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Sabe-se que há inúmeras tipologias na literatura que trata de pesquisa. Contudo, para fins da elaboração do estudo de pesquisa adota-se classificar pela sua natureza, abordagem, objetivos e procedimentos técnicos.

3.1.1 Pesquisa quanto à natureza

De acordo com Gil (1999, apud ZAMBERLAN, 2014, p. 93), “quanto à natureza, as pesquisas podem ser classificadas como, pesquisa básica e pesquisa aplicada”.

Pesquisa básica é a que objetiva aumentar e/ou gerar conhecimentos novos, tentar hipóteses, construir teorias e talvez descobrir alguma aplicação prática no futuro, muito úteis para o avanço da ciência.

Pesquisa aplicada visa a gerar conhecimentos para aplicação prática voltada à solução de problemas específicos da realidade. Envolve verdades e interesses locais.

Quanto à natureza, está pesquisa é aplicada, a qual gerou conhecimentos ao autor do trabalho, dessa forma foram estudados os problemas específicos do processo produtivo da empresa, maximizando os pontos fortes e minimizando os pontos fracos, propondo ações de melhorias.

3.1.2 Pesquisa quanto à abordagem

Quanto à abordagem, as pesquisas podem ser classificadas como pesquisa quantitativa e pesquisa qualitativa.

Pesquisa quantitativa para Roesch (1996 p.122) visa:

[...] avaliar o resultado de algum sistema ou projeto, recomenda-se utilizar preferentemente o enfoque da pesquisa quantitativa e utilizar o melhor meio possível de controlar o delineamento da pesquisa para garantir uma boa interpretação dos resultados.

Pesquisa qualitativa de acordo com Roesch (1996 p. 146) destaca que:

[...] a pesquisa qualitativa, é apropriada para a avaliação formativa, quando se trata de melhorar a efetividade de um programa, plano ou mesmo quando é o caso da proposição de planos, ou seja, quando se trata de selecionar as metas de um programa e construir uma intervenção, mas não é adequada para avaliar resultados de programas ou planos.

Quanto à abordagem, a pesquisa é qualitativa e quantitativa. Qualitativa por que o autor do estudo aferiu a qualidade, eficiência e eficácia do processo produtivo da empresa através de uma auditoria, propondo sugestões de melhorias no processo produtivo. Já a pesquisa quantitativa foi usada para avaliar a capacidade produtiva da empresa.

3.1.3 Pesquisa quanto aos objetivos

Outra maneira de se classificar uma pesquisa é quanto aos objetivos, sendo que estes podem ser classificados em três níveis: exploratória, descritiva e explicativa.

Segundo Malhotra (2001), a pesquisa exploratória é utilizada para identificar com maior precisão o problema, identificar cursos alternativos de ação e desenvolver hipóteses.

Para Malhotra (2001), o objetivo da pesquisa descritiva é descrever diversos fatores e elementos que influenciam no estudo. É um tipo de pesquisa conclusiva que tem como principal objetivo a descrição de algo, normalmente características ou funções do mercado.

Pesquisas explicativas, de acordo com Gil (2002, p. 42), “tem como preocupação central identificar os fatores que determinam ou que contribuem para a ocorrência dos fenômenos”.

A pesquisa quanto aos objetivos é exploratória, onde o autor busca informações sobre o processo produtivo da empresa, através de uma auditoria, o que de certo modo permite o aprimoramento de ideias, as quais explicitam, de forma mais precisa, os problemas, propondo soluções para o processo produtivo da empresa. Também é descritiva, pois visa descrever como ocorre o processo produtivo da empresa.

3.1.4 Pesquisa quanto aos procedimentos técnicos

Quanto aos procedimentos técnicos, as pesquisas podem ser bibliográfica, documental, experimental, ex-post facto, levantamento, laboratório, pesquisa de campo, participante, pesquisa-ação, estudo de caso e observação.

Segundo Lakatos et al (1991), a pesquisa bibliográfica abrange todo referencial teórico existente em relação ao assunto de estudo, como livros, teses, trabalhos de conclusão de curso, dissertações, entre outros.

Gil (2002), cita que a pesquisa documental se utiliza de documentos que ainda não foram analisados, mas que podem ser úteis para a pesquisa.

Para Gil (2002), a pesquisa experimental busca determinar um objeto de estudo, escolher as variáveis que poderiam influenciá-lo, definir a estratégia de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto.

O propósito da pesquisa ex-post facto é idêntico ao da pesquisa experimental, ou seja, propõe-se a observar se existe relação entre variáveis (GIL, 2002).

A obra de Gil (2002, p. 50), cita que as pesquisas de levantamento se “[...] caracterizam pela interrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecer”.

De acordo com Vergara (1998, apud ZAMBERLAN, 2014, p. 99), “a pesquisa de laboratório é desenvolvida em ambiente circunscrito, tendo em vista que é praticamente impossível realizá-la no campo”.

Conforme Gil (2002), a pesquisa de campo foca nas questões propostas, tem maior flexibilidade, ocorrendo mesmo que os objetivos sejam reelaborados no andamento da pesquisa.

A pesquisa participante tem por característica a interação entre os pesquisadores e os sujeitos da situação investigada. Sendo que a pesquisa participante envolve posições valorativas, vindas do humanismo cristão e de certas concepções marxistas (GIL, 2002).

Thiollent (1985, p. 14), define pesquisa-ação como, “[...] um tipo de pesquisa com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo e no qual os pesquisadores e participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo”.

Segundo Gil (2002), o estudo de caso refere-se a um estudo que permite um amplo e detalhado conhecimento de um assunto. Conforme Lakatos et al (1991), a observação não consiste somente em ver e ouvir, mas sim em examinar dados objetos do estudo.

A pesquisa, quanto aos procedimentos técnicos, foi bibliográfica, documental, pesquisa de campo, estudo de caso e observação. A pesquisa foi bibliográfica, onde o autor do estudo utilizou o referencial teórico, que descreve sobre auditoria, conceitos de produção, modelos de produção, inter-relação da função produção com as demais áreas, objetivos da produção, sistemas de produção, localização, layout, ergonomia, planejamento e controle da produção e estudo da capacidade produtiva.

A pesquisa também foi documental, na qual foram analisados documentos e materiais da organização em estudo, as ordens de compra, ordens de fabricação, pedidos, relação do uso de epi’s, documentos que relatam a sequência do processo produtivo, assim como o tempo que cada produto leva até ser finalizado. Todos os documentos que têm relação com o processo produtivo foram analisados.

Na pesquisa de campo, o autor do estudo aplicou um roteiro de entrevista ao proprietário da empresa. O estudo também foi realizado por meio do método de observação

direta do processo produtivo da empresa em estudo. Também foi um estudo de caso, pois se resumiu a auditar o processo produtivo de uma única empresa, no caso a Eletro Refrigeração Franke.

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