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5.3 Implémentation de la partie embarquée

6.1.2 Extraction de la signature

Os valores fundamentais identificados no decorrer do processo de planeamento estratégico da AdRA, desde logo, sinalizaram uma alteração cultural que deveria conduzir a uma empresa preocupada com a eficiência e a sustentabilidade e fortemente comprometida com os seus clientes. Esta mudança cultural começou a deixar marcas na organização que se alinhavam perfeitamente com os fundamentos de uma filosofia de lean

management.

Nas várias reuniões gerais de colaboradores ocorridas anualmente a administração avalia o estado geral da empresa e do setor, alinhando o discurso com os valores identificados no

BSC, e esse facto permitiu que grande parte dos colaboradores fosse assumindo os valores

desta filosofia de gestão nas suas tarefas diárias.

Desta forma deu-se início a um processo mais sistemático de implementação lean, ao qual se apelidou de AdRAlean, e que se passa a descrever sumariamente.

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3.3.1 Roadmap AdRAlean

A implementação lean na AdRA começou por descrever o processo de transformação da AdRA a partir do qual a empresa passaria a assimilar os fundamentos de uma gestão magra totalmente alinhada com o seu plano estratégico, ou seja o seu BSC.

Após muita reflexão interna, foi definido o roadmap (ANVARI, A. ET AL., 2011) que seria capaz de transformar a empresa numa verdadeira lean organization. A figura seguinte ilustra esse roadmap, a partir do qual se iniciou a transformação AdRAlean:

Figura 24: Roadmap lean da AdRA

Fonte: Elaboração própria – versão mais legível no Anexo III

Antes de se iniciar com a fase de preparação identificada neste roadmap, foi evidente a necessidade de elaborar um diagnóstico formal (lean assessment) que identificasse o estado atual da empresa nas direções mais relevantes, tendo-se identificado a Direção de Clientes (DC) como aquela que deveria ser primeiramente objeto desse diagnóstico, não só pela sua relevância, mas também por ser a direção onde se perspetivam mais pontos de melhoria e eliminação de desperdícios, conforme se demonstrou no estudo de perceção da qualidade de serviço que é realizado pela empresa de dois em dois anos.

71 Dada a juventude da empresa (pouco mais de 4 anos de vida) e apesar do diagnóstico lean estar ainda em fase de elaboração, a empresa não deixou de prosseguir com as etapas seguintes previstas no seu roadmap, que serão ajustadas à medida que os resultados do diagnóstico forem sendo conhecidos. Dessa forma, e no processo de revisão da estratégia anual foi utilizado o BSC para incorporar o Plano Geral AdRAlean, mais uma vez totalmente alinhado com a estratégia da empresa.

3.3.1.1 Fase de preparação

Esta fase consistiu na formação das lideranças da empresa em lean management, tendo-se optado por dar relevo às competências essenciais para a incorporação do relatório A3 nas atividades diárias dos colaboradores e ao Hoshin Kanri como metodologia de desdobramento da estratégia, metodologia essa que será objeto de aprofundamento no capítulo seguinte desta dissertação.

A etapa de definição da estratégia prevista nesta fase estava já ultrapassada uma vez que, desde a primeira hora, a empresa entendeu implementar o BSC e alinhar toda a organização com esse plano estratégico. Aliás, como foi já referido, foram os valores da empresa identificados durante o processo de definição do BSC que sinalizaram a necessidade de introduzir a filosofia lean na cultura da organização.

No entanto, não deixa de ser curioso, como se demonstrará adiante que, tendo o BSC sido a origem do AdRAlean, foi o próprio processo AdRAlean que sinalizou algumas lacunas do

BSC que tornaram visível a necessidade de se complementar esta metodologia com outras

que fossem mais eficazes no desdobramento da estratégia para os níveis de gestão intermédia e operacional da organização.

Em paralelo com a fase de preparação decidiu-se ainda implementar um projeto-piloto que desse origem a melhorias imediatas (kaikaku) e que permitisse rapidamente demonstrar à organização os benefícios da filosofia lean. Optou-se por implementar a metodologia 5S na Direção de Operação e Manutenção (DOM), mais concretamente nos armazéns e alguns espaços de utilização pelos operadores. No anexo I apresenta-se, para referência, o relatório de implementação da metodologia 5S enquanto projeto-piloto no âmbito do processo de transformação AdRAlean.

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3.3.1.2 Fase de expansão

A fase de expansão compreende a extensão da formação a todos os colaboradores da empresa e a generalização das práticas lean a toda a organização. Como já referido, está a ser na Direção de Clientes que uma implementação lean mais estruturada está a acontecer. O relatório A3 apresentado na página seguinte demonstra um dos problemas identificado nesta direção que tornou inevitável a opção de iniciar a implementação lean nesta direção.

Figura 25: Relatório A3 – Reclamações

Fonte: Elaboração própria – versão mais legível no Anexo IV

A partir deste A3 desenvolveram-se algumas ações pontuais de combate ao problema e decidiu-se aprofundar a sua resolução pois tratava-se de um dos principais problemas a afetar a imagem da empresa e que foi bem patente no estudo de perceção da qualidade de serviço realizado.

Conforme determinado no roadmap AdRAlean serão posteriormente desenvolvidos os planos de ação para a totalidade das direções e setores da empresa por forma a generalizar as práticas lean a toda a empresa.

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3.3.1.3 Fase de execução

Esta fase passa por formalizar as práticas kaizen na empresa através da constituição de um sistema de sugestões de melhoria continua e da criação de projetos lean ancorados na estratégia da empresa. Desta forma avançou-se para novos projetos 5S e um projeto Seis- Sigma precisamente para otimizar o processo de resposta a reclamações na empresa, projeto este ainda em fase inicial de implementação. Apesar das implementações lean em curso, é sentida a necessidade de as alinhar com a estratégia da empresa, já que a implementação avulso pode gerar ganhos de curto prazo mas falhar nos resultados de médio e longo prazo ao não contribuírem para a melhoria do desempenho global da empresa.

3.3.1.4 Fase de rumo à perfeição

Para garantir uma cultura de melhoria contínua alinhada com os objetivos estratégicos identificados na perspetiva de Aprendizagem e Conhecimento do BSC da AdRA, serão constituídos grupos de melhoria contínua em cada direção da empresa. Estes grupos ficarão encarregues de liderar projetos lean e de os apresentar a toda a organização no momento da sua conclusão. Desta forma, permite-se que os responsáveis destes grupos possam partilhar com os demais colaboradores os seus sucessos e dificuldades, bem como apresentar os resultados dos seus projetos.

A fase de rumo à perfeição converge para a revisão anual da estratégia, na qual se analisa o desempenho dos últimos 12 meses, se equacionam alterações de circunstâncias que possam originar modificações nos objetivos estratégicos para o ano seguinte e se define o novo mapa da estratégia e o novo BSC para o ano seguinte.

No ano de 2012, e pelas razões expostas no ponto seguinte, a AdRA decidiu introduzir a metodologia Hoshin Kanri no seu processo anual de planeamento estratégico. No capítulo seguinte será detalhado o modelo concetual de integração do Hoshin Kanri com o BSC bem como se explicitará a metodologia seguida para a sua implementação.

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