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OTHER ERROR-RESILIENT CODING TECHNIQUES

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FIGURE 3.2: Block diagram of a basic CELP codec

3.6 OTHER ERROR-RESILIENT CODING TECHNIQUES

Tendo como objectivo principal a optimização do desempenho global do edifício com recurso ao mínimo investimento, procurou-se desenvolver soluções de pormenorização associadas à melhoria do pavimento nas três áreas principais da Física das Construções (Segurança contra incêndios, térmica e acústica).

5.10.1. PAVIMENTOS EM ZONAS CORRENTES

Quando um edifício antigo é sujeito a intervenções de reabilitação pretende-se, normalmente, preservar a identidade deste, tentando manter os elementos construtivos ou simplesmente, quando não é possível, alterando-os para elementos que provoquem o mesmo impacto visual.

No caso de estudo referido neste capítulo, como não foi possível manter o vigamento existente, procedeu-se à alteração deste por um que apresentasse as mesmas características dimensionais, mantendo assim as entregas das vigas nas paredes estruturais. Como o pavimento do piso 1 não tem uma forma perfeitamente rectangular, num dos compartimentos, as vigas não poderão ter o mesmo comprimento devendo ser dimensionadas e adquiridas em grupos de comprimentos. Para simplificação, tanto o dimensionamento apresentado anteriormente, como a proposta de intervenção consideram-se apenas vigas de 6,40m de dimensão, uma vez que este é o caso mais gravoso.

As zonas correntes são constituídas por vigas de madeira de secção 100x200mm que apoiam directamente nas paredes estruturais. Sobre as vigas é aplicado o soalho directamente, soalho esse que tem uma espessura de 25mm. Neste caso prático, o soalho não se encontra à vista pelo lado inferior, mas caso seja pedido, deve-se aplicar o soalho com a melhor face voltada para baixo. Na face superior do soalho deve-se aplicar uma tela impermeabilizante que permita a protecção da madeira contra a água do betão e impeça a perda da goma do betão. A colocação dos ligadores pode suceder ou anteceder a colocação da tela devendo ter-se em atenção a possibilidade de rotura da tela na zona dos ligadores. Os ligadores considerados apresentam um diâmetro de 12mm e um espaçamento de 100mm entre estes. O comprimento do ligador é de 180mm devendo o diâmetro da pré-furação ser inferior ao diâmetro do ligador. Uma vez que o ligador deve estar envolto em betão, este deve ser dobrado a 90º de forma a deixar cerca de 10mm de recobrimento no mínimo. O betão deve ser aplicado com uma espessura de 50mm, valor de acordo com o dimensionamento anteriormente referido.

O revestimento de piso superior é livre e deve ser obviamente especificado pela arquitectura.

Neste caso, o isolamento é colocado entre as vigas de madeira e pode ser colocado posteriormente à execução do pavimento. O isolamento deve ser fixo às vigas de madeira através de cavilhas apropriadas resistentes à corrosão. Há a possibilidade de colocar o isolamento em toda a extensão do pavimento sendo fixado nas vigas de madeira, embora esta solução seja mais dispendiosa e provoque uma perda de pé-direito. O revestimento inferior pode ser em placas de gesso cartonado, por exemplo, permitindo a posterior pintura das mesmas.

Fig. 5.22 - Pormenor construtivo do pavimento em zonas correntes. Legenda: 1. Revestimento de piso (acabamento); 2. Laje de betão; 3. Membrana impermeabilizante; 4. Soalho (cofragem); 5. Isolamento (acústico

e/ou térmico); 6. Revestimento de tecto.

5.10.2. PAVIMENTOS EM ZONAS ESPECIAIS

Entende-se como zonas especiais, zonas onde haja movimentação de água e uma vez que no caso de estudo se encontra projectada uma casa de banho deve-se admitir nesta zona um pavimento especial à base de revestimentos impermeáveis. Como se trata de um pavimento de casa de banho, este deve incluir as tubagens, o que neste caso, a altura é atingida com o recurso a suportes metálicos. A altura dos suportes deve ser definida pelo projectista de forma a garantir a altura mínima para a colocação das tubagens necessárias.

Fig. 5.23 - Pormenor construtivo do pavimento em zonas especiais. Legenda: 1. Revestimento de piso (acabamento); 2. Laje de betão; 3. Membrana impermeabilizante; 4. Soalho (cofragem); 5. Isolamento (acústico

e/ou térmico); 6. Revestimento de tecto; 7. Tubagens.

5.10.3. LIGAÇÃO ENTRE PAVIMENTO EM ZONA CORRENTE E PAVIMENTO EM ZONA ESPECIAL

A ligação entre diferentes tipos de zonas provoca um desfasamento de cotas entre o pavimento das casas de banho e o pavimento das zonas correntes. Neste caso a variação é de 65mm o que é aceitável visto se formar um pequeno degrau que se encontra disfarçado pela da porta. No presente caso optou- se pela colocação de uma régua de madeira na ligação, de forma a eliminar a abertura provocada pela diferença de cotas. A colocação de uma régua de madeira pode ser alterada por outro tipo de sistema de remate embora esta seja uma solução visualmente mais agradável. No caso da zona corrente ter uma movimentação mais intensiva, o remate deve ser estanque a sujidade, visto esta se poder acumular na caixa de ar existente, devido aos suportes (Figura 5.24).

Fig. 5.24 - Pormenor construtivo do pavimento em zonas especiais. Legenda: 1. Revestimento de piso (acabamento); 2. Laje de betão; 3. Membrana impermeabilizante; 4. Soalho (cofragem); 5. Isolamento (acústico

e/ou térmico); 6. Revestimento de tecto; 7. Tubagens; 8. Remate de madeira.

5.10.4. LIGAÇÃO ÀS PAREDES DE ALVENARIA RESISTENTE

A ligação à parede é um pormenor que deve ser considerado uma vez que o betão é um novo elemento do sistema e este encontra-se em contacto com as paredes estruturais. A existência de uma viga de madeira próxima da parede permite que o pavimento trabalhe sem qualquer transferência de esforços para as paredes estruturais a nascente e poente do edifício.

Fig. 5.25 - Pormenor construtivo da ligação do pavimento às paredes estruturais. Legenda: 1. Revestimento de piso (acabamento); 2. Laje de betão; 3. Membrana impermeabilizante; 4. Soalho (cofragem); 5. Isolamento

(acústico e/ou térmico); 6. Revestimento de tecto.

5.10.5. LIGAÇÃO A PORTAS

A ligação à porta é importante na medida em que é a soleira da porta que define a cota possível do pavimento interior. Não é aconselhável aumentar em excesso a altura da soleira visto que pode tornar- se desconfortável ao uso a passagem pelas portas exteriores.

Fig. 5.26 - Pormenor construtivo da ligação à parede junto a uma porta exterior. Legenda: 1. Revestimento de piso (acabamento); 2. Laje de betão; 3. Membrana impermeabilizante; 4. Soalho (cofragem); 5. Isolamento

(acústico e/ou térmico); 6. Revestimento de tecto.

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