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Alimentation de l’antenne spirale

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III. 2.2.2.3. Etude de cas des Antennes Pastilles intégrées sur SOI

IV.6. Antenne Spirale

IV.6.3. Alimentation de l’antenne spirale

Assim como “implica” é expressão relacionada intimamente com o plano sintático da semiótica, o plano semântico também possui termos que lhe são afetos. Aqui, serão as palavras “designa”18

e “denota” que estabelecerão íntima relação com a semântica. (MORRIS, 1976, p. 19). A semântica, como dito alhures, se ocupa da relação entre o signo e o objeto, caracterizando-se como as regras de uso dos signos para denotar ou designar determinados objetos.

Interessante notar que as obras que adotam a divisão da semiótica nestes três planos geralmente identificam o plano sintático como um “primeiro” plano, sendo sistematicamente este tratado em primeiro lugar. Usualmente a dimensão semântica é trabalhada em segundo lugar. Não se tem certeza sobre esta ordem no estudo das dimensões semióticas (ou, até mesmo, de sua utilidade ou interferência no processo semiótico). Todavia, o estudo do conteúdo semântico dos vocábulos (ou seja, identificar o que o signo denota), parece que deve ocorrer anteriormente à análise da relação signo-signo, num percurso “semântico-sintático-pragmático”. No entanto, no presente trabalho adotar-se-á a ordem de estudo apresentada por Charles Morris, a fim de não causar maiores polêmicas em torno do tema (segundo o autor, “a semântica pressupõe a sintaxe” (MORRIS, 1976, p. 40)).

A importância da semântica na semiótica reside no fato que, sem regras semânticas estabelecidas, dois indivíduos podem se utilizar de regras de significado diferentes e, utilizando-se da mesma estrutura linguística formal, não serem capazes de se compreender reciprocamente. Quando se fala em uma língua, portanto, tal uniformidade nas regras para o uso de veículos do signo é essencial, sob pena de uma mensagem não ser compreendida pelo destinatário (MORRIS, 1976, p. 41).

É Charles Morris quem, refinando sua teoria acerca das dimensões sintática, semântica e pragmática da semiótica, ainda estabelece que o plano semântico possui dois aspectos: o aspecto puro e o aspecto descritivo. Para o autor, a semântica pura “fornece os termos e a teoria necessários para falar sobre a dimensão semântica da semiose e a semântica descritiva se ocupa das instâncias reais dessa dimensão” (MORRIS, 1976, p. 38).

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Morris assevera que “Designa é um termo semântico pois é um signo caracterizador que designa a relação entre um signo e um objeto.” (1976, p. 40).

Em termos de semântica pura, a dimensão semântica da semiose se ocupa com a regra semântica, isto é, com a determinação dos requisitos e situações em que um signo se aplica a um objeto ou situação. São regras para “o uso de veículos do signo” e não são usualmente formuladas pelos próprios usuários da língua. Estão mais para hábitos de comportamento. (MORRIS, 1976, p. 41). O contraponto seria a semântica descritiva, definida como a formulação formal das regras que levam à utilização de determinado signo para designar determinadas coisas.

Assim sendo, se utilizado como exemplo os signos “fruta” (S1) e

“manga” (S2), é possível estabelecer que “manga” designa uma “fruta de

polpa amarela e doce”. Porém, não necessariamente o contrário há de ser verdadeiro, já que “fruta de polpa amarela e doce” pode implicar em “manga”, “banana”, “pêssego”, dentre um sem-número de outras frutas de polpa amarela e doce. Também é na dimensão semântica do signo em que fica consignada a regra semântica de que o signo “manga” designa não somente a “fruta de polpa amarela e doce” como também a “parte de uma peça do vestuário que cobre os ombros e parte do braço”19

. São regras, portanto, de uso dos signos:

O signo tem uma dimensão semântica na medida em que haja regras semânticas (não interessa se formuladas ou não) que determinem a sua aplicabilidade a certas situações sob certas condições. Se esse uso é estabelecido em termos de outros signos, a fórmula geral é a seguinte: o veículo do signo x designa as condições a, b, c ... sob as quais ele é aplicável. O estabelecimento dessas condições dá a regra semântica para x. [...] (MORRIS, 1976, p. 41)

Reforçando a tese de Charles Morris de que a semântica (na medida em que estabelece os critérios de uso do signo) está relacionada com hábitos de comportamento, Umberto Eco salienta que os sistemas fonológicos (relacionados à expressão) podem até mesmo permanecer imutáveis por muitos anos, porém o campo semântico seria, por assim

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“O „designatum‟ de um signo são as coisas que o signo pode denotar, isto é, os objetos ou situações que, segundo a regra semântica de uso, poderiam ser correlacionados como veículo do signo pela relação semântica de denotação.” (MORRIS, 1976, p. 44)

dizer, dinâmico20. Com efeito, o autor assevera que “os campos semânticos dão forma às unidades de determinada cultura e constituem, em suma, uma determinada organização (ou visão) do mundo; portanto, estão submetidos aos fenômenos de aculturação [...].” (ECO, 2014, p. 66).

Hildo Honório do Couto, ao falar sobre o “subcódigo semântico”, destaca que é senso comum definir a semântica como “estudo da parte conteúdo da língua”. Porém, entende que a semântica não deve ser definida como o estudo apenas do conteúdo de um código, mas deve considerar também a expressão. Para o autor, “conteúdo e expressão são duas faces da mesma realidade, são indissociáveis.” (COUTO, 1983, p. 80), porém a expressão (que é campo da fonologia) não é objeto de estudo do presente estudo.

Conclui Couto que o “texto mínimo semântico é a proposição” (COUTO, 1983, p. 55), o que soa correto. Já que a proposição está logicamente relacionada à verdade e a semântica se ocupa do conteúdo de determinado signo (que é dado pelo grupo de sememas que o formam), então a conclusão de Couto parece fazer sentido pois pressupõe que o conjunto de sememas usado para compor o conteúdo de determinado signo corresponde à realidade (é verdadeiro). Por exemplo, se utiliza-se “cadeira” como signo de um objeto para sentar e apoiar as costas, em nível semântico isto é uma proposição, na medida em que “cadeira” é o signo que verdadeiramente reúne os sememas “para sentar”; “com pés”; “com encosto”, dentre outros relacionados ao mesmo objeto.21

20

“[...] uma mesma unidade cultural pode, no interior de uma mesma cultura, começar a fazer parte de campos semânticos diversos (uma unidade cultural como «baleia» ocupou historicamente posições diversas em diferentes campos semânticos – primeiro classificada entre os peixes, depois entre os mamíferos – e hoje pode pertencer contemporaneamente a ambos os campos, sem que as duas significações sejam inteiramente incompatíveis” (ECO, 2014, p. 70).

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Nas palavras de Lourival Vilanova (2010, p. 3), “proposições são “asserções de que algo é algo, de que tal objeto tem a propriedade tal. Estrututas de linguagem expressivas de proposições são suscetíveis de valores (verdade/falsidade), empiricamente verificáveis por qualquer sujeito que se ponha em atitude cognoscente.”

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