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Etude de comparaison de deux tests de dosage de l adiponectine

Expploration au laboratoire de l’adiponectine

VIII. EXPPLORATION AU LABORATOIRE DE L’ADIPONECTINE

5. Etude de comparaison de deux tests de dosage de l adiponectine

A chamada comunicação de massa, com o fortalecimento de meios como televisão, rádio e jornal, acabou gerando uma nova correlação entre cidadãos e políticos. Thompson (1998), em A mídia e a modernidade, ressalta que, antes do surgimento e crescimento dos mídias, os representantes políticos e lideranças eram praticamente invisíveis, desconhecidos.

Antigamente [...] os indivíduos compreendiam uma coletividade que não participava do mesmo espaço e tempo. Era um público sem um lugar, definido não pela existência ou possibilidade de uma interação face a face, mas pelo fato de que seus membros tinham acesso ao tipo de publicidade que se tornou possível graças à palavra impressa. Agora se podia tomar conhecimento de ações e eventos através da leitura sem um intercâmbio dialógico dos atos de fala (THOMPSON, 1998, p. 115).

Para Wilson Gomes (1996), a partir desse novo contexto, com os debates públicos, o político tem de estar alerta para buscar o exercício do poder e a possibilidade de ser reconhecido pelo eleitor, por outros políticos e pela sociedade como um todo. Com esse índice maior de exposição e visibilidade, a política percebeu novas formas de viabilizar suas necessidades de percepção - e a propaganda é um dos meios de difusão.

Nessa guerra de sinais cada um dos diversos oponentes se esforça ao mesmo tempo por inserir sinais sobre si para programar a recepção da sua imagem como a deseja, inserir sinais sobre o outro de forma a invalidar a imagem positiva que o outro desejaria provocar, inserir sinais sobre o oponente de modo a programar uma imagem negativa deste, inserir sinais sobre o oponente de modo a programar uma imagem negativa deste, inserir sinais sobre si de modo a interceptar e bloquear as inserções do adversário com o propósito de invalidar o seu programa ou de programar uma imagem negativa (GOMES, 1999, p.17).

O contexto em que hoje se inserem política e mídia está mais difuso na esfera pública. A política adquire novas formas, com uma dimensão mais espetacularizada e, ao mesmo tempo, menos conceitual, com uma postura menos questionadora por parte dos formadores de opinião e, por seqüência, por vezes, do próprio cidadão. O fim da polarização ideológica no âmbito dos partidos auxiliam nessa premissa do afastamento da postura menos crítica entre os formadores de opinião. Um retorno da política no campo dos debates poderia ocorrer, efetivamente, em outros meios, como a Internet, já que seria uma mudança de forma – e não de conteúdo.

Na história mais recente da política brasileira, a partir dos anos 70 do século passado, os resultados eleitorais se modificam em cada cenário. MANIN (1995) define essa idéia como a “democracia do público”, em que a imagem dos candidatos passou a ter um papel cada vez mais preponderante para “ajudar a definir a escolha dos eleitores”.

O processo de institucionalização dos mídias, com a consolidação das escolhas editoriais e a aproximação em relação aos grupos políticos dominantes acaba por criar um afastamento de certas discussões políticas e a tentativa de pautar as escolhas do público. Este se afasta desta institucionalização quando consegue escapar dos apelos informativos e faz suas escolhas baseadas em outros fatores.

Dentro da perspectiva de MANIN (1995), a comunicação através dos mídias fica diversificada e amplia o processo de interatividade corpo-a-corpo que caracterizou muitas candidaturas nos países latino-americano nas décadas de 70 e 80. Nessa “era mediática”, as qualidades pessoais do candidato aparecem mais – para o bem ou para o mal. Segundo Manin

(1995, p. 26), “o que estamos assistindo hoje em dia não é a um abandono dos princípios do governo representativo, mas a uma mudança do tipo de elite selecionada. A democracia do público passa a ser o reinado do comunicador”.

Para MANIN (1995), a representação política consolida-se com os líderes personalistas, numa visão similar de Max Weber (2003) a respeito dos políticos profissionais. Para Max Weber, o político profissional é alguém que vive em cenários socioculturais específicos. A política se torna, dessa forma, baseada em valores particularistas, mas sob alguns princípios éticos e a representação política se sustentaria na visão e na ação dos líderes personalistas. Há os políticos que vivem da política e os que vivem para a política.

E se torna necessário, pois, trabalhar a variável das conseqüências e efeitos dos mídias consideram-se a questão do propriedade e da forma de concessão. No Brasil, as mídias são concessões públicas e, exploradas de forma privado, acabam por atender os grupos econômicos que as sustentam e buscam manter uma relação próxima ao Governo nos três níveis de poder no país.

Dessa forma, nota-se uma correlação da mídia com o processo de institucionalização da política e dos grupos de poder. No estado do Pará, percebe-se tal representação e correlação com os Grupos RBA, ligado a Jáder Barbalho (PMDB-PA) e o Grupo ORM, ligado à família Maiorana. THOMPSON (1998, p. 124), ressalta que “renunciar a visibilidade através da mídia seria um ato de suicídio político ou expressão de má-fé. Ela também faz parte da própria arte de governar”.

A construção da imagem pública no campo político é extremamente cara, ao passar por veículos de comunicação, que têm a marca de serem formadores de opinião.

A política de imagem não procura propriamente que o público deseje ou considere valorosa a posição que se sustenta e/ou ator que se apresenta, mas busca identificar o que o público já deseja e já considera valoroso para adequar a isso posição e ator (GOMES, 1999, p. 44).

A visibilidade pública se converteu em algo essencial e de extrema relevância nesta contemporaneidade em que a diversificação de meios de comunicação é algo irreversível. A partir da ampliação da presença dos meios de comunicação e na diversidade de veículos – em especial com a televisão – candidatos eleitorais e representantes políticos ficaram ainda mais preocupados com sua imagem e o que isso poderia denotar junto ao cidadãos-consumidores.

O eixo da discussão política foi se afastando dos mídias e a força da imagem mercadológica do produto político foi ganhando mais espaço. Os responsáveis pelos governos, atualmente, transferem tais funções para equipes especializadas - assessores de

comunicação e de marketing, para evitar possíveis desgastes junto ao público-consumidor- eleitor.

Para Rubim (1998), em Novas configurações das eleições na Idade Mídia, na década de 60 a mídia ainda era incipiente e a mídia televisão estava presente em apenas algumas capitais, como São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Salvador (BA), Fortaleza (CE) e Curitiba (PR). O eleitorado era de 15 milhões de pessoas. Já no processo de redemocratização, na década de 80, mais de 90% da população já era atingida pelas informações televisivas, segundo dados do IBGE. O índice de eleitores já era de 82 milhões de pessoas. Na primeira eleição presidencial após à ditadura militar, em 1989, o candidato Fernando Collor de Mello reforçou as ferramentas de Marketing Político, com uma consolidação de uma imagem pública em defesa dos chamados “descamisados” e a promoção de uma “Caça aos marajás”. Os debates públicos ficaram mais fortes e presenças e ações como comícios, passeatas e carreatas, mais intensos.

Na visão de RUBIM (1998), há diversas pesquisas sobre as relações entre política e mídia/comunicação. Alguns autores entendem que a comunicação não tem força suficiente para trazer conseqüências efetivas no processo político, enquanto que outra corrente de pensadores aborda uma suposta prevalência da mídia sobre a política. Para Rubim (1998), é essencial pesquisar a origem e os aspectos dessa interdependência entre mídia e política – o que ele chama de “Santa Aliança (RUBIM, 1998, 20), modelando e configurando a campanha eleitoral em favor de interesses dominantes. Wilson Gomes (1996) amplia a análise e enfatiza que há uma mudança de eixo em que a política baseada no discurso do candidato para a perspectiva da encenação, do espetáculo. E essa visão de consolidou durante a eleição e o Governo Collor no Brasil (1990-1992). Para o autor, é a lógica dos mass media sobrepujando o processo político-eleitoral.

Os mídias, no processo de competição eleitoral de 1989, abordaram os temas que foram mais centrais nas eleições – os principais candidatos (Fernando Collor e Luiz Inácio Lula da Silva) procuraram se aproveitar das vantagens da exposição – usando inclusive a figura de atores e atrizes famosos, dando um tom dramatúrgico ao processo. Fernando Collor de Mello elegeu-se presidente do Brasil com mais de 35 milhões de votos.

2 OLIGARQUIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO NO PARÁ

Eleição é guerra. De vida ou morte. De extermínio. Muitas vezes, vale-tudo, guerra suja. Aliás, como todas as guerras. E, como em todas, aqui também só há dois lados: o dos ganhadores e o dos perdedores. Vista no calor das batalhas, a eleição/guerra parece meio irracional, sem sentido. Cerca de vinte e cinco anos é a idade do marketing político no Brasil – uma atividade muito nova, mal saída da adolescência, ainda em permanente ajustamento (RITA, 2002, p. 9).

No Pará, o processo de oligarquização da informação sempre foi consolidado, em especial entre as mídias impressas. Esse processo se deu de forma crescente, sempre atendendo a grupos políticos e empresarias com objetivos predominantemente eleitorais. Buscaram pautar as decisões dos eleitores de acordo com os seus interesses.