• Aucun résultat trouvé

Problématique de la commande sans capteur mécanique de la MSAP

1.2 Equations de la machine synchrone à aimants perma- perma-nentsperma-nents

A empresa “A” iniciou suas atividades ainda de maneira informal entre os anos de 1997 e 1998, que foi quando o atual proprietário chegou à cidade de Benjamin Constant com a intenção de vender produtos domésticos de casa em casa, atuando como prestanista9, passando a atuar também nos municípios de Tabatinga e Atalaia do Norte. Este último, na época pouco visitado por vendedores do gênero devido ao difícil acesso, foi o que ofereceu maiores oportunidades ao vendedor. Ele destacou que o fator „novidade‟ foi a principal razão para o seu sucesso, já que não havia prestanistas naquela cidade.

Com as vendas aumentando tanto em Atalaia do Norte como em Tabatinga e Benjamin Constant, o vendedor (atual proprietário) pôde ir adquirindo novas mercadorias e outras novidades que chamavam a atenção dos clientes e passou a atender encomendas de outros produtos como colchões e camas tubulares.

Observando o crescimento das vendas do gênero uma instituição bancária passou a oferecer crédito para a aquisição destas mercadorias, mas precisava de um estabelecimento fornecedor. Foi então que o vendedor firmou parceria com o banco para oferecer os produtos desejados. Em contato com um amigo da cidade de Tabatinga que trabalhava em uma loja do gênero, firmou uma sociedade e fundou a empresa para que pudesse fornecer os produtos aos clientes via Banco.

Foi então que a partir do ano de 1999, os sócios conseguiram através dos financiamentos de produtos, o capital necessário para erguer a primeira loja no município de Atalaia do

9

Na região, este termo designa a pessoa que vende produtos a prestações, de casa em casa, sem parcelas fixas. Neste caso o cliente paga quanto e quando pode, sendo aberta a negociação entre este e o vendedor.

Norte. Eles forneciam os produtos como camas, colchões, sofás, móveis, motores estacionários e motosserras aos clientes através de financiamentos junto ao Banco e recebiam o pagamento à vista.

Já no ano seguinte, o mesmo sistema de financiamento foi utilizado pelo mesmo banco no município de Benjamin Constant. Seguros do sucesso pela experiência no município de Atalaia do Norte, a empresa já estabelecida adquiriu grande quantidade de produtos para garantir as vendas. Todos os procedimentos foram adotados iguais àqueles outrora utilizados no outro município. Porém o resultado não foi o mesmo.

Embora todas as cartas de crédito dos clientes estivessem aprovadas em Benjamin Constant, a grande inadimplência que se instaurava por parte dos clientes em Atalaia do Norte fez com que a gerência regional do Banco desistisse de financiar novos produtos. O problema foi que uma grande quantidade destes já haviam sido entregues aos clientes.

Sem o pagamento dos produtos pelo Banco, os empresários tiveram seu primeiro grande desafio logo no início das atividades: precisaram cobrar diretamente dos clientes o pagamento das mercadorias. Negociaram com seus fornecedores devido ao atraso de duplicatas, solicitaram maior prazo para pagamento explicando o que ocorrera. Com isso ganharam algum tempo para se estabilizar.

Houve dificuldades em receber o pagamento. Muitos clientes não conseguiram quitar suas dívidas e precisaram devolver alguns produtos. A loja então precisou dar descontos no preço dos produtos recuperados para então revendê-los.

Essas alternativas foram adotadas tanto em Benjamin Constant quanto em Atalaia do Norte, já que lá algumas cartas de créditos também foram canceladas.

Na ocasião, no município de Benjamin Constant funcionava apenas um depósito para os produtos adquiridos, pois estes tão logo eram recebidos, já eram distribuídos para a loja em Atalaia do Norte ou diretamente aos clientes pela promessa do financiamento.

Depois do impasse com a instituição financeira os sócios decidiram transformar o depósito em uma nova loja, visando a dar vazão às vendas em Benjamin Constant e garantir nova entrada de capital para quitar suas dívidas junto aos fornecedores. Porém, como não tinham mercadorias em estoque (pois haviam repassado aos clientes com a promessa do financiamento que não ocorreu), a única saída foi adquirir produtos. Como disse o proprietário na

entrevista: “Só existe uma solução pra nós não quebrar (...): comprar e rápido!” (sic).

Os empresários entraram em contato com seus fornecedores, explicaram o que ocorrera, solicitaram parcelamento das dívidas e ainda conseguiram comprar mais produtos.

Nos dois municípios as lojas logo estabeleceram-se como líder em vendas nos gêneros de cama, mesa e banho, móveis, camas, colchões, motores estacionários, motosserras, eletrodomésticos e eletrônicos.

Observando a demanda por produtos como motosserras e motores de propulsão fluvial, rapidamente os empresários resolveram firmar parceria com a marca Stihl no ano de 2003, tornando-se distribuidores autorizados dos produtos e peças de reposição na região.

Com o crescimento do faturamento e ascensão estrutural, inauguraram a 3ª loja em Tabatinga, ficando esta como a loja matriz, haja vista que naquele município estão presentes os principais órgãos governamentais e oferece melhor infraestrutura logística. Ainda no ano de 2003 foi inaugurada a 4ª loja, no município de São Paulo de Olivença.

Em 2005 houve a mudança da loja de Benjamin Constant para um novo prédio, oferecendo maior estrutura e conforto para funcionários e clientes. Todo o sistema de compra e venda foi informatizado, aumentando assim a eficiência e controle gerais. Na área de venda autorizada da Stihl foi instalada uma oficina mecânica, com mecânico credenciado pela marca, além de oferecer todos os modelos de peças para as máquinas.

No mesmo ano foi feita também a parceria com a Honda, oferecendo produtos como roçadeiras e geradores de energia.

Houve um incremento considerável no faturamento da empresa. A loja definitivamente conquistara a liderança no ramo de crediário em diversos produtos para o lar, além da área de motores.

No entanto, em 2007, houve o fim da sociedade, evento motivado por desencontros entre intenções políticas partidárias no município de Atalaia do Norte. O sócio proprietário fora convidado para ser candidato a prefeito do município. O outro sócio (de Tabatinga) inicialmente concordou, mas passado algum tempo e alegando muitas despesas relacionadas à candidatura, solicitou ao sócio proprietário que desistisse da campanha. Devido à divergência, o sócio de Tabatingapediu o fim da sociedade. Restou

ao outro a tarefa de continuar sozinho e este acabou desistindo de candidatar-se a prefeito em Atalaia do Norte.

Com o fim da sociedade, veio a divisão patrimonial. O sócio proprietário ficou com as lojas de Benjamin Constant, Atalaia do Norte e parte da loja de São Paulo de Olivença. A outra parte ficou para o outro sócio, bem como a loja de Tabatinga, a balsa de transporte de produtos e depósito de gás com o estoque. Houve também o fim da parceria com Honda e Stihl.

Em 2008, o proprietário passou a investir também na área de construção civil. Como não havia fornecimento suficiente de tijolos na cidade que atendesse à demanda, fundou também uma olaria. A empresa de construção passou a atender diversos contratos governamentais para a construção de casas, balsas, estradas e portos fluviais em diversos municípios. Para isso o empresário precisou realizar alto investimento em máquinas, equipamentos e mão-de-obra.

Veio em seguida uma fase conturbada para a empresa de construção. Devido à falta de conhecimento do setor, baixa qualidade de mão-de-obra e extravio de materiais e equipamentos, houve uma grave crise financeira. Nesse período, o capital investido na área de construção veio da empresa de eletroeletrônicos.

Nesse ínterim também houve bastante crescimento das atividades informais/ilegais, como o surgimento de estabelecimentos concorrentes sem licença dos órgãos competentes ofertando produtos contrabandeados do Peru e Colômbia. Esse fato representou forte ameaça e impacto sobre as atividades da empresa “A”.

Foram fechadas as lojas de Atalaia do Norte (2008) e São Paulo de Olivença (2009), imóveis e veículos foram vendidos para cobrir as dívidas. “Quando eu acordei eu tava à beira da falência” (sic), disse o proprietário na entrevista.

Contudo, havia ainda eventuais entradas de capital provenientes da loja de Benjamin Constant e da olaria, que amenizaram a situação da empresa por um tempo. Foi quando em 2009 a empresa de construção firmou um contrato com o INCRA no valor de 5,4 milhões para a construção de casas em vários municípios e comunidades ribeirinhas. Esse contrato salvou as empresas. Foi então que tudo foi voltando ao normal.

O empresário afirma que esse foi um período de grande dificuldade, mas também de aprendizado. Foi a partir desses

eventos que ele aprendeu o que é construir e com todas as adversidades geográficas da região, foi conseguindo se reerguer. Em conjunto, a empresa foi conseguindo outros contratos de construção, participando do Programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal, manutenção de estradas, construção de balsas e portos terrestres e flutuantes.

Em 2010 houve a aquisição de uma farmácia em Benjamin Constant, que passou a integrar o patrimônio em um novo ramo de negócios para o empresário.

Atualmente as empresas operam em um momento de estabilidade e crescimento. Os negócios estão prosperando apesar de dificuldades que serão melhor detalhadas adiante.