Exercice 8.3 : écrire un programme de gestion d'une liste chaînée (LIFO) constituée de plusieurs tableaux de flottants
H) SPÉCIFICATION D'IMPRESSION
8.5 ENTRÉES/SORTIES SUR LES FICHIERS ORDINAIRES
De forma geral, os APLs são constituídos de estruturas de produção não integradas, com elevado número de empresas, na maioria das vezes micro e pequenas. Estas interagem com alguma freqüência e a partir desta interação se desenvolvem formas variadas de coordenação e agentes coordenadores das relações interempresariais, que complementam os mecanismos de mercado.
As formas de governança adotadas variam de acordo com o modelo do APL, o qual é determinado por: i) sua estrutura de produção; ii) aglomeração territorial; iii) organização industrial; iv) inserção nos mercados, interno e externo; v) densidade institucional, isto é, os atores coletivos, privados e públicos; e vi) o tecido social (SUZIGAN et al., 2002).
É formada, ao longo do tempo, uma estrutura produtiva complexa na qual se encontram empresas que atuam em diversas etapas de uma cadeia produtiva, caracterizando um extenso processo de divisão do trabalho entre os diversos produtores especializados. Isto é traduzido em externalidades que beneficiam as empresas do arranjo e que influenciam em suas competitividades. O elevado grau de desintegração vertical exige a manutenção de interações constantes entre os agentes.
A governança em APLs deve partir do estabelecimento de práticas democráticas locais adotadas por meio da intervenção e participação de diferentes categorias de atores nos processos de decisões locais: o Estado, em seus diferentes níveis e instituições; empresas privadas locais; cidadãos e trabalhadores; ONGs e outros. As diversas atividades podem
envolver a organização dos fluxos de produção, bem como do processo de geração, disseminação e uso de conhecimentos (CASSIOLATO; SZAPIRO, 2003).
Em linhas gerais, verificam-se duas formas principais de governança em APLs. As “hierárquicas” são aquelas em que a autoridade é claramente internalizada dentro de grandes empresas, com real ou potencial capacidade de coordenar as relações econômicas e tecnológicas dentro em nível local; e sob a forma de “redes”, nas quais não há grandes empresas instaladas localmente exercendo a coordenação das atividades econômicas e tecnológicas. Esta última forma é marcada pela forte intensidade de relações entre um amplo número de agentes, onde nenhum deles é dominante ou esta dominância não é muito clara ou aceita amplamente. Entretanto, essa visão não deixa de ignorar que grandes empresas localizadas fora do arranjo, de fato, influenciam as relações técnicas e econômicas ao longo da cadeia produtiva, o que limita de forma significativa os processos decisórios locais.
Assim, a questão da governança do APL refere-se às relações de poder que ocorrem ao longo das cadeias de produção e distribuição das mercadorias. Nesse sentido, faz-se necessário verificar se, e em que extensão, as relações dentro da cadeia produtiva são governadas por mecanismos de preços ou são resultados de fortes hierarquias impostas pelos agentes participantes do processo dessa interação.
Entretanto, vale ressaltar que, não raro, as interações ocorrem entre os agentes por meio de assimetrias entre eles, caracterizadas por fortes hierarquias, decorrentes do diferenciado poder de barganha que é verificado entre as firmas participantes do processo (SUZIGAN et al., 2002).
Nesse sentido, conforme Storper e Harrison (1991), uma aglomeração de firmas de um mesmo setor, em um mesmo local, apoiadas por indústrias correlatas e de apoio, pode ser caracterizada pelas interações que são mantidas entre os agentes, as quais podem ou não ser comandadas por uma grande empresa. Nesses arranjos ou sistemas produtivos locais, são verificadas interações com elevada freqüência, decorrentes da divisão do trabalho entre os produtores especializados, de forma a concretizar ganhos competitivos para as diversas firmas participantes do sistema.
Com essa idéia geral, Storper e Harrison (1991) apresentam uma taxonomia de cadeias produtivas ou sistemas de produção às quais incorporam três dimensões complementares: (a) características do arranjo ou sistema produtivo; (b) existência de aglomerações de empresas; e (c) estrutura de governança das redes de firmas. A partir dessas três características, os autores criam uma matriz na qual são classificadas as diferentes experiências empíricas, conforme as suas respectivas especificidades.
Na primeira tipologia, denominada de all ring-no core, o arranjo ou sistema produtivo carece de líderes consolidados, numa relação entre iguais e sem nenhuma hierarquia entre os agentes. Se há alguma liderança embrionária, não é amplamente aceita ou há contestação por parte de agentes. Tal estrutura caracteriza-se por relações entre iguais e sem alguma forma de hierarquia entre os agentes.
A segunda categoria é denominada core-ring with coordinating firm. Nesta, a estrutura apresenta algum grau de hierarquia em função da presença de assimetrias entre os agentes participantes da cadeia. Essas assimetrias são decorrentes de certa influência sistemática que uma ou algumas empresas exercem sobre as outras. Esse poder, no entanto, é limitado e não é determinante para a sobrevivência das outras empresas pois a estratégia da empresa líder não é muito importante para as outras firmas. Os limites da empresa coordenadora estão na sua insuficiente capacidade de realizar as atividades que são feitas pelos demais participantes do sistema.
A terceira rede de firmas é a core-ring with lead firm. Assim como no caso anterior, também são encontradas assimetrias entre os agentes, o que se realiza em relações hierárquicas entre eles. A diferença em relação à categoria anterior é que a firma líder é dominante, de forma que as ações das outras empresas participantes da cadeia dependem das estratégias da líder. Até mesmo as sobrevivências dos agentes, ou seja, as suas participações no sistema, dependem da firma líder. Por outro lado, esta possui alto grau de independência dos seus fornecedores, distribuidores e subcontratados.
A quarta categoria é a all core. Nesta estrutura quase que não se verifica a conformação de uma rede de empresas, dado que as tarefas de produção e distribuição de mercadorias são assumidas pela grande empresa verticalizada. Esta forma de governança também pode ser
denominada “quase-verticalização”. Assim, a firma exerce uma significativa integração e domínio sobre os produtores, fornecedores e recursos produtivos.
Apesar da importante contribuição dada por esses dois autores, essa caracterização não pretende ser completa. A questão da governança em arranjos ou sistemas produtivos locais passa pelas formas de organização da cadeia produtiva na qual os produtores locais estão inseridos e é ainda um campo onde estão abertas vastas áreas para pesquisas.
3 A INDÚSTRIA DE CONFECÇÕES: UM PANORAMA MUNDIAL, BRASILEIRO,