Conclusion et plan de la partie expérimentale
5. Vers l’utilisation de composés à base de Ferro-Vanadium
5.1. Caractérisation du ferro-vanadium commercial
5.4.3. Essais d’hydruration de composés Ti-V-Fe-Cr à faible teneur en vanadium
A opção de não abordar uma taxonomia das modalidades sensoriais, dos media envolvidos e dos diversos sensores técnicos utilizados na HCI, é intencional. Uma tal análise condicionaria o potencial de desenvolvimento de interfaces multimodais, constrangendo-‐‑os a soluções tecno-‐‑ lógicas contemporâneas ou meramente evolutivas, por oposição a uma ferramenta aberta que permita integrar os avanços teóricos e tecnológicos futuros (e.g. ao nível da extensão das ca-‐‑ pacidades somatossensoriais do cérebro e da evolução no campo da cibernética).
Opta-‐‑se ainda pela não apresentação de uma taxonomia das dimensões que se podem processar no âmbito de cada modalidade de HCI. Trata-‐‑se de uma decisão intrinsecamente ligada à anterior opção metodológica e que assenta nos mesmos fundamentos: não incorrer pelo desenvolvimento de sistemas de classificação que se revelem tecnologicamente circun-‐‑ scritos no tempo. No âmbito do sentido da visão, podemos exemplificar algumas dimensões de informação: as expressões faciais; os movimentos corporais de grande escala; os gestos comunicativos; o movimento dos lábios que acompanham o discurso oral; o movimento dos olhos durante o olhar; entre outros. Uma vez mais, estar-‐‑se-‐‑ia a analisar os sinais transmiti-‐‑ dos/adquiridos através de MIs com base no avanço e constrangimentos tecnológicos actuais, pelo que qualquer classificação neste âmbito se encontraria também limitada.
Também a opção pela classificação de interacções em detrimento da classificação de inter-‐‑ faces, que ao longo da tese se evidenciará, resulta do entendimento de que um interface só origina uma determinada classe de interacção (e.g. multimodal) se o software o permitir (de modo opcional, condicional ou imperativo). Atente-‐‑se que um interface, podendo ser multi-‐‑ modal nas suas potencialidades ao nível de software e de hardware (e.g. ao nível dos canais de input e das modalidades de output), nem sempre o será ao nível do desenvolvimento dos PIs. Mas, mesmo quando esta possibilidade se encontra disponível, o AH e o AI envolvidos na interacção poderão optar por desenvolver PIs Unimodais (se tal opção lhes for permitida).
Assim, na análise HCIs multimodais, é de principal interesse a interacção desenvolvida e apenas marginalmente as possibilidades de interacção permitidas.
Verifica-‐‑se, também, que os sistemas de classificação apresentados no âmbito da revisão de literatura se focam predominante em soluções de HCI ao nível dos interfaces de input do AI, actuando estes sistematicamente como receptores de solicitações do AH. Os interfaces de output do AI são, desse modo, entendidos como apenas capazes de proporcionar feedback interactivo, não incidindo a sua análise sobre os PIs desencadeados pelos AIs que tenham como receptor um AH. A presente tese privilegia modelos e sistemas de classificação que, pela sua neutralidade, possibilitem uma análise abrangente da HCI.
Contesta-‐‑se ainda a existência de uma distinção formal entre contextos de fusão de moda-‐‑ lidades (utilizadas na apresentação de uma solicitação) e de fissão de modalidades (utiliza-‐‑ das na apresentação de uma resposta). Esta visão não salienta a sua equivalência conceptual e foca-‐‑se indevidamente nas limitações associadas aos respectivos processos técnicos a de-‐‑ senvolver por um AI. Trata-‐‑se de uma falácia assente na distinção de papéis de interacção atribuídos aos AH e AI, ancorando-‐‑os respectivamente às funções de emissor de solicitação e de emissor de resposta, assim como na alegada diferença de capacidades.
Propõe-‐‑se, por conseguinte, um sistema de classificação abrangente que potencie a refle-‐‑ xão teórica e prática na análise e produção de interfaces ao nível das suas características con-‐‑ ceptuais de implementação técnica. Para tal, proceder-‐‑se-‐‑á à apresentação de sistemas de classificação de MIs, de PIs e de HCIs que remetam para uma análise de âmbito multimodal e que possam franquear e desafiar os limites psicossomáticos e sensóriomotores contempo-‐‑ râneos de AHs e AIs.
Não se procederá, deste modo, à análise e apresentação de sistemas de classificação que se considerem não relevar directamente para a multimodalidade na HCI.
2. CONCEITOS ESTRUTURANTES ADOPTADOS
Apresentam-‐‑se, de seguida, os conceitos que se encontram na base das várias propostas de sistemas de classificação desenvolvidas no âmbito do projecto de investigação.
Tratam-‐‑se de conceitos estruturantes, transversais e interdependentes que, no seu todo e em associação com as referidas propostas, visam contribuir para a construção de um corpo de conhecimento. 2.1. Agente informático
O conceito de AH — o ser humano envolvido numa HCI — não carece, pela sua clareza, de aprofundamento. No entanto, o conceito de AI justifica uma caracterização que clarifique o seu potencial de intervenção.
A opção pela terminologia de "ʺagente informático"ʺ em detrimento de outras (nomeada-‐‑ mente da comum de "ʺcomputador"ʺ) resulta da preocupação em generalizar o conjunto de propostas de sistemas de classificação a um universo de aplicação mais global, não circuns-‐‑ crito ao associado aos computadores pessoais. A ubiquidade contemporânea dos sistemas informáticos assim o requer. As várias terminologias associadas a um AI (e.g. sistema infor-‐‑ mático, computador, drone, autómato, etc.) deverão ser entendidas de modo equivalente, definindo-‐‑se este como um sistema não natural de mecanismos com capacidade de integrar pelo menos um dos seguintes contextos de interacção:
− captar informação proveniente de uma entidade externa (de um AH, de outro AI, do meio ambiente ou de qualquer outra concebível), de processar essa informação e de emitir informação sob a forma de uma resposta;
− emitir informação a uma qualquer entidade externa (a um AH, a um outro AI, ao meio ambiente ou a qualquer outra concebível) e posteriormente captar e processar a informação que essa entidade externa lhe emita sob a forma de uma resposta.
Enquanto que o primeiro contexto de interacção caracteriza o AI como uma entidade que apresenta respostas a solicitações externas (suportadas pela produção de PIRs), o segundo posiciona-‐‑o como a entidade que apresenta solicitações (através de PII) no sentido de obter respostas às mesmas. Registe-‐‑se que um AI mais evoluído possui a capacidade de intervir em ambos os contextos de interacção.