5.3 Measurements Instrumentation
5.3.2 Evaluation System Distribution
Para que haja uma melhor/maior compreensão da análise dos resultados, apresentaremos algumas informações sobre as observações de aula, bem como sobre as minientrevistas que realizamos após algumas dessas observações. Conforme mencionamos anteriormente, foram realizadas 15 (quinze) observações na sala de aula de cada professora. O quadro 4 informa em que dias e meses tais observações ocorreram.
Quadro 4 – Controle das observações de aula
OBSERVAÇÃO/DATA Prof.ª AMANDA Prof.ª SELMA
1ª 09/02/2011 (QUARTA) 08/02/2011 (TERÇA) 2ª 15/02/2011 (TERÇA) 17/02/2011 (QUINTA) 3ª 01/03/2011 (TERÇA) 17/05/2011 (TERÇA) 4ª 09/05/2011 (SEGUNDA) 18/05/2011 (QUARTA) 5ª 10/05/2011 (TERÇA) 24/05/2011 (TERÇA) 6ª 11/05/2011 (QUARTA) 26/05/2011 (QUINTA) 7ª 16/05/2011 (SEGUNDA) 06/06/2011 (SEGUNDA) 8ª 30/05/2011 (SEGUNDA) 07/06/2011 (TERÇA) 9ª 31/05/2011 (TERÇA) 09/06/2011 (QUINTA) 10ª 13/06/2011 (SEGUNDA) 17/06/2011 (SEXTA) 11ª 15/06/2011 (QUARTA) 14/09/2011 (QUARTA) 12ª 13/09/2011 (TERÇA) 15/09/2011 (QUINTA) 13ª 27/09/2011 (TERÇA) 20/09/2011 (TERÇA) 14ª 28/09/2011 (QUARTA) 22/09/2011 (QUINTA) 15ª 29/09/2011 (QUINTA) 26/09/2011 (SEGUNDA) Ao lermos o quadro, verificamos que nas duas turmas as observações se concentraram no primeiro semestre letivo, uma vez que, até o mês de junho havíamos realizado 10 (dez) observações na turma da professora Selma e 11 (onze) na turma da professora Amanda. Enquanto na primeira turma realizamos mais observações no mês de setembro, na segunda estas se concentraram no mês de maio.
O quadro nos ajuda a perceber também que buscamos, sempre que possível, realizar as observações em dias consecutivos. Nosso objetivo era tentar apreender a rotina pedagógica de cada sala de aula pesquisada. Com esse intuito, conseguimos realizar na turma da professora Amanda observações em dias consecutivos por duas vezes no mês de
maio (nos dias 09, 10 e 11 e 30 e 31) e uma vez no mês de setembro (nos dias 27, 28 e 29). Na turma da professora Selma tais observações ocorreram três vezes: uma vez no mês de maio (nos dias 17 e 18), outra no mês de junho (nos dias 6 e 7) e, por fim, no mês de setembro (nos dias 14 e 15). É importante ressaltar que o ideal, para nós, seria realizar essas observações pelo menos durante toda uma semana. Entretanto, por motivos diversos, isso não foi possível.
Para concluirmos a discussão sobre as questões que envolveram as observações, precisamos salientar que, na maioria das vezes, as professoras não sabiam quando receberiam nossa visita. Essa postura foi necessária para que as docentes não buscassem preparar/planejar suas aulas pensando em nós, mas sim nas necessidades de seus alunos, ou seja, para que as mesmas não artificializassem suas práticas. Nossa intenção era observar o que elas realmente faziam em suas práticas alfabetizadoras cotidianas.
Com relação às minientrevistas, precisamos destacar que estas foram realizadas com as professoras e seus alunos após algumas das aulas observadas. Mas, por que em algumas e não em todas as aulas? Logo no início das observações, não realizamos esse tipo de entrevista porque buscamos, primeiramente, selecionar aqueles alunos que fariam parte dos grupos que seriam acompanhados, o Grupo A e o Grupo S. Esse processo durou três observações de aula na turma da professora Amanda e duas na turma da professora Selma. Ao iniciarmos as minientrevistas, pretendíamos entrevistar cada aluno dos referidos grupos pelo menos duas vezes ao longo das observações. Pretendíamos também fazer uma espécie de rodízio com eles, entrevistando, em cada observação, aqueles que não haviam sido entrevistados em observações anteriores. No entanto, algumas dificuldades nos obrigaram a rever nossos procedimentos não só com os alunos, mas também com as professoras, uma vez que era nossa pretensão entrevistá-las ao final de cada observação.
Uma das dificuldades foi a disponibilidade das professoras e dos alunos para cederem as entrevistas. Como o turno da noite é bem mais curto do que o da manhã e o da tarde, nem sempre sobrava tempo para as entrevistas, ou porque as professoras e os alunos estavam cansados e, portanto, com pressa para irem para casa ou porque a aula havia terminado mais tarde. Por isso, resolvemos realizar as entrevistas com os alunos no final das aulas, quando faltavam cerca de 15 (quinze) ou 20 (vinte) minutos para seu término, mas, mesmo assim, nem sempre isso era possível, por conta dos motivos acima citados.
Outro aspecto que também dificultou a realização das minientrevistas foi o conteúdo das aulas, uma vez que não fazia sentido questionar os alunos sobre uma aula de Matemática, por exemplo, já que nossa pesquisa estava voltada para o ensino de Língua Portuguesa. Assim, buscamos realizar as minientrevistas naquelas aulas em que as professoras desenvolveram atividades direcionadas para o ensino desse componente curricular.
Ainda a respeito das minientrevistas, precisamos esclarecer que estas, seguindo os padrões da entrevista semiestruturada (LÜDKE; ANDRÉ, 1986), foram realizadas a partir de algumas questões básicas. No caso das professoras, as minientrevistas eram sempre norteadas por algumas das seguintes perguntas: O que você achou de sua aula de hoje? Quais foram seus objetivos para a aula de hoje? O que você acha que seus alunos aprenderam hoje? Com relação às atividades de alfabetização (ou de ensino da leitura e da escrita), que você realizou hoje, o que você achou? Já quando entrevistávamos os alunos, procurávamos perguntar: O que você achou da aula de hoje? O que você aprendeu na aula de hoje? O que você quer aprender? Teve alguma parte (ou atividade) da aula que você não gostou? Que parte da aula você mais gostou? O que você achou das atividades que a professora fez hoje?Você gosta mais quando a aula é assim ou de outra maneira? Como é que você gosta mais? Você acha que aprende mais como, de que forma, com qual atividade?
Por fim, precisamos dizer que as minientrevistas com os alunos foram realizadas individualmente e fora de suas salas de aula. Para esclarecer algumas possíveis dúvidas sobre a realização das entrevistas, apresentaremos duas tabelas, a seguir, que demonstram em que observações de aula, na turma da professora Amanda (tabela 1) e na turma da professora Selma (tabela 2), elas foram realizadas e com quem foram realizadas.
Tabela 1 – Frequência da realização das minientrevistas com a Professora Amanda e seus
alunos
ENTREVISTADOS