III. 2.2.2.3. Etude de cas des Antennes Pastilles intégrées sur SOI
IV.5. Antenne fente
IV.5.1. Etude paramétrique de l’antenne fente simple
Linguagem é um sistema de signos. Código é um sistema de signos. Então, em um primeiro momento, linguagem e código seriam termos equivalentes, podendo ser considerados como sinônimos (linguagem = código). A diferença que existe entre código e linguagem reside na utilização destas palavras para designar determinadas realidades, que podem se mostrar um pouco diferentes.
A palavra código é usualmente adotada em teoria da informação como um conjunto de elementos e regras de combinação destes elementos (COUTO, 1983, p. 60). Apresenta-se como um sistema de signos muito específico, voltado para a análise de como estes elementos podem ser combinados de forma que emissor e receptor troquem mensagens. Como se trata de um conjunto de elementos e regras, o código pode ser considerado como estático. O alfabeto é um exemplo de código.
Já a expressão linguagem, não deixando de se apresentar também como um sistema de signos, vai um pouco mais além, na medida em que conta com o elemento humano na sua definição. Com efeito, linguagem pode ser entendida como “um sistema de signos armazenados no cérebro dos membros de uma coletividade, do qual eles se servem para enviar e receber mensagens”11
. (COUTO, 1983, p. 60)
A linguagem possui um viés psicológico, na medida em que é considerada como um sistema de signos utilizado por uma coletividade para se comunicar, considerando que este sistema de signos está armazenado no cérebro das pessoas. Isto porque os signos são exatamente “concepções pactuadas das quais o homem (como ser cultural que é) compartilha, ao nascer em um mundo cultural” (MOUSSALLEM, 2006, p. 2).
E a semiótica aparece como “uma linguagem para falar acerca dos signos” (MORRIS, 1976, p. 19), já que a “linguagem cotidiana é especialmente pobre de recursos para se falar sobre a língua, e é tarefa
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Segundo Louis Hjelmslev (2013, p. 49), “O fato de que uma linguagem é um sistema de signos parece ser uma proposição evidente e fundamental que a teoria [da linguagem] deve levar em consideração desde o início. Quanto ao sentido que se deve atribuir a esta proposição e, sobretudo, à palavra signo, é à teoria da linguagem que cabe decidir. [...]”.
da semiótica fornecer uma linguagem que satisfaça a tais necessidades” (MORRIS, 1976, p. 24)
Sendo assim, a semiótica pode ser entendida como ciência da linguagem. Em sentido análogo, tem-se que a semiótica “é a ciência que tem por objeto de investigação todas as linguagens possíveis, ou seja, que tem por objetivo o exame dos modos de constituição de todo e qualquer fenômeno como fenômeno de produção de significação e sentido” (SANTAELLA, 1983, p. 13). Em outras palavras, a semiótica “[...] é uma ciência coordenada às outras ciências, pelo fato de estudar as coisas ou as propriedades das coisas em sua função de signos, ela também é instrumento de todas as ciências, visto que toda ciência faz uso de signos e expressa os seus resultados em termos de signos” (MORRIS, 1976, p. 11).
No mesmo sentido, destacando que a semiótica não se ocupa apenas com o estudo dos signos linguísticos, Eduardo Bittar resume que “se somente os signos lingüísticos estivessem habilitados a ser objeto semiótico, estar-se-ia mais uma vez incorrendo no grave erro de reduzir a Semiótica, das plúrimas perspectivas a elas abertas, [...] a um estudo antropocêntrico” (BITTAR, 2008, p. 14).12
A importância da semiótica reside no fato de que talvez seja a ciência que pode fornecer, na visão de Charles Morris,
uma base para a compreensão das formas principais da atividade humana e da sua interrelação pois todas essas atividades e relações estão refletidas nos signos que medeiam essas atividades. Tal compreensão é uma ajuda eficaz para se evitar a confusão das várias funções desempenhadas pelos signos! [...] Ao dar tal compreensão, a semiótica promete cumprir uma das tarefas que tradicionalmente tem sido chamada de filosófica. A filosofia muitas vezes tem pecado em confundir em sua própria linguagem as várias funções que os signos desempenham. Mas é uma velha tradição que a filosofia pretenda dar uma visão das formas características da atividade humana e lutar pelo
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Em sentido contrário, em uma visão claramente antropocêntrica da semiótica, Ricardo Baptista Madeira (1995, p. 105) define semiótica como “ciência que se aplica a investigar os processos de produção de sentido ou de significação sociais e ao exame, à discussão e à análise dos sistemas de valores ou ideologias peculiares às diversas sociedades e culturas”.
conhecimento mais geral e sistemático possível (MORRIS, 1976, p. 89/90)
Sendo assim, ela se apresenta como uma ciência versátil, capaz de ser utilizada em e por qualquer outro ramo da ciência. Poderia ser considerada como um modelo vazio, aplicável em todas as áreas do conhecimento (COUTO, 1983, p. 35). Não por outro motivo, Julia Kristeva (1974, p. 30) definiu a semiótica como “ponto morto das ciências”, na qual “seu fim não reencontra seu começo, mas o rejeita”:
A semiótica é, assim, um tipo de pensamento, em que a ciência se nutre (é consciente) do fato de ser uma teoria. A cada momento em que se produz, a semiótica pensa seu objeto, seu instrumento e suas relações; portanto, pensa-se e torna-se, neste voltar-se sobre si mesma, a teoria da ciência que ela é [...] Cruzamento das ciências e de um processo teórico sempre em curso, a semiótica não pode se cristalizar como uma ciência e menos ainda como a ciência: ela é um caminho aberto de pesquisa, uma crítica constante que remete a si mesma, ou seja, que se autocrítica. (KRISTEVA, 1974, p. 30)
Com efeito, a semiótica vem sendo aplicada aos mais diversos ramos do conhecimento, já que a intenção de Charles Peirce era justamente a de que a semiótica funcionasse como uma ciência tão geral que servisse a todos os outros ramos da ciência. Semiótica do design, semiótica da cozinha, semiótica do cinema, semiótica da fotografia, semiótica da arte, semiótica da religião são apenas alguns exemplos de utilização da teoria em questão13.
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Veja-se, neste sentido, a obra Semiótica Aplicada, de Lúcia Santaella, na qual a autora aplica a semiótica, dentre outros campos, na análise do design de embalagens e na análise das emoções (SANTAELLA, 2002) e a obra Semiótica Russa, coletânea de artigos na qual são efetuadas conjecturas acerca da semiótica em paralelo com o cinema, o teatro, a cultura budista e, até mesmo, cogumelos (SCHNAIDERMAN, 2010).
2.3 OS PLANOS SEMIÓTICOS DA LINGUAGEM – SINTÁTICA,