I. Chapitre 01
1. Répartition géographique du palmier dattier
1.2. En Algérie
Este trabalho se objetiva a documentar o processo de desenvolvimento do projeto gráfico de livro com ilustrações da criação na mitologia nórdica. Para a produção do livro, foi proposto uma pesquisa sobre as lendas e narrativas presentes nessa tradição oral, realizar uma seleção e adaptação de um recorte adequado para o projeto.
As maiores dificuldades enfrentadas durante o processo de desenvolvimento do projeto foram principalmente a escolha do recorte teórico e a sua adequação à proposta. Existem diversas fontes teóricas relacionadas à mitologia nórdica, apresentando abordagens e conotações variadas, tornando a seleção das histórias difícil. A principal dificuldade, contudo, foi o tempo determinado para finalizar o projeto, visto que o autor, por motivos pessoais, optou por finalizar o trabalho em oito meses.
O desenvolvimento deste projeto expôs ao autor a compreensão do desenvolvimento de um material editorial com elementos visuais, suas necessidades e características fundamentais de metodologia e composição visual. A etapa de criação permitiu um entendimento e evolução nas estratégias de desenvolvimento de personagens e composição visual. A liberdade na escolha e desenvolvimento do tema, bem como a técnica para as ilustrações foram essenciais para o engajamento no projeto, permitindo um grande aprimoramento na pintura digital e enriquecimento pessoal no conhecimento referente à mitologia nórdica.
O escopo abordado neste projeto gráfico de livro com ilustrações é apenas uma pequena fração da rica cultura da mitologia nórdica, existem outras fontes além das Eddas de Snorri tão interessantes e relevantes quanto. A mitologia nórdica é uma fonte de histórias e lendas passíveis de serem pesquisadas, exploradas e, principalmente, recontadas como uma tradição, reforjadas nos moldes de uma cultura moderna, porém com um material herdado de gerações.
60 REFERÊNCIAS
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CULTURA, junho. 2009. Edição Nº7. Disponível em:
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LUPTON, Ellen. Pensar com tipos: guia para designers, escritores, editores e estudantes. Tradução: André Storlaki. 2. ed. São Paulo: Cosac Naify, 2006.
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63 APÊNDICE A – Texto produzido a partir de “O Gylfaginning” feito pelo autor5
Fogo e Gelo
“Enquanto dormia, Ymir derramava suor e debaixo de seu braço esquerdo cresceu um homem e uma mulher, e do encontro de seus pés nasceu mais um filho, eles foram chamados de Gigantes de Ymir, ele e toda sua família eram maus. Então o gelo derreteu e surgiu Adhumla, a vaca cujas tetas desaguavam quatros rios de leite que alimentavam Ymir.
Ela lambia o gelo salgado para se alimentar e após três dias, um homem havia surgido desse gelo, seu nome era Búri. Ele teve um filho chamado Borr, que se casou com Bestla, filha do jötunn Bölborn. Eles tiveram três filhos. O primeiro se chamava Wotan, o segundo Wili e o terceiro Wé .O primogênito receberá doze nomes, mas será conhecido pelos homens por Odinn.
Os filhos de Borr consideravam-se superiores à raça a qual convivem, os gigantes. Para consolidar o seu poder perante os jötunn, declararam guerra e assim, os três matam Ymir. Ao cair, tanto sangue escorria de suas feridas, que afogou a tribo inteira dos Hrímpursar, os gigantes filhos de Ymir, exceto um que escapou com sua família, conhecido como Bergelmir. Ele subiu em seu barco com sua esposa e se salvaram indo em direção a Jotünheim. Assim, Odinn em associação com seus irmãos será o governante da terra e do céu.”
A primeira Guerra
“Enquanto dormia, Ymir derramava suor e debaixo de seu braço esquerdo cresceu um homem e uma mulher, e do encontro de seus pés nasceu mais um filho, eles foram chamados de Gigantes de Ymir, ele e toda sua família eram maus. Então o gelo derreteu e surgiu Adhumla, a vaca cujas tetas desaguavam quatros rios de leite que alimentavam Ymir. Ela lambia o gelo salgado para se alimentar e após três dias, um homem havia surgido desse gelo, seu nome era Búri. Ele teve um filho chamado Borr, que se casou com Bestla, filha do jötunn Bölborn. Eles tiveram três filhos. O primeiro se chamava Odinn, o segundo Vili e o terceiro Vé.
Os filhos de Borr mataram o jötunn Ymir e, quando ele caiu, tanto sangue escorria de suas feridas afogou a tribo inteira dos Hrímpursar, os gigantes filhos de Ymir, exceto um que escapou com sua família, conhecido como Bergelmir. Ele subiu em seu barco com sua esposa
5 A produção do texto foi feito a partir de recortes dentro da Edda Poética, portanto não segue exatamente a mesma sequência de histórias.
64 e se salvaram indo em direção a Jotünheim. Odinn em associação com seus irmãos será o governante da terra e do céu.”
Terra Média
“Os filhos de Borr levaram Ymir para o meio do Ginnungagap e criaram o mundo a partir de seu corpo. De seu sangue fizeram o mar e os lagos; de sua carne, Jörd, a terra; de seus ossos as montanhas; as rochas, fizeram de seus dentes e mandíbulas pois estavam quebrados. Do sangue que correu livremente de suas feridas eles criaram o oceano, o firmaram junto a terra, circulando ao seu redor. Para o atravessar o oceano parecia ser perigoso para a maioria dos homens.
Eles também pegaram seu crânio e fizeram Uppheminn, o céu ,e o fixou acima da terra com seus quatro lados e abaixo de cada canto colocaram o que virá a ser um Dvergr, que será conhecido como Anão por algumas regiões. Eles vieram da carne de Ymir como vermes, adquiriram entendimento e forma humana por decreto dos deuses, destinados a viverem abaixo do solo. Então eles pegaram faíscas e brasas ardentes que estavam voando após terem sido sopradas para fora de Múspellsheim e os colocaram no meio do Ginnungagap para dar luz sobre o céu e abaixo da terra, que mais tarde serão nomeadas pelos homens como estrelas. Assim nasceu a contagem dos dias e anos. Também pegaram o cérebro de Ymir e atiraram ao céu para criar as nuvens. Este mundo foi chamado então de Midgard, a Terra Média
Quando eles estavam indo juntos à praia, os filhos de Borr encontraram duas árvores. Eles apanharam-nas e, delas, criaram os primeiros humanos. Odinn lhes deu o espírito e a vida; Vili, o entendimento e poder de se mover; e Vé ,a forma, a fala, a audição e a visão .Deram a eles roupas e nomes. O homem foi chamado de Ask e a mulher Embla, deles nasceram toda a raça humana, determinados a viverem em Midgard.”
Lar dos Deuses
“Os deuses então resolveram ter o seu próprio lar, pois não acharam adequado viverem entre os humanos. Construíram sua própria fortaleza numa terra que se erguia sobre as águas que rodeavam Midgard, este lugar veio a ser chamado de Asgard, o lar da linhagem de Odinn, os chamados Æsir. Odinn designou governantes para serem os controladores dos destino dos homens, além de serem responsáveis por governar a fortaleza. Na fortaleza ficava o alto trono
65 de Odinn, chamado de Hlidskjálf, capaz de ver acima o mundo inteiro, o que fazia e compreender tudo o que enxergava.
Os deuses então construíram uma ponte que ligava Asgard à Midgard, uma ligação que ligava a terra ao céu, chamada de Bifröst, a ponte arco-íris, formada por três cores. Feita com muito mais habilidade e astúcia que as outras estruturas, apesar de ser forte, ela ruirá quando os filhos de Múspell cavalgarem sobre ela.”
Perseguição nos Céus
“Havia um jotünn que vivia em Jotünheim que se chamava Norfi, ele tinha uma filha chamada Nótt, negra e escura como a noite. No seu terceiro casamento, com Dellingr da família dos Æsir, ela teve um filho ,chamado de Dagr, ele era belo e radiante como o sol, como seu pai. Então Odinn pegou Nótt e seu filho e deu a eles dois cavalos e duas carroças; assim ele colocou ambos no alto do céu ,de modo que eles cavalgariam ao redor do mundo a cada doze horas. Nótt cavalgava primeiro sobre Hrímfaxi, com sua juba gélida, e toda manhã ele orvalha a terra com a espuma de seu freio. O cavalo de Dagr é chamado de Skinfaxi cuja juba brilhante ilumina os céus e a terra.
Também havia um homem chamado Mundilfari que tinha dois filhos, belos e formosos. Um ele chamou de Máni e a outra, uma filha, de Sól .Ele concedeu a mão de Sól em casamento para um homem, Glenr ,porém os deuses ficaram furiosos por sua arrogância e levaram os irmãos aos altos céus .
Eles fizeram Sól dirigir os cavalos que puxam o carro do sol que os deuses tinham feito para iluminar os mundos das faíscas que voam de Muspéllsheim. Os cavalos são chamados de Árvakr e Alsvidr, o que desperta cedo e o todo veloz. Máni governa a jornada da lua e decide a suas fases nova e minguante.
Porém o medo procura o sol, que se move depressa, fugindo. Há um lobo que a persegue, ele é chamado de Skoll, e existe outro chamado de Hati, que persegue a lua buscando algum dia apanhá-la. Eles são do Leste de Midgard, da floresta chamada Járnvidi, na qual vive uma gigante ,que deram à luz a filhos na forma de lobos, descendentes do maior lobo, chamado de Fenrir. Um deles é chamado de Mánagarn, que se tornou o mais poderoso membro dessa família, ele se alimenta da carne de todos que morrem e algum dia irá devorar Máni. Sua morte manchará todo o céu e o ar de sangue, mergulhando sua irmã Sól na tristeza, perdendo assim
66 seu brilho e os ventos irão se tornar selvagens e raivosos. Este será um dos sinais do prelúdio do crepúsculo dos deuses.”
Árvore da Vida
“O freixo Yggdrasil é a melhor e a maior de todas as árvores, seus ramos se espalham pelo mundo inteiro e alcança o céu. A árvore é sustentada por três raízes que se espalham para longe; uma está entre os Æsir, a segunda entre os gigantes de Ymir onde uma vez estava o Ginnungagap, e a terceira se estende em Niflheim, mas o dragão Nídhögg rói a raiz em baixo, convivendo com inúmeras serpentes. Abaixo da raiz que corre na direção dos jotünn, filhos de Ymir, está a fonte de Mímir, em qual está escondido toda a sabedoria e entendimento. Mímir é o nome do dono da fonte. Ele é cheio de sabedoria porque ele bebe da fonte no chifre Gjall. Odinn foi até a fonte e pediu por uma única bebida da fonte mas não conseguiu, para conseguir seu desejo teve que dar um de seus olhos como garantia.
Nos ramos da Yggdrasil está pousada uma águia, muito culta, e entre seus olhos está pousado o falcão chamado de Vedrfolnir. Há também um esquilo, Ratatosk, que corre para cima e para baixo do Freixo e comunica palavras abusadas trocadas entre a águia e Nidhogg. Além disso, existem quatro veados que saltam sobre os ramos do Freixo e comem seus brotos, chamados de Dáinn, Dvalinn, Duneyrr e Duratrór.
A terceira raiz do Freixo está no céu, e abaixo está uma fonte muito sagrada chamada de Fonte de Urdr, ali os deuses controlam seu tribunal de justiça. Há um lindo salão perto dessa fonte, e de lá vem três donzelas cujos nomes são Urdr, que decide o destino, Verdandi, que sabe o que deve ser e Skuld, que conhece o débito de todos os seres. Elas são chamadas de Nornir, alguns as chamam de Nornas, porém não existem apenas estas, pois surgem para toda criança que nasce.”
67 APÊNDICE B – Pranchas de Esboços e Ilustrações
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77 ANEXO A – Recorte de “O Gylfaginning” utilizado para a produção do texto
01-Sobre o Rei Gylfi e Gefjun.
O rei Gylfi governava as terras que agora são chamadas Svíþjóð (Suécia). É dito que ele deu uma terra para ser arada em seu reino, o tamanho que quatro bois pudessem arar em um dia e uma noite, para uma mendiga como uma recompensa pelo modo que ela tinha entretido ele. Essa mulher, porém, era uma da família do Æsir; o nome dela era Gefjun. Do Norte de Jötunheimr ela pegou quatro bois e colocou-os a canga para arar, mas esses eram filhos dela com um jötunn. O arado foi tão árduo e profundo que a terra se soltou e os bois a puxaram para o leste indo para o mar, parando em um certo canal. Lá Gefjun fixou a terra e deu-lhe um nome, chamando-a Selund. Mas o lugar onde a terra tinha sido rasgada virou posteriormente um lago.Que é agora conhecido em Svíþjóð como Lögrinn (Lago Mälar).E lá, as enseadas no Lögrinn corresponde aos promontórios em Selund. Como o poeta Bragi o Velho diz:
1.Gefjun puxou de Gylfi,contente,um profundo anel de terra (a ilha de Selund) de forma que dos rápidos puxadores (os bois) elevaram-se o mal cheiro:a extensão da Dinamarca. Os bois tinham oito estrelas das sobrancelhas (olhos) quando eles estavam puxando sua pilhagem, a ampla ilha de campos, e quatro cabeças.
02-Gylfi Chega até Ásgarðr.
O rei Gylfi era um homem sábio e versado em magia; ele estava muito confuso sobre o povo Æsir serem tão espertos que todas as coisas se faziam de acordo com o desejo deles. Ele ponderou se esse poder procedia de sua própria natureza, ou se os divinos poderes qual eles adoravam poderiam ordenar tais coisas. Ele partiu para Ásgarðr, secretamente, e se vestiu como um homem velho, com qual se disfarçou. Mas os Æsir eram mais sábios neste assunto, porque viam o futuro, e eles viram sua jornada antes mesmo dele chegar, e se prepararam contra ele com ilusões oculares. Quando ele chegou na cidade, ele viu ali um salão tão alto que ele dificilmente pode ver até o topo, o teto estava revestido com escudos dourados. Assim diz Þjóðólfr de Hvin, que Valhöll tinha tetos com escudos:
2.Guerreiros mostram prudência quando com pedras sendo jogadas; eles deixam o teto de Sváfnir brilhar em suas costas.
78 Na entrada do salão Gylfi viu um homem fazendo malabarismo com espadas com tanta destreza, que sete estavam no ar ao mesmo tempo. Esse homem perguntou a ele qual era seu nome. Ele se auto denominou Gangleri, e disse que tinha vindo de um longo caminho, e rogou para ser hospedado por uma noite, e perguntou quem possuía aquele salão. O homem respondeu que pertencia ao rei dele: "Eu irei com você para vê-lo. Então você pode perguntar pelo nome dele. "Então o homem virou e o conduziu para dentro do salão. Gangleri seguiu, e de repente as portas se fechavam atrás dele. Lá ele viu muitos quartos e um número muito grande de pessoas, dos quais alguns jogavam, outros estavam bebendo, e alguns estavam combatendo com armas. Ele olhou ao redor dele, e muito do que ele viu parecia incrível para ele. Então ele disse:
3.Em todos os portões antes de ir adiante, você deve olhar bem, é difícil saber
qual o inimigo
que se senta dentro da sala.
Ele viu três altas cadeiras, uma acima da outra, e em cada uma se sentava um homem. Ele perguntou qual era o nome desses chefes. O homem, quem tinha o conduzido, respondeu que o que se senta na cadeira mais baixa era um rei, e se chamava Hárr; o outro depois dele, Jafnhárr; e o que se senta na mais alta cadeira, Þriði. Hárr perguntou ao recém-chegado se ele tinha mais alguma tarefa, e acrescentou que a comida e bebida estavam lá a seus serviços, tanto quanto tudo no salão de Hárr. Gylfi respondeu que primeiro de tudo ele queria saber se ali dento tinha algum homem que era bem informado. Hárr disse que ele não iria conseguir sair em segurança a menos que ele fosse ainda mais informado:
4.E de um passo adiante enquanto você pergunta, Ele que responde se sentará.
79 Gylfi começou suas questões: "Quem é o mais alto ou o mais velho de todos os deuses?" Hárr respondeu: "Ele é chamado Alföðr em nossa língua, mas na antiga Ásgarðr ele teve doze nomes: o primeiro é Alföðr ;o segundo, Herran ou Herjan; o terceiro, Nikarr ou Hnikarr; o quarto, Nikuðr ou Hnikuðr; o quinto, Fjölnir; o sexto, Óski; o sétimo, Ómi; o oitavo, Biflidi ou Biflindi; o nono,Sviðurr; o décimo,Sviðrir; o décimo primeiro, Viðrir;e o décimo segundo, Jálg ou Jálkr."
Então Gangleri perguntou: "Onde esse deus está, que poder ele tem, que grandes feitos ele realizou?"
Hárr disse: "Ele vive através de todas as eras e governa todo seu reino, e dirige todas as coisas, grandes e pequenas."
Então Jafnhárr disse: "Ele criou o Céu, a Terra e o Ar e tudo que está nele."
Então Þriði disse: "Sua maior realização, porém, é a criação do homem e dar a ele um espírito qual viverá e nunca morrerá, embora seu corpo possa virar pó ou queimar até as cinzas. Todos os homens virtuosos viverão e estarão com ele onde é chamado Gimlé ou Vingólf, mas os