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Etude du comportement asymptotique de l’algorithme ()

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em sua conotação religiosa, como forma de explicitar sua origem, a fim de poder dar melhor compreensão aos nossos leitores. Segundo Buarque (1999, p.18), a palavra “diversidade” origina-se do latim, significando: diferença, dessemelhança, dissimilitude. Essa definição do termo como diferença nos permite afirmar que a diversidade significa o contrário da homogeneidade, conotando a questão da diversidade religiosa.

Dentro desse contexto, faz-se necessário o entendimento de um pouco mais sobre a diversidade religiosa para, em seguida, compreendê- la na interação social da sociedade da Guiné-Bissau. A palavra religião

significa Religar, ou seja, ligar, unir as pessoas com o Sagrado, com o transcendente e com os seus próximos.

Observamos em Junqueira:

A religião pode ser considerada como um comportamento, característico do homem, cujas manifestações são observáveis através dos tempos em todas as diversas culturas, a partir da procura da compreensão de si mesmo e do mundo, da consideração em relação aos fatos inconsoláveis e desconhecidos. (JUNQUEIRA, 2002, p.88).

As religiões, portanto, fazem parte da cultura humana, presentes em todos os povos, em todas as épocas históricas. Portanto, cada religião é peculiar por expressar diferentes linguagens, diferentes formas de acreditar, de celebrar, de rezar e de se relacionar com alteridade de simbolizar formas diferentes esses fenômenos religiosos, vivenciados pelos membros de cada cultura. A partir desse pensamento é que destacaremos como opera este processo na Guiné-Bissau, visto ainda como um tabu; cabe aqui dar destaque a este assunto em questão.

Uma vez que as religiões fazem parte das manifestações culturais, elas não podem ser mecanismos de discriminação, ou seja, como lugar para discriminação e hierarquização de valores e de culturas religiosas, já que as religiões não podem ser comparadas, hierarquizadas. Apesar da sua diversidade, em quase todas as partes, como fenômenos individuais e sociais, encontram-se as seguintes características: crenças no sobrenatural, no Sagrado (Deus, Ser Supremo).

Nessa ótica afirma Silveira (2010, p. 22), o sagrado é evocado por meio de rituais ou celebrações, (utilizando-se vestimentas, instrumentos, livros sagrados, etc., que são dotados de simbolismo, ou seja, de significado religioso), realizadas em lugares sagrados como igrejas, templos, terreiros, mesquitas, etc.; não quis, nesta análise, profundar, ou seja, falar no âmbito geral sobre as diversidades e religiosidades que imperam na Guiné-Bissau. Mas a nossa atenção é destacar as principais religiões praticadas no país, sejam elas: Catolicismo, Islamismo e Animismo, em suas diversidades.

Durkheim (1993, p. 29) tratava de saber por que os homens se mantinham em sociedade, ou seja, por que os agrupamentos humanos não costumavam desfazer-se facilmente e, ao contrário, lutavam contra ameaças de desintegração. Conquanto não tenha sido o primeiro a apresentar explicação para o problema, ele elaborou um conceito – de solidariedade social – e procurou mostrar como ela se constituía e se tornava responsável pela coesão entre os homens e de que maneira

variava, segundo o tipo de organização social, dada a presença maior ou menor da divisão do trabalho e de uma consciência mais ou menos similar entre os membros de uma sociedade.

Segundo Durkheim (1993), a consciência coletiva é um sistema de ideias, sentimentos e de hábitos que exprimem em nós [...] o grupo ou os grupos diferentes de que fazemos parte; tais são as crenças religiosas, as crenças e as práticas morais, as tradições nacionais ou profissionais, as opiniões coletivas de toda espécie. Seu conjunto forma o ser social com intermediação religiosa. (DURKHEIM, 1993, p.25.)

O Islamismo é praticado pelos grupos de influência árabe, constituído pelas etnias Fulas e Mandingas, cujas organizações mais impressionaram no ponto de vista da organização. Os Fulas e Mandingas utilizam uma escrita com caracteres árabes. São grupos de religião muçulmana e as suas sociedades funcionam com base nos princípios do Alcorão34. Esses grupos representam sociedades organizadas e hierarquizadas, baseados em princípios familiares, político-religiosos e profissionais. (LEPRI, 1989, p.23).

Entretanto, dessa tradição religiosa é tido como conhecimento que se transmite implicitamente, através da observação e da imitação de posturas, de atitudes, de regras. É a modalidade tradicional da experiência que preside as visões do mundo que, ainda hoje, em todas as sociedades, a tradição islâmica continua a dar sentido, conferindo legitimidade aos discursos e às ações espontâneas da vida quotidiana e do senso comum, enriquecendo a experiência do homem inserido na sua comunidade de pertença religiosa.

Salientamos que a Guiné-Bissau foi parte do Império Mali, localizado no noroeste da África, tendo seu apogeu durante os séculos XIII e XIV; um dos três grandes Impérios Africanos que dominaram a região.

O primeiro foi o Império de Songhai que dominou a região do rio Níger. O segundo o de Gana que foi desaparecendo com a imposição dos berberes e muçulmanos até que, em 1240 antes do cisto (AC), o rei do Mali, Sundiata Keita os conquistou, erguendo o Império de Mali, considerado o maior de todos os impérios medievais africanos, tendo seu apogeu no início do século XIV com o governo de Mansa Mussa, que converteu todo o Império ao Islamismo.

Em sua peregrinação a Meca (como costume de um islã), Mansa Mussa fez-se acompanhar de cerca de quinze mil homens, 100 camelos e uma expressiva quantidade de ouro; ele trouxe para o Mali vários

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mercadores e sábios que ajudaram na divulgação da religião islâmica. Aos poucos, a capital do Império passou a ser um grande centro comercial e grande centro de estudos religiosos. O Império Mali controlava as rotas comerciais transaarianas da costa sul ao norte. Dentre os principais produtos comercializados estavam o ouro, o sal, o peixe, o cobre, escravos, couro de animais, nós de cola e cavalos.

Este é ponto chave para a expansão do islamismo na Guiné- Bissau que, atualmente, distingue-se em três grupos sociais. Um indígena (africanos animistas), outro de influência árabe (islamizados pelos árabes almorávidas desde os séculos XII-XIII) e outro de influência europeia (cristianizados). Perto de 55% são indígena – animosidade, 40% islamizados e 5% cristãos (estes concentrados, quase exclusivamente em Bissau) (DJALÓ, 2009). Porém, a religião animista entendida por muitos estudiosos como religião tipicamente tradicional africana é, exclusivamente, praticada pelas etnias de origens Brames, dos quais se destacam Balantas, Mancanha, Papeis Manjacos e Bijagós.

Animosidade confere a dicotomia entre o visível e o invisível; o sagrado e o profano; o espiritual e o material; a arte e a técnica; a cultura e a religião; o político e o social; o indivíduo e a comunidade; a economia e a política; o conceito e a realidade; a terapia e a comunidade.

Os praticantes da religião animista, ou seja, da animosidade, detêm uma visão concêntrica do mundo em que tudo se mantém tudo se integra. Nesta perspectiva, a vida, a força a existência são uma realidade idêntica. Os especialistas da magia, os anciões, a comunidade, os animais, os vegetais, o mundo orgânico, os fenômenos naturais, os astros – e o mundo invisível – Deus, os gênios, os ancestrais – formam um todo. Eles estão intrinsecamente ligados numa simbiose de vida indestrutível.

A este propósito, Domingos da Fonseca (1997, p.15-16) afirma que o universo sócio cósmico é composto dessa energia divina; está presente na obra de criação de tal maneira que os homens, as criaturas vivas e até os fenômenos naturais estão impregnados dela.

Não obstante, nesta visão do mundo, os seres são hierarquizados, tendo Deus como a fonte de explicação de tudo o que existe, enquanto que o homem é o centro da criação. Os espíritos e os ancestrais são os intermediários entre Deus e o homem, o qual está em contato permanente com o mundo invisível dos ancestrais, dos espíritos, dos gênios e com as forças da natureza. Deste ensinamento e aprendizado, tanto da religião islâmica como da religião animista, suas relações e

diversidades refletem na educação e interação harmoniosas de ambas as religiões no país.

Esta harmoniosa relação da diversidade religiosa que impera no país está sendo cada vez mais minada pelo proveito de dividendo dos políticos, com convicção política mal orientada, dando tratamento diferenciado e privilegiando algumas religiões. A constituição da Guiné- Bissau orienta o país como um Estado laico, onde normalmente vivem religiões diferentes sem que haja discriminação. Desse assunto, pode destacar-se a estratégia do Ex-presidente da República e do segundo maior partido35 político na Guiné-Bissau – Koumba Yala.

Esse foi outro aspecto que ficou igualmente observado por Kowdawo. Conforme Fafali Kowdawo (2009, p.7), a conversão de Kumba Yala, independentemente das razões pessoais que o levaram a mudar de credo religioso, acabou de fato por não surtir os efeitos desejados. Mohamed Kumba Yala pretendia, com essa sua conversão religiosa, não só assegurar a sua base étnica e política de apoio, mas também um piscar do olho a uma franja islâmica da população. Porém, visto desse prisma, o mesmo seria dizer que independentemente da motivação religiosa, por detrás da conversão de Kumba Yala, ao Islão, os dividendos políticos que Mohamed Kumba Yala pretendia assacar, dessa opção religiosa, acabaram por ficar aquém do desejado. Mas, nas nossas análises sociológicas, mesmo sendo assim, é algo que ainda merece atenção, porque vai disseminando e criando bases que, posteriormente, poderão gerar consequências indesejáveis no campo religioso.

3.10 A ELITE POLÍTICA NATIVA E A QUESTÃO NACIONAL

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