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Equation Solving

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Algebra: Matrices, Vectors etc

9.0.5 Equation Solving

2.2.1. Osteoartrite

A osteoartrite é uma doença degenerativa e inflamatória das articulações, sendo a forma mais comum de artrite.126 Os principais sintomas da doença incluem rigidez articular transitória, inchaço, dor, crepitação e perda de mobilidade.127,128

De acordo com a Organização Mundial de

Saúde, a osteoartrite é considerada uma das dez doenças mais incapacitantes nos países desenvolvidos, e as estimativas mundiais são de que 9,6% dos homens e 18% das mulheres com mais de 60 anos sofrem da condição.129

A osteoartrite resulta da incapacidade de os condrócitos manterem a homeostase entre a síntese e a degradação dos componentes da matriz extracelular, o que resulta na destruição progressiva da cartilagem.130

As articulações mais comumente afetadas pela osteoartrite são as

das mãos e pés, quadril e joelhos.127 A suscetibilidade e predisposição para a osteoartrite dependem da associação de vários fatores de risco, nomeadamente genética, obesidade, género ou anormalidades estruturais do osso.128 Porém, o fator que mais influencia a incidência e prevalência da osteoartrite é a idade.131 Segundo projeções já realizadas, o envelhecimento populacional, concomitantemente com o aumento da obesidade previsto para todas as idades, deverá aumentar significativamente a prevalência da doença nos próximos anos.132,133

Atualmente, a osteoartrite não tem cura, mas os sintomas podem ser controlados. O tratamento escolhido varia amplamente, conforme a idade, medicação e doenças concomitantes, e pode implicar medidas farmacológicas ou não farmacológicas.128 Aquando da terapia farmacológica, o principal objetivo é controlar a dor associada à doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Medicamentos como paracetamol, anti-inflamatórios não esteroides, corticosteroides ou analgésicos opioides são os mais utilizados.134,135

2.2.2. Artrite reumatoide

A artrite reumatoide afeta cerca de 1% da população mundial e é uma doença crónica e inflamatória, de natureza autoimune.136,137 Progressivamente, há perda de cartilagem e o espaçamento articular entre os ossos fica menor, provocando instabilidade das articulações, com consequente dor e perda de mobilidade.138 Para além da dor, o edema, rubor, rigidez articular, tumefação, perda de peso, fadiga ou febre são alguns dos sintomas relatados.136 A artrite reumatoide afeta mais comumente as articulações das mãos, pés, cotovelos, joelhos e tornozelos e é, geralmente, simétrica.138

É mais comum em mulheres e em países desenvolvidos,

sendo que a prevalência da doença aumenta com a idade.129

A etiologia é pouco conhecida, mas

a interação entre fatores genéticos e ambientais foram associados à doença, com uma influência genética estimada em cerca de 60%.139

De entre os fatores ambientais que parecem influenciar,

o tabagismo é o mais fortemente associado ao desenvolvimento da artrite reumatoide.140

Outros

fatores de risco associados incluem interação com agentes infeciosos, género e obesidade.136,140

35 A artrite reumatoide era associada a danos irreversíveis e incapacidade física no passado, mas atualmente a remissão é uma meta alcançável devido a avanços no diagnóstico precoce, novos medicamentos e estratégias de tratamento aprimoradas.141 A escolha do tratamento é baseada na atividade da doença, questões de segurança e outros fatores individuais, como comorbilidades e nível de progressão da doença. A terapia com fármacos antirreumáticos modificadores da doença (DMARDs) clássicos constituem a base do tratamento, e deve ser iniciada assim que o diagnóstico de artrite reumatoide for feito. O metotrexato constitui a primeira estratégia de tratamento pelos bons resultados apresentados.142 Os DMARDs permitem a redução da inflamação e interferem na progressão da doença. Fármacos anti-inflamatórios e analgésicos são utilizados para melhoria dos sintomas, mas não evitam a progressão da doença. Os glucocorticoides têm capacidade de alterar a progressão da doença, mas os seus efeitos adversos (como contribuir para o desenvolvimento de osteoporose) dificultam o uso a longo prazo. No entanto, devido à sua rápida ação anti-inflamatória, são administrados concomitantemente com os DMARDs clássicos por um curto período, ou por um período mais prolongado mas em doses mais baixas.136

A monitorização do tratamento deve ser frequente, e

no caso de não haver melhorias no máximo 3 meses após o início do tratamento ou a meta não tiver sido atingida em 6 meses, a terapia deve ser ajustada. Em determinadas situações, como quando não há resposta ao tratamento convencional, podem ser adicionados à terapêutica os DMARDs biológicos, com capacidade de atuar em alvos específicos do sistema imunitário.136,142

2.2.3. Osteoporose

No funcionamento ósseo saudável, há uma constante regeneração óssea que assegura a manutenção de ossos fortes. Esse processo ocorre ao longo da vida e designa-se de remodelação óssea, implicando fenómenos de reabsorção e formação óssea. Na reabsorção óssea, intervêm os osteoclastos, responsáveis por digerir a massa óssea, enquanto que na formação óssea, estão implicados os osteoblastos, que permitem a mineralização óssea.143 Quando existe um desequilíbrio na atividade de remodelação, em que a reabsorção excede a formação, ocorre uma diminuição da massa óssea e perda do tecido ósseo, podendo evoluir para osteoporose. Os ossos tornam-se mais fracos, perdem a sua resistência e têm uma maior probabilidade de sofrerem fraturas, sendo estas mais frequentes nas vértebras dorsais e lombares, no rádio e no fémur.144,145

A osteoporose é a doença óssea mais comum em humanos,

e estima-se que afete 1 em cada 3 mulheres pós-menopáusicas e 1 em cada 5 homens após os 50 anos de idade, correspondendo a 200 milhões de mulheres e homens em todo o mundo.143

É

considerada uma doença silenciosa, por geralmente não apresentar manifestações clínicas até à ocorrência de fraturas.145 Contudo, alguns sinais e sintomas como postura curvada, dor crónica, perda de altura e dificuldades na execução de movimentos podem ser indicativos da doença.146 A osteoporose é mais comum em idosos, devido à perda progressiva de massa óssea associada ao envelhecimento, e em mulheres pós-menopáusicas, pelas alterações hormonais que ocorrem nessa fase. Outros fatores associados ao desenvolvimento de osteoporose incluem fraturas

36 prévias, imobilização e inatividade prolongada, comorbilidades, terapia com glucocorticoides, tabagismo, consumo excessivo de álcool, défice de cálcio e vitamina D, entre outros.147

Atualmente, a osteoporose representa um grande problema de saúde pública, com efeitos significativos tanto a nível económico como na qualidade de vida dos pacientes.148

Nos últimos

anos foram feitos grandes avanços terapêuticos no tratamento da osteoporose, com o objetivo de reduzir os efeitos negativos associados à doença.144 Grande parte das terapias atuais na prevenção da osteoporose e fraturas são projetadas para reduzir a reabsorção óssea e, para isso, são utilizados agentes antirreabsortivos. Estes incluem bifosfonatos, como o ácido alendrónico, terapia hormonal de substituição, com estrogénios, e modeladores seletivos dos recetores de estrogénios, como o raloxifeno. Outro fármaco utilizado, em casos mais particulares, é a teriparatida, que estimula a remodelação óssea. Como alternativa aos bifosfonatos, existe ainda o ranelato de estrôncio, com um papel no aumento da densidade mineral óssea bem estabelecido.145,149

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