2.4 Modélisation des dispositifs acoustiques et simulation de détection de gaz
2.4.1 Modélisation de lignes à retard
2.4.1.1 Exploitation des ondes de Rayleigh pour la détection d’hydrogène 58
No sentido de podermos identificar e avaliar possíveis oportunidades, abordar-se-á de uma forma exaustiva as tendências evidenciadas pelo sector do turismo, privilegiando a perspectiva da procura.
A globalização da economia e dos mercados tem implicado um aumento gradual da concorrência e um despertar dos consumidores para novos produtos, com um melhor nível de serviços. Estes factores vieram contribuir para uma alteração radical no ambiente competitivo em que as empresas dos sectores turístico e hoteleiro operam. A dinâmica dos mercados e o grau de exigência dos clientes obrigam a uma constante atenção às novas acções da concorrência, à alteração das necessidades dos clientes e ao elevado nível de desactualização da mão-de-obra disponível.
Para lidar proactivamente com esta nova realidade, as empresas do sector têm de repensar as suas estratégias, por oposição a um mercado onde a procura excedia a oferta e a preocupação era a de criar capacidade, muitas vezes em detrimento da qualidade dos serviços oferecidos. Este reorientar de estratégias, deverá ter por base um conhecimento bastante preciso das principais tendências que se antevêem, quer a nível nacional, quer internacional, com especial incidência para os mercados emissores. Este conhecimento/consciencialização para as possíveis oportunidades e ameaças com que as empresas dos sectores turístico e hoteleiro se confrontam, permitir-lhes-á explorar de forma integrada essas oportunidades e ao mesmo tempo, prepararem-se para evitar e/ou lidar com possíveis ameaças. As principais preocupações têm deixado de incidir nos aspectos mais relacionados com a concorrência e infra-estruturas, para se centrarem nos aspectos relacionados com o
desenvolvimento sustentado e o equilíbrio ambiental das zonas de grande desenvolvimento turístico (Costa, Rita e Águas, 2001).
2.1.6.1 Tendências do Turismo
De uma forma geral, podem-se resumir as principais perspectivas futuras para o sector, com base em tendências demográficas, sócio-económicas e políticas:
• Férias mais repartidas, normalmente por 4 períodos semanais, o que vai permitir prolongar o ciclo de vida de determinados produtos turísticos;
• O produto sol e praias manter-se-á, embora com percentagens inferiores, o que permitirá uma diminuição da carga excessiva do litoral;
• Aumento do turismo alternativo, com possibilidades de resolução das assimetrias regionais e melhores taxas de ocupação da oferta já existente, sobretudo no interior (Turismo no Espaço Rural, Termas, Cultural, Desportivo, turismo urbano, religioso, náutico e golfe);
• Obrigatoriedade de criação de nova oferta, tendo em atenção a especificidade da procura (turismo de aventura, temático, étnico, etc.);
• Turismo mais individualizado (pequenos grupos) em detrimento do Turismo de Massas (pacotes turísticos), obrigando os Postos de Turismo e as Regiões de Turismo a darem uma informação mais específica e directa ("a la carte"); • Crescimento do segmento "turistas seniores", devido à natural tendência de
envelhecimento da estrutura etária da população, principalmente nos países desenvolvidos do mundo, ou seja, os principais mercados emissores;
• Forte aumento das viagens de longo-curso, com a liberalização dos transportes aéreos;
• As novas tecnologias, principalmente as tecnologias associadas à Internet, serão os veículos mais procurados para conhecimento dos destinos de férias, assim como para efectivação das respectivas reservas;
• O Euro vai tornar a Comunidade Europeia num grande espaço de Turismo Doméstico (mercado interno), o que constituirá uma grande oportunidade
para as regiões menos vocacionadas para o Turismo de massas (sol e praias) como é o caso do Norte de Portugal;
• Diversificação de destinos e de motivações, contrariando o aumento de sazonalidade e de concentração geográfica que se vem registando nos últimos anos;
• Crescente consciencialização da população para questões relacionadas com a saúde e com o ambiente.
A Globalização emergente e a concentração da oferta, aumenta o nível da competição e exige novas estratégias para as organizações de turismo e novas políticas para os destinos turísticos. Os grandes desafios actuais para o sector turístico são (Costa, Puta e Águas, 2001):
• Identificar nichos de mercado;
• Desenvolver interactividade com os consumidores; • Dar aos consumidores informação completa; • Disponibilizar facilidades de reserva;
• Oferecer serviços eficientes e personalizados;
• Desenvolver empresas e redes virtuais entre fornecedores e distribuidores; • Promover o destino turístico como uma entidade (marca).
Como conclusão, pode-se afirmar que para aproveitar as oportunidades emergentes neste início de milénio, os destinos turísticos devem preocupar-se continuamente com a fidelização de clientes, tentando cativar os turistas mais exigentes e com maior poder de compra, aumentando os níveis de qualidade do produto turístico.
2.1.6.2 Turismo Sustentado
O conceito de sustentabilidade do turismo está relacionado com o desenvolvimento do turismo de uma forma que respeite o meio ambiente e as populações locais, sendo um requisito fundamental para assegurar o sucesso do turismo a longo prazo. No processo de desenvolvimento do produto turístico, os responsáveis pelo planeamento
deverão certificar-se da harmonia entre o produto e o ambiente local. Por outro lado, a sustentabilidade deve desenvolver-se através de um planeamento eficaz, com linhas orientadoras bem definidas acerca da extensão e alcance deste desenvolvimento. Este grau de desenvolvimento só é possível através da educação e treino das pessoas envolvidas no turismo. Esta consciencialização/formação passa, fundamentalmente, pelas acções dos governos e organizações, naquilo que respeita às iniciativas que visem a relação entre o turismo e o meio ambiente circundante (Costa, Rita e Aguas, 2001).
A generalidade dos países membros da União Europeia decidiu pautar os objectivos das suas políticas económicas e ambientais pelo desenvolvimento sustentável, obrigando a actividade turística a assumir uma estratégia de associação da satisfação do turista, com a preservação do património natural e cultural. Esta pressão para um desenvolvimento responsável e a preocupação ambiental são factores cada vez mais fortes, pelo que é necessário que haja uma boa articulação entre as várias entidades responsáveis.
O desenvolvimento de um produto que esteja em harmonia com o meio ambiente local é fundamental em termos de turismo sustentado. A sustentabilidade deve desenvolver-se através de um planeamento eficaz, onde as linhas de orientação respeitem a diversidade e extensão do desenvolvimento a levar a cabo. Por outro lado, existe uma necessidade premente de educar as populações locais no sentido de compreenderem a importância deste tipo de desenvolvimento que preserve o produto que efectivamente lhes permite sobreviver e prosperar (Ayala, 1995).
A Espanha é um país que tem tentado oferecer produtos que suportem e sustentem as comunidades locais, fazendo um esforço em desenvolver de uma forma sustentável os produtos turísticos das regiões do interior rural (García-Ramon, 1995). Assim como o que acontece em Portugal, existe a necessidade de desenvolver o interior do país, de forma a que estas regiões possam oferecer um turismo rural de qualidade, tornando-se numa opção viável tanto para o turista estrangeiro, como para o turista doméstico. Só deste modo o turismo rural integrado se transforma numa verdadeira actividade económica para os autóctones que renovam e melhoram o habitat rural