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Exemple de calcul avec variable : l’aire d’un triangle

3.2 Variables et affectations

3.2.1 Exemple de calcul avec variable : l’aire d’un triangle

Neste tópico, apresentamos os conteúdos e a análise sobre a categoria “concepção de liderança” na visão dos líderes de sala, dos diretores de turma e gestores, com dados coletados por meio de grupos focais e entrevistas.

Visão dos líderes de sala

Dos oito lideres participantes do grupo focal, dois (25%) optaram em não se pronunciar sobre essa questão, enquanto seis jovens ou 75% socializaram com o grupo sua opinião. Os conteúdos referentes à concepção de liderança dos alunos (as), à posição oficial de líderes da sua turma, foram agrupados nas seguintes subcategorias: i) adquirida, vem com o tempo; ii) habilidade para resolver problemas; iii) trazer o melhor para o grupo; iii) requerer

alguns atributos, como: paciência, resiliência e adaptação às dificuldades e as coisas ao seu redor. Nesses termos:

Liderança é uma habilidade que vem com o tempo. Não se dá para resolver tudo de uma hora para outra, mas é na conversa e é com a determinação que dá para resolver. A gente sabe que resolver problema é uma coisa que não dá para bater assim de frente. É preciso que haja paciência e tempo também (Líder 2A).

Liderança é isso: é conseguir encarar, ser resiliente, não desistir da primeira vez. É tá levantando, se reerguendo, tentando trazer o melhor pro seu grupo, seja na empresa, na escola (Líder 1C).

Eu sou uma líder talentosa, uma pessoa que consegue se adaptar muito fácil a tudo que tem ao redor. Eu considero também ser isso um talento: você conseguir se adaptar às dificuldades e as coisas que têm ao seu redor (Líder 2A).

A Líder 2A associa sua concepção de liderança como uma habilidade construída na prática e interação com as pessoas e os ambientes durante o processo. É um processo lento, que requer tempo e paciência. O talento de liderança tem suas origens em processos sociais, ou seja, na interação do indivíduo com outras pessoas e, só depois de internalizado, é que se manifesta socialmente. Diante das experiências, é que se chega ao nível de maturidade (VYGOTSKY, 1998),

Outros líderes direcionaram sua concepção de liderança aos atributos necessários para o exercício da liderança positiva, como a coragem, resiliência, flexibilidade e persistência: O contexto de atuação do líder estudantil é uma sala com quarenta adolescentes, incluindo ele (a). Logo, suas falas remetem a essa realidade grupal de resolução de problemas, mediação de conflitos e servir às necessidades da turma. Observa-se o predomínio da representação de liderança contingencial-situacional (ROBBINS, 2000), alguns deles mais preocupados com as tarefas ao “conseguir se adaptar as coisas que tem ao seu redor” (2A) e outros “tentando trazer o melhor para o grupo” (1C).

Nessa interação com seus colegas e professores na sala de aula, o líder escolar se faz e refaz diante das dificuldades e busca de soluções no coletivo, com a busca pessoal de construir algumas características como paciência, determinação e resiliência, habilidade de resolver problemas, dentre outras.

Visão dos professores

Indagamos junto ao grupo de professores: “o que é liderança para você? ” Em geral, prevaleceu a ideia de que liderança é uma capacidade de influenciar e polarizar as pessoas de forma “conquistada”, “pedida” ou “cobrada”. Essa capacidade se faz no coletivo e na interação com as pessoas, conforme discursos docentes:

Para mim, liderança é a capacidade de gerenciar recursos e pessoas, fazendo com que essas pessoas se sintam à vontade em desempenhar o papel ou a função que lhe foi pedida para participar ou cobrada para fazer. Então, para mim liderança é isso, essa capacidade de gerenciar outras pessoas a desenvolver um papel no coletivo (PDT 3D).

[...]a gente vê muito hoje confundir chefe com um líder. Chefe nem sempre é líder. Seja aonde for, qualquer lugar há essa diferença e é o que as empresas buscam hoje são líderes, assim como as escolas também (PDT 2A).

Eu acredito que a liderança é a capacidade de influenciar pessoas seja positivamente ou negativamente (PDT 1C).

Eu entendo a liderança como aquela capacidade da pessoa polarizar o grupo em torno de si, seja no sentido positivo ou negativo, um grupo (PDT 1B).

Um professor definiu a liderança como a capacidade de “gerenciar” recursos e pessoas. O docente coloca, portanto, as pessoas no mesmo nível de recursos, o que é não é estranho, pois estudos comprovam que a cultura escolar é influenciada pelo paradigma da revolução industrial e burocrática, cujo foco é nas tarefas (ROBINSON, 2012). Todavia, gerenciam-se recursos materiais, financeiros; lideramos pessoas, no sentido do desenvolvimento coletivo.

Os professores que exercem o papel de diretores de turma recorrem à representação de liderança a fim de gerenciar e influenciar as pessoas para que colaborem com os objetivos considerados para o bem comum (HERSEY; BLANCHARD, 1986; HUNTER, 2008; ROBBINS, 2000). Importante salientar que a influência nem sempre ocorre de forma positiva e democrática pelo líder. É comum quem estar exercendo o comando ou a liderança dirigir-se olhando o outro como um subordinado, da cabeça para baixo, com foco na tarefa. Nesses casos, quando “pedimos” e nada acontece, “cobramos”. Mas liderança é diferente de chefia ou gerenciamento.

Contudo, segundo a professora, essa prática da chefia, do comando e controle tem sido uma prática comum nas escolas e empresas. De fato, há uma carência na sociedade, escolas e empresas, de líderes democráticos e positivos. Os professores entendem que a capacidade de liderança pode ser positiva ou negativa. Nesse sentido, a professora 1B chega a afirmar que os verdadeiros líderes conseguem polarizar, atrair as atenções da equipe, tanto em termos positivos como também negativos, conforme sua postura e características.

A partir da concepção de liderança definida pelos professores como capacidade de influenciar e polarizar os demais integrantes do grupo, quer seja positiva ou negativamente, os professores destacaram que existe, na prática, a liderança negativa. Os Professores Diretores de Turma, em sua maioria, definiram a liderança como uma capacidade de gerenciar e influenciar positiva ou negativamente referindo-se ao poder de aprender e ao potencial em ação, o saber e o fazer com que as coisas aconteçam (GUENTHER; RONDINI, 2012).

Visão dos gestores

Quanto aos gestores, definem liderança como uma arte ou facilidade de influenciar pessoas. Nesse sentido, liderança:

É algo capaz de motivar as pessoas a acreditarem no seu potencial e alcançarem seus objetivos (GE 4).

É a arte de influenciar as pessoas para que elas desenvolvam seus talentos (GE1).

É você “conquistar os liderados e conseguir convencer” (GE 3)

O objetivo da liderança, nesse conceito, assemelha-se ao estilo coaching, pois se volta para a motivação e desenvolvimento do talento das pessoas rumo à objetivos comuns. Observa-se que o conceito de liderança nesse segmento segue uma perspectiva apenas positiva e faz referência aos objetivos comuns. A liderança para os gestores como influência se relaciona ao tipo social e contingencial, conforme os interesses dos líderes.

Após a discussão sobre talento, o pesquisador solicitou que eles fizessem uma autoavaliação referente à questão: “Você tem talento para a liderança? Em caso positivo, comente. A maioria dos gestores, um total de sete, responderam que sim, que têm talento para liderança, cuja porcentagem é de 87,5%, enquanto apenas um disse que não tem talento para a liderança, ou seja, 12,5%. Vejamos a distribuição no Gráfico 1 dos diversos estilos de talento de liderança dos gestores.

Gráfico 1 – Talentos para liderança

Fonte: Banco de dados do pesquisador

Conforme os dados demonstrados no gráfico, quatro gestores, que correspondem a 50% do total, consideram que adotam um estilo de liderança democrático; um gestor (12,5%)

identifica-se como liberal; outro gestor (12,5%) se avalia com o estilo de liderança situacional (1); e o diretor geral (12,5%) considera que seu estilo de liderança é coaching. Apenas uma gestora (12,55) não se reconhece como talentosa.

O estilo de liderança a ser adotado na escola pública brasileira é o democrático, por imposição legal, determinada pelo artigo 206 da Constituição Federal Brasileira (BRASIL, 1988), bem como o artigo 3º Inciso VIII, art. 15 da LDB (BRASIL, 1996). A busca de um modelo de escola cuja prática seja democrática, é aberta ao exercício da cidadania, à participação e à autonomia dos que buscam os seus serviços.

O quadro abaixo apresenta as concepções-chave para o tema liderança, na visão dos líderes, professores e gestores, respectivamente:

Quadro 4 – Segmento, estilo e concepções de liderança

Segmento Estilo Concepções de liderança

Líderes de sala Servidor (DE RÉ, 2011; LEITHWOOD; DUKE, 1998)

Liderança é uma habilidade adquirida com o tempo para trazer o melhor para o grupo, resolver problemas. Para tanto, é preciso: coragem, paciência, resiliência e flexibilidade.

Professores Democrático, participativo e gerencial (GOLEMAN, 2015)

Liderança é uma capacidade de gerenciar, influenciar e

polarizar as pessoas de forma “conquistada”, “pedida” ou

“cobrada”, positiva ou negativamente. Essa capacidade se faz no coletivo e na interação com as pessoas

Gestores Democrático, participativo, gerencial e coaching. (GOLEMAN, 2015).

“Liderança é a capacidade e a arte de influenciar, conquistar

os liderados e conseguir convencer. É algo capaz de motivar as pessoas a acreditarem no seu potencial e alcançarem seus objetivos” (GE 3).

Liderança: “É a arte de influenciar as pessoas para que elas desenvolvam seus talentos” (GE1).

Fonte: Banco de dados do pesquisador

Contextos diferentes inspiram respostas diferentes para a concepção de liderança. A liderança é a capacidade e uma habilidade construída nas relações de exercer influência sobre pessoas, conforme os contextos, positiva ou negativamente. Todos os estilos de liderança são construídos nos contextos diversos, portanto, são contingenciais (LEITHWOOD; DUKE, 1998; LEITHWOO et al., 1999; VERGARA, 1999).

A concepção de liderança para os diversos segmentos escolares consultados, remetem à perspectiva multidimensional desse talento: tanto é uma capacidade como uma habilidade construída nas interações ambientais e relações humanas.

A concepção de liderança dos alunos é do tipo servidor, levando-se em consideração que eles procuram “trazer o melhor para o grupo”. Ou seja, atuam pela vontade de ajudar e servir a seus colegas da sala. Sua função de liderança acontece e está voltada para uma clientela jovem e ambiente público. Mesmo assim, busca servir voluntariamente, independente da função que exerce (DE RÉ, 2011; GOLEMAN, 2015; LEITHWOOD; DUKE, 1998).

Os professores concebem a liderança sob duas perspectivas: democrática, gerencial e, quando necessário, faz uso do estilo autoritário. O tipo de liderança democrático e participativo se aproxima da concepção de liderança dos professores. O líder democrático e participativo valoriza as ideias e as contribuições das pessoas e obtém o compromisso pela participação, delimitando autoridades e responsabilidades. O líder gerencial assume mais uma posição de planejamento, distribuição de tarefas e controle. Preocupa-se com metas e resultados. Por isso que os professores usam o termo “cobrada”, característica do estilo de liderança autoritário. Então, conforme as circunstâncias, aqueles que estão hora no papel de liderança, ora de gerência, poderão mudar seu comportamento e estilo, indo na escala do altamente positivo ao altamente negativo para polarização da equipe e, consequentemente, do clima escolar (GOLEMAN, 2015).

A concepção dos gestores também apresenta o estilo democrático, porém acrescentam uma perspectiva diferenciada cujo estilo é o coaching. A liderança cujo estilo é

coaching olha para a pessoa, o ser, como indivíduo. Estabelece uma conexão empática para

apoiar e alinhar o que as pessoas querem conseguir com as metas da equipe. Logo, trabalha com princípios, valores, missão e visão pessoal e organizacional. É um estilo de liderança altamente positivo para o clima escolar e também para o desenvolvimento e bem-estar humano (GOLEMAN, 2015).

5.3 Categoria 3: Tipos de avaliação educacional diagnóstica do talento de liderança de