• Aucun résultat trouvé

Exemples simples de l’application de CORE

III. M ´ethodes num ´eriques 45

2. La m´ethode de « Contractor Renormalization (CORE) »

2.5. Exemples simples de l’application de CORE

E importante o registro do estado nutricional no prontuário e no cartão da gestante durante as consultas. A avaliação do estado nutricional é capaz de fornecer informações importantes para a prevenção e o controle de agravos à saúde e nutrição, contudo vale ressaltar a importância da realização de outros procedimentos que possam complementar o diagnóstico nutricional ou alterar a interpretação deste, conforme a necessidade de cada gestante (34).

A função do estado nutricional deve ser avaliada e monitorada pelo sistema de informação do (SISVAN) no inicio do pré-natal para prevenção e tratamento de distúrbios nutricionais, até o fim da gestação. Sendo preciso realizar orientação nutricional às gestantes para a adoção de práticas alimentares saudáveis (34).

Uma mulher adulta sadia necessita de aproximadamente 25 a 30 Kcal/Kg/dia para suprir as suas necessidades energéticas. Esses valores passam para 30-35 Kcal/Kg/dia durante a gestação, o que representa em média um acréscimo de 300 Kcal/dia (125).

durante a gestação é reflexo tanto do crescimento fetal quanto da expansão de tecidos maternos tais como a placenta, tecido adiposo, útero e mamas, bem como do aumento de líquido extracelular e do volume sangüíneo e formação de líquido amniótico (126).

Espera-se que a gestante tenha um ganho de peso diferenciado durante a gestação dependendo do estado nutricional inicial da mesma, de forma que ela alcance ou mantenha o peso adequado ao término da gestação, reduzindo os riscos de repercussões desfavoráveis para o feto (127).

Assim, o estado nutricional prévio deve ser avaliado para estimar o ganho de peso adequado durante a gestação e prover uma alimentação segura quantitativa e qualitativa (128).

A suscetibilidade individual às complicações gestacionais estão relacionado às mulheres obesas, embora o baixo peso também aumente os riscos de desfechos desfavoráveis tanto para a mãe como para o filho. Estes desfechos podem ser: diabetes e hipertensão materna, macrossomia, sofrimento fetal, trabalho de parto prolongado, parto cirúrgico, restrição de crescimento intra-uterino e prematuridade. O baixo peso materno tem sido considerado como fator de risco para as complicações e resultados adversos ocorridos na gestação, especialmente o baixo peso ao nascer (123, 130).

O Brasil tem vivenciado um processo de transição demográfica com declínio da desnutrição e aumento das taxas de obesidade sem que os serviços de saúde estejam preparados para responder adequadamente a essa demanda (132).

Fujimori (133) afirma que a gestante apresenta tendência de manter o status

nutricional inicial até o final da gravidez. Gestantes com sobrepeso ou obesidade apresentam maior ganho de peso ao longo da gestação, o que contribui para manutenção do Índice de Massa Corpórea (IMC) alto (134, 135).

Por outro lado, estudos têm demonstrado que o sobrepeso ou obesidade durante a gestação influencia no aumento das taxas de partos cesarianas, de nascimentos pré termo eletivos, bem como na elevação do risco de resultados perinatais desfavoráveis (136, 137).

Além disso, o ganho de peso excessivo durante a gestação está associado com diabetes mellitus gestacional e síndromes hipertensivas da gravidez (129, 138, 98,

140).

consideração não somente o efeito do peso ao nascer, mas outros aspectos tais como as condições clínicas maternas (141).

Lima (142) analisou a influência de fatores obstétricos, socioeconômico e nutricionais sobre o peso do recém-nascido em uma maternidade de Teresina-PI. Constatou que um adequado ganho de peso durante a gestação e a consulta pré- natal deve ter um papel fundamental na prevenção do mau prognóstico neonatal.

Batista (106) analisou como fonte de informação três estudos transversais realizados na década de 70, 80 e 90, fazendo uma análise da transição nutricional no Brasil. Resumiu que as ações setoriais de saúde ainda não apresentam o grau de agilidade e o nível de eficácia para responder com presteza, aos desafios do quadro epidemiológico brasileiro.

Drehmer (142) caracterizou o ganho ponderal gestacional e sua associação com estado nutricional, pré gestacional e fatores relacionados, a partir de informações do peso de 667 gestantes nas consultas. Constatou que gestantes com menos de seis consultas de pré-natal tiveram risco de 52% de ganho de peso insuficiente. Embora o ganho ponderal insuficiente persista como um problema de saúde pública, o ganho excessivo está se configurando como uma questão que precisa de atenção imediata nos serviços de pré-natal.

Andreto (134) avaliou a evolução do ganho ponderal excessivo durante o segundo e o terceiro trimestre de gestação e as influências de fatores biológico, sócio- demográficos, comportamentais, reprodutivos e morbidades associada ao ganho de peso com 240 gestantes de baixo risco. Verificou que no terceiro trimestre da gestação o ganho de peso semanal excessivo foi mais fortemente influenciado pela escolaridade e a situação marital, de modo que as mulheres com menos de oito anos de estudo e as com companheiro tiveram maior freqüência de ganho de peso semanal excessivo.

Tanaka (144) estudou dois grupos de gestantes, sendo um grupo de grávidas normais e outras grávidas obesas, procurou conhecer as características sócio- demográficas dos grupos estudados. Os recém-nascidos, filhos de obesas, registraram índice maior de mortalidade, principalmente no período perinatal. Houve maior incidência de prematuridade e de fetos macrossômicos, sendo a curva de distribuição de peso ao nascer diferente da dos recém-nascidos das gestantes normais. Concluiu que a obesidade é um fator de aumento do risco gravídico, que pode afetar tanto a mãe como o bebê.