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AU COURS DE L’ATELIER

II. ACCIDENT PHASE – Grave and imminent danger of a nuclear accident

2. Emergency Assistance Payments

REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DAS TEMÁTICAS ABORDADAS NO SEMINÁRIO DE PESQUISA EM ANDAMENTO DA PGET/

UFSC: UM ESTUDO DE CASO DOS ANOS 2016 A 2019

Fernanda Christmann Profa. Dra. Andréia Guerini

Considerando a História dos Estudos da Tradução no Brasil como um campo de pesquisa relativamente novo e em ascensão dentro dos Estudos da Tradução, área cujas investigações desenvolvidas são multidisciplinares, esta comunicação tem como objetivo apresentar, por meio de uma representação gráfica, as temáticas abordadas nos Seminários de Pesquisas em Andamento da Pós-Graduação em Estudos da Tradução da Universidade Federal de Santa Catarina (SPA/PGET/UFSC). Para tanto, pretendo aplicar a metodologia que está sendo desenvolvida em minha tese de doutorado em um corpus amostral, mediante um estudo de caso a partir dos Cadernos de Resumo do SPA/PGET publicados nos anos de 2016 a 2019. Por meio de uma análise quantitativa, buscarei expor as temáticas mais incidentes no evento, as tendências de pesquisas na área, com base neste corpus e, principalmente, facilitar a visualização das temáticas por meio de uma representação gráfica. Desse modo, espera- se que seja possível estabelecer quais as temáticas que norteiam os Estudos da Tradução na PGET e, posteriormente, fazer um estudo comparado entre as temáticas recorrentes nos eventos que apresentam as pesquisas em desenvolvimento dos demais programas de Pós-Graduação em Estudos da Tradução brasileiros, POSTRAD/UnB e POET/UFC.

Palavras-chave: História dos Estudos da Tradução no Brasil. Temáticas dos Estudos da

Tradução. Seminário de Pesquisa em Andamento.

GIACOMO LEOPARDI: TRADUÇÃO E CENSURA NA IMPRENSA BRASILEIRA DA ERA VARGAS (1930-1945)

Ingrid Bignardi Profa. Dra. Andréia Guerini

O escritor italiano Giacomo Leopardi (1798-1837) circulou e foi recepcionado na imprensa brasileira da Era Vargas (1930-1945) através de ensaios, críticas, traduções e outros textos. Na Era Vargas, mais especificamente no período do Estado Novo (1937-1945), a imprensa brasileira passou pela censura nos meios de comunicação realizada principalmente pelo Departamento de imprensa e propaganda (DIP). Por isso, o objetivo desta comunicação é analisar através da materialidade jornalística o papel das traduções em poesia e em prosa de Giacomo Leopardi, publicadas nos jornais e revistas, que serviam de modus operandi para censurar ou até mesmo criar estratégias de desvio de leitura de determinados assuntos políticos que pudessem incomodar o estado vigente. Para atingir o objetivo, utilizaremos como aporte teórico-metodológico as reflexões de Gérard Genette (2009) sobre os epitextos editoriais; Antonia Viu (2019) sobre materialidades dos impressos; Amanda Nascimento et al (2013) sobre práticas de censura entre outros. Dentre os resultados parciais obtidos, percebe-se que as obras traduzidas de Leopardi não sofreram censura na imprensa, entretanto, as traduções serviram para “censurar” ou desviar a leitura de assuntos políticos que o Estado Novo desejava evitar.

PEGADAS HISTÓRICAS NO JULGAMENTO DA TRADUÇÃO TECNOLÓGICA

Luis Carlos Binotto Leal Prof. Dr. Aylton Barbieri Durão

A tradução tem sido referida tanto como critério de qualidade quanto como recurso de acesso ao conhecimento em um universo global complexo. Apesar de sua crescente popularidade nos níveis prático e teórico-empírico e do discurso dominante de que transformou os sistemas de comunicação em um formato global, não há consenso pacificado sobre sua real contribuição para o bem-estar da sociedade, demonstrando que ainda temos pontos a serem discutidos sobre os caminhos a serem percorridos; no papel do tradutor, bem como no uso das ferramentas de tradução. Neste artigo, faz-se referência a essas contradições para questionar a possibilidade de ferramentas exemplares, baseadas em princípios de utilização no mercado, disponibilidade e qualidade, face a um contexto hegemônico marcado por tendências de comercialização, na tradução de textos. Epistemologicamente, o artigo é baseado nos pressupostos da evolução histórico- científica das ferramentas e o aperfeiçoamento das técnicas utilizadas pelo tradutor. Diante das lacunas teóricas e empíricas em relação à definição clara do quanto usar a tecnologia na prática da tradução, o artigo tenta responder à questão norteadora: “Como o uso da tecnologia se configura como ferramenta esclarecedora para as massas?”

Palavras-chave: Tradução. Banco de Dados. Tradução Automática.

A MANIPULAÇÃO POR MEIO DE PARATEXTOS: O CASO DE LA PHILOSOPHIE DANS LE BOUDOIR

Rodrigo D’Avila Braga Silva Profa. Dra. Marie-Hélène Catherine Torres

Desde sua publicação no final do século XVIII, a obra de Donatien Alphonse François de Sade (1740-1814), mais conhecido como o marquês de Sade, foi cercada por controvérsias e escândalos até a sua interdição no início do século XIX. Sua obra só voltou a ser publicada no início do século XX devido ao trabalho de republicação de Guillaume Apollinaire e a partir deste momento a imagem de Sade na cultura popular se transformou graças à ressignificação dada pelo movimento surrealista francês na figura de pensadores como Paul Éluard, Louis Aragon, Jacques Prévert e André Breton. Após esse primeiro momento de reapropriação por parte da cultura francesa, Sade chega ao Brasil na primeira metade do século XX. Por se tratar de um autor até então desconhecido ao sistema literário brasileiro, suas primeiras publicações refletem o imaginário dos surrealistas franceses, fato esse que pode ser percebido nos paratextos das primeiras edições brasileiras, que tinham como intuito a apresentação de Sade ao público brasileiro. A partir desse primeiro momento, podemos ver como os paratextos induzem a leitura e a percepção da Obra e moldando, assim, a imagem do autor. Para esta comunicação, buscarei apresentar e analisar os paratextos de algumas traduções de La Philosophie dans le boudoir (1975) em que podemos detectar esse processo de manipulação e de ressignificação da Obra sadiana durante os séculos XX e XXI no Brasil.

p. 35

INTERPRETAÇÃO

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