Chapitre III : Effet des préparations de surface sur les morphologies et
II. Analyses morphologiques, chimiques et topographiques
2. Evaluation de l’emboiture après traitements de surface
Doc.117 – «Pedição elaborada pelo ermitão da Capela do Forte de Santa Catarina, o Padre Domingos André, para a sua reparação»
“(…) à sua custa levantar e rapairar uns arruinados pardeieiros que se encontrma junto da ermida e que antigamente eram casa dos Hermitão q ahy Residia.”
ANDRÉ, Padre Domingos; Petição para a renovação da Capela do Forte de Santa Catarina, 1636 apud. PEREIRA, Isabel; Os Imóveis classificados do concelho da Figueira da Foz, Figueira da Foz, Câmara Municipal da Figueira da Foz, 1983, p.32
Doc.118 – «Ofício-exposição do Governador da Praça de Buarcos à Rainha D. Maria I»
“Senhora, Sendo um dos principais objectos da minha obrigação zelas a Real Fazenda de V. Mag.de e de conservar reparadas, e inteiras as Fortificações das Praças que V. Mag.de me confiou, devo por tanto expor o seguinte. As insurções do mar, e tempestuosos ventos havendo escavado junto a o alicerces, grande parte das Muralhas da Praça de Buarcos, as tem chegad a demolir desde o princípio da Villa até ao Sitto chamado a Cazinha, em comprimento de 580 palmos Geométricos, e em quase toda a sua altura; para impedir o progresso mayor deste estrago, a total ruyna da Sobrd.a villa pelo iminente preigo de arrazar-se pelo mar chegando a entrar, recorri com toda a deligencia a obstuir as concavidadesda muralha com as mesmas pedras cahidas, mas com a violêncioa do mar tem continuado progressivamente frusto a minha eficácia”
BRADAM, João Pedro da Maya; Correspondência Real, 1 de fevereiro de 1786 apud. MELLO, Capitão José brandão Pereira de; Subsídios para a história Militar da Figueira da Foz, Figueira da Foz, Gráfica de Coimbra, Julho de 1982, p.6
Doc.119 – «Desembarque das tropas inglesas da Figueira – Carta 1»
“Ao anoitecer de Segunda-feira, 25 de Julho de 1808 – Na altura de Ovar – Queridíssimo Pai – É a segunda vez que a inclusa carta me volta às mãos, e como o barco da Peacock, pelo qual deve seguir, se demora alguns minutos, abri-a para lhe dizer que estamos navegando a todo o pano para a Figueira, onde devemos desembarcar amanhã de manhã, a fim de, segundo entendo, cortarmos a marcha dum corpo de tropas francesas que se dirigem a Lisboa em socorro de Junot, e marchamos então para Lisboa a experimentar a sua valentia. Não posso fazer ideia de que Corpo se trata porque é o seguinte o relato oficial da sua disposição em Espanha (diz-se que uns 18.000 pelo menos devem ter sido mortos em Espanha, e alguns devem ter sido em Portugal), a saber: (9.000) em S. Sebastian, 6.000 Pamplona, 15.000 Barcelona, apertadamente cercados pelos Patriotas em grade força, 10.000 Burgos, 2.000 Vitória, 50.000 Madrid e região circunvizinha, e 16.000 Lisboa, que se diz estar agora reduzida a 12.000. Eu não tenho informações do estado do país. Nósfizemo-nos de vela imediatamente para o Sul, e nem um bote sequer veio a bordo. Adeus. Eu escreverei após o nosso desembarque, se tiver oportunidade. O momento de maior ansiedade que tenho experimentado na minha vida foi, ao avistar o Porto, não poder escrever nem aproximar-me. Todas as casas que pude divisar me pareciam belas a mim, que me lembrava de quão feliz ali tinha sido.”
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apud. COELHO, João; Album Figueirense – Revista Mensal Regionalista, Figueira da Foz,
Tipografia Popular, Vol.1, Ano 3, nº10, Agosto de 1937, p.294
Doc.120 – «Desembarque das tropas inglesas da Figueira – Carta 2»
“Acampamento de Lavos, Prox. Figueira, 8 de Agosto de 1808 – Minha muito Querida Mãi – Aproveitei a oportunidade duns momentos vagos para lhe excrever algumas linhas a dizer-lhe que estou perfeitamente bem, embora bastante fatigado e quimado por andar constantemente exposto ao sol e pela actividade que o meu conhecimento da língua (portuguesa) e a nossa situação torna indispensável; a-pesar-disso sinto o mais sinvero prazer em ser de qualquer modo útil ao meu país, ou ao seu serviço e por amor dele me considero plenamente recompensado de todas as fadigas. Nós desembarcamos no primeiro deste mês. Foram precisos três dias para o desembarque de todo o exército, e se de terra nos tivessem feito oposição, nós positivamente nunca o poderíamos ter efectuado tão grande é a ressaca tanto na costa como na barra. Contudo, graças a Deus, todo o exército desembargou sem nenhuma perda, a não ser de um ou dois cavalos, e agora ocupamos uma posição ser de um lugar, rendo à nossa esquerda a aldeia e à direita omar, onde temos estado esperando o Genral Spencer com o seu Corpo de tropas, que chegaram e têm estado desembarcando ontem e hoje, sem nenhuma perda, como espero, ainda que a ressaca seja muito forte. Nós avançamos para atacar Mons. Junot depois de amanhã; a guarda avançada sob o comando do General Fane segue amanhã. Serão alguns dias de amrcha, a Parte mais trabalhosa da empresa está nestas estradas infames e no sol abrasador que com o enorme trem de Artilharia e Bagagem, nos obrigam a um movimento muito moroso. Junot tem ao todo 14.000 homens, mas não pode resistir por muito tempo pela razão de estar em via de ser completamente envolvido por nós, cêrca de 13 a 15.000 ao todo, desde o Norte, e por um Corpo de cêrca de 6.000 Portugueses; e na margem norte do Tejo, desde Badajoz, por um corpo de 10.000 homens do exército general Castaños em Espanha, segundo ouço, bons camaradas e o mais aguerridos possível como o é o seu General, e na realidade todos os espanhóis em armas. Nada pode exceder a sua coragem e inimizade contra os franceses. Até aqui a sua conduta tem sido a mais nobre, e o seu louvor anda na bôca de toda a gente. A andaluzia está limpa de franceses. Depont e o seu exército apitularam para se retirarem para a França com as suas armas, uma curiosa concessão feita pelos espanhóis que são tão ascassos delas. Três exércitos de franceses foram tomados ou destruídos, e Castaños está em plena marcha sobre Madrid, havendo muita esperança no seu êxito. 8.000 dos franceses que se renderam foram massacrados pelos camponeses espanhóis, tão grande é a sua animosidade. Tudo isto é informação positiva. Castaños tem 45.000 homens, 4.000 dos quais de excelente cavalaria, e cêrca de 23.000 de tropas regulares. Ele é um homem muito brando mas um belo camarada como sempre foi. Whinttingham entrou em acção com Castanos demonstrando uma bravura tal que todo o exército lhe teceu louvores. Como prova da estima que lhe dedicam, foi nomeado Coronel ao serviço da Espanha. Os portugueses tem c~erca de 28.000 homens em todo o reino, distribuídos pelas diferentes armas, todos ma armados, e receio que não sejam tão entisiastas na cusa (ainda que se gabem muito disso) como são os espanhóis seus vizinhos. Quanto aos jornais inglêses, não creia uma palavra do que dizem. Eu nunca li nada tão insensato. O estado maior do general Fergunson ocupa aqui a casa dum velho amigo, onde nós estamos bastante condortàvelmente pelas atenções dispensadas pela Senhora G. Archer da igueira, enciando-nos tudo o que podemos necessitar. Aliás eu não sei o que devíamos ter feito estando na Figueira a 4 ½ milhas de distãncia e sem encontrarmos, mais perto daqui, nada para comer ou beber, Nós estamos a pé às 3 horas da manhã e com a visita aos postos avançados, ou de linha, e das guardas em que gastamos 8 horas por dia montados em cavalos ou mulas, ficamos inteiramente dispsotos e nos deitarmos 3 num pequeno quarto (por cujo luxo não somos pouco invejados) às nove horas, e dormimos tão
178 profundamente como se fosse nos mais belos colchões de penas do mundo inteiro, para sairmos de vez em quanto, de noite, para servir de interprete ou para qualquer outra ninharia (por ninguém falar o português senão eu, na Brigada) que agora consiste do 66º, 40º, 71º dos Highlanders, e são, todos eles, Regimentos experimentados no serviço, e ansiosos pro se defrontarem com esses tão gabados franceses”
apud. COELHO, João; Album Figueirense – Revista Mensal Regionalista, Figueira da Foz,
Tipografia Popular, Vol.1, Ano 3, nº10, Agosto de 1937, pp.295-296
Doc.121 – «Termo em como se pediu emprestado ao Cofre do Novo Real para fornecer a obra do forte por ordem do Gal. Thomiers – 2 de Junho de 1808»
“Aos dous de junho de mil outocentos e outo annos, nesta villa da Figueira da Fiz e casas da Camara della em acto de vereação, sendo presentes o Doutor Juiz de Fora e os Vereadores e Procurador abaixo assignados, ahi pelo dito Menistro foi dito que pelo general homiers lhe foi apresentado um bilhete de requisição de cento e quarenta e quatro mil reis na data do dia de hoje, por elle assinado para fornecer as despezas da obra de fortificação no forte de Santa Catharina, cuja somma mandaria pagar logo que chegasse a Peniche, e que por tanto decidissem eles Vereadores e procurados o modo de fornecer a dita quantia pedindo-se de empréstimo ao Cofre do Novo Real e que se entregasse ao dito general cobrando-so recibo della, cujo recibo isia para a mão do dito tesoureiro para com elle haver aquella entrega, e para constar mandárao fazer este termo que assignão. E eu Francisco José Marques o escrevi” MARQUES, Francisco José; Termo em como se pediu emprestado ao Cofre do Novo Real para
fornecer a obra do forte por ordem do Gal. Thomiers, 2 de Junho de 1808 apud. THOMÁS,
Pedro Fernandes; A Figueira e a invasão franceza – Notas e documentos; Figueira da Foz, Imprensa Lusitana, 1910, pp.7-8
Doc.122 – «A tomada do Forte da Figueira em 1808 por António Zagalo»
“Vendo alguns particulares d’esta cidade quanto era importante tomar o Forte da Figueira e aprisionar os rancezes que ali se achavão de guarnição; tanto para lhe tirar as armas e munições de guerra, de que havia grande falta, como para podermos comunicar com a esquerda Ingleza; o Excelentissimo Senhor governador d’esta cidade, encarregou a Bernardo Antonio Zagalo, Sargento d’ Artilheria, e actualmente estudante na Universidade, do commando da expedição que devia hir atacar aquelle Forte dando-lhe igualmente ordem, para os Ministros e Capitães Mores dos Lugares intermédios lhe prestrem todo o auxilio de gente que elle pedisse. Na tarde deste dia partio com efeito aquelle sargento com um destacamento de 40 voluntarios, quasi todos Estudantes. (…) Tendo partido de Coimbra na tarde do dia 25 de Junho, mandei o Destacamento comandado por Antonio Ignacio Ciaolla sargento de Peniche, pela margem meridional do Mondego, e eu com quatro cavalleiros fui por Tentugal e Carapinheira até Monte Mór, onde dei o ponto de reunião. Por todas as villas, por onde passámos, se aclamou a repiques de sinos, e entre inumeráveis vivas, o nosso augusto Principe e se descubrirão as suas Reaes Armas. Reunidos em Montemór continuámos em marchar de noite e ás 7 de manhã chegámos á Villa da Figueira acompanhados por quase 3.000 homens de ordenanças armados com Lanças, Piques e Fouces. Mandei atacatr a Villa por duas divisões com ordem de se reunirem na Praça; prenderão-se 11 Franceses, que andavam por fora do Forte; e mandei pôr sentinelalas á porta do Governador. Caminhámos depois para o Forte com o fim de o obrigar a render-se pela fome, pois a gente, que nelle se achava, estava em absoluta necessidade de tudo. Vendo porem, que o povo sem reflectir no
179 perigo se adeantava demais; corri á sua frente e o fiz retirar: nessa ocasião disparárão os Franceses alguma mosquetaria, e huma peça de artilharia sobre nós; mas tendo observado os seus movimentos dietámonos e não ferirão uma única pessoa. Como o cerco estava formalmente lançado, e a comunicação com o cabedelo indeitamente cortada, intimei aos Franceses eu se rendessem, pois sabia que não tinhão mantimentos nem para aquelle dia, aliás serião passados á espada: o comandante respondeu que era um Tenente Engenheiro Portuguez, e que não podia tender-se por causa do perigo em que ficava sua família, que tinha em Peniche em poder dos Franceses: en rasão disto continuou o cerco, e quando se estavão para tender á descrição de hora para hora, recebi no dia 27 ordem do Governador de Coimbra, para me retirar imediatamente para aquella cidade; mas como queira acabar a empresa, propuz ao comandante que se entregasse, e que se podia ir com a sua gente para Peniche, levando espingardas e mochilas, porem sem polvor nem bála. A condição foi aceita, e entrando no Forte acompanhado do Major de Buarcos e dos Juises de Fora da Figueira e de iTentugal, se descarregarão as espingardas, e os Franceses de forao embarcando para passatem á outra banda caminho de Peniche. O povo porem não tendo aprovado esta convenção puramente vocal, foi examinar os Soldados, cujas cartucheiras ainda que se achassem vasias, entre ellas comtudo e as patronas se descubrirão mais de vinte cartuxos e cada soldado. Consequentemente ficarão todos prisioneiros, e mais dois tenentes um de artilharia e outro de Engenharia, que era o comandante. Mandou-se arvorar no Forte da Bandeira Portugueza com salva d’artilheiria, ficando governador o major Soares, poisque a antecedente e seu filho vierão presos; e de tudo se deo parte á Esquadra Ingleza. Feito isto imediatamente marchámos para Coimbra, trazendo comnosco os prisioneiros, as suas armas, e cinco peças d’artilheria para defesa da cidade – António Zagalo”
ZAGALO, António; Relato da tomada de posse forte de santa catarina em 1808; apud. S.a.
Collecção de elementos para a História do concelho da Figueira – Primeira Parte, Figueira da
Foz, Imprensa Lusitana, 1898, pp.205-207
Doc.123 – «Descrição do desembarque das tropas de Wellington na Figueira da Foz - 1»
“Hontem, pelas 5 horas da manhã, é que o Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor Duque d’ Abrantes partiu para o seu Exercito, a dim de certificar-se pessoalmente do que vem a ser esse desembarque d’Ingleses efetuado há mais de 15 dias”
AA.VV.; Gazeta de Lisboa, 17 de Agosto de 1808 apud. MANO, João Pereira; Terras do Mar
salgado – São Julião da Figueira da Foz, São Pedro da Cova-Gala, Buarcos, Costa de lavos e Leirosa, Centros de Estudos do Mar e das navegações – CEMAR, 1997, p.40
Doc.124 – «Descrição do desembarque das tropas de Wellington na Figueira da Foz - 2»
“Agosto. 1. No primeiro deste mez se redicarão solidariamente as Esperanças de Portugal não ser oprimido muito tempo pelo julgo Francez, porque os nosso amigos, e antigos Aliados, os Inglezes, vem em nosso euxilio, e o primeiro deste mez de Agosto começaram a dezembarar na Figueira que ao todo montará a 16.000 homens”
Diário Manuscrito de S. Bento da Saúde de Lisboa, 1808 apud. MANO, João Pereira; Terras do Mar salgado – São Julião da Figueira da Foz, São Pedro da Cova-Gala, Buarcos, Costa de lavos e Leirosa, Centros de Estudos do Mar e das navegações – CEMAR, 1997, p.40
180
Doc.125 – «Descrição do desembarque das tropas de Wellington na Figueira da Foz - 3»
“Vêem-se as tropas na margem esquerda do Mondego. Algumas já formadas, outras chegando nas embarcações dos navios ou da própria região. Oficiais, soldados e mulheres, secundados pelso habitantes, colaboram nos trabalhos de descarga de bagagens, cavalos e artilharia. Ao fundo, o porto da Figueira e a cidadezinha do mesmo nome aprazivelmente situada na margem direita do rio. É uma povoação com algum comércio e local de armazenamento dos produtos do fértil vale do Mondego, destinados a exportação. Esta consiste especialmente em vinhos da região, os quais encontram fácil mercado nos Brasis. As encostas, cobertas de vinhas, ao mesmo tempo separadas e protegidas por sebes e aloés, formam um anfiteatro por detrás da vila e completam o maravilhoso quadro. A oeste da Figueira está o forte de Buarcos [forte de Santa Catarina] que domina o ancuradouro fora da barra.”
L’EVÊQUE, Henri; Descrição do Desembarque das Tropas de Wellington na Figueira apud. MANO, João Pereira; Terras do Mar salgado – São Julião da Figueira da Foz, São Pedro da
Cova-Gala, Buarcos, Costa de lavos e Leirosa, Centros de Estudos do Mar e das navegações –
CEMAR, 1997, p.147
Doc.126 – «Parecer sobre a artilharia dos fortes situados nas proximidades do Mondego»
“Ill.mo e Ex.mo Snr.; Accuzo a recepção do Officio de V. Ex.ª de 4 do Corrente, e certo do seu conteúdo fareu quanto V. Ex.ª me determinou, e for conveniente ao Srrv. De El Rei Nosso Senhor; tano entretanto a ponderar a V. Ex.ª que as baterias deste Governo não estão em estado de receber Artilharia gróça, sem que se fação nellas algumas obras, ou reparos, porque como tive a honra de dizer no meu Officio de 15 do passado, todas estão desguarnecidasm e quase arruinadas, o que novamente rogo a V. Ex.ª se sirva, pôr na presença El Rei Nosso Senhor. – Deos G.e a V. Ex.a Qualtel da Figueira, 8 de mayo de 1831”
S.a.; Correspondência real, 8 de Maio de 1831 apud. MELLO, Capitão José brandão Pereira de;
Subsídios para a história Militar da Figueira da Foz, Figueira da Foz, Gráfica de Coimbra, Julho
de 1982, p.16
Doc.127 – «Estado do Forte de santa Catarina em 1831»
“Ill.mo Snr. Mandame V. Ex.a no seu Off.o de 11 do COrr.e que com a possível brevidade lhe dê o meu parecer relativamente ao Artilhamento desta Praça, isto hé se julgo necessário augmentar o Nº das Peças da Artilharia existentes, ou se me parelem suficientes as que há, declarando a primeira hypothese quantas julgo precisas, e de que Calibre, e assim m.mo os lugares que devem defender, e aonde devem ser colocadas. Cumprindo por tanto com as Ordens de V. Ex.ª como o imtereçe e desejos q. tenho em tudo quanto respeita ao Servº de El Rei, Nosso Senhor, julgo dever dizer lhe o seguinte: Tem este Overno na extenção de huma légoa de Costa, desde a barra da Figueira athé perto do Cabo mondego, diferentes Peças de fortificação, abertas todas, todas desguarnecidas, e coáze arruinadas, e sem que talvez alguma dellas meressa a despeza e trabalho de se melhorar, m.mo reduzindoçe a estade de fortificação mementania, por. Q. nenhuma tem Agoa, nem há possibilidades de se lhe introduzir por outro meio q. não seja o de carreto este Art.º tão indispensável à susbsistência d’uma guarnição (…) – Quartel da Figueira, 15 de maio de 1831”
181 S.a.; Correspondência Militar, Quartel da Figueira, 15 de maio de 1831 apud. MELLO, Capitão José brandão Pereira de; Subsídios para a história Militar da Figueira da Foz, Figueira da Foz, Gráfica de Coimbra, Julho de 1982, p.18
Doc.128 – «Relatório dirigido ao inspetor Geral da Artilharia Portuguesa em 1831 sobre o real estado do Forte de Santa Catarina»
“Ill.mo e Ex.mo Snr. Com o maior respeito levo à rpezença de V. Ex.ª o resultado da inspecção q. fiz nestas duas Praças. Na conformidade das intreuções q. me forão dadas em data de 7 de maio próximo paçado, reconheci interior e estriorm.te duas Pelas de Art. Que se achão na forteleza de S.ta Catharina, junto à Barra do Rio Mondego (únicas bocas de fogo q. se achão no destrito das Praças da Figr.a e Buarcos) e calibreias com toda a exação, assim como as balas; fiz marcar as ditas Peças com os números naturias, pondo em cada uma delas em o munhóz direito o Nº1 por serem de diferentes calibres, pois q. huma he de Bronze de Cl. 3 e outra de Ferro de Cl. 18, a qual andava no inventário da Praça dada por incapaz, porem eu a fiz rascar, a fiz guiar, e depois de bem examinada com a buscavide achei q. estava de serviço. Fixei as dimensões das ditas Peças com forme o modelo q. me foi dado com as instruções e formei delas os mapas q. remeto. As balas estão a cuberto e bem acondicionadas e o seo numero vai nos inventários. As ditas Peças se devem conservar montadas mesmo em tempo de Paz. Na dita fortaleza não há armazéns em q. se podeçem recolher reparos q. ouveçem de sobresselente, e os q. há, q. são os únicos em q. as Peças estão montadas não precisão ser pintados, por serem dados por imcapazes pelo carpinteiro, q. me acompanho. As paltaformas das baterias, humas são de lajedo em toda a estenção da bataria, outras de calçada e outras finalm.te aonde há canhoeiras e se podem entacar Peças não há plataforme alguma. Inspecionei todos os mais artigos relativos a Art.ª da carga da Praça, e formei de tudo os dois inventários q. remeto q. são comformes o modelo que me foi remetido, em o qual vai ao lado de casa artigo, q. he notado para conserto ou emcapaz, o conserto que perçiza, ou a sua incapacidade e isto em a casa da observação. A plamente das ditas peças está a cuberto e bem acondicionada. (…) há na Figr.a hum armazém q. de nada erve pela grande unidade q. tem; as Paredes e abobeda deste armazém estão vertendo agua; tem dois ventiladores nos Pes direitos, hum de cada lado, e duas Janélas nos toupos, mas tudo está tapado de alvenaria; há dentro deste armazém hum grãde estrado q, todo está podre e coberto de bulor e portanto