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Europe’s power market transformation: the why and the how

discutem e percebem as cidades, o planejamento urbano e seus espaços de convivência, como lugares privilegiados para grandes experiências urbanas, que contribuem para o desenvolvimento hu- mano dos cidadãos, tais como as experiências no âmbito do lazer; 14. Produção de Conhecimento e Teorias do Lazer: Esta área temá- tica contempla pesquisas e estudos do lazer e a produção de conhe- cimento teórico-metodológico, com base em diferentes abordagens (sociais, históricas, políticas e antropológicas), além da análise das teorias de lazer produzidas em diferentes épocas e contextos; 15. Lazer, Meio Ambiente e Sustentabilidade: Trabalhos com base

em estudos de práticas de lazer envolvendo sinergias entre o ser humano e o ambiente, observando aspectos como mobilidade, manutenção, transformação, responsabilidade e sustentabilidade ambiental que são destacados nesta área temática.

Vale destacar que foram recebidas 755 propostas de apresentação de trabalhos, nas categorias “Relatos de Pesquisa” e “Relatos de Experiência”, dos quais 570 foram aprovadas. Destes, foram apresentadas 178 comunica- ções orais e 299 pôsteres. O evento teve a participação de aproximadamente 1000 congressistas, oriundos de 36 países, conforme descrito no Quadro 1:

Quadro 1 – Países/Continentes Participantes no Congresso Mundial de Lazer 2018

País Continente

África do Sul África

Argentina América do Sul

Austrália Oceania

Áustria Europa

Bélgica Europa

Brasil América do Sul

Canadá América do Norte

Chile América do Sul

China Ásia

Colômbia América do Sul

Coreia do Sul Ásia

Costa do Marfi m África

Dinamarca Europa Emirados Árabes Unidos Oriente Médio

Espanha Europa

Estados Unidos da América América do Norte

Estônia Europa

Filipinas Ásia

França Europa

Gana África

Holanda Europa

Hong Kong Ásia

Islândia Europa

Israel Oriente Médio

México América do Norte

Nova Zelândia Oceania

Portugal Europa

Reino Unido Europa

República Tcheca Europa

Sri Lanka Ásia

Tailândia Ásia

Taiwan Ásia

Turquia Europa/Ásia

Uruguai América do Sul

Venezuela América do Sul

Fonte: Adaptado de Lazer, 2019.

A programação do CML2018 foi distribuída em cinco dias de pro- gramação. O evento em si foi precedido por quatro “Painéis Temáticos”, ocorridos no dia do credenciamento dos congressistas, sendo eles: a) Políticas Públicas de Lazer e Recreação; b) Gestão do Lazer: Desafi os pre- sentes e perspectivas futuras; c) Formação Profi ssional no Lazer – Cenários e Tendências da Educação, Sociedade e Trabalho; d) Pesquisas em Lazer no Brasil. O primeiro dia do evento foi sucedido pela cerimônia e conferência de abertura, com o tema “O bem viver como opção emancipadora: do lazer mercadoria ao lazer libertador”.

No segundo dia do evento teve início as chamadas Sessões Plenárias, estrutura que reunia: um palestrante convidado, um debatedor e um mediador. Neste, a sessão foi temática às “Barreiras Físicas no Acesso ao

Lazer”, que se somou no decorrer do dia ao Painel de Debates “Panorama Latino Americano do Lazer” e ao Colóquio “Lazer e Transformação Social”. Também no referido dia, foram iniciadas as apresentações orais, a sessão de pôsteres e workshops.

Já no dia seguinte a Sessão Plenária teve como tema a “Superação de Barreiras Socioeconômicas”, acompanhada do Debate Global sobre as Questões Internacionais de Lazer e a Conferência “Direito ao Lazer em Zonas de Confl ito”, juntamente com a segunda edição das apresentações orais, a sessão de pôsteres e workshops.

O quarto dia do evento trouxe como tema da Sessão Plenária “Aspectos da Superação de Barreiras Simbólicas e Culturais no Lazer” e o Painel de Debates “Advocacy no Campo do Lazer”, além da continuidade das apresentações orais, sessão de pôsteres e workshops. Foi também o dia da apresentação do Field School5 e dos WLCE, e a conferência de encer-

ramento “Lazer sem Restrições: Desafi os e Tendências Contemporâneas”, bem como a apresentação da cidade-sede do CML2020 na China.

Finalmente, os dias 01 e 02 de setembro foram reservados para as atividades pós-evento e incluíram study tours em diversos espaços culturais e parques da cidade de São Paulo, como o Parque do Ibirapuera, Avenida Paulista e Páteo do Collegio.

Entende-se que o CML2018 gerou importantes legados em termos de publicação. Além dos anais do evento, com quase 900 páginas (LAZER..., 2019), da nova versão da Declaração de São Paulo (SÃO PAULO..., 2018) e uma edição especial da Revista do Sesc (REVISTA E, 2018), o congresso oportunizou o lançamento de novas obras acadêmicas. Entre elas6, res-

salta-se aqui o livro “Lazer no Brasil: Grupos de Pesquisa e Associações Temáticas” (UVINHA, 2018), apresentado por Danilo Santos de Miranda e José Guilherme Cantor Magnani e com a seguinte confi guração:

• Capítulo 1: “O Sesc São Paulo e os estudos do lazer: percursos e contribuições”, por Regiane Cristina Galante e Rosana Elisa Catelli;

5 O Field School é uma atividade organizada pela WLO envolvendo alunos dos WLCE numa

intervenção comunitária. Foi nomeada como “Douglas Ribeiro da Silva”, em homenagem a um jovem aluno da USP falecido durante o CML2012 de Mobile Bay. Teve sua primeira edição realizada no CML2016 em Durban e a continuidade no CML2018. Em São Paulo, a atividade foi realizada no Bairro de Perus. Mais informações sobre os resultados desta atividade em Schroeder (2018).

6 Além do mencionado livro, foram também lançados pelas Edições Sesc no CML2018: “Lazer de

perto e de dentro: uma abordagem antropológica” (MAGNANI; SPAGGIARI, 2018); “Lazer: perspectivas internacionais” (HENDERSON; SIVAN, 2018); “Ócio valioso para envelhecer bem” (CABEZA, 2018); e, “Ócio estético valioso” (ARROYABE, 2018).

• Capítulo 2: “Grupo Interdisciplinar em Estudos do Lazer da Universidade de São Paulo”, por Ricardo Ricci Uvinha e Edmur Antonio Stoppa;

• Capítulo 3: “Grupo de Estudos e Pesquisa em Políticas Públicas e Lazer (GEP3L): ações e refl exões acerca de sua produção e impac- tos”, por Sílvia Cristina Franco Amaral e Bruno Modesto Silvestre; • Capítulo 4: “O Laboratório de Estudos do Lazer – LEL”, por Gisele

Maria Schwartz e Giselle Helena Tavares;

• Capítulo 5: “Grupo de Estudo e Pesquisa Corpo e Cultura – GEPECC: O lazer como tema transversal em educação física, esporte, saúde e educação”, por Nara Rejane Cruz de Oliveira, Adalberto dos Santos Souza e Rogério Cruz de Oliveira;

• Capítulo 6: “Em Busca dos Signifi cados das Ações Humanas: as interlocuções entre lazer, práticas corporais e cultura no âmbito do estudo e da pesquisa no GELC”, por Cinthia Lopes da Silva; • Capítulo 7: “SPORT: Laboratório de História do Esporte e do

Lazer - construindo um campo de investigação”, por Victor Andrade de Melo;

• Capítulo 8: “Mobilidades, Lazer e Turismo Social – MOBLATUS (PPGTUR - UFF)”, por Bernardo Lazary Cheibub;

• - Capítulo 9: “Grupo de Pesquisa LUCE – Ludicidade, Cultura e Educação”, por Christianne Luce Gomes e César Teixeira Castilho; • Capítulo 10: “O Grupo de Pesquisa ORICOLÉ e os Estudos sobre

Formação e Atuação Profi ssional em Lazer”, por Hélder Ferreira Isayama e Marcília de Sousa Silva;

• Capítulo 11: “ANDALUZ: Grupo de Pesquisa em Lazer, Educação e Uso de Drogas”, por Liana Romera, Gelsimar Jose Machado e Heloisa Heringer Freitas;

• Capítulo 12: “Lazer e Cidade: que realidade é essa? Algumas pistas do GEPLEC - UFPR para compreendê-la”, por Simone Rechia e Aline Tschoke;

• Capítulo 13: “Grupo de Estudos do Lazer (GEL)”, por Giuliano Gomes de Assis Pimentel;

• Capítulo 14: “Estudos ‘no Lazer’ e Contribuições do Grupo de Estudos Socioculturais em Educação Física (GESEF/UFRGS)”, por Marco Paulo Stigger, Mauro Myskiw e Raquel da Silveira;

• Capítulo 15: “O GESPORTE e suas contribuições no desenvol- vimento acadêmico-científi co dos estudos do lazer no Brasil”, por Antonio Carlos Bramante e Paulo Henrique Azevêdo;

• Capítulo 16: “Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas Públicas de Esportes, Lazer e Saúde”, por Junior Vagner Pereira da Silva; • Capítulo 17: “Ócio, Lazer e Tempo Livre: enfoques para o desen-

volvimento humano”, por José Clerton de Oliveira Martins; • Capítulo 18: “Grupo de Pesquisa Corpo: cotidiano, resgate, pes-

quisa e orientação”, por Coriolano Pereira da Rocha Junior; • Capítulo 19: “Sociedade de Pesquisa Qualitativa em Motricidade

Humana: contribuições aos estudos do lazer”, por Luiz Gonçalves Junior e Fábio Ricardo Mizuno Lemos;

• Capítulo 20: “A ANPEL e o Contexto da Pesquisa e da Pós- Graduação em Estudos do Lazer no Brasil”, por Hélder Ferreira Isayama, Ricardo Ricci Uvinha e Mirleide Chaar Bahia.