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Chapitre 5. Les résultats

5.3 Les solutions émotionnelles

5.3.1 Faciliter la gestion des souffrances et des deuils multiples chez les infirmières des USI

5.3.1.3 Faciliter le processus de deuil chez les infirmières

Geralmente, pesquisas qualitativas utilizam métodos que oferecem dados muito significativos e profundos, possibilitando uma maior segurança aos fatos que são interessantes para o objeto de estudo. Isso se deve ao fato de que os pesquisadores buscam perceber a intensidade do fenômeno, e não somente a sua extensão (DEMO, 2000). Por isso, a análise de dados pode começar assim que os dados são coletados (ROBSON,1993).

Há uma preocupação em não perder as informações adquiridas pela coleta de dados, por isso, torna-se necessário uma organização da análise durante e após a coleta de dados, que são, geralmente, usadas em investigações qualitativas. À medida que os dados são levantados, o pesquisador registra-os de forma sistemática e conduz a análises básicas, servindo para facilitar o efetivo tratamento e garantir o tópico de pesquisa. Terminada a conclusão da coleta, passa-se para a

análise dos dados obtidos, focando aspectos mais específicos das questões de pesquisa, o que é útil para refinar e verificar a análise inicial (SARANTAKOS, 2005).

A proposta dessa pesquisa foi seguida por essa modalidade analítica, e o processo de análise foi concluído somente após a coleta de dados.

Após cada entrevista realizada, a pesquisadora sistematizou a transcrição dos discursos na íntegra, obedecendo todas as regras. Em seguida, ocorreu o agrupamento das respostas em torno das questões feitas e a alocação do material em categorias gerais. Situação exigida para melhor detalhamento das características importantes para o estudo. Diante da análise dos dados, surgiram significações que geraram classificações específicas. Como argumenta Demo (2000), classificar o material é uma necessidade para uma organização que possa validar o estudo, no entanto, a formalização do material deve ocorrer com flexibilidade, observando todas as situações e características obtidas, para que as condições não linear do fenômeno possa ser percebida.

Ainda de acordo com Demo (2000), a pesquisa qualitativa depende muito da retórica e da análise do discurso. Sendo assim, será utilizada a técnica de Analise do Discurso que, que apesar da importância da língua e da gramática, leva mais em conta o discurso em sua características subjetivas, que compõem um olhar detalhado do sentido e sua finalidade, de lugares provisórios de conjunção e de dispersão, de unidade e de diversidade, de incerteza, de ancoragem, de trajetos e de vestígios, isto é, lida com a palavra em movimento. Mesmo daquelas não ditas (ORLANDI, 1999). Situações observadas principalmente no vínculo estabelecido durante a coleta de dados.

Entretanto Gill (2002), por sua vez, interpreta que o termo discurso refere- se a todas as formas de fala e de textos, oriundas de situações estabelecidas, mas que ocorre nas conversações de forma natural, seja quando é apresentado como material de entrevistas ou textos escritos de todo o tipo. O discurso criado e gerido pela pessoa interessa particularmente ao pesquisador porque é o espaço em que aparece as significações, sejam de forma objetiva ou subjetiva (BRANDÃO, 2004).

Para Foucault (2005), nada há por trás das cortinas, nem sob o chão que pisamos. Há enunciados e relações que o próprio discurso já comtempla as significações, sem precisar de muitas intervenções. Analisar o discurso seria identificar as verdadeiras relações históricas, de práticas muito concretas, que estão vivas nos discursos. Nas expressões que o locutor emite destaca-se a relação entre

o próprio locutor, seu enunciado e o mundo. Essa relação está no centro das reflexões sobre a Análise do Discurso, com enfoque primordial na posição sócio- histórica dos enunciadores. É uma análise rica de dados que foram originados durante a construção de mundo, contextualizada por vivências e passadas pelos sujeitos envolvidos no discurso.

Nessa perspectiva, a linguagem enquanto discurso e modo de produção social, não é neutra ou inocente, por essa razão é o lugar privilegiado da manifestação ideológica (BRANDÃO, 2004). Acrescenta-se que a Análise de Discurso constitui-se de uma leitura de forma detalhada que percorre o texto e o contexto, objetivando examinar o conteúdo, a organização e as funções do discurso, de forma clara e verdadeira, sem deixar a passar a vivência social, econômica e política. Em outras palavras, é uma interpretação fundamentada em uma organização minuciosa e em uma atenção criteriosa ao material em estudo (GILL, 2002). Todavia, a Análise do Discurso não se limita à interpretação, pois trabalha seus limites, seus mecanismos, como parte dos processos de significação (ORLANDI, 1999).

É importante ressaltar que o ato de interpretar envolve dois momentos, quais sejam: os dispositivos teórico e analítico. Sendo que o primeiro envolve a parte que é de responsabilidade do analista e outra que procede da sustentação do rigor do método e do alcance teórico da Análise do Discurso, imprescindível na mediação teórica de todos os passos da análise, envolvendo constante descrição e interpretação, que constituem o processo de compreensão do analista (ORLANDI, 1999).

Já o analítico é construído com base no material em estudo, que constitui o objeto do que se pretende compreender, e em função do conhecimento científico que vincula o trabalho. Nesse sentido, é sinequa non ao analista a formulação de questionamentos que fomentem o estímulo à análise.

Para Orlandi (1999), a interpretação, durante o processo de análise, pode ser observada em dois momentos. Inicialmente, aquele que fala e interpreta. Em um momento posterior, o pesquisador descreve o gesto do participante ao interpretar exatamente o sentido submetido à análise. Nesse momento, há a interpretação do estudioso, uma vez que inexiste descrição sem haver interpretação. Assim, é necessário incluir o aspecto teórico influenciando na relação entre o estudioso e os

objetos simbólicos sob análise, afastando-o de uma posição neutra frente à interpretação.

Interpretar a linguagem é fator importante para a compreensão da ligação das atitudes e dos sentimentos dos sujeitos envolvidos na pesquisa. Sendo assim, a análise do discurso apresentou-se como uma opção de estratégia de análise dos dados para esta proposta de pesquisa, porque possibilita compreender como a linguagem produz sentidos para o sujeito. Conforme Brandão (2004), o linguístico é o lugar que dá materialidade às ideias, aos conteúdos e às temáticas dos quais o homem se faz um sujeito concreto, histórico e porta-voz de um amplo discurso social. É necessário ter uma percepção do contexto real do participante.

Essa pesquisa usou, para análise de dados, a estratégia da Análise de Discurso (BRANDÃO, 2004; GILL, 2002; ORLANDI,1999). Inicialmente ocorreu a transcrição das entrevistas na íntegra, o agrupamento das respostas em torno das questões feitas e a alocação do material em categorias gerais. Em seguida, subcategorias foram criadas em correspondência aos conteúdos discursivos. Segmentos de fala foram, então, justapostos por critérios associativos de contingência, contraste ou similaridade. Finalmente, os dados obtidos foram comparados com o aporte literário da área, a fim de identificar fatores determinantes para o alcance da representação da profissionalidade do docente no grupo pesquisado.

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO: REPRESENTAÇÕES DA PROFISSIONALIDADE

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