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ETABLISSEMENT DU PRIX .1 Prix de l’Offre

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5 MODALITES DE L’OFFRE

5.4 ETABLISSEMENT DU PRIX .1 Prix de l’Offre

As transformações verificadas na produção de artigos têxteis ao final do século XVIII, na Grã-Bretanha,58 estão associadas, umbilicalmente, aos primórdios do modo capitalista de produção. As relações orgânicas estabelecidas entre a lógica capitalista e a indústria têxtil são tais que o segmento produtivo passou a ser identificado como precursora da produção capitalista.59

A indústria têxtil que se expande e consolida é a que utiliza o algodão como matéria-prima, pois é a matéria-prima que fornecia as possibilidades

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Na maior parte dos países do período o crescimento industrial foi liderado por empresas produtoras de bens de consumo duráveis, principalmente de produtos têxteis, pois havia mercado cativo e com possibilidade de expansão.

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A vinculação estabelecida devia-se à posição da indústria têxtil na Revolução Industrial da Grã- Bretanha. Em realidade o surgimento e desenvolvimento do capitalismo esta ligado a uma série de fatores que se encontravam na Grã-Bretanha como, por exemplo: a solução do problema agrário com a privatização das terras, o aumento da produtividade e da produção agrícola, a comercialização de boa parte da produção do setor agrícola, o desenvolvimento das manufaturas em espaços não feudais, a rentabilidade oferecida pela incipiente indústria e um mercado mundial para abastecer.

econômicas para o desenvolvimento fabril. Assim sendo, não é exagero a identi- ficação revelada anteriormente, como, inclusive, afirma Hobsbawm (1996, p.53-54):

A perspectiva tradicional que viu a história da revolução industrial britânica primordialmente em termos de algodão é, portanto correta. A primeira indústria a se revolucionar foi a do algodão, e é difícil perceber que outra indústria poderia ter empurrado um grande número de empresários particulares rumos à revolução. Até a década de 1830, o algodão era a única indústria britânica em que predominava a fábrica ou o "engenho"; a princípio (1870-1815), principalmente na fiação, na cardação e em algumas operações auxiliares, depois também cada vez mais na tecelagem.

Outras indústrias produtoras de bens de consumo surgiram, porém nenhuma provocou um impacto social-econômico similar ao verificado com a indústria têxtil de algodão. Como cita Hobsbawn (1996), os principais efeitos da indústria foram:

ƒ a geração de emprego;

ƒ a capacidade de transformação econômica na região que se instala, pelas efeitos multiplicadores sobre outras atividades indústrias, comerciais e de serviços;

ƒ incentivo ao comércio internacional, pelo aumento das importações de algodão e exportações de produtos têxteis de algodão pela Grã- Bretanha.

Apesar da descontinuidade do desenvolvimento capitalista brasileiro, em relação aos EUA e países da Europa Ocidental e da predominância do capital cafeeiro - comercial nas origens do capitalismo até as primeiras décadas do século XX, a indústria têxtil também foi pioneira na introdução da lógica capitalista e no processo de industrialização, como será visto no próximo subitem.

O segmento têxtil mundial, alicerçado em uma demanda firme, apresentou crescimento até os anos 70 do século passado quando passou a apresentar taxas decrescentes. Paralelamente, os países em desenvolvimento, cujo custo da mão-de- obra é inferior, transformaram-se em grandes fornecedores mundiais elevando a

concorrência e provocando, em reação, novos investimentos em tecnologia nos países desenvolvidos que permitiram a elevação da produtividade.

Os investimentos dos países desenvolvidos ocorreram principalmente nos segmentos de fiação e tecelagem e foram responsáveis pela introdução de dispositivos microeletrônicos nas máquinas e equipamentos, o que permitiu a automatização de todas as etapas do processo produtivo e, consequentemente, um maior controle da produção e melhoria da qualidade. Porém, as inovações reduziram a necessidade de mão-de-obra e elevaram a intensidade de utilização do capital no segmento, pois as novas tecnologias apresentavam um elevado preço de aquisição.

O consumo e a produção mundial dos segmentos da cadeia têxtil sofreram mudanças ao longo dos anos 90, sendo possível elencar as seguintes alterações:

ƒ ocorrência de um maior consumo de fibras químicas e a produção de tecidos mistos, que combinam fibras naturais e químicas;

ƒ crescente influência da moda no consumo, tornando fundamental a localização do setor produtivo próximo aos grandes centros consu- midores para responder mais rapidamente aos ditames da moda;

ƒ importância das alianças e parcerias ao longo da cadeia de produção. ƒ permanente relocalização das atividades da cadeia têxtil, principalmente

nos setores intensivos de mão-de-obra como o de confecções. Essa característica está relacionada à procura, pelas empresas, de mão-de- obra barata visando reduzir custos de produção, considerando as pequenas exigências dos segmentos intensivos em mão-obra em termos de qualificação de mão-de-obra e de infra-estrutura.

Uma das grandes diferenciais de mercado obtidos pelo segmento têxtil nos anos 90, como, ademais, em muitas outras indústrias produtoras de bens de consumo e prestadores de serviços, foi à capacidade de atender rapidamente a demanda. A proximidade ao consumidor final, em um contexto de acirrada

concorrência, elevou o status da indústria de confecções, pois o conhecimento das mudanças de preferências dos consumidores em relação aos tipos de tecido, tipos de corte e cores passaram a ser estratégico para toda a cadeia.

Uma estratégia adotada pelas grandes empresas têxteis e de confecções, a princípio com vantagens pela maior apropriação e intensidade de capital, foi de realizar parcerias estratégicas para se adaptarem a um contexto globalizado e com forte presença de produtos asiáticos. Contudo, assim como no resto mundo, há uma grande predominância das pequenas e empresas no segmento de confecções que decorre das características estruturais da atividade como, por exemplo, a falta de barreiras tecnológicas a entrada de novas empresas, pois as máquinas encontram-se disponíveis no mercado a um preço acessível. Outra característica da indústria de confecções decorre do fato de ser intensiva em mão-de-obra e de apresentar uma baixa relação capital/produto.

A seguir será apresentado um breve histórico do desenvolvimento da indústria têxtil brasileira com o objetivo de detectar as características do surgimento e os diferentes momentos de sua evolução.

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