão da nova cultura, sobretudo por causa dos variados recursos audiovisuais que vêm sendo adotados pelos acadêmicos.
É importante ressaltar que a opção tecnológica selecionada para a oferta de um curso totalmente ou parcialmente a distância tem sido influenciada pelas condições de acesso por parte dos potenciais participantes dessas iniciativas a esses recursos. Este fator, por um lado visto como uma restrição, por outro, vem representando um motivo para que haja maior dedicação à exploração de diferentes mídias, como poderá ser visto a seguir.